à Oxum e Iemanjá,
Para abrir nossos trabalhos,
Na bandeira de Oxalá.”...
(trecho de um ponto de abertura de trabalhos na Umbanda)
INTRODUÇÃO
O Brasil, a partir da sua própria formação cultural, apresenta uma rica matriz religiosa, que marca indiscutivelmente o cenário religioso brasileiro, fruto de encontros e desencontros de vários processos de conflitos e interações sociais, que deu origem a um complexo caldo religioso, sempre mutante e gerador das mais variadas manifestações de fenômenos religiosos.
MIRANDA, (2001) diz o seguinte a respeito da questão da religiosidade popular: “A religiosidade popular signif**a a experiência salvíf**a realizada e expressa no interior da Cultura Popular, que é uma experiência de plenitude, de sentido, de confiança, de realização. Porém é fundamental que seja captada pelo homem como experiência salvíf**a. Este, contudo, só poderá fazê-lo no interior de seu universo simbólico e de suas práticas sociais. É a linguagem que dispõe para entender, expressar e viver.”
E uma parte importante deste caldo religioso está a Umbanda, religião brasileira por adoção. Nascida em terras do Antigo Egito, quando seus Faraós e sacerdotes praticavam rituais semelhantes a aqueles realizados hoje em dia. Esta religião renasceu e floresceu em território brasileiro com muita desenvoltura, pois que sua liturgia, misto das mais diversas liturgias ocidentais e orientais, encontrou terreno fértil para adaptar-se ao povo brasileiro, já tão acostumado à mistura de raças e costumes. Esta facilidade de nosso povo, na aceitação de diversas culturas e tradições, fez com que este ritual milenar renascesse junto a nós. A Umbanda, que através do processo de incorporação de entidades, presta culto aos Orixás como uma qualidade manifesta de Deus. Sua compreensão dos Orixás a aproxima, e muito, dos frutos da Árvore da Vida dos kabalistas. A Umbanda não aceita o sacrifício animal em qualquer de seus rituais. Utiliza, para a sua magia, de ervas, flores, velas coloridas, fitas, certas bebidas, mel e qualquer outra dádiva da natureza que não ceife a vida. A Magia está contida na Umbanda de forma evidente. Aprende com o catolicismo e muitas outras religiões a defumar os ambientes para o culto; do judaísmo traz a compreensão dos Orixás; do Candomblé absorve o nome dos Orixás, seus mantras, instrumentos destinados aos cânticos e mitos fantásticos; das religiões orientais traz a noção do karma, a interpretação de Deus como Força Cósmica e o uso das Guias coloridas.
Parte integrante de sua magia estão as simpatias, descritas por Câmara Cascudo da seguinte forma: “Do grego, sympátheia, sym, e pathos, paixão, sofrimento. Essa conformidade incrível levou a magia a fixar o processo que se tornou popular por todas as partes do mundo. O ritual da simpatia mobiliza as forças e poderes ocultos para satisfazer nossos desejos e até mesmo nos curar de enfermidades e problemas vistos como espirituais. A simpatia consiste de um conjunto de atos e palavras preestabelecidas, repetidos sem qualquer alteração, a não ser o nome do interessado. O ritual deve ser seguido sem restrições.”
Este artigo aborda a vida de Mãe Zuína, como era carinhosamente conhecida, uma vida dedicada à fé e à Umbanda, colaboradora assídua do Professor José Sant’Anna em suas pesquisas folclóricas, muitas vezes realizadas em seu templo, a Tenda de Umbanda Caboclo Caramã e Pai Cesário, em seus ritos, nas festividades de Santos, terços, novenas, bem como seu conhecimento as simpatias.
Deixo agora o leitor se deliciar com a história desta umbandista, mulher, mãe de muitos filhos de fé, amada, respeitada e sempre lembrada através da beleza primitiva das simpatias e rezas que curaram e curam gerações inteiras de nosso povo.
Jesuína de Souza Silva nasceu no dia 25 de agosto de 1924, na cidade de Areias, na época, distrito de Bebedouro. Porem somente em 1925 é que foi registrada, no dia 06 de janeiro.
Filha do senhor Januário José de Souza, nascido na Bahia em 1877, portanto, quando no Brasil foi abolida a escravidão, contava com 11 anos de idade, e a senhora Gertrudes Antônia de Oliveira Teixeira Leite, também bahiana, onde após casada substitui o Teixeira Leite e adota o sobrenome Souza do senhor Januário, seu esposo.
Conta sua filha Maria Gertrudes da Silva de Araujo, que dona Jesuína foi batizada na igreja católica, sendo sua madrinha a chamada por ela de Tia Rita, que enlouqueceu:
“... ela vivia falando palavrões, que nem, desgraça, desgraça pelada. E um dia ela apareceu pra Rita, atrás da porta, em formato de corpo seco, e quando ela viu aquilo ela enlouqueceu...” (MARIA GERTRUDES, 2015).
Veio morar na fazenda da Galiléia ainda criança, onde permaneceu até os seus 12 anos, vindo para a cidade de Olímpia no ano de 1936.
Jesuína e a família residiram em uma casa que se localizava na esquina da Avenida Brasil com a Rua Marechal Deodoro. Começou a trabalhar com 13 anos de idade, como conta sua filha Maria Gertrudes:
“... aí minha mãe começou a trabalhar na residência dos Miessa, seu Sandálio e dona Claudia Miessa. Eles moravam ali onde é a casa das freiras e o Paulo Goulart sempre ia lá quando criança... minha mãe contava que dona Claudia ainda dizia:
- Jesurrina, oh Jessurrina, traz um café pra gente, mas traz nas “chiquirritas”, que é como a dona Claudia chamava as xícaras pequenas...” (MARIA GERTRUDES, 2015).
Quando jovem Jesuína conhece Daniel da Silva, este que se tornaria seu esposo e pai de suas filhas.
“... ele perdeu os pais muito cedo, eles eram de Lavras na Bahia. Aí ele foi morar com um tio que batia muito nele. Fugiu da casa do tio quando ele tinha 14 anos e veio parar em Olímpia, onde morava com o Seu Manoel “guardachuveiro”, na Rua Floriano Peixoto. Os tios da minha mãe conheciam o seu Manoel e foi através deles que ela conheceu meu pai...” (MARIA GERTUDES, 2015).
Daniel, nesta época, era analfabeto e trabalhava em beneficiadoras de arroz e café de propriedade de David Oliveira.
Jesuína contava com 22 anos quando se casou com Daniel na Igreja de Nossa Senhora Aparecida no ano de 1946 no dia 04 de maio.
Depois de casada, Jesuína mudou-se para uma casa na antiga Rua Boiadeira, hoje, Rua Benjamin Constant, onde teve suas duas filhas de parto normal. Primeiramente, Maria Gertrudes da Silva de Araujo, em 1947 e posteriormente, Almerinda Aparecida Silva de Almeida, em 1954. Nesta época, Jesuína trabalhava como lavadeira e passadeira, em sua própria casa.
Por volta de 1976, começa a trabalhar na escola Wilquem Manoel Neves e posteriormente, a convite da Senhora Deise Loureiro, diretora da escola Maria Ubaldina de Barros Furquim, se transfere para esta escola, na década de 80.
Ainda na década de 80 é convidada pelo professor José Sant’Anna a integrar a equipe do Museu de História e Folclore “Maria Olímpia”, na época, dirigido pela saudosa Zeca Scura.
“... quando minha mãe trabalhava no Museu, as meninas [netas de dona Jesuína] saiam da escola e f**avam no museu, já que eu já trabalhava fora, e minha mãe f**ava com elas. No museu minha mãe ensinou elas a ver as horas no relógio da igreja [igreja de Nossa Senhora Aparecida, que se localiza ao lado do museu]. Quando ela perguntava a hora e percebia que as meninas já sabiam ver as horas certinho, ela comprava um relógio de pulso e dava de presente pra elas...” (MARIA GERTRUDES, 2015).
Os netos de dona Zuína, Gesiele e Gesielma e seus primos Daniel, Eziquiel e Rosa Cléia, quando crianças e no período que f**avam no museu com a avó, passavam o dia brincando. Quando dona Zuína via que os mesmos estavam muito agitados, preparava um “chá de estrada” com erva cidreira e alfavaca, dava para os netos e eles se acalmavam e dormiam por ali mesmo, sendo acordados pela avó somente na hora de voltarem para sua casa.
Dona Jesuína trabalhou no Museu até se aposentar por volta do ano de 1994, quando contava com 70 anos de idade.
A UMBANDISTA MÃE ZUÍNA
A história do movimento umbandista pode ser contada por diferentes formas, aspectos doutrinários e mesmo acadêmicos. Embora sua origem no Brasil já seja aceita historicamente com o advento do Caboclo das 7 Encruzilhadas, no Rio de Janeiro, em 1908 através do médium Zélio de Moraes. A Tenda de Umbanda Caboclo Caramã e Pai Cesário, dirigido por muitos anos pela nossa saudosa Mãe Zuína é um dos interessantes casos em que a tradição umbandista é mais antiga, pois suas atividades começaram no mínimo na mesma época que o surgimento desta religião no Brasil.
Este templo abriu oficialmente suas portas no ano de 1967 com a Mãe Jesuína de Souza Silva, a Mãe Zuína. Porém sua mãe, Gertrudes Antônia de Souza praticava a Umbanda na cidade de Bebedouro desde 1897.
A filha de Mãe Zuína, Maria Gertrudes, nos conta toda esta trajetória de resistência, persistência, amor, fé e caridade:
“Minha mãe contava que a família dela era de cultura Espírita, e ainda dizia Espirta Umbandista. A minha avó, dona Gertrudes já trabalhava em um centro em Bebedouro e quando vieram para Olímpia, freqüentavam um Centro em Rio Preto...” (MARIA GERTRUDES, 2015).
Por volta de 1953 adquiriu uma residência própria onde hoje é a Vila Cizoto.
“Essa casa f**ava perto de onde hoje é a igreja da Cizoto [Capela de Santo Antônio]. Foi quando foram lotear aquele local para assim formar o bairro da Cizoto e bem onde estava a casa iriam fazer uma das ruas. Aí Antônio Cizoto e o corretor nos avisou que teríamos que deixar o local e nos deu 3 opções de terrenos.” (MARIA GERTRUDES, 2015).
A família escolheu um terreno na esquina de onde hoje se encontra as Ruas Vitório Cizoto e a Rua Carlos Gomes. Local este onde residem até os dias atuais, a filha mais velha de Mãe Zuína, Maria Gertrudes, sua filha Gesielma e seu neto Ewerton Skelton.
E é neste local onde ainda hoje os ritos são realizados, ou seja, funciona a Tenda de Umbanda Caboclo Caramã e Pai Cesário.
“... nessa época, mais ou menos em 1954, 1955 minha mãe trabalhava em seu próprio quarto, onde desmontava a própria cama e atendia as pessoas, tudo muito escondido porque na época tinha muita repressão e os próprios guias [entidades] incorporados em terra pedia para todos f**arem em silêncio porque os “chapéu de bico” vinham vindo. Chapéu de bico era como eles [as entidades] se referiam aos policiais. E quando as pessoas iam na porta espiar, viam o “Curintinha” [camburão da polícia, que na época era preto e branco] passando. Quando o camburão passava os trabalhos continuavam.
Minha mãe trabalhou neste quarto dela bastante tempo, mais ou menos uns 13 anos. Foi quando a Índia Saraiva, uma cabocla que minha mãe recebia, veio avisar que ela não viria mais, e minha mãe começou a sentir a presença do então Caboclo Caramã e dizia que ele era chefe de terreiro.” (MARIA GERTRUDES, 2015).
Foi quando na década de 60 com a ajuda de conhecidos levantaram o templo para então se realizar os ritos e atendimento à comunidade. Mãe Zuína trabalhou no templo durante aproximadamente 10 anos, até o mesmo ser registrado, em 1967, como Tenda de Umbanda Caboclo Caramã e Pai Cesário.
Nesta época conhece o professor Sant’Anna, onde o mesmo, f**a sabendo que Olímpia possuía uma Tenda de Umbanda funcionando e registrada. A partir daí Mãe Zuína se torna uma fonte inesgotável de pesquisa, além de amiga pessoal do Professor Sant’Anna, que recorria sempre aos seus conhecimentos para enriquecer suas pesquisas acerca das festas religiosas, realizadas no templo, contos, simpatias, gravação dos pontos cantados, receitas e tudo quanto era assunto e que atendesse as necessidades de suas pesquisas. Era procurada para fazer previsões futuras para o município, onde eram publicadas em jornais locais. Ressaltamos a participação de Mãe Zuína no programa Fantástico no ano de 1986, onde foi entrevistada e comentou o ritual de Iemanjá, na Praia Grande, na ocasião deu a sua mensagem para o ano novo, solicitando do Presidente Sarney, Paz e Prosperidade ao Brasil.
Antes de nos deixar Mãe Zuína, mais uma vez em um ato de fé e amor pela Umbanda, deixou eternizado pontos cantados durante os Ritos de seu Templo, quando procurados por um membro responsável pelo acervo musical da Faculdade de Teologia Umbandista, em um CD intitulado “Vamos Saravá!”.
Nossa saudosa Mãe Zuína, incansável na prática da caridade, com seu jeito humilde e amoroso, atendendo e recebendo todo e qualquer tipo de pessoa, independente da fé professada, atendeu na Tenda de Umbanda Caboclo Caramã e Pai Cesário até no ano de 2007, quando sua saúde se fragilizou.
Jesuína de Souza Silva, a Mãe Zuína, nos deixou no dia 31 de março de 2010, aos 85 anos de idade por causa natural.
Atualmente a Tenda de Umbanda Caboclo Caramã e Pai Cesário é dirigida por sua filha Maria Gertrudes da Silva de Araujo e sua Neta Gesiele Augusta Silva de Araujo, na Rua Vitório Cizoto nº 70, na Vila Cizoto.
ARTIGOS E MATÉRIAS PUBLICADOS NOS ANUÁRIOS DOS FESTIVAIS DE FOLCLORE DE OLÍMPIA ONDE MÃE ZUÍNA E A TENDA DE UMBANDA CABOCLO CARAMÃ E PAI CESÁRIO TIVERAM PARTICIPAÇÃO.
Anuário do 8º Festival do Folclore de Olímpia (1972) – Pontos de Xangô, coletados pelo professor José Sant’Anna em 1968;
Anuário do 22° Festival do Folclore de Olímpia (1986) – Simpatias para a criança andar, artigo de Afranio Santana de Oliveira;
Anuário do 24° Festival do Folclore de Olímpia (1988) – Aspectos Folclóricos da Quaresma no município de Olímpia, artigo de autoria do professor José Sant’Anna;
Anuário do 25º Festival do Folclore de Olímpia (1989) – Santo Antônio no Brasil – religião e folclore, artigo de autoria do Professor José Sant’Anna;
Anuário do 26° Festival do Folclore de Olímpia (1990) – São Pedro da Terra e do Céu, Festa de São Pedro na Umbanda, artigo de autoria do professor José Sant’Anna;
Anuário do 29º Festival do Folclore de Olímpia (1993) – Prelúdio ao folclore da banana, crendices, simpatias e sortes nas festas em louvor a São João Batista, artigo de José Carlos Rossato;
Anuário do 30º Festival do Folclore de Olímpia (1994) – Cosme e Damião, a epopéia dos gêmeos taumaturgos, artigo de André Luiz Nakamura;
Anuário do 31° Festival do Folclore de Olímpia (1995) – Folclore Devocional, cai chuva, cai lá do céu, artigo de autoria do professor José Sant’Anna;
Anuário do 33º Festival do Folclore de Olímpia (1997) – Registro, notícia sobre os 30 anos da Tenda de Umbanda Caboclo Caramã e Pai Cesário.
Deixo agora o leitor se deliciar com a beleza primitiva de algumas simpatias que curaram e curam gerações inteiras do nosso povo:
LOMBRIGA ASSUSTADA
É causada na ocasião de um susto muito forte, causando dor na barriga.
Acender 3 carvões virgem, quando estiverem em brasa, coloca-se os mesmos em um copo com água e dê para a pessoa beber.
Isso faz com que as “bichas” [lombrigas] baixem.
LOMBRIGA AGUADA
É quando a pessoa esta com vontade de comer algo.
Corte um dente de alho em cruz, feito isso, jogue uma parte fora e coloque os 3 pedaços restantes em um copo com água, deixe descansar por uns minutos e dê para a pessoa tomar.
PARA TIRAR O SOL DA CABEÇA
Dor de cabeça por tomar muito sol
Dobrar uma toalha branca e colocar na boca de um copo com água, vire o copo com o pano e coloque no alto da cabeça da pessoa com dor. Deixar o pano com o copo de água por um tempo na cabeça da pessoa, pedindo para que a água puxe a quentura daquela cabeça.
Obs.: Conta-se que em alguns casos a água chegava a “borbulhar” e a dor passava.
PARA A CRIANÇA FALAR
Coloca-se a chave de uma igreja próxima à boca da criança, que deverá estar com a boca aberta e faz-se o movimento de destrancar uma porta, girando a chave.
Obs.: Mãe Zuína fazia esta simpatia utilizando a chave da própria tenda de umbanda, dizendo:
- Se eu tenho um templo em casa, para que pegar a chave de uma igreja?
PARA A CRIANÇA ANDAR
Em um domingo de manhã, pegar pelas mãos da criança e fazê-la dar 3 voltas completas ao redor da casa, tomando cuidado para a criança não cair, e chamando a criança pelo nome e dizendo:
[nome da criança] vamos à missa.
Encerro aqui este artigo e homenagem a esta mãe de muitos filhos de fé, conhecedora da mais pura sabedoria popular, nossa Mãe Zuína, a qual viveu para e pela Umbanda.
“A Umbanda é Paz e Amor,
é um mundo cheio de Luz,
é Força que nos dá Vida,
e a grandeza nos conduz.
Avante filhos de fé,
Como a nossa Lei não há,
Levando ao mundo inteiro,
A bandeira de Oxalá”.
(trecho do Hino à Umbanda)
AGRADECIMENTOS
Para encerrar este artigo, agradeço a Maria Gertrudes da Silva Araujo, pelo fato de me ajudar a realizar este desejo de homenagear este ser iluminado que era e continua sendo a nossa Mãe Zuína, agradecer pela sua contribuição, gentileza e principalmente paciência em me contar as histórias dessa pessoa que sempre respeitei e admirei desde o momento em que a conheci.
Agradecer também a toda a família, principalmente a Gesielma e Gesiele pela a amizade e acolhimento em sua residência.
E por fim a toda a família da Tenda de Umbanda Caboclo Caramã e Pai Cesário, por me receberem tão fraternamente e por fazerem me sentir também desta família espiritual, e principalmente pela persistência e resistência de continuarem com esta fé sempre de pé, perpetuando assim a tradição da Umbanda.
A todos vocês o meu muito obrigado.
BIBLIOGRAFIA
MIRANDA, M.F. Inculturação da Fé, uma abordagem teológica. Edições Loyola, São Paulo, 2001.
Revista de teologia e Ciência da Religião da UNICAP (Universidade Católica de Pernambuco, organizada por Professor Doutor Sérgio Sezino Douets Vasconcelos e Professor Doutor Jacques Trudel S.J.
Anuários dos Festivais do Folclore de Olímpia, 8º(1972), 22º(1986), 24°(1988), 25°(1989), 26º(1990), 29º(1993), 30º(1994), 31º(1995), 33º(1997).