17/10/2026
“Se verdadeiramente quisermos uma mudança radical absoluta, necessitamos primeiro mudar-nos individualmente.
O que nós somos como indivíduo, é o mundo. Realmente o mundo é o indivíduo porque o mundo é uma soma de indivíduos. O problema do mundo é o do indivíduo.
Se o indivíduo não muda internamente, o mundo tampouco mudará, mesmo quando muitos quiserem mudá-lo baseando-se em doutrinas extremistas, revoluções sangrentas, ditaduras abomináveis etc.
Se estudarmos detidamente nossos problemas íntimos, teremos que chegar à conclusão lógica de que nenhum líder pode nos resolver esses problemas.
O que eu sou é, de fato, o partido, o grupo, a família, a sociedade, a pátria.
O indivíduo é o princípio e o fim de toda ordem de coisas. Se quisermos uma transformação radical deste mundo amargo e doloroso, necessitamos nos transformar individualmente, cada um, e de forma verdadeiramente muito íntima.
Necessitamos, com suma urgência, estabelecer com firmeza em nossa mente, os valores positivos do espírito.
Quando os valores grosseiros do mundo ocupam nossa mente, o resultado é fome, miséria, guerra, ignorância, enfermidades etc., etc., etc.
Só a partir de compreensão profunda podemos resolver de forma positiva e verdadeira todos os problemas econômicos e sociais que nos afligem e torturam.
(…)
Esta mudança íntima, seguramente não há de se produzir por meio de nenhuma forma de violência ou coação de fora, porque se fosse assim, o resultado seria novos desastres sociais e amarguras. A regeneração íntima deve ser voluntária, inteligente, e não obrigada.
Devemos ser sinceros conosco mesmos e fazer a dissecação do eu com o tremendo bisturi da autocrítica.
É absurdo criticar os erros alheios. O fundamental é descobrir nossos erros e, logo, desintegrá-los baseando-nos em análise e profunda compreensão.
Quando um erro foi totalmente compreendido, de forma íntegra e em todos os níveis mais profundo da mente, desintegra-se inevitavelmente.
É assim que podemos dissolver o eu. Só com a morte do eu podemos, de verdade, fazer um mundo melhor.”
O Cristo Social, Cap. VII
V.M. Samael Aun Weor