25/07/2025
Relato dos dias mais difíceis que já vivemos na equoterapia.
Na última sexta-feira pela manhã, encontramos a Faceira deitada no piquete. Até então, parecia apenas mais um dia comum. Mas ela não levantava. Chamamos a médica veterinária, e veio o diagnóstico: cólica.
Logo em seguida, descobrimos o motivo — ela havia ingerido folhas de mamona e estava intoxicada e aquela cólica fazia parte do sofrimento que o corpo dela estava passando devido a intoxicação. Começamos os cuidados imediatamente: medicações, soro, acompanhamento. Mas ela não reagia. Permaneceu o dia inteiro deitada, sem fazer cocô, sem urinar, sem forças. A cada hora, ela piorava.
A dor de vê-la daquele jeito era imensa. Uma égua que sempre esteve forte, ativa, ajudando tanta gente na equoterapia, agora ali… sem reação e só gemia de dor. E então ouvimos aquilo que mais temíamos: a chance dela sobreviver eram as mínimas possíveis.
A única coisa que nos restava era orar. Entregamos nas mãos de Deus.
Mas aí, por volta da meia-noite, ela deu sinal de vida: quis comer. E mesmo sabendo que ela estava muito fraca, deixamos, pois provavelmente seria sua última refeição. Foi o jeito dela dizer: “eu ainda estou aqui”.
Decidimos tentar levantá-la, porque ela sozinha não conseguia. Estávamos em oito pessoas. Usamos nossas mãos, nossa força, nossas lágrimas. Fizemos um verdadeiro guincho humano. Foram inúmeras tentativas e com muito custo, conseguimos. Ela ficou em pé, esperamos sua reação e logo depois, começou a andar, um passo por vez... Foi uma das cenas mais emocionantes que já vivemos.
No sábado, ela teve novas dores. Voltou a deitar. Passamos o dia inteiro com ela de novo. A doutora Eryka seguiu firme com a gente. O intestino finalmente funcionou, mas ainda era preciso cuidar do quadro geral.
Continua nos comentários…