Quando, numa luta, aparecem comentários como este, é bom refletir com seriedade. Primeiro é importante encarar os direitos não atendidos pelas autoridades como uma negação à nossa cidadania. Ser cidadão é lutar pelos direitos e poder usufruir deles. Segundo. A própria história dos movimentos mostra que, quanto maior a sua independência, melhores condições ele terá para pedir esclarecimentos e exig
ir soluções
Em Terceiro lugar, a confiança exagerada em um “político”, desmobiliza as pessoas porque desacredita toda a força transformadora que nasce a partir da união do povo. A conclusão de muita gente acaba sendo: “Porque participar se o fulano vai resolver a situação?”. Acontece que o fulano não resolve! Se resolvesse, a maioria da população não estaria vivendo (ou sobrevivendo) a duras p***s, não haveria tanto descaso por parte das autoridades. Vamos dar um exemplo, a desapropriação de áreas vazias não é do interesse de políticos donos de imobiliárias ou amigos de especuladores. Com o “rabo preso”, nem mesmo bichinho gosta de ficar, não é mesmo? Muito menos Associações de Moradores, que devem garantir democracia, autonomia e independência, para ser espaço de construção da verdadeira cidadania
ASSOCIAÇÃO É DOS MORADORES
Quem participa? Para que realmente o trabalho da Associação funcione bem, todos os moradores da área precisam se sentir donos dela, e não ap***s esperar da sua Diretoria as decisões e atitudes. É preciso se envolver, opinar, dialogar, ver quais as idéias que todos têm e colocá-las em comum, de forma que as decisões tomadas sejam as mais coletivas possíveis. Como participar? A Diretoria da Associação precisa estar sensível e aberta à participação de todos os moradores, mesmo aqueles que ainda não tem uma caminhada de envolvimento tão freqüente, pois, se derem condições para que isso ocorra, tais pessoas serão novas lideranças na vida do bairro. Não centralizar as atividades é a melhor forma de ampliar a participação e envolvimento de novas pessoas.