12/09/2026
Tem dias em que a cabeça parece funcionar em várias abas ao mesmo tempo.
Uma notificação chama, uma notícia preocupa, uma cobrança aparece e, quando percebemos, até o descanso virou mais uma tarefa.
Uma estimativa da OMS, referente a 2015, apontou prevalência de 9,3% de transtornos de ansiedade no Brasil. Esse dado mostra a dimensão do tema, mas não é um diagnóstico individual.
Ansiedade não é fraqueza, falta de disciplina ou motivo para vergonha.
O excesso de estímulos digitais também merece atenção. O uso problemático pode afetar o descanso, o sono, a concentração e as relações.
Pesquisas do CDC encontraram associações entre uso elevado de telas, sono irregular e sintomas de ansiedade em adolescentes. Associação não significa que a tecnologia seja a única causa do sofrimento.
Se você perceber que está acelerado, experimente a respiração 4–4–6: inspire por quatro segundos, faça uma pausa de até quatro segundos — apenas se for confortável — e solte o ar lentamente por seis segundos. Repita por um ou dois minutos, sem forçar.
Se sentir tontura ou desconforto, interrompa e respire normalmente. Essa prática pode ajudar a reduzir a tensão do momento, mas não substitui cuidado profissional.
Também é possível começar com limites pequenos: silenciar alertas, proteger o horário de descanso, fazer uma refeição sem o celular ou conversar sem dividir a atenção com a tela.
Acreditamos que na fraternidade também se expressa em presença, escuta e responsabilidade.
Ninguém precisa enfrentar todo o peso sozinho.
Qual pequena pausa você consegue criar hoje?
Salve este carrossel e compartilhe com responsabilidade.
Fontes: OPAS/OMS; OMS Europa; CDC; NCBI; MS; CVV.
Em sofrimento intenso ou risco imediato, procure uma UPA, um pronto-socorro ou um hospital, ou acione o SAMU 192. Para apoio emocional, o CVV atende pelo 188.