SEPE Miguel Pereira/Paty de Alferes

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MIGUEL PEREIRA 70 ANOS: UMA HISTÓRIA EM DISPUTANo ano do septuagenário de Miguel Pereira, a gestão Pedro Paulo Quinzinho...
25/10/2025

MIGUEL PEREIRA 70 ANOS: UMA HISTÓRIA EM DISPUTA

No ano do septuagenário de Miguel Pereira, a gestão Pedro Paulo Quinzinho, por meio das Secretarias de Educação e de Turismo, teve a promissora iniciativa de lançar, em meados do primeiro semestre, um projeto de resgate da história e memória do município junto aos alunos da rede pública de ensino.

No entanto, infelizmente, a proposta partiu de uma concepção histórica profundamente equivocada. O projeto, intitulado “Turismo nas Escolas”, em vez de aproximar as novas gerações de suas raízes populares, reduz a história do povo miguelense a um roteiro cenográfico dentro do qual a construção do município haveria se dado não pela força de trabalho de homens e mulheres escravizados e trabalhadores livres, mas pelos dramas palacianos dos barões do café.

Como parte da realização do projeto, foi produzida a apostila “Turismo nas Escolas: desbravando a nossa história e construindo um novo amanhã”, e, com base nela, reunida a junta teatral da Secretaria Municipal de Educação para encenar o roteiro nas diversas escolas do município.

O resultado é preocupante, para dizer o mínimo. O material, carente de bibliografia e de método histórico, combina simplificações didáticas com erros de interpretação e de fato. O documento joga a escravidão para segundo plano, transforma a violência colonial em aventura heroica, e apresenta os antigos latifundiários como fundadores benevolentes da cidade. A encenação, por sua vez, leva essa narrativa para as escolas, com profissionais de educação vestindo-se de barões e sinhás, e repetindo, em forma de espetáculo, a velha apologia da casa-grande.

Nada disso é acidental. De forma consciente ou não, a escolha por enaltecer os barões e ocultar os escravizados corresponde exatamente ao modelo de cidade que o governo municipal vem implementando há anos. Desde a gestão Português, e agora sob continuidade da administração Quinzinho, Miguel Pereira é conduzida segundo o paradigma do turismo-espetáculo de consumo para os visitantes da cidade. Um projeto elitista de “Gramado Carioca”voltado a investidores e turistas, não à população que aqui vive e trabalha.

O SEPE MPPA considera que o resgate da história do município é um movimento urgente e necessário para a formação identitária, a consciência crítica, e a constituição de nossos alunos como agentes transformadores da cidade. Por isso, neste 70º aniversário de Miguel Pereira, vimos a público denunciar a farsa encenada em nossas escolas em plena luz do dia, sob o nome de Turismo nas Escolas.

Leia o artigo completo em:

No ano do septuagenário de Miguel Pereira, a gestão Pedro Paulo Quinzinho, por meio das Secretarias de Educação e de Turismo, teve a promissora iniciativa de lançar, em meados do primeiro semestre,…

🗳️ Participe do Plebiscito Popular!Até o dia 30/08, você pode registrar sua opinião sobre três pautas fundamentais para ...
21/08/2025

🗳️ Participe do Plebiscito Popular!

Até o dia 30/08, você pode registrar sua opinião sobre três pautas fundamentais para a vida da classe trabalhadora: o fim da escala 6x1 (e a redução da jornada de trabalho sem redução salarial), a isenção de imposto de renda para os trabalhadores que ganham salário de até R$ 5 mil, e a taxação dos super ricos. O plebiscito é uma forma de fortalecer a voz do povo contra a exploração.

O SEPE MPPA apoia integralmente a campanha e o plebiscito popular, entendendo que essas pautas tocam diretamente na vida da classe trabalhadora e da juventude. Nosso compromisso é conscientizar a categoria da educação e também os estudantes (lembrando que a participação é aberta a todos com mais de 16 anos).

📍 Em Miguel Pereira, a urna está disponível na sede do SEPE MPPA: Rua Áurea Pinheiro, 133, Sala 210, Centro.

✊ Venha exercer seu direito de participação popular e ajude a construir um futuro mais justo para todos!

SOBRE MERENDEIRAS E MARAJÁSEm uma cidade que tem investido caudalosos rios de dinheiro público em propaganda para atrair...
01/05/2025

SOBRE MERENDEIRAS E MARAJÁS

Em uma cidade que tem investido caudalosos rios de dinheiro público em propaganda para atrair turistas, retratando Miguel Pereira como um lugar fabuloso, é uma afronta a todo munícipe, especialmente à classe trabalhadora de Miguel Pereira que depende do ensino público, que a situação das merendeiras se mantenha desta mesma forma há anos, sem nenhuma valorização ou reconhecimento pelo trabalho que fazem e, pior, que seus salários não cheguem sequer ao mínimo estipulado pelo governo federal para qualquer trabalhador.

O prefeito de Miguel Pereira ganha por mês R$ 35.058,33. Sim! Um dos maiores salários de prefeito do país, em uma cidade com pouco mais de 26 mil habitantes. Tão logo assumiu, viajou à China, com seus outros “dois prefeitos”, enquanto a cidade sofria com falta de luz e água. Esse passeio custou a bagatela de R$ 77.970,96 aos cofres públicos. Numa só tacada, foi gasto mais do que o total dos vencimentos líquidos gastos com as nossas merendeiras em um mês; e o equivalente a 4 anos e dois meses de salário de uma de nossas merendeiras.

Segundo o portal virtual Indeed, o salário de médio para o cargo de merendeira no Brasil é R$1.926,00. Embora ainda um valor baixo, está bastante distante da realidade praticada em Miguel Pereira, onde o salário inicial pago a uma merendeira é de R$1.396,32. Enquanto isso, os secretários da Prefeitura ganham em média 12 mil reais, sendo que a Secretária de Educação ganha no total um salário bruto de R$ 18.918,86 (acumulando o salário de Secretária com o de professora). Não esqueçamos também que o ex-Prefeito em atividade, André Português, recebe um salário equivalente ao de secretário municipal, como presidente da tal “MiguelPereiraTur” (uma autarquia criada por ele próprio, e ratificada na Câmara, no apagar das luzes do seu último mandato). Sua primeiríssima ação a frente da autarquia foi viajar para Nova York com o novo vice-prefeito, passeio que custou aos cofres públicos um total de R$ 25.073, 52 em diárias e passagens.

Não há sangue que não fervilhe diante dessa discrepância entre a orgia dos marajás e o salário das merendeiras. Chega a ser imoral, obsceno, pornográfico, o contraste entre o mundo da política e o mundo do trabalho em Miguel Pereira.

Neste 1º de maio, nós, profissionais da educação pública de Miguel Pereira, reforçamos a disposição de lutar por nossos direitos. Não nos emocionamos com os vídeos promocionais da Prefeitura, não nos motiva as trilhas sonoras melodramáticas, e não nos engana os discursos vazios sobre a valorização do trabalhador. Trabalhador se valoriza com maiores salários, menores jornadas, e melhores condições de trabalho.

Diante da indisposição do Prefeito em receber o SEPE, o SEPE não obstante vem a público reforçar as demandas reivindicadas pelas merendeiras.

– Salário digno acima do mínimo;

– Equiparação salarial das concursadas com as contratadas;

– Adicional de insalubridade;

– Plano de Cargos e Salários;

– Abertura de Concurso Público para o cargo!

Ao ensejo, continuamos exigindo o cumprimento da Lei Federal do Piso Salarial Nacional do Magistério respeitando o nosso Plano de Cargos e Salários.

Leia o texto completo em:

Neste dia consagrado à luta histórica da classe trabalhadora contra todo tipo de exploração, o SEPE MPPA vem denunciar mais uma vez a situação inaceitável de precariedade pela qual vem passando ano…

ONDE ESTÁ O DINHEIRO DAS FÉRIAS DOS FUNCIONÁRIOS DA EDUCAÇÃO?O ano de 2025 inicia sob o comando de um “novo governo” em ...
05/01/2025

ONDE ESTÁ O DINHEIRO DAS FÉRIAS DOS FUNCIONÁRIOS DA EDUCAÇÃO?

O ano de 2025 inicia sob o comando de um “novo governo” em Miguel Pereira; que, pelo visto, dará continuidade a práticas que desrespeitam os direitos dos seus servidores.

Finalmente, chegaram as nossas tão esperadas férias. No entanto, o pagamento por elas ninguém viu, e ainda não sabemos quando (ou mesmo se) ocorrerá. Muitos profissionais, professores, diretoras, secretários escolares, pedagogos, merendeiras, motoristas e profissionais de apoio, que se dedicaram ao longo de um ano inteiro para oferecer a melhor educação para nossas crianças e jovens, apesar das inúmeras dificuldades existentes na educação pública municipal, permanecem no escuro, sem saber se receberão aquilo que é seu por direito: o recebimento de 1/3 de férias.

O prefeito anterior decidiu por antecipar o pagamento dos salários dos servidores para o dia 21 de dezembro de 2024; mas, aparentemente, se esqueceu que, de acordo com o Estatuto dos Servidores Públicos Municipais: “as férias serão pagas na mesma data do pagamento da remuneração do mês anterior àquele em que serão gozadas”.

A administração atual não deu nenhuma explicação aos servidores e segue agindo como se tudo estivesse dentro da normalidade. Olhando as redes sociais da Prefeitura, bem como os outdoors da cidade, parece que estamos vivendo no paraíso, com celebração de posse do “novo prefeito”, com fotos junto a celebridades políticas do estado, e com novos investimentos de todo o tipo para o turismo. Talvez, para o alto escalão, com seus altos salários, gratificações e inúmeras diárias (pelas incontáveis viagens intermunicipais, nacionais e internacionais), tudo esteja realmente um mar de rosas.

A Secretaria Municipal de Educação, também sob novo comando por uma professora servidora pública de nosso município, nada declarou até o momento, nenhuma satisfação para seus servidores do porquê do atraso, nem de uma data possível para o pagamento daquilo que é nosso direito.

Os servidores nada têm a ver com as contradições da atual gestão – se teve ou não equipe de transição; se há um prefeito ou se há três; se o ex-prefeito se recusa a sair do gabinete; e etc. – pois os servidores são a constante da prefeitura, que compõem o funcionalismo público municipal, mesmo diante da variação dos governos de ocasião. Profissionais de carreira – muitos deles com muitos anos de carreira a serviço do município – que merecem no mínimo uma satisfação, um prazo, uma data.

Afinal, por que o recebimento do 1/3 de férias não foi em dezembro, obedecendo a lei? Quando ele vai sair? A categoria exige (e tem o direito de) uma resposta oficial da Secretaria Municipal de Educação e da Prefeitura.

O ano de 2025 inicia sob o comando de um “novo governo”, que, pelo visto, dará continuidade a práticas que desrespeitam os direitos dos seus servidores. Finalmente, chegaram as nossas tão esperadas…

Nessas eleições, não reeleja!
02/10/2024

Nessas eleições, não reeleja!

Neste período eleitoral, o SEPE MPPA vem recordar que estes vereadores que hoje ocupam a Câmara Municipal de Miguel Pereira votaram, no dia 15/05/23, por unanimidade, a destruição do Plano de Cargo…

Novo Boletim do SEPE MPPA
29/08/2024

Novo Boletim do SEPE MPPA

16/07/2024
Obra inacabada em frente à Escola Municipal Edmundo Macedo gera transtornos e preocupa comunidadeMiguel Pereira, RJ – De...
15/02/2024

Obra inacabada em frente à Escola Municipal Edmundo Macedo gera transtornos e preocupa comunidade

Miguel Pereira, RJ – Desde novembro de 2023, a Escola Municipal Coronel Edmundo de Macedo Soares e Silva, em Javary, vive em meio a uma obra inacabada que gera transtornos e preocupa a comunidade escolar. A situação se agravou em dezembro, com a obra se aproximando da porta da escola e dificultando o acesso de servidores.

Com a expectativa de que a obra avançasse ou terminasse durante o período de férias escolares, a comunidade foi surpreendida com a paralisação da obra em janeiro. A área da obra foi cercada com tabatinga, um tipo de barro que causa afundamento e atola veículos, colocando em risco a segurança de todos e dificultando o direito de ir e vir.

Falta de planejamento e comunicação

A comunidade escolar critica a falta de planejamento por parte da Prefeitura, que não avisou sobre os riscos do barro utilizado na obra e não tomou medidas para minimizar os impactos na escola. A falta de comunicação também é um problema, com a comunidade não tendo informações sobre a previsão de término da obra.

Preocupação com segurança e início das aulas

Com o início das aulas, a comunidade escolar está preocupada com a segurança dos alunos e profissionais da educação. A presença do barro e a falta de acesso à escola podem comprometer esse início do ano letivo.

Sindicato cobra soluções

O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação de Miguel Pereira -SEPE, cobra da Prefeitura soluções urgentes para o problema. Entre as medidas reivindicadas estão: conclusão da obra o mais rápido possível; garantia da segurança de alunos, profissionais e comunidade e melhoria na comunicação com a comunidade escolar.

O SEPE-MP/PA acompanhará a situação e tomará as medidas cabíveis para garantir os direitos da comunidade escolar.

03/01/2024

Endereço

Miguel Pereira, RJ

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