Instituto Aurora

Instituto Aurora Temos como missão educar em direitos humanos, ampliando a compreensão do tema e promovendo diálogos.

Em 13 de julho de 1990, o Brasil promulgou o Estatuto da Criança e do Adolescente. Desde então, o ECA é a principal orie...
14/07/2026

Em 13 de julho de 1990, o Brasil promulgou o Estatuto da Criança e do Adolescente. Desde então, o ECA é a principal orientação para a proteção integral de crianças e adolescentes no país; e também bússola para nossa atuação dentro da Coalizão Brasileira pelo Fim da Violência contra Crianças e Adolescentes, articulação nacional voltada à prevenção às violências contra crianças e adolescentes.

Depois de 36 anos de histórias é natural perguntar: uma lei desse tempo ainda dá conta dos desafios de hoje? A resposta é: sim, mais do que parece.

Embora o ECA não traga palavras como cyberbullying ou ansiedade climática, há quase 4 décadas, ele fala explicitamente em garantir saúde mental, desenvolvimento sadio e harmonioso, além de condições dignas de existência. Esses princípios nos permitem proteger crianças e adolescentes de ameaças que nem tinham nome e que hoje precisam de uma resposta urgente.

Nas palavras de Michele Bravos, diretora-executiva do Instituto Aurora:

"Tendo em vista a visão estratégica da Coalizão, centrada na prevenção e em mudanças sistêmicas, uma das ações previstas para 2025 foi a elaboração de um glossário sobre direitos de crianças e adolescentes voltado ao Legislativo. O Instituto Aurora contribuiu coordenando essa iniciativa. Após quase um ano de trabalho coletivo — com reuniões, escrita e edição —, chegamos a um material que se destaca por abordar temas atuais, organizados em três categorias: ambiente digital, clima e desigualdades. Foi uma honra contribuir para essa ação e para o avanço da incidência política da Coalizão."

E a luta não para. Em 2026, o ECA Digital entrou em vigor, regulamentando a proteção de crianças e adolescentes no ambiente online. Não é uma substituição, é uma atualização: uma prova de que o documento continua sendo o ponto de partida, e que a luta por direitos é sempre um movimento contínuo, nunca um destino final.

Aos 36 anos, o ECA segue sendo um convite à sociedade para assumir sua responsabilidade. Afinal, “é preciso uma aldeia inteira para educar uma criança”.

Para nós, o pessoal dos direitos humanos, até mesmo a Copa pode ser um momento de aprendizado sobre essa pauta.Eventos m...
30/06/2026

Para nós, o pessoal dos direitos humanos, até mesmo a Copa pode ser um momento de aprendizado sobre essa pauta.

Eventos mundiais de tamanha visibilidade como a Copa revelam muito sobre o momento político em que estamos e sobre como a sociedade tem pensado nossas relações humanas.

Com certeza você viu as violações praticadas por agentes dos Estados Unidos no início da Copa, revelando violações de direitos; ou ainda comentários discriminatórios sobre a seleção francesa, majoritariamente negra, resultado de uma história marcada por colonizações e migrações.

Os direitos humanos representam mais do que uma lista de princípios; eles estão presentes nas histórias das pessoas.

Uma das maiores lições que essa Copa tem nos ensinado a partir da perspectiva dos direitos humanos é que, por mais que tenhamos muitos de nossos direitos já conquistados, eles ainda assim podem ser restringidos. Por isso, precisamos conhecê-los, defendê-los e fortalecê-los todos os dias!

O machismo que oprime mulheres é o mesmo que persegue a diversidade.Em uma sociedade machista, existe uma régua invisíve...
28/06/2026

O machismo que oprime mulheres é o mesmo que persegue a diversidade.

Em uma sociedade machista, existe uma régua invisível que mede o que é ser homem e o que é ser mulher. Essa régua impõe papéis de gênero e sustenta a desigualdade de gênero.

É ela que define que “ser homem de verdade” está associado à força, controle, virilidade, ausência de afeto. Tudo o que foge disso — a sensibilidade, o cuidado, outras formas de amar — é tratado como inferior, “menos homem”.

É ela também que diz que lugar de mulher é dentro de casa, não ocupando espaços de públicos, quem dirá de poder; que propaga discursos de uma maternidade compulsória; que ataca o movimento feminista, ignorando a necessidade de luta por direitos das mulheres e suas conquistas.

É essa mesma régua que mede pessoas LGBTQIA+ e as classifica como fora da “normalidade”, porque não cabem no papel imposto a cada gênero por uma sociedade machista, não cabem nas caixinhas previamente delimitadas.

Sem essas caixas, mulheres vivem com mais autonomia, homens com mais liberdade para sentir, e pessoas LGBTQIA+ com o direito básico de existir como são e em paz.

No fundo, o orgulho (palavra que acompanha os movimentos LGBTQIA+) é sobre isso: a celebração de um mundo onde ninguém precisa se encolher para caber.

Neste 28 de junho, o Aurora celebra a diversidade pelo que ela é: uma forma de tornar a vida de todas as pessoas mais livre.








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O direito à memória nos ensina a dizer: nunca mais! A tortura nasce quando o diálogo é substituído pela força — quando d...
26/06/2026

O direito à memória nos ensina a dizer: nunca mais!

A tortura nasce quando o diálogo é substituído pela força — quando disputas políticas deixam de ser resolvidas pela palavra e passam a ser impostas pela violência. Foi assim em tantos regimes autoritários, inclusive no nosso.

Falar sobre isso pode parecer doloroso. Mas lembrar é exatamente o que nos protege de repetir.

Não por acaso, três filmes reabriram essa conversa na América Latina. No Brasil, “Ainda estou aqui”, de Walter Salles, e “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, mergulham no Brasil da repressão, da vigilância e da resistência. E “Argentina, 1985” reconstrói o julgamento que levou líderes de uma ditadura ao banco dos réus e transformou o testemunho das vítimas em justiça na terras de nossos hermanos.

Os três filmes nos lembram de algo esperançoso: a memória não é apenas sobre a dor do passado. É sobre a possibilidade de reparação, de justiça e de futuro. Apoiar quem sobreviveu à tortura é apostar num mundo em que os conflitos se resolvem pela coragem do diálogo, e não pelo medo.

Neste 26 de junho, o Aurora reafirma: nenhuma causa justifica a violência contra a dignidade humana. Nunca mais.








Onde há acolhida, há recomeço.Hoje, cerca de 117,8 milhões de pessoas no mundo foram forçadas a deixar suas casas, segun...
20/06/2026

Onde há acolhida, há recomeço.

Hoje, cerca de 117,8 milhões de pessoas no mundo foram forçadas a deixar suas casas, segundo o principal relatório anual da Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR) lançado neste mês. Ainda, conforme o relatório, o continente americano passou a ser a principal região do mundo em deslocamento forçado, seguida pela África Oriental e Austral, e pelo Oriente Médio e Norte da África.

O Brasil, um país de acolhida para muitos refugiados de países vizinhos, tem se destacado internacionalmente por manter políticas públicas que garantem a permanência dessas pessoas no país, possibilitando com que reconstruam suas vidas com dignidade.

Por aqui, pessoas da Venezuela, Haiti, Colômbia entre outros países reconstroem laços, criam seus filhos, abrem negócios, aprendem novas línguas e devolvem à sociedade que as acolhe muito mais do que receberam.

Diante disso, viver no Brasil de hoje é conviver com refugiados e imigrantes.
E como nós brasileiros podemos acolher com amor?

- Demonstrando interesse genuíno pela pessoa, permitindo-se conhecer alguém novo;
- Fazendo perguntas respeitosas em vez de suposições sobre a história de quem busca refúgio;
- Informando-se para não propagar mentiras e desinformação que incitam xenofobia e outros preconceitos;
- Oferecendo oportunidades de emprego decente;
- Abrindo-se para aprender um novo idioma;
- Colocando-se à disposição para ajudar a pessoa a entender as burocracias desse novo país e cidade em que ela está;
- Votando em políticos que são favoráveis às políticas migratórias e apresentam boas estratégias de convivência em vez de planos de segregação.

Acolher é uma escolha. E é também uma forma concreta de construir uma sociedade que vive em paz — aquela em que ninguém precisa ter medo de existir por conta de sua nacionalidade ou condição migratória e onde, no futuro, quem chegou possa se sentir em casa.

Neste 20 de junho, o convite do Aurora é ousado, mas fundamental para nos mantermos humanos: olhar para quem chega não como ameaça, mas como parte de nós.







O Dia Internacional para o Direito à Verdade sobre Graves Violações dos Direitos Humanos e pela Dignidade das Vítimas é ...
24/03/2026

O Dia Internacional para o Direito à Verdade sobre Graves Violações dos Direitos Humanos e pela Dignidade das Vítimas é celebrado em 24 de março. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2010 e homenageia o Arcebispo Óscar Romero, assassinado em 24 de março de 1980 após denunciar violações de direitos humanos em El Salvador.

A data reafirma o direito das vítimas e de seus familiares de conhecerem a verdade sobre o que aconteceu — inclusive no contexto de regimes ditatoriais, desaparecimentos forçados e violações sistemáticas na América Latina.

Assim, sabemos que alguns preferem não lembrar.

Mas há quem precise — e quem lute — para que o mundo não esqueça.

Neste 24 de março, o Instituto Aurora recomenda obras que não deixam o passado ser enterrado.

Filmes, séries, livros, músicas e jogos que tratam com sensibilidade e coragem de um tema urgente: o direito das vítimas e de seus familiares de saber o que aconteceu.

A verdade não é um detalhe histórico. É a base da justiça.

Deslize o post e descubra as indicações 👉

E você? Conhece alguma obra que aborde este tema tão delicado?

Pra todos verem: este post possui .

Você sabe o que define infância?Pela Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança (1989), criança é toda pes...
23/03/2026

Você sabe o que define infância?

Pela Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança (1989), criança é toda pessoa com menos de 18 anos. Uma definição simples — mas que carrega uma responsabilidade enorme.
Responsabilidade de proteger. De garantir. De educar.

Os artigos 205 da Constituição Federal de 1988 e 53 do Estatuto da Criança e do Adolescente estabelecem que toda criança e adolescente tem direito à educação visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, ao exercício da cidadania e à qualificação para o trabalho. Não como favor. Mas como direito.

E ainda assim, milhões de crianças brasileiras chegam à adolescência sem ter tido acesso a uma educação de qualidade — marcadas pela desigualdade de renda, de raça e de território.
Mudar isso exige mais do que boa vontade. Exige políticas públicas, investimento real e uma sociedade que entenda a infância como prioridade absoluta (art. 227 da CF/88) — não como pauta secundária.

Enquanto uma criança não tiver seus direitos garantidos, todos nós temos algo a fazer.

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Você já parou para pensar de onde vem o ódio?"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele."Essa frase, de Ne...
21/03/2026

Você já parou para pensar de onde vem o ódio?

"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele."

Essa frase, de Nelson Mandela, é frequentemente citada como co***lo. Mas Lélia González nos daria uma resposta mais precisa: o racismo não precisa do ódio para funcionar. Ele opera no silêncio, na omissão, na naturalização do que é estrutural.

No Brasil, a discriminação racial atravessa pessoas pretas, pardas, indígenas, amarelas, imigrantes e refugiados — com formas e intensidades diferentes, mas com a mesma raiz: a ideia de que origem étnica define valor.

Neste 21 de março, o Instituto Aurora reafirma que igualdade racial não é pauta de nicho. É condição para qualquer sociedade que se pretenda justa.

O ODS 10 e o ODS 16 não são metas abstratas. São compromissos com pessoas reais.

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11/12/2025

Recebendo o prêmio concedido ao Panorama da Educação em Direitos Humanos no 1° Prêmio de Incentivo à Pesquisa em Direitos Humanos, promovido pelo Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC) em parceria com o CNPq☀️

Endereço

Manaus, AM
70000-000

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