Alguns jovens brincavam no Garrote Tira Teima, do Senhor Chico Beicinho, localizado na Rua Urucará, canto com a Rua Itacoatiara. Os meninos ficaram desolados, sem saber o que fazer. No dia seguinte, um dos jovens (Tó) sugeriu a fundação de um boi-bumbá. A idéia foi acolhida com simpatia e na hora do banho refrescante nas águas límpidas no igarapé do Quarenta, entre um mergulho e outro, outro jovem
(Pelica) perguntou: “E o Boi, vai sair ou não?” Então, chegaram à seguinte conclusão: a reunião seria dia 1º de maio de 1942, na casa do Ceará. Enquanto a Agência Nacional de Notícias informava para todo o País o acidente ocorrido com o Presidente Getúlio Vargas, um grupo de jovens se encontrava reunido na casa 1140 da Rua Ajuricaba, no Bairro da Cachoeirinha, para fundar oficialmente um bumbá. Sentados em tamboretes, sob a luz bruxuleante de um lampião a querosene jacaré, estavam presentes: Astrogildo Santos (Tó); Wandi Guaromiro Santos (Miro); Dionísio Gomes (Tucuxí); Mauro Santos (Pelica); e Antônio Altino da Silva (Ceará). Naquela memorável noite ficou decidido, o boi ia sair mesmo. Só faltava o nome, pois ninguém queria repetir o nome dos bois já existentes. Pois, nos arredores, além do Violento, do Garantido, tinha também o Pai do Campo e o Flor do Campo. Depois de muita discussão, o Miro sugeriu que o nome do boi fosse Corre Campo. A ideia foi aceita e Corre Campo surgiu para mandar nos terreiros do Bairro. O boi bumbá Corre-Campo é o atual campeão do Festival Folclórico do Amazonas. E para conquistar o bicampeonato, aposta no tema ‘Patrimônio do Povo’, fazendo também uma homenagem aos 60 anos do festival.