Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Amazonas

Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Amazonas Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Amazonas - SJPAM. Filiado à Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ.

Fundado como Associação Profissional em 21 de Outubro de 1957. Carta Sindical Expedida em 18 de Dezembro de 1958.

02/06/2026

O Dissídio Coletivo dos jornalistas 2026 assegura cláusulas sociais, reajuste no Vale-alimentação, a garantia de reposição das perdas salariais (2024) e o estabelecimento do Piso Salarial.
A sentença do TRT/11ª Região, reconhece direitos e garante melhores condições de trabalho e salários para categoria no Amazonas.

FENAJ envia carta aberta a Hugo Motta e Leo Prates cobrando manutenção da jornada de 5h para jornalistas A Federação Nac...
25/05/2026

FENAJ envia carta aberta a Hugo Motta e Leo Prates cobrando manutenção da jornada de 5h para jornalistas

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e os Sindicatos de Jornalistas de todo o país enviaram uma carta aberta ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e ao deputado federal Leo Prates, relator da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que debate a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. No documento, as entidades manifestam preocupação com informações de que empresários do setor de comunicação estariam pressionando o Congresso Nacional para ampliar a jornada dos jornalistas durante a tramitação da proposta.

A carta afirma que uma eventual mudança nesse sentido representaria “grave desvirtuamento” da PEC, utilizando uma pauta voltada à ampliação de direitos trabalhistas para promover retirada de direitos históricos da categoria. A FENAJ destaca que a jornada especial dos jornalistas, prevista na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), não configura privilégio, mas reconhecimento das condições específicas da profissão, marcada por pressão psicológica intensa, estresse permanente, trabalho noturno, jornadas irregulares e elevada carga cognitiva.

As entidades ressaltam ainda que o cenário de adoecimento mental da categoria se agravou nos últimos anos com a intensificação das rotinas digitais e da comunicação em tempo real. Segundo a carta, pesquisa realizada pela Fundacentro, a pedido da FENAJ, aponta índices elevados de ansiedade, depressão, burnout e outros transtornos relacionados ao trabalho entre jornalistas brasileiros.

Outro ponto abordado no documento diz respeito aos incentivos fiscais concedidos historicamente às empresas de comunicação, especialmente por meio da desoneração da folha de pagamento. A FENAJ argumenta que, apesar dos benefícios, os dados do DIEESE, com base na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério do Trabalho e Emprego, indicam queda superior a 18% no número de trabalhadores formais do setor entre 2013 e 2023.

Para a Federação e os sindicatos, a eventual ampliação da jornada dos jornalistas criaria uma situação de desigualdade em relação aos demais trabalhadores brasileiros, justamente em um momento em que o debate nacional aponta para redução do tempo de trabalho e ampliação da qualidade de vida. “O tempo do jornalista pertence ao jornalista e à sua família, não às empresas de comunicação”, afirma um dos trechos da carta.

No documento, as entidades solicitam que a Câmara dos Deputados rejeite qualquer iniciativa destinada a ampliar a jornada dos jornalistas ou descaracterizar o regime especial já previsto na legislação trabalhista. A FENAJ reafirma apoio à redução da escala de trabalho para todos os trabalhadores brasileiros, mas defende que isso ocorra sem retirada de direitos historicamente conquistados pela categoria.

A carta é assinada pela Federação Nacional dos Jornalistas e pelos Sindicatos dos Jornalistas Profissionais de todo o país.

Confira abaixo a carta aberta enviada ao Presidente da Câmara dos Deputados e ao relator da PEC da redução da escala 6×1
Excelentíssimo Senhor Deputado Federal Hugo Motta
Presidente da Câmara dos Deputados

---------------------------------------------------------------------
Excelentíssimo Senhor Deputado Federal Leo Prates
Relator da Proposta de Emenda Constitucional que trata da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1

Senhores Deputados,

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e os Sindicatos de Jornalistas de todo o país acompanham com atenção e expectativa os debates em torno das propostas que visam reduzir a jornada semanal de trabalho dos brasileiros e superar o modelo de escala 6×1, medida que representa um importante avanço civilizatório nas relações de trabalho.

No entanto, chegam às entidades representativas da categoria informações de que setores empresariais da comunicação estariam pressionando o Congresso Nacional para aproveitar a discussão da redução da jornada semanal e inserir, no texto em debate, alterações destinadas a ampliar a jornada dos jornalistas. Caso essa iniciativa se confirme, estaremos diante de um grave desvirtuamento da proposta original, utilizando-se um debate legítimo sobre melhoria das condições de trabalho para promover a retirada de direitos de uma categoria profissional específica.

Os jornalistas possuem jornada especial prevista na Consolidação das Leis do Trabalho há décadas. A jornada de cinco horas diárias não constitui privilégio, mas reconhecimento legal das peculiaridades da atividade jornalística, marcada por intensa pressão psicológica, exposição permanente ao estresse, jornadas irregulares, trabalho noturno, cobertura de situações traumáticas e elevada carga cognitiva. Trata-se de uma proteção construída historicamente em razão do desgaste físico e mental inerente à profissão.

Essa situação se agravou mais ainda nos últimos anos com a introdução das novas tecnologias de internet, que tornou ainda mais instantânea a necessidade de os profissionais responderem ao trabalho, bem como sobrepôs funções, ampliando a pressão e o adoecimento dos jornalistas.

Dados recentes produzidos pela Fundacentro, em pesquisa realizada a pedido da FENAJ, revelam índices alarmantes de adoecimento mental entre jornalistas brasileiros. Ansiedade, depressão, síndrome de burnout e outros transtornos relacionados ao trabalho atingem parcela significativa da categoria. Em vez de ampliar a exposição desses profissionais aos fatores de risco já identificados, o Congresso Nacional deveria contribuir para a construção de ambientes laborais mais saudáveis e compatíveis com a preservação da saúde física e mental dos trabalhadores.

Nesse contexto, qualquer tentativa de elevar a jornada dos jornalistas como suposta compensação pela redução da escala semanal geral significará, na prática, transformar uma medida de proteção social em instrumento de retirada de direitos. Mais grave ainda, criará uma situação discriminatória na qual milhões de trabalhadores brasileiros terão seu tempo livre ampliado, enquanto os jornalistas serão compelidos a trabalhar mais horas por dia para compensar demandas patronais.

É importante registrar que o setor empresarial da comunicação tem sido contemplado, nas últimas décadas, por relevantes mecanismos de incentivo fiscal, especialmente por meio da desoneração da folha de pagamento. Contudo, os indicadores de emprego não demonstram que tais benefícios tenham se traduzido na preservação dos postos de trabalho. Dados do DIEESE, baseados na RAIS do Ministério do Trabalho e Emprego, revelam que o número de trabalhadores formais no setor caiu mais de 18% entre 2013 e 2023, período em que vigorava incentivos fiscais.

O movimento de redução de quadros profissionais continuou sendo observado em 2024 e 2025, ainda sob a vigência dos incentivos e também na transição para o término desses benefícios, em 2028. Diante desse histórico, não parece razoável que se proponha a ampliação da jornada dos jornalistas como mecanismo de compensação econômica para empresas que já foram amplamente beneficiadas por políticas públicas sem que isso tenha resultado na proteção do emprego e na valorização do trabalho profissional.

Se a redução da jornada de trabalho é um direito social destinado a assegurar mais tempo para convivência familiar, lazer, qualificação profissional, participação comunitária e cuidados com a saúde, não há justificativa razoável para que os profissionais da imprensa sejam excluídos desse benefício. O tempo do jornalista pertence ao jornalista e à sua família, não às empresas de comunicação. Não é admissível que uma categoria profissional seja transformada em exceção para atender interesses econômicos específicos de determinados segmentos empresariais.

O fim da escala 6 X 1 precisa representar avanço social efetivo. Não pode servir de oportunidade para a inclusão de dispositivos estranhos ao objeto principal da proposta, tampouco para a supressão de direitos historicamente consolidados. Alterações dessa natureza configurariam evidente distorção do debate legislativo e produziriam profundo desequilíbrio nas relações de trabalho do setor.

Por essa razão, solicitamos a Vossas Excelências que rejeitem qualquer iniciativa destinada a ampliar a jornada dos jornalistas ou a descaracterizar o regime especial previsto na legislação trabalhista. A eventual adoção de uma nova organização da jornada semanal no país deve respeitar integralmente os direitos já assegurados à categoria, preservando a jornada atual e assegurando que os jornalistas também sejam beneficiados pelos avanços sociais decorrentes da reforma.

Os jornalistas brasileiros defendem a redução da escala de trabalho para todos os trabalhadores. E defendem, com a mesma convicção, a preservação dos direitos conquistados por sua categoria. Não aceitaremos que uma pauta histórica da classe trabalhadora seja utilizada para impor retrocessos a profissionais que exercem papel essencial para a democracia e para o direito da sociedade à informação.

Atenciosamente,

Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ
Sindicatos dos Jornalistas Profissionais do Brasil

Manaus-AM, 25 de maio de 2026.

🚨 A jornada de 5h dos jornalistas está ameaçada?O debate sobre o fim da escala 6×1 abriu espaço para movimentações do se...
22/05/2026

🚨 A jornada de 5h dos jornalistas está ameaçada?
O debate sobre o fim da escala 6×1 abriu espaço para movimentações do setor patronal da comunicação no Congresso Nacional.
⚠️ A preocupação: usar a discussão para aumentar a jornada diária dos jornalistas.
A redução da jornada de trabalho no Brasil NÃO pode significar retirada de direitos históricos da categoria.
✊🏾Reduzir a escala de trabalho deve significar mais qualidade de vida — e não mais precarização.
A FENAJ seguirá mobilizada em defesa dos direitos dos jornalistas.

FENAJ reafirma jornada de 5h para jornalistas e rejeita ampliação da carga diária com o fim da escala 6×1Os debates em t...
20/05/2026

FENAJ reafirma jornada de 5h para jornalistas e rejeita ampliação da carga diária com o fim da escala 6×1

Os debates em torno dos projetos e propostas de emenda à Constituição que tramitam na Câmara dos Deputados sobre o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de trabalho para 40 horas acenderam um alerta entre jornalistas e entidades representativas da categoria. O relator da PEC na Câmara, deputado Leo Prates (PR-BA) deve entregar seu relatório essa semana ainda, com previsão de votação para o dia 27 de maio.

Diante desse cenário e considerando movimentações do setor patronal da comunicação no Congresso Nacional, a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) reafirma sua posição histórica em defesa da jornada especial dos jornalistas prevista na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), 5h diárias com limite de 30 semanais, rejeitando qualquer tentativa de ampliação da carga horária diária da categoria.

“Qualquer mudança na legislação que busque ampliar a jornada de 5 horas diárias dos jornalistas representa um grave retrocesso nos direitos historicamente conquistados pela categoria e encontrará firme oposição da FENAJ e dos sindicatos”, afirma a presidenta da entidade nacional, Samira de Castro.

Pressão e adoecimento
A FENAJ defende que a eventual adoção de uma nova organização da escala semanal de trabalho no país deve significar avanço nas condições de trabalho, e não retirada de direitos. A jornada especial dos jornalistas existe em razão das especificidades da profissão, marcada por forte desgaste físico, mental e emocional, pressão permanente, trabalho em horários irregulares e alta intensidade laboral.

“Os jornalistas possuem jornada especial porque a categoria está no topo das carreiras que mais adoecem e mais perdem a vida precocemente por doenças relacionadas ao estresse do trabalho”, diz Samira. Ela informa que estudo recente elaborado pela Fundacentro (órgão ligado ao Ministério do Trabalho), a pedido da FENAJ, mostrou que metade dos pesquisados apresentou sintomas ou diagnósticos de ansiedade, depressão, síndrome de pânico e burnout.

Oportunismo patronal
A Federação avisa que está atenta à movimentação do setor patronal da comunicação, que quer se aproveitar da discussão da redução da escala 6 X 1 para emplacar o velho desejo de mudar a jornada diária dos jornalistas. Segundo Samira, não bastou a eles emplacarem a criação da ilegal profissão de multimídia, manobra para invadir competências de outras profissões e impor maior precarização.

“A FENAJ não aceitará mudanças na CLT que descaracterizem a jornada especial da categoria ou ampliem, na prática, a carga horária diária dos profissionais da imprensa”, afirma ela. A posição das entidades sindicais é de que qualquer negociação ou acordo que caminhe nesse sentido já ocorrerá sob explícita oposição da representação nacional dos jornalistas.

A entidade também reforça que a redução da jornada semanal deve ser interpretada de forma compatível com os direitos já assegurados aos jornalistas. Assim, a implementação de uma eventual escala 5×2 precisa respeitar a jornada diária prevista em lei, sem redução salarial e sem mecanismos que promovam compensações abusivas ou flexibilizações que ampliem o tempo de trabalho.

A FENAJ seguirá alerta, acompanhando os debates no Congresso Nacional e convoca os sindicatos filiados à mobilização para impedir retrocessos e garantir que qualquer mudança na legislação trabalhista represente efetivamente melhoria nas condições de vida e trabalho da categoria.

Fonte: Fenaj

Congresso Brasileiro de Comunicação Pública lança chamada de trabalhosEvento ocorrerá em Brasília, de 16 a 18 de setembr...
07/05/2026

Congresso Brasileiro de Comunicação Pública lança chamada de trabalhos

Evento ocorrerá em Brasília, de 16 a 18 de setembro

A partir de 18 de maio estarão abertas as inscrições para apresentação de trabalhos na quarta edição do Congresso Brasileiro de Comunicação Pública – ComPública, que acontecerá em Brasília, de 16 a 18 de setembro.

Realizado pela Associação Brasileira de Comunicação Pública, ABCPública, em parceria com a Câmara dos Deputados, no ano em que a associação completa uma década e a instituição legislativa celebra 200 anos, o evento terá como tema “Uma agenda para a cidadania”.

Grupos de trabalho

O 4º ComPública terá duas modalidades de apresentação de trabalhos: científicos e relatos de experiências. A submissão de resumos expandidos com 800 a 1.200 palavras poderá ser feita de 18 de maio a 15 de junho. O resultado da seleção será divulgado em 17 de julho. A chamada de trabalhos está disponível em https://doity.com.br/compublica2026/blog/submissao-de-trabalhos.

Grupos de trabalhos científicos:

GT1 – Governança digital e transparência pública

Coordenadores: Magno Medeiros (UFG) e Tiago Mainieri (UFG)

GT2 – Direitos humanos, inclusão e interseccionalidades

Coordenadoras: Francine Altheman (ESPM) e Ana Paula Lucena (UFRPE)

GT3 – Cidadania, democracia e participação

Coordenadores: João Curvello (UnB) e Kátia Vanzini (Unesp)

Grupos de relatos de experiências:

GT4 – Gestão e regulação da comunicação

Coordenadoras: Kárita Sena (Correios/UFMS) e Rachel Gonçalves (Senado Federal)

GT5 – Experiências audiovisuais e digitais

Coordenadoras: Alessandra Lessa (TC-GO) e Verônica Lima (Câmara dos Deputados)

GT6 – Projetos, produtos e serviços

Coordenadores: Mariana Borges (Polícia Penal – SP) e Michel Carvalho (Câmara Municipal de Cubatão)

Congresso

Além dos grupos de trabalho, a programação do 4º ComPública combinará palestras, mesas-redondas, minicursos, lançamento de publicações, premiações e momentos de convivência entre os participantes. Também estão previstas visitas guiadas ao Congresso Nacional para os participantes.

As inscrições para o congresso são gratuitas e estarão abertas de 18 de maio até 10 de setembro, no endereço cd.leg.br/compublica.

O 4º ComPública é realizado em parceria com a UnB e conta com apoio da Abrapcorp, Compolítica, Conferp, Fenaj, FNDC, Intercom, Obcomp; e patrocínio da Doity.

Todas as informações sobre os preparativos para o 4º ComPública você pode acompanhar pelo site abcpublica.org.br e pelas redes sociais: instagram.com/abcpublica, linkedin.com/abcpublica e youtube.com/ABCPublica.

4.5.2026

[email protected]

https://jornalistasam.com.br/novosite/congresso-brasileiro-de-comunicacao-publica-lanca-chamada-de-trabalhos/

3 de Maio – Dia Mundial da Liberdade de Imprensa: Proteger o jornalismo é defender a democraciaNeste 3 de maio, Dia Mund...
04/05/2026

3 de Maio – Dia Mundial da Liberdade de Imprensa: Proteger o jornalismo é defender a democracia

Neste 3 de maio, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) reforça a necessidade urgente de que a sociedade e o Estado brasileiro reconheçam o livre e seguro exercício do jornalismo como um princípio inegociável da democracia. A FENAJ reafirma também seu papel central na vigilância e defesa do pleno exercício da profissão, especialmente em um cenário onde o jornalismo enfrenta ameaças crescentes que vão desde a violência física em espaços de poder até formas sofisticadas de silenciamento institucional.

Nesse sentido, a entidade atuou, junto com outros atores, para impulsionar a criação do Protocolo Nacional de Investigação de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, que deverá padronizar as investigações e combater a impunidade. Agora, a Federação atuará para pressionar pela efetivação real deste protocolo, garantindo que os órgãos de segurança pública atuem com celeridade e compreensão do contexto profissional em casos de agressões.

https://share.google/qxZhGEfRnzWOVhi9c

1° de Maio pelo fim da 6×1 – É hora de apostar na mobilizaçãoFENAJ e Sindicatos convocam jornalistas à luta contra a pej...
30/04/2026

1° de Maio pelo fim da 6×1 – É hora de apostar na mobilização

FENAJ e Sindicatos convocam jornalistas à luta contra a pejotização e pela revogação da Lei do “Multimídia”

Está na ordem do dia uma reivindicação da classe trabalhadora que pode significar uma vitória histórica e de grandes proporções: o fim da escala 6×1, com redução da jornada e sem redução salarial. Se aprovada, essa mudança vai trazer uma conquista direta para quem ganha menos no país. Será também uma conquista para todas as trabalhadoras e trabalhadores ao estabelecer condições mais positivas que vão elevar os patamares praticados no mercado de trabalho.

Jornalistas profissionais, de acordo com a CLT, têm jornada 6×1. Mesmo nos casos em que as empresas empregam o 6º dia semanal para organizar escalas de plantão aos finais de semana, em que a carga de sábado é usada para cobrir horas extras ou redistribuída pelos outros 5 dias da semana.

Se for aprovado, por exemplo, o Projeto de Lei enviado pelo governo Lula, a mudança na escala deve trazer uma readequação da jornada semanal com base na manutenção da jornada diária já prevista em lei. Isso significa que jornalistas com jornada de cinco horas diárias passariam a cumprir 25 horas semanais em vez de 30, enquanto aqueles com jornada de sete horas diárias (sendo duas horas extras) teriam carga de 35 horas semanais em vez de 42 – sem redução salarial. São especificidades da nossa categoria que o movimento sindical de jornalistas vai atuar para garantir, caso a escala seja reduzida.

O primeiro passo é ajudar a construir uma grande mobilização pelo fim da escala 6×1, seja por meio do PL 1838/2026, do presidente Lula, ou da PEC 8/25, de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP).

Sabemos os interesses que são representados pela maioria do Congresso Nacional. É este Congresso que aprovou a Reforma Trabalhista e a PEC da Reforma da Previdência. As elites econômicas vão cobrar seus representantes que não deixem o fim da escala passar. Não aceitaremos, a hora é de avançar a favor do povo!

Ao mesmo tempo, jornalistas precisam ficar alertas a eventuais ataques à nossa jornada especial ou ao esvaziamento dos avanços propostos ao buscar jornadas diárias mais extensas. Este é um intuito recorrente das empresas de comunicação. Lembremos que a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) acompanhou e comemorou a aprovação da criação da Lei do Profissional Multimídia, cujo um dos efeitos mais diretos é o de contornar a jornada especial legal de jornalistas e radialistas.

Por isso, é hora de toda a categoria de jornalistas profissionais brasileiros estar atenta, forte e presente nas manifestações de 1° de maio. A FENAJ orienta seus 31 sindicatos filiados e se somarem e convocarem os trabalhadores e trabalhadoras de sua base.

NÃO À PEJOTIZAÇÃO
Também em pauta está outro tema central para toda a classe trabalhadora brasileira, o combate à “pejotização”, ou seja, a fraude trabalhista pela qual empregadores negam direitos trabalhistas e pisos salariais aos seus empregados.

O tema, que está em julgamento em uma ação com repercussão geral no Supremo Tribunal Federal, representa um risco real de pôr abaixo o conjunto das proteções e garantias legais, ao legitimar que trabalhadores possam atuar sem contrato de trabalho (substituído por um “contrato de prestação de serviços”). Poderá ser criada uma porta pela qual as relações de trabalho passarão ao largo da CLT, das Convenções Coletivas e da Justiça Trabalhista, tudo isso com eventual aval do judiciário.

Por isso, a FENAJ reforça nesse 1° de maio o alerta ao conjunto do movimento sindical e renova, ainda, a luta pela revogação das reformas trabalhista, da Previdência e da Lei das Terceirizações (arcabouço legal que, apesar de não ter legalizado as pejotizações, criou confusão e a “desculpa” ideal para generalização da prática).

REVOGAÇÃO DA LEI DO MULTIMÍDIA
A FENAJ orienta seus sindicatos, ainda, a levarem para as manifestações de 1° de maio a bandeira da revogação da Lei nº 15.325/2026, que regulamenta a chamada profissão de “multimídia” e representa uma ameaça direta às garantias legais, às condições de trabalho e à própria identidade profissional de jornalistas, radialistas e outras categorias.

Jornalistas estão em campanha nacional pela revogação total ou parcial desta lei. A Fenaj tem realizado discussões com o Governo Federal, via Ministério do Trabalho e Emprego, e com membros do Congresso Nacional. Neste 1° de maio, é hora desta campanha ganhar as ruas de todo país.

Por tudo isso, por muito mais, todos às manifestações do Dia do Trabalhador e da Trabalhadora!

Fonte: Fenaj

Semana do Trabalhador tem programação especial e diversificada, a partir de 2 de maioA Superintendência Regional do Trab...
29/04/2026

Semana do Trabalhador tem programação especial e diversificada, a partir de 2 de maio

A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Amazonas (SRTE/AM) realiza nos dias 02 a 06 de maio de 2026 a Semana do Trabalhador e Trabalhadora. Com base nas orientações estabelecidas na Portaria MTE 766, de 28 de maio de 2025, o evento tem como objetivo promover a valorização dos trabalhadores formais e informais no Estado do Amazonas.

A Semana do Trabalhador(a) no âmbito do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e da SRTE/AM, instituída pela mencionada portaria, conta com uma programação diversificada nas áreas de saúde, cidadania, orientação trabalhista, inclusão produtiva e promoção do bem-estar social.

Programação

· 02/05 (sábado) – Local: SRTE/AM (Avenida André Araújo, 140 – Aleixo): Entrega de Kits Atleta da Corrida do Trabalhador e Atendimentos de saúde (AMUSC/UEA);

· 03/05 (domingo) – Local: Arena da Amazônia: Corrida do Trabalhador, Feira da Economia Solidária (UFAM) e stands de orientação trabalhista;

· 04/05 (segunda) – Local: SRTE/AM: Mutirão do Trabalho (SINE/AM), palestras sobre NR-1 e atendimentos fiscais;

· 05/05 (terça) – Local: SRTE/AM: Atendimentos de saúde (AMUSC/UEA), exames e palestras;

· 06/05 (quarta) – SRTE/AM: Feira da Economia Solidária e serviços do Sindicato da Beleza.

De acordo com a SRTE/AM, para o sucesso da Semana é fundamental a participação das entidades representativas da classe trabalhadora. O órgão reforça a importância do apoio institucional na divulgação das atividades que serão realizadas e na mobilização dos trabalhadores para participação na programação.

Eventuais dúvidas ou confirmações de participação podem ser encaminhadas à organização do evento por meio do e-mail: [email protected], com referência ao Processo nº 13621.202426/2026-88.

Fonte: SRTE/AM

Manaus/AM, 29/04/2026.

Divulgação//SINJOR/AM

Estagiária Joelma Lima

FENAJ discute impactos da Lei do Multimídia e precarização da profissão de jornalista no ENEjor 2026A abertura do 25º En...
29/04/2026

FENAJ discute impactos da Lei do Multimídia e precarização da profissão de jornalista no ENEjor 2026

A abertura do 25º Encontro Nacional de Ensino de Jornalismo (ENEJor), ocorrido entre os dias 22 e 24 de abril, na Universidade de Brasília (UnB), foi marcada por um debate sobre o Jornalismo no Brasil e os rumos da profissão de jornalista.

A 21ª edição do Pré-fórum do ENEjor, sempre realizado pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) reuniu acadêmicos, professores e representantes sindicais para discutir o tema “Jornalismo em disputa: profissão multimídia, formação e direitos diante da precarização do trabalho”.

A mesa, mediada pela presidente da Associação Brasileira de Ensino de Jornalismo (ABEJ), professora-doutora Marluce Zacariotti, destacou a urgência de uma união entre universidades e sindicatos para enfrentar os desafios impostos pela Lei 15.325/2026 (Lei do Multimídia).

Para a presidente da ABEJ, o momento é histórico e exige que a academia apoie as pautas de luta da federação em defesa dos direitos e da qualidade do ensino.

Lei do Multimídia e a crítica da Fenaj

O secretário de Relações Institucionais da FENAJ, Antônio Paulo Santos, apresentou duras críticas à nova legislação, sancionada pelo presidente da República, em janeiro de 2026. Segundo ele, a lei foi aprovada, pelo Congresso Nacional, a toque de caixa e sem a consulta de entidades de classe, oficializando a profissão de multimídia de nível superior e técnico, mas sem a obrigatoriedade de formação específica.

“Qualquer influencer ou pessoa que se arvore em fazer conteúdo de notícia é multimídia”, alertou Antônio Paulo. O dirigente da FENAJ ressaltou que a lei favorece o acúmulo de funções, onde um único profissional apura, escreve, filma, edita e publica, o que resulta em sobrecarga física e mental, além de perdas salariais e de direitos.

“O modelo multimídia, de forma como vem sendo implementado, não amplia o jornalismo, mas precariza o trabalho do jornalista. Além disso, a Lei do Multimídia avança sobre outras profissões da comunicação, como publicidade e audiovisual. Dessa forma, cria um cenário de sombreamento profissional, onde as fronteiras entre funções públicas são diluídas, não para valorizar o trabalho, mas para flexibilizar direitos”, afirmou Antônio Paulo.

Ações de resistência
Como resposta, a FENAJ reforçou a luta pela PEC do Diploma (PEC 206/2012) – aguardando votação na Câmara dos Deputados desde 2012 – como forma de garantir a qualificação técnica e a função social do jornalismo.

“A medida valoriza a profissão, é uma resposta à precarização e, ao fim e ao cabo, trata-se de garantir qualidade na informação. E é esse chamado que a FENAJ faz a toda a categoria e aos estudantes de jornalismo: continuar a luta pela aprovação da PEC do Diploma, na Câmara dos Deputados, e derrubar a Lei do Multimídia, seja no Congresso Nacional, por parte do governo federal e até no Supremo Tribunal Federal. Pois, essas conquistas vão dar mais qualidade à informação, a valorização profissional e do jornalismo como um todo”, finalizou Antônio Paulo Santos.

Futuro do jornalismo e da profissão

O coordenador-geral do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal (SJPDF) e secretário-adjunto de Relações Institucionais da FENAJ, Marcos Urupá, disse que é preciso garantir direitos nesse cenário de convergência tecnológica por qual passou o processo produtivo de fazer jornalismo.

Para Urupá, é importante sempre observar se nesse processo, o jornalista não está sobrecarregado de tarefas, com acúmulo de função se receber uma boa remuneração compatível com tais tarefas.

“É importante que tenhamos sempre em mente a saúde mental e física do jornalista. Hoje, com a convergência tecnológica, vemos diversos colegas sendo cinegrafista, fotógrafo, apresentador, repórter ao mesmo tempo. Precisamos observar o nível de tarefas exercidas para não sobrecarregar esse profissional”, disse o representante do SJPDF.

Mundo do trabalho nas faculdades

Outro aspecto, destacado por Urupá, envolve preparar os estudantes de jornalismo para enfrentar esse cenário, tendo em mente que serão futuros profissionais e trabalhadores que precisam enfrentar um mercado onde existe precarização que precisa ser denunciada.

“Para isso, seria importante que as Faculdades de Comunicação ensinassem aspectos sobre o mundo do trabalho em jornalismo e de como a comunicação, em especial o jornalismo, é impactado pelas tecnologias, especialmente em tempos de Inteligência Artificial (IA)”, afirmou Marcos Urupá.

Ocupa Brasília

Sobre a Lei do Multimídia, o coordenador-geral do SJPDF disse que é um ataque à profissão de jornalista. Urupá destacou que no começo de abril, a FENAJ realizou o “Ocupa Brasília”, sendo esta uma das principais agendas da ação.

“Nós, da FENAJ já conseguimos na justiça evitar a criação de um sindicato nacional dos multimídias. Estamos dialogando com diversos ministérios e autoridades para mostrar o quanto essa legislação ataca profissões seculares, como jornalistas e radialistas. Também estamos estudando uma ação no STF para mostrar a inconstitucionalidade dessa lei”, afirmou o representante do SJPDF.

Desafio da formação e o engajamento acadêmico

Um dos pontos altos do debate foi a participação do professor-doutor Alan Rodrigues, do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Citado por Antônio Paulo como uma referência de sua terra natal, o professor Alan levantou preocupações sobre o engajamento de docentes e discentes nas lutas sindicais.

Alan Rodrigues alertou para um afastamento identitário, onde muitos professores se veem apenas como pesquisadores ou comunicólogos, e não como jornalistas, o que reflete na falta de compromisso político dos estudantes com a profissão.

“Nós estamos falhando. As pessoas que estão entrando nos cursos não se sentem jornalistas e não têm compromisso com essa profissão”, pontuou o professor. Ele defendeu a necessidade de inserir a discussão sobre o mundo do trabalho e o movimento sindical de forma obrigatória no currículo.

Encaminhamentos

Ao encerrar a mesa, a professora Marluce Zacariotti propôs a criação de um Grupo de Trabalho (GT) institucional entre a ABEJ e a FENAJ para elaborar um documento conjunto que defenda a dignidade da profissão e a qualidade da formação.

O objetivo é que a academia não apenas forme tecnicamente, mas desperte a percepção ética e crítica dos futuros jornalistas diante das pressões do mercado.

Fonte: FENAJ / ENEJOR

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