AHOMAR - Associação Homens e Mulheres do Mar da Baía de Guanabara

AHOMAR - Associação Homens e Mulheres do Mar da Baía de Guanabara Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de AHOMAR - Associação Homens e Mulheres do Mar da Baía de Guanabara, Organização sem fins lucrativos, Rua Olavo Mussel, Magé.

A Associação tem por finalidade defender os direitos e interesses coletivos e individuais dos pescadores artesanais e do meio ambiente em especial os ecossistemas da Baía de Guanabara. .A AHOMAR presta serviços em todos os campos de atuação, em especial nas áreas de meio ambiente, em sua defesa nas denúncias e representações, contra crimes cometidos de m***a ambiental e social, para resguardar o d

ireito trabalhista da categoria, na saúde, educação, gestão, cultura, criança e adolescente, assistência social, cidadania, jurídica e direitos humanos. Planejar, praticar e difundir métodos cooperativos de produção, de estrutura, defesa ambiental, assistência social e produtos artesanais, defender, preservar e conservar o meio ambiente e promover o desenvolvimento sustentável por todos os meios em direito permitidos inclusive o ajuizamento de ações judiciais e administrativas.

Pescadores artesanais criam aplicativo para denunciar crimes ambientais na Guanabara https://brasil.mongabay.com/2024/08...
10/04/2026

Pescadores artesanais criam aplicativo para denunciar crimes ambientais na Guanabara
https://brasil.mongabay.com/2024/08/pescadores-artesanais-criam-aplicativo-para-denunciar-crimes-ambientais-na-guanabara/

Por meio do aplicativo De Olho na Guanabara, pescadores artesanais do Rio de Janeiro podem reportar derramamentos de óleo e gás em uma das baías mais poluídas do Brasil.

Com a ferramenta, os pescadores esperam acelerar o processo de denúncia contra esses crimes, cuja resposta do poder público tende a sofrer com grande burocracia e lentidão.

Frequentemente, pescadores e pescadoras são os primeiros a testemunhar e sentir as consequências de distúrbios ambientais no mar. No entanto, não é raro que eles enfrentem inúmeras dificuldades no registro de denúncias, devido à burocracia do procedimento e a dificuldade em indicar o local exato da ocorrência.

No fim de julho, reuniram-se na Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro, lideranças da pesca artesanal, ambientalistas e representantes de órgãos ambientais federais e da Marinha do Brasil para o lançamento de um aplicativo criado por pescadores artesanais, em parceria com a ONG 350.org Brasil, que visa facilitar denúncias de irregularidades ambientais provocadas pelo setor de petróleo e gás na Baía de Guanabara.

O aplicativo De Olho na Guanabara permite ao usuário realizar denúncias georreferenciadas, acompanhadas de foto ou vídeo, de maneira rápida, simples e anônima. Após registradas, as denúncias serão apuradas por moderadores e, caso validadas, encaminhadas às autoridades competentes (Ibama, ICMBio e Marinha do Brasil). As denúncias validadas são expostas em um mapa público que pode ser acessado através do site do aplicativo.

No momento, o acesso ao aplicativo está restrito apenas aos pescadores com cadastro aprovado pela Associação dos Homens e Mulheres do Mar da Baía da Guanabara (Ahomar).

Alexandre Anderson, pescador, diretor da Ahomar e um dos idealizadores do aplicativo, conta à Mongabay que a iniciativa surgiu do desejo de “não depender somente do poder público, que muitas vezes não tem a mesma velocidade que uma mancha de óleo”.

Em 2013, os pescadores começaram a realizar o monitoramento da baía de forma independente, compartilhando informações em um grupo do WhatsApp. “A gente usava o nosso barquinho, ia no local, fotografava a mancha de óleo, um descarte irregular ou um grande vazamento, marcava o ponto com as coordenadas e usava o próprio WhatsApp para fazer a denúncia”, relembra Alexandre.

Após firmar parceria com a 350.org, ONG internacional que luta pela transição energética justa, Alexandre explica que a proposta foi criar uma tecnologia que fosse “acessível para todos pescadores, pescadoras, jovens, idosos e pessoas da comunidade que têm esse viés de proteger seu ecossistema, seu meio ambiente”.

Alexandre espera que o aplicativo tenha um efeito preventivo: “Quando tiver pescadores, barcos e embarcações próximas, as pessoas vão achar que eles estão com o aplicativo, então vão voltar atrás da sua ação criminosa de poluir”.

Aline Luz, pescadora da Ilha de Itaoca e membro da Associação de Pescadores e Escarnadeiras de Siri da Praia da Luz compartilha com a Mongabay sua relação com o maretório (junção de maré com território) da baía fluminense: “Sou a oitava geração da minha família na pesca, e como pescadora, a gente tenta proteger o lado que a gente trabalha. Sem a Baía de Guanabara, a gente não vive, e eu sou muito grata a ela por esses anos todos de trabalho”.

Apesar disso, Aline relata que para fazer uma denúncia “é uma burocracia tão grande que no final você acaba desistindo”. Aline acredita que o aplicativo irá facilitar esse processo: “Eu acho que vai melhorar muito. Isso pra gente é uma ferramenta, uma arma de luta contra essa poluição que tá na Baía de Guanabara inteira”.

Após conhecer o aplicativo, Alessandra Baptista, pescadora e diretora social da Associação de Pescadores e Pescadoras da Vila Pinheiro e Maré (Apemar), disse que “ele é de fácil acesso, ele é simples, ele é humano”.

Para ela, essa iniciativa simboliza um passo importante em direção a uma Baía de Guanabara descontaminada: “É isso que a gente quer: um pescado de qualidade, qualidade na nossa água, qualidade de vida. A gente vai dar dor de cabeça às empresas que estão infelizmente prejudicando nosso meio ambiente”.

́adeguanabara

Frequentemente, pescadores e pescadoras são os primeiros a testemunhar e sentir as consequências de distúrbios ambientais no mar. No entanto, não é raro que eles enfrentem inúmeras dificuldades no registro de denúncias, devido à burocracia do procedimento e a dificuldade em indicar o local e...

No Brasil, um aplicativo ajuda pescadores a denunciar a poluição.https://www.laprovence.com/article/france-monde/3013256...
03/03/2026

No Brasil, um aplicativo ajuda pescadores a denunciar a poluição.
https://www.laprovence.com/article/france-monde/3013256448307615/au-bresil-une-application-aide-les-pecheurs-a-denoncer-la-pollution

Usando um celular como "arma" contra a poluição oceânica: o brasileiro Alexandre Anderson, presidente de uma associação de pescadores engajados, registra imagens de uma mancha de óleo na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, em um aplicativo.

Graças ao aplicativo "De Olho na Guanabara", desenvolvido por sua associação, Ahomar, e pela ONG 350.org, os pescadores podem denunciar crimes ambientais, como derramamentos de petróleo ou despejos de produtos químicos.

A icônica Baía de Guanabara, que abrange 400 km², está poluída há muito tempo devido ao influxo de águas residuais da região metropolitana do Rio de Janeiro, a segunda cidade mais populosa do Brasil, com mais de seis milhões de habitantes.

A situação é ainda agravada pela presença de destroços encalhados e pelo fato de a baía estar exposta a riscos de incidentes relacionados ao transporte de petróleo ou às instalações de refino nas proximidades.

"Antes, tirávamos fotos com o celular ou com uma câmera, mas não tínhamos a localização exata", explicou Alexandre Anderson à AFP, enquanto filmava a água turva saindo de um cano no casco de um navio cargueiro.

"Agora o aplicativo fornece a localização precisa necessária" para denunciar violações, continua ele, após registrar o que parece ser uma descarga inadequada de água de lastro, usada para estabilizar navios.

Em apenas algumas horas de navegação nas águas escuras da Baía de Guanabara, Alexandre Anderson identificou diversos tipos de resíduos de petróleo e produtos químicos sendo despejados irregularmente no oceano.

"É petróleo, é tinta. Navios poluem, rebocadores poluem, plataformas poluem e a refinaria que temos aqui também polui", explica ele.

O aplicativo permite que pescadores membros da associação Ahomar enviem anonimamente imagens desses relatos. Elas são então verificadas por um moderador e posteriormente publicadas em um site.

Três semanas após o lançamento do aplicativo, em 26 de julho, cerca de vinte reclamações haviam sido publicadas e outras cem estão sendo analisadas.

Essas informações podem ser usadas pelas autoridades, incluindo o órgão público de proteção ambiental Ibama, para impor multas ou iniciar processos judiciais.

- "Na linha de frente" -

O objetivo é facilitar essa tarefa de monitoramento da baía, que os pescadores já vêm realizando há muito tempo.

"Os órgãos de fiscalização sempre alegaram falta de recursos", afirma Paulo Barone, presidente da associação de pescadores da Ilha de Paquetá, localizada no coração da baía. Graças a essa nova ferramenta, as autoridades "não podem mais fechar os olhos".

"Há décadas, os pescadores artesanais estão na vanguarda da denúncia da poluição da Baía de Guanabara", acrescentou Luiz Afonso Rosario, coordenador da 350.org no Brasil.

Os pescadores ainda se lembram do derramamento de petróleo causado em 2000 por um vazamento em uma refinaria da Petrobras, que derramou 1,3 milhão de litros de petróleo na baía.

"Devastou a indústria pesqueira. Quase não encontramos mais robalo ou pescada", lamenta Roberto Marques Resende, um pescador da região.

- Missão perigosa -

Nessa luta contra a poluição na baía, alguns arriscam suas vidas, como Alexandre Anderson, que há anos se opõe às atividades petroquímicas na região.

Este ativista e sua esposa aderiram ao Programa de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos do governo brasileiro em 2009, após o assassinato de quatro de seus colegas ativistas. Ele próprio já recebeu ameaças. E, segundo ele, o lançamento do aplicativo "só aumenta os riscos".

Isso não o desanimou. "Hoje, os pescadores têm essa arma para proteger o meio ambiente", diz ele.

"A única solução é denunciar isso e garantir que os responsáveis ​​sejam devidamente punidos", concluiu.

Sua opinião é importante para nós. Junte-se à comunidade laprovence.com comentando o artigo " No Brasil, um aplicativo ajuda pescadores a denunciar a poluição" .

(tradução google)

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Au Brésil, une application aide les pêcheurs à dénoncer la pollution

Pesquisadores encontram mercúrio em peixes da Baía de Guanabara Estudo avalia risco à saúde de pescadores e comunidades ...
06/02/2026

Pesquisadores encontram mercúrio em peixes da Baía de Guanabara

Estudo avalia risco à saúde de pescadores e comunidades costeiras
Uma pesquisa da Universidade Federal Fluminense (UFF) identificou a presença de mercúrio em peixes da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, e avaliou os riscos à saúde de pescadores e moradores que têm o pescado como principal fonte de proteína.

O estudo analisou oito espécies de peixes e amostras de cabelo de integrantes de colônias de pescadores em Magé, Itaboraí, cidades da região metropolitana, e na Ilha do Governador, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro.

Os pesquisadores constataram mercúrio nos peixes em concentrações que estão dentro do intervalo permitido na legislação brasileira. Mesmo assim, sugerem que o consumo tenha variação de espécies, para não incluir apenas os peixes com maiores concentrações, como o robalo.

Já entre os pescadores, houve casos em que a contaminação supera o limite indicado por autoridades sanitárias, o que indica exposição maior dos trabalhadores ao metal pesado.

>> Confira as informações sobre a pesquisa em reportagem do Repórter Brasil, da TV Brasil

O trabalho é de Bruno Soares Toledo, sob orientação de Eliane Teixeira Mársico, ambos do Programa de Pós-Graduação em Higiene Veterinária e Processamento Tecnológico de Produtos de Origem Animal (PPGHIGVET-UFF).

A Baía de Guanabara sustenta milhares de famílias que dependem da pesca artesanal. Cerca de 4 mil pescadores estão vinculados à Associação de Homens e Mulheres do Mar da Baía de Guanabara (Rede AHOMAR), em um território onde vivem aproximadamente 8 milhões de pessoas.

A intensificação de atividades industriais, o tráfego marítimo, o lançamento de resíduos domésticos e industriais aumentam a liberação de substâncias tóxicas no ambiente aquático.
Resultados

A primeira etapa da pesquisa avaliou a presença de mercúrio total (HgT) em oito espécies de peixes de diferentes hábitos alimentares. Entre as espécies analisadas estavam sardinha, robalo, corvina e tainha.

Os limites estabelecidos pela legislação brasileira são de até um miligrama de mercúrio para cada quilograma de peixes predadores (mg/kg) e 0,5 mg/kg para não predadores.

Os resultados mostraram variações significativas entre as espécies: a sardinha apresentou valores muito baixos de mercúrio, em torno de 0,0003 mg/kg. Já o robalo teve a maior concentração, com 0,2218 mg/kg.

“A concentração detectada não é alta, mas expressa a necessidade de maior espaçamento entre as refeições. Precisa existir um intervalo maior entre o consumo”, explica o pesquisador Bruno Toledo.
“Nosso intuito não é que as pessoas deixem de consumir os peixes, mas que haja um rodízio entre as espécies. Desta forma, a possível exposição ao mercúrio será amenizada”, complementa.

Na segunda etapa, os pesquisadores analisaram amostras de cabelo humano, método reconhecido internacionalmente para identificar exposição crônica ao mercúrio.

Utilizando como referência os limites indicados pela Organização das Nações Unidas (ONU), entre 1 e 2 mg/kg, o estudo encontrou valores que variaram de 0,12 mg/kg a 3,5 mg/kg entre os voluntários.
“Isso significa que tivemos voluntários com resultados acima do limite previsto, o que indica maior exposição, possivelmente relacionada ao consumo frequente de peixe”, diz Eliane Mársico.

Impactos na saúde
As amostras foram coletadas em realidades distintas dentro do mesmo estuário, com maiores concentrações na Ilha do Governador, seguidas por Magé e Itaboraí. A frequência de consumo e as espécies mais capturadas podem explicar essas diferenças.

Uma parcela dos peixes é direcionada para consumo próprio, principalmente aqueles com menor valor comercial. Os outros são comercializados, o que significa que os impactos na saúde podem se estender para além das três regiões pesquisadas.

Segundo a ONU, a inalação ou ingestão de grandes quantidades de mercúrio pode provocar consequências neurológicas sérias. Entre os sintomas, estão tremores, insônia, perda de memória, dores de cabeça, fraqueza muscular e até morte.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça que dois grupos são especialmente vulneráveis: fetos cujas mães têm altos níveis de mercúrio em seu sangue e populações mais expostas a altos níveis da substância, como os pescadores de subsistência.

Benefício coletivo
A equipe de pesquisadores da UFF pretende devolver os resultados do estudo às comunidades pesquisadas. A ideia é levar as informações de forma acessível, para contribuir com a saúde coletiva.
“Os pescadores não têm conhecimento completo do problema. A percepção deles é o quanto diminuiu a oferta de peixes e outras espécies de pescado ao longo dos anos.

Além disso, relataram que o tamanho dos peixes capturados está diminuindo bastante a cada período. De forma geral, eles entendem que é a poluição e acúmulo de resíduos líquidos e sólidos na baía”, diz Bruno.

“Nossa proposta é apresentar os dados em banners claros e diretos, que ficarão expostos na Associação de Pescadores, para que todas as colônias compreendam os resultados e saibam como se proteger”, complementa.

Para Eliane Mársico, a compartilhar os resultados da pesquisa é parte essencial do trabalho científico.

“Os pescadores querem saber e é necessário que tenham essa informação para que possam se prevenir, fazer um rodízio entre as espécies que consomem e evitar impactos no futuro. Nosso foco é garantir a essas comunidades a tranquilidade de se alimentar com algo que gostam e podem”, diz a pesquisadora.

́adeguanabara ̧ão ́rio ̧ãomarinha ̧a

Estudo analisou oito espécies de peixes e amostras de cabelo de integrantes de colônias de pescadores em Magé, Itaboraí e na Ilha do Governador.

Pescadores ainda têm questionamentos sobre o vazamento na Baía de Guanabara Equipe da 350.org Brasil e AHOMAR estão acom...
25/01/2026

Pescadores ainda têm questionamentos sobre o vazamento na Baía de Guanabara

Equipe da 350.org Brasil e AHOMAR estão acompanhando o caso para verificar o que realmente pode ter acontecido na região

" As equipes presentes em campo seguem buscando informações sobre o vazamento na região, que também foi afetada no dia 18 de janeiro de 2000 — despejando cerca de 1,3 milhões de litros de óleo na Baía de Guanabara, em virtude de um problema também originado em tubulações da Petrobrás. Até hoje os pescadores verificam os impactos na região, fazendo com que muitas espécies de peixe tenham desaparecido, além de não terem recebido nenhum tipo de indenização."

60 mil litros — essa é a quantidade de óleo que a Petrobrás Transporte (Transpetro) afirma ter sido vazada no dia 9 de dezembro, na região da Baía de Guanabara (RJ), próximo ao Rio Estrela. Porém, a realidade encontrada pela equipe da 350.org Brasil, em conjunto com a Coalizão Não Fracking Brasil pelo Clima, Água e Vida (COESUS), Instituto Internacional Arayara e a Associação de Homens e Mulheres do Mar (AHOMAR), é completamente distinta.Desde a madrugada do ocorrido, pescadores foram impedidos de acessar o local. O representante da AHOMAR, Alexandre Anderson de Souza, que acompanhou o incidente desde o início, orientou os pescadores para que tentassem identificar o que estava acontecendo, além de entrar em contato com a Transpetro. “No dia, fomos até o local com representantes do Sindicato dos Pescadores (Sindpesca-RJ) e outros profissionais da região, e conseguimos conversar com técnicos da empresa e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), que nos alertaram que teria sido um furto e que não poderíamos chegar próximo ao local para identificar o ocorrido”.

Embora Alexandre e seus companheiros tenham estranhado a constatação, visto que o local é de difícil acesso, eles solicitaram para que a Transpetro os mantesse informados da situação, para que pudessem entender melhor o que havia acontecido. “A extensão de áreas afetadas é muito grande — naquele dia já tinha alcançado a Ilha de Paquetá, a praia de Mauá toda”. Até o dia 12 de dezembro, quando as equipes se reuniram para retornar ao local, a empresa não havia entrado em contato para atualizar os profissionais que dependem da região para obter seu sustento e, novamente, impediram a entrada no local por terra.

Os impactos do vazamento são visíveis — além de quilômetros de manchas de óleo, presentes tanto no mangue quanto no mar — é possível verificar diversas espécies de animais mortas ou afetadas pelo conteúdo despejado. “As espécies de siri, guaiamum, caranguejo, fora a pesca de robalo e tainha, estão completamente comprometidas. Então nós sabemos que a produção, principalmente dos municípios de Duque de Caxias (RJ) e Magé (RJ) vão ser reduzidas em mais de 50%”, conta o representante do Sindpesca, Maicon Alexandre, chamado pelos colegas de “Pelé”. “Precisamos lembrar que os manguezais são o pulmão da Baía de Guanabara. Eu, que pesco desde os 10 anos de idade, vejo que está cada vez mais difícil pescar, não só por causa de toda essa poluição, mas também porque somos impedidos de entrar em lugares que costumavam ser ‘habitados’ por nós pescadores”, complementa.

Em uma conversa informal com a veterinária e responsável pela área de Meio Ambiente da Transpetro, Tania Ribeiro Junqueira Borges, sugeriu que durantes as buscas no local na tarde do dia anterior (11), não haviam sido encontradas manchas ou animais mortos. Porém, ao adentrar a região por mangue, as equipes puderam verificar que o problema ainda não teria sido sanado. “Quando chegamos ao local, os trabalhadores cessaram suas atividades, provavelmente tentando esconder algo. Detectamos diversos furos tentando identificar de onde estava saindo óleo, embora eles tenham falado que tinha sido apenas um duto e um furo. O questionamento que fazemos é: por que tinham tantos furos, tantos funcionários trabalhando, se já estava tudo resolvido?”, examina o coordenador da campanha Zero Fósseis da 350.org Brasil, Ilan Zugman.

Alexandre conta com inquietação o que viu no local próximo ao rompimento: “Nós vimos um grande aparato de trabalho na região. Muitos caminhões de sucção e vários buracos com óleo dentro. Então, nesse momento, começamos a entender que de fato há alguma coisa errada. Essa tese do furto está caindo, se foi um furto, foi generalizado. Nós acreditamos que possa ser falta de manutenção, que o duto está deteriorado e eles não estão conseguindo justificar isso para a população e para os pescadores”. Na ocasião, Ilan indagou aos profissionais da Transpetro qual seria o estado e a idade do duto, mas eles afirmaram não ter essa informação, complementando que o material utilizado teria integridade para durar pelo menos 100 anos.

Quando questionados sobre uma suposta falha de segurança, anunciaram ser “humanamente impossível acompanhar por 24 horas os mais de 8 mil quilômetros de extensão dos dutos no Brasil inteiro”. Um dos funcionários técnicos, que retirou sua identificação para conversar com a equipe, complementou perguntando se “é possível garantir que ninguém vai entrar em sua casa e roubá-la”, para explicar o ocorrido, acrescentando que seria um caso de segurança pública e não privada. De acordo com Ilan, neste caso existem três questionamentos a serem respondidos e justificados pela Transpetro: “qual a quantidade que realmente foi despejada, qual a real causa do vazamento e se ele de fato foi descontinuado, visto que ainda existe muito óleo na região”.

https://ambientedomeio.com/2018/12/18/pescadores-ainda-tem-questionamentos-sobre-o-vazamento-na-baia-de-guanabara/

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Por 350.org Equipe da 350.org Brasil e AHOMAR estão acompanhando o caso para verificar o que realmente pode ter acontecido na região 60 mil litros — essa é a quantidade de óleo que a Petrobrás Tran…

2000 - Desastre ambiental na Baía de Guanabara.(um triste exemplo de impunidade e descaso do poder público)Há 26 anos, n...
19/01/2026

2000 - Desastre ambiental na Baía de Guanabara.
(um triste exemplo de impunidade e descaso do poder público)

Há 26 anos, no 18 de janeiro de 2000, um duto da Transpetro que ligava a Refinaria Duque de Caxias (Reduc) ao terminal Ilha d'Água da Petrobras, na Ilha do Governador, rompeu-se antes do raiar do dia, provocando um vazamento de mais de 1,3 milhão de litros de óleo combustível nas águas da Baía de Guanabara.

Até a data de hoje não houve pescadores devidamente indenizado pela petroleira Petrobras responsável por este crime ambiental, pela perda e desaparecimento dos pescados e o meio ambiente ainda não se recuperou pelo estrago.

O desastre afetou severamente não apenas a biodiversidade, arruinou a vida de milhares de famílias.

As comunidades afetadas pelo vazamento de óleo na Baía de Guanabara enfrentaram uma longa batalha judicial para obter compensações. Em dezembro de 2019, um acordo foi homologado entre a Petrobras e a Federação dos Pescadores do Estado do Rio de Janeiro (Feperj), prevendo indenizações de R$ 7,7 mil para aproximadamente 12 mil pescadores. No entanto, muitos expressaram insatisfação com o acordo, alegando que ele não abrangeu todos os afetados e que os valores eram insuficientes para reparar os danos sofridos ao longo das duas décadas desde o acidente.

Embora a Petrobras tenha realizado ações de limpeza e afirmado que o óleo foi completamente removido, estudos indicam que os efeitos do desastre persistem, especialmente em áreas de manguezais, que continuam contaminadas. A atividade pesqueira na região caiu drasticamente, com uma redução de até 90% desde o acidente.

A recuperação total da baía é um processo em andamento e ainda distante de ser concluído. Além disso, a poluição contínua por esgoto e lixo contribui para a degradação ambiental. Porém, esse é um objetivo que deve perpassar os governos, independente de suas matrizes ideológicas.

Não foi acidente e sim negligência da Petrobras e do poder público que não puniu ninguém e deixou acontecer outros vazamentos !

Um passivo que segue na memoria de todos, pescadores artesanais, comunidades tradicionais, ribeirinhos, moradores dos mais de 7 municípios que viram suas praias tomadas de óleo, seus mangues morrendo, os peixes desaparecendo e a economia local definhar.

Não esqueceremos !

́leo ̧ãomarinha ̧ãoambiental ́adeguanabara

06/01/2026

PETRÓLEO TRAZ DESENVOLVIMENTO?

A Pororoka foi até a Baía de Guanabara responder a esta pergunta, a convite da Rede AHOMAR, Instituto Brasileiro de Direito Ambiental-IBDA e IEPÉ.

conversou com pescadores, que relataram que a instalação da Petrobras na região trouxe impactos ambientais e sociais. Os peixes estão sumindo e os moradores lidam com problemas de saúde ligados a contaminação das águas. A população não teve ganhos com a exploração.

De lá, eles enviam o alerta para o Amapá: a verdadeira riqueza do Brasil está na natureza e nas comunidades tradicionais.

Vazamentos - mais de 1 milhão de litros de óleo combustível foram parar nas águas da Baía de Guanabara, em janeiro de 2000. O vazamento foi na refinaria REDUC, operada pela Petrobras.

A tragédia ambiental deixou sequelas sentidas até hoje no meio ambiente, como relata Alexandre Anderson, pescador e presidente da AHOMAR - Associação Homens e Mulheres do Mar da Baía de Guanabara.

Imagens:
Edição:
Trilha sonora: Guitarrada das manas

̂niadepé ̧ãoambiental ́ ́ ̧ãomarinha

10/12/2025

1 em cada 4 pessoas no mundo vive a menos de 5 km de alguma infraestrutura de combustíveis fósseis.

Mais de 16% dessas instalações estão localizadas em territórios indígenas.
Mesmo com compromissos globais para uma , a indústria fóssil continua crescendo em todo o planeta. Isso é o que chamamos de .

O novo relatório da Anistia Internacional "Extinção por Extração: Por que o ciclo de vida dos combustíveis fósseis ameaça a vida, a natureza e os direitos humanos." retrata como todo o ciclo dos combustíveis fósseis, da extração ao consumo, ameaça vidas, ecossistemas e direitos humanos fundamentais.

E, principalmente, como comunidades indígenas, pescadoras e defensores ambientais estão sendo silenciados por uma indústria que lucra em cima da destruição e da desigualdade.

🔗 Baixe o relatório agora e tenha acesso a esses e outros dados inéditos. LINK na BIO!

́adeguanabara ̧ãomarinha

Nosso novo relatório   mostra como a indústria de combustíveis fósseis — que recebe altos subsídios pagos por contribuin...
04/12/2025

Nosso novo relatório mostra como a indústria de combustíveis fósseis — que recebe altos subsídios pagos por contribuintes do mundo todo — está prejudicando povos indígenas, comunidades tradicionais e o nosso futuro coletivo.

Mais de 16% da infraestrutura global de combustíveis fósseis está localizada em terras indígenas.

Aqui no Brasil, onde acontece a , ao Canadá, muitos governos continuam priorizando os interesses das empresas fósseis, e não os direitos humanos.

Mas defensoras e defensores do meio ambiente e da terra em todo o mundo estão resistindo e dizendo: “nossa existência é nossa resistência!”

Compartilhe este post e o relatório — as comunidades na linha de frente precisam do seu apoio.

Exija que seu governo . Baixe o relatório pelo LINK da BIO e STORIES.

́ ́ ̧ãomarinha

A produção e o uso de combustíveis fósseis estão causando a crise climática e prejudicando a saúde e os meios de subsist...
29/11/2025

A produção e o uso de combustíveis fósseis estão causando a crise climática e prejudicando a saúde e os meios de subsistência de povos indígenas e outras comunidades.
https://www.youtube.com/watch?v=sUyTNwvTg5w

O Brasil deveria parar de explorar novas áreas de petróleo e investir em uma transição energética justa.

Para mais conteúdos da HRW: https://www.hrw.org/pt
https://youtu.be/sUyTNwvTg5w

Para apoiar nosso trabalho, por favor acesse:
https://donate.hrw.org/page/117308/do...

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