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SINDPESCA-RJ SINDPESCA-RJ Sindicato dos Pescadores Profissionais e Pescadores Artesanais, Aprendizes de Pesca, Pescadores Amadores, em todo Estado do Rio de Janeiro.

Com a presença de Autoridades, de Lideranças dos Movimentos Sociais e de mais de 300 pescadores de várias localidades da Região Metropolitana, foi Fundado o primeiro Sindicato de Pescadores no Estado do Rio de Janeiro e eleita sua Diretoria no dia 18/09/2010 na sede do Clube da Madrugada na Ilha do Governador, o " Sindicato dos Pescadores Profissionais e Pescadores Artesanais do Estado do Rio de Janeiro - SINDPESCA-RJ". Tendo como bandeiras de luta a melhoria das condições de trabalho, o reconhecimento dos direitos da categoria e a preservação do meio ambiente, necessário para a conservação dos ecossistemas onde os pescadores vivem e atuam.

INSS paga mais de R$ 230 milhões a pescadores artesanais entre 15 e 19 de setembrohttps://sindpescarj.org.br/2026/09/14/...
30/09/2026

INSS paga mais de R$ 230 milhões a pescadores artesanais entre 15 e 19 de setembro
https://sindpescarj.org.br/2026/09/14/inss-paga-mais-de-r-230-milhoes-a-pescadores-artesanais-entre-15-e-19-de-setembro/

Medida abrange período de defeso anterior a 2026 e atende 36,9 mil pescadores

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) informa o pagamento, entre 15 e 19 de setembro, do terceiro lote do seguro-desemprego a pescadores artesanais referente a períodos de defeso anteriores a 2026. O pagamento foi autorizado pela Lei nº 15.399, de 4 de maio de 2026.

São mais de R$230 milhões destinados a 36.969 pescadores. Os recursos serão liberados para aqueles com direito reconhecido pela autarquia.

Pagamento liberado

Os pescadores devem consultar a Carteira de Trabalho Digital, onde poderão acompanhar a emissão das parcelas e verificar as respectivas datas de pagamento. As informações também podem ser obtidas pela Central Alô Trabalho, no telefone 158.

Pedido em análise

Os pescadores que ainda possuem requerimentos pendentes de análise podem acompanhar a situação pelo Meu INSS, no aplicativo ou portal, ou entrar em contato com a Central 135. Não é necessário fazer um novo pedido, pois as análises continuam e novos lotes serão pagos à medida que os requerimentos forem concluídos.

Texto: Ascom INSS

Categoria

Previdência

Fonte: Instituto Nacional do Seguro Social – INSS

Negligência do Estado afeta 3,2 mil famílias de pescadores artesanais https://sindpescarj.org.br/2025/04/02/governo-fede...
12/09/2026

Negligência do Estado afeta 3,2 mil famílias de pescadores artesanais
https://sindpescarj.org.br/2025/04/02/governo-federal-da-inicio-as-vistorias-publicas-de-embarcacoes-de-pesca/

Um mapeamento feito pelo Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras (CPP) aponta que 3,2 mil famílias foram afetadas por 85 conflitos em cerca de 450 comunidades de pescadores artesanais, em 16 estados, entre 2015 e 2024.

O mapeamento consta do Relatório de Conflitos Socioambientais e Violações de Direitos Humanos em Comunidades Tradicionais Pesqueiras no Brasil – 2024, lançado nesta terça-feira (1°), em Belém, no Pará.

Segundo o CPP, o relatório traz informações sobre conflitos entre os anos de 2022 e 2024. Nesse período, foram contabilizados 48 novos conflitos socioambientais, que se somaram a outros 37 conflitos antigos, conhecidos desde o ano de 2015.

O relatório mostra que as comunidades vêm sofrendo com a negligência na garantia de direitos econômicos, sociais, culturais e ambientais, apontada por 71,4% das comunidades como principal fator geracional de conflitos.

“Havia um clamor dos pescadores e das comunidades tradicionais pesqueiras em explicitar a negligência do Estado brasileiro. Então essa categoria entrou e, por isso, ela acabou virando a mais representativa de conflitos, porque é justamente pela negligência da garantia de direitos econômicos, sociais culturais e ambientais que existem muitos conflitos nas comunidades”, explicou a pesquisadora Ornela Fortes, responsável pela organização do relatório.

A especulação imobiliária foi apontada por 53,1% das comunidades como o segundo principal fator dos conflitos socioambientais, seguido pela privatização de áreas e territórios, que apareceu como 51% dos conflitos relatados. Os empreendimentos turísticos aparecem com 46,9% dos fatores relacionados aos conflitos socioambientais.

A pesca predatório, com 34,7%; o esgoto industrial ou urbano, com 24,5%; a construção de portos/indústria naval, com 20,4%; o agronegócio, com 18,4% e a aquicultura – criação de crustáceos, peixes, moluscos, incluindo a carcinicultura -, com 16,3% foram apontados pelas comunidades como importantes fatores de conflitos socioambientais.

“O nosso relatório, embora traga números, é sempre um relatório qualitativo, porque a gente tem uma realidade de conflitos socioambientais muito complexa. Às vezes uma comunidade tradicional é afetada por vários conflitos”, disse Ornela.

Um dos conflitos envolvendo especulação imobiliária e privatização dos territórios, diz respeito a 80 famílias que enfrentam uma disputa territorial no município de Ipojuca, no litoral pernambucano.

A comunidade vem sofrendo com um muro, construído por um empresário que se diz dono da área de praia no Pontal de Maracaípe, utilizada por uma comunidade de mulheres marisqueiras na sua subsistência.

“A gente tem vivido uma situação dolorosa em Maracaípe com um muro que o fazendeiro colocou no território. Tem muitas pescadoras doentes, até câmera no mangue ele instalou. Você sai, você é filmado, você chega na praia e é filmado, no mangue também”, denuncia a marisqueira Helena Ivalda, conhecida como Leninha, uma das atingidas pelo conflito.

Durante o lançamento do relatório, ela relatou que a comunidade vem sofrendo com ameaças e perseguições.

“Muitas pessoas já saíram do território com medo de morrer. A gente já teve relatos de pescadoras que foram estupradas. A gente também tem a perda do crustáceo, a gente não tá pescando, porque, lá, a maioria são mães solo que vão pegar o sustento da sua casa, para suas famílias, e têm medo das ameaças”, lamentou.

A fragilidade no processo de regularização da posse da terra também foi citada pelas comunidades como um fator de insegurança, com 53,1% afirmando ainda não estar em processo de regularização dos seus territórios.

Essa ausência de regularização se reflete na citação de empresas privadas (77,6%), agentes privados (55,1%) e latifundiários/fazendeiros (38,8%) como os principais causadores de conflitos, ao lado dos poderes executivos municipal (55,1%) e estadual (53,1%) e das empresas públicas (22,4%).

“Uma das coisas que chama a atenção é o papel do Poder Judiciário, que também colabora para esses conflitos. No caso de Leninha, a gente tem um agente privado como causador do conflito, mas a gente tem também um Judiciário que não dá a resposta suficiente, e o conflito está se agravando”, ressaltou Ornela.

Além dos conflitos sociais e das violações de direitos humanos, o relatório evidencia ainda que a situação de conflitos resulta em impactos ambientais diversos sobre a pesca artesanal. O principal deles, e o mais alarmante, é a diminuição da quantidade de pescado, apontado por 77,6% das comunidades.

“Está cada dia mais difícil pescar. Se antes se passava uma manhã e se trazia 10 quilos de pescado, isso já não ocorre hoje, tá diminuindo cada dia mais. Os pescadores estão relatando que agora têm que gastar mais combustível, estão mais expostos ao sol para conseguir a mesma quantidade de antes”, disse Ornela.

O desmatamento e a destruição de habitats, a exemplo dos manguezais, e a diminuição na diversidade do pescado, foram apontados como os outros dois principais impactos ambientais, com 75,5% e 69,4% das citações, respectivamente.

Fonte: EBC Agência Brasil

Um mapeamento feito pelo Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras (CPP) aponta que 3,2 mil famílias foram afetadas por 85 conflitos em cerca de 450 comunidades de pescadores artesanais, em 16 estados, entre 2015 e 2024. O mapeamento consta do Relatório de Conflitos Socioambientais e Violaçõ...

Sindicato de Pescadores Artesanais do Estado do Rio de Janeiro https://sindpescarj.org.br/ Seja bem-vindo ao site oficia...
26/08/2026

Sindicato de Pescadores Artesanais do Estado do Rio de Janeiro
https://sindpescarj.org.br/

Seja bem-vindo ao site oficial do Sindicato de Pescadores Artesanais do Estado do Rio de Janeiro (SINDPESCA/RJ). Aqui você encontrará informações relevantes sobre nossa organização, os serviços oferecidos aos pescadores artesanais e suas famílias, bem como notícias e atualizações sobre a pesca artesanal no estado do Rio de Janeiro.

Justiça Federal do RJ Garante Seguro-Defeso a Pescadores Artesanais Após Negativas Indevidas do INSS https://sindpescarj...
24/07/2026

Justiça Federal do RJ Garante Seguro-Defeso a Pescadores Artesanais Após Negativas Indevidas do INSS
https://sindpescarj.org.br/2026/06/24/justica-federal-do-rj-garante-seguro-defeso-a-pescadores-artesanais-apos-negativas-indevidas-do-inss/

Duas sentenças recentes reconhecem falhas graves da autarquia e determinam pagamento de benefícios negados em 2023

A Justiça Federal do Rio de Janeiro condenou o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a conceder o seguro-defeso referente ao ano de 2023 a dois pescadores artesanais que tiveram seus pedidos negados administrativamente pela autarquia. As decisões, proferidas pela 42ª e pela 9ª Vara Federal do Rio de Janeiro, expõem um padrão preocupante de indeferimentos baseados em interpretações equivocadas da legislação previdenciária — e reacendem o debate sobre o tratamento dado pelo INSS a uma das categorias mais vulneráveis de trabalhadores do país.

O seguro-desemprego do pescador artesanal, popularmente conhecido como seguro-defeso, é garantido pela Lei nº 10.779/2003 e assegura ao trabalhador da pesca artesanal o recebimento de um salário mínimo mensal durante os períodos em que a atividade pesqueira é proibida pelo IBAMA, para fins de preservação e reprodução das espécies.

Para milhares de famílias que vivem exclusivamente da pesca, o benefício representa a única fonte de sustento durante esses meses. Justamente por isso, indeferimentos indevidos têm impacto direto e imediato na vida dessas pessoas.

Primeiro caso: parcelas fracionadas confundidas com dois benefícios

Na 42ª Vara Federal, o juiz federal Roberto Dantes Schuman de Paula julgou procedente o pedido da pescadora artesanal Branca da Associação dos Pescadores Artesanais da Prainha regularmente inscrita no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), que havia tido seu requerimento negado sob o argumento de que teria recebido mais de um benefício de seguro-defeso no mesmo ano.

A autarquia invocou o art. 1º, §5º, da Lei nº 10.779/2003, que proíbe o pescador de receber, no mesmo ano civil, mais de um benefício decorrente de defesos de espécies distintas.

O problema, contudo, estava na interpretação do INSS. A pescadora havia recebido um único benefício — relativo ao defeso do caranguejo-guaiamum, com vigência de 1º de outubro de 2022 a 31 de março de 2023. Como o período de defeso atravessou dois anos civis, as parcelas foram naturalmente divididas: três em 2022 e duas em 2023.

“Tal circunstância não configura o recebimento de mais de um benefício no mesmo ano, mas apenas o pagamento parcelado de um único SDPA, situação que não se enquadra na vedação prevista no art. 1º, §5º, da Lei nº 10.779/2003”, registrou o magistrado na sentença.

A decisão ainda destacou um elemento revelador: o próprio INSS havia concedido o benefício à mesma pescadora em anos anteriores e posteriores, com base no mesmo contexto fático e cadastral. Para o juiz, isso comprova que o indeferimento de 2023 não decorreu de qualquer alteração na situação da segurada, mas sim de uma interpretação jurídica equivocada da autarquia.

Segundo caso: INSS rejeita documento que ele mesmo aceitou antes

Na 9ª Vara Federal, a juíza federal Quezia Jemima Custodio Neto da Silva Reis deferiu o pedido de um pescador artesanal Renato Lobão também da Associação de Pescadores Artesanais da Prainha do município do Rio de Janeiro, cujo requerimento havia sido negado com três justificativas simultâneas — todas afastadas pela magistrada.

Primeira justificativa: não apresentação do PRGP

O INSS alegou que o pescador não teria apresentado o Formulário de Requerimento de Licença de Pescador Profissional. A juíza, no entanto, identificou uma contradição flagrante: em março de 2023, a própria autarquia havia aceitado exatamente o mesmo documento como válido, concedendo o benefício naquela ocasião. Ao recusá-lo meses depois, o INSS agiu de forma manifestamente contraditória.

Segunda justificativa: contribuições insuficientes

O pescador apresentou cinco guias de recolhimento previdenciário. O INSS considerou o número insuficiente. A magistrada, porém, foi direta: a exigência de um mínimo de seis meses de contribuição só foi introduzida no ordenamento jurídico pela Medida Provisória nº 1.323/2025 e pela Lei nº 15.265/2025 — normas editadas dois anos após o requerimento do pescador, feito em outubro de 2023.

Pelo princípio do tempus regit actum, a legislação aplicável ao caso era a vigente na data do pedido, que não fixava nenhum número mínimo de contribuições. As cinco guias apresentadas eram, portanto, plenamente suficientes.

Terceira justificativa: vedação ao duplo benefício

A juíza também analisou a regra que proíbe o recebimento de mais de um benefício no mesmo ano e concluiu que a situação do pescador não se enquadrava na vedação legal. “O INSS não se desincumbiu do ônus probatório referente aos fatos impeditivos ou modificativos do direito do autor ao seguro-defeso”, concluiu a magistrada, com base no art. 373, inciso II, do Código de Processo Civil.

O que foi determinado

Em ambos os processos, a Justiça Federal determinou ao INSS:

A concessão imediata do seguro-defeso referente ao período de 2023
O pagamento integral dos valores em atraso, com efeitos a partir da data de entrada dos requerimentos administrativos
A aplicação de correção monetária e juros de mora conforme o Manual de Cálculos da Justiça Federal
Um padrão que preocupa

Analisados em conjunto, os dois casos revelam falhas sistemáticas na forma como o INSS tem processado os requerimentos de seguro-defeso:

Aplicação retroativa de normas mais restritivas, editadas anos após os fatos analisados
Interpretação equivocada de regras sobre o pagamento parcelado de benefícios
Contradição entre decisões da própria autarquia sobre os mesmos documentos e situações
Exigência de requisitos além do previsto em lei à época dos requerimentos
Para especialistas em direito previdenciário, esse cenário evidencia a necessidade de maior rigor nos processos internos do INSS e reforça a importância do acesso dos pescadores à Justiça Federal.

Orientações para quem teve o benefício negado

Pescadores artesanais que se encontrem em situação semelhante podem adotar as seguintes medidas:

Guardar toda a documentação relacionada à atividade pesqueira — RGP, guias de recolhimento, comprovantes de residência e histórico de benefícios anteriores
Recorrer administrativamente dentro dos prazos estabelecidos pelo INSS
Ingressar com ação no Juizado Especial Federal (JEF) — o procedimento é gratuito, sem custas processuais, e dispensa a contratação de advogado em primeiro grau

Fonte: Sindpesca RJ

Duas sentenças recentes reconhecem falhas graves da autarquia e determinam pagamento de benefícios negados em 2023 A Justiça Federal do Rio de Janeiro condenou o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a conceder o seguro-defeso referente ao ano de 2023 a dois pescadores artesanais que tiver...

LEIS DA ALERJ FORTALECEM DIREITOS DOS PESCADORES E REFORÇAM IMPORTÂNCIA DA ECONOMIA DO MAR NO RIO https://www.maricarjno...
27/06/2026

LEIS DA ALERJ FORTALECEM DIREITOS DOS PESCADORES E REFORÇAM IMPORTÂNCIA DA ECONOMIA DO MAR NO RIO
https://www.maricarjnoticia.news/noticia/1487/marica/politica/leis-da-alerj-fortalecem-direitos-dos-pescadores-e-reforcam-importancia-da-economia-do-mar-no-rio.html

Leis da Alerj fortalecem direitos dos pescadores e reforçam importância da economia do Mar no Rio
Legislações aprovadas pelo Parlamento fluminense beneficiam 17.954 pescadores registrados no estado e ajudam a proteger um setor estratégico para a economia fluminense

Mais do que tradição religiosa, o Dia de São Pedro, celebrado em 29 de junho, reforça a importância dos pescadores para a economia, segurança alimentar e preservação cultural das comunidades pesqueiras. No Estado do Rio de Janeiro, onde a pesca artesanal mantém viva uma herança secular, a atividade segue como uma das mais estratégicas para o desenvolvimento fluminense e para a subsistência de milhares de famílias. Para fortalecer e incentivar o setor, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou leis voltadas à proteção social, à saúde e à valorização cultural da atividade pesqueira.

Dados do Boletim Estatístico da Pesca e Agricultura (2023-2024), apresentados pela Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Fiperj), apontam o território fluminense como o segundo maior produtor de pesca marinha do Brasil, com produção anual entre 61 mil e 66 mil toneladas, podendo alcançar cerca de 70 mil toneladas em períodos de maior produtividade. A pesca extrativista marinha é responsável por cerca de 70% a 75% de toda a captura registrada no estado.

Atualmente, o Rio conta com 17.954 pescadores profissionais registrados, conforme o Boletim do Registro Geral dos Pescadores Profissionais do Governo Federal. Desse total, 71,2% estão concentrados em dez municípios, com destaque para São Francisco de Itabapoana, Campos dos Goytacazes e a capital fluminense.

A força da economia do mar
Muito além da pesca, a chamada Economia do Mar engloba atividades como turismo, transporte marítimo e indústria naval. O estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aponta que esse conjunto de atividades representa 9,74% do Produto Interno Bruto (PIB) fluminense, movimentando cerca de R$ 242,1 bilhões por ano e gerando aproximadamente 301 mil empregos formais em atividades ligadas ao setor no estado.

Esse desempenho reforça o papel estratégico do litoral fluminense para a economia estadual e evidencia como a pesca ocupa posição central nessa engrenagem. Os principais pólos pesqueiros do estado estão em Niterói, Angra dos Reis e Cabo Frio, além de São Gonçalo e São João da Barra, que também possuem participação relevante no desembarque de pescado.

Entre as espécies mais capturadas estão corvina, anchova, badejo, garoupa, linguado e a tradicional sardinha, símbolo histórico da pesca fluminense e importante fonte de renda para milhares de trabalhadores.

Saúde e dignidade para quem vive da pesca
Entre as legislações aprovadas pela Alerj está a Lei 10.969/25, que estabelece diretrizes específicas para a atenção e o cuidado com a saúde de pescadores e marisqueiras artesanais. A norma garante prioridade no acesso a exames oferecidos pelo Poder Público e reconhece o alto desgaste físico provocado pela atividade, marcada por esforço repetitivo, longas jornadas sob exposição solar, riscos ergonômicos e contato frequente com ambientes insalubres.

Segundo o coordenador da Liga das Entidades da Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Lipesca-RJ), Alexandre Anderson, a federação conta com mais de 30 mil trabalhadores da pesca da Região Metropolitana. Para ele, a legislação é muito importante para a saúde dos pescadores. “Nós sofremos com as doenças laborais. Estamos expostos ao calor excessivo, demasiado esforço, riscos de afogamento, quebra de ossos, tuberculose, entre outras doenças. Por isso é necessário esse cuidado mais diferenciado”, descreve. Alexandre também reforça que para as marisqueiras é ainda pior: “Temos que ter atenção especial às mulheres, que possuem jornada dupla”, afirma.

A fé que benze os barcos e preserva tradições
Mais do que uma atividade econômica, a pesca artesanal também carrega um forte valor simbólico e cultural. Em muitas comunidades pesqueiras do estado, a devoção a São Pedro faz parte da rotina e da identidade coletiva, unindo fé, trabalho e tradição em procissões marítimas, bênçãos de embarcações e celebrações populares.

Há uma tradição curiosa entre os pescadores no Dia de São Pedro: o peixe some do mar e o pescador também. Isso porque eles deixam as redes de lado para homenagear seu padroeiro. “Pescar nesse dia é quase como uma heresia. É um dia de homenagem, de refletir sobre a nossa categoria e de celebrar. Até porque nesse dia também é comemorado o Dia do Pescador e queremos honrar a data e a continuidade da nossa luta”, destaca o coordenador da Lipesca-RJ, Alexandre Anderson.

Esse vínculo histórico ganhou reconhecimento oficial com a Lei 11.036/2025, que declarou a Festa de São Pedro Apóstolo, realizada em Itaboraí, como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio de Janeiro. A medida protege uma manifestação tradicional da cultura pesqueira fluminense e reforça a importância da preservação da memória e da identidade dessas comunidades.

“Para quem vive da pesca, o mar é sustento, tradição e esperança. É uma atividade que passa de geração em geração e faz parte da identidade das nossas comunidades”, relata José Maria, pescador artesanal da região.

No  dia 27 de abril de 2026, no auditório do IBAMA-RJ, ocorreu à 3ª Reunião Pública sobre a criação de Unidade de Conser...
30/04/2026

No dia 27 de abril de 2026, no auditório do IBAMA-RJ, ocorreu à 3ª Reunião Pública sobre a criação de Unidade de Conservação Marinha e do Corredor Ecológico ligando Guaratiba no Município do Rio as Ilhas Maricá.

O encontro foi uma solicitação da categoria de pescadores artesanais e pescadores profissionais reunidos pela LIPESCA - Liga das Entidades da Pesca do Rio de Janeiro, com o apoio do SINDPESCA-RJ, que atendendo as demandas apresentadas pelas entidades do setor pesqueiro fez as articulações para a realização do evento em data e local escolhido pela categoria.

Com o intuito de sanar dúvidas e ampliar o diálogo entre a categoria e os órgãos governamentais, foi constatado uma grande presença e adesão à reunião publica.

Houve grande resistência após apresentado a proposta por parte dos representantes das categorias, que de certa forma iram ser afetadas, sindicatos, federações, associações de pescadores e colônias de pesca além de diversos lideres comunitários estiram presentes.

Foi explanado pelo governo do estado do RJ, que esta iniciativa irá contemplar ainda a implantação de um corredor ecológico marinho, destinado a promover a conectividade entre o Monumento Natural das Ilhas Cagarras, o Hope Spot das Ilhas Cagarras e Águas do Entorno e outras áreas protegidas da região, favorecendo o fluxo de espécies, ampliando a resiliência dos ecossistemas e fortalecendo a gestão integrada do território marinho em escala regional.

Parceria:
IBAMA RJ
Federação Liga das Entidades de Pesca do Rio de Janeiro - LIPESCARJ

Este encontro atende a uma demanda apresentada por representantes da atividade pesqueira durante a oitiva realizada em 0...
26/04/2026

Este encontro atende a uma demanda apresentada por representantes da atividade pesqueira durante a oitiva realizada em 05 de março de 2026, com o intuito de sanar dúvidas e ampliar o diálogo com a categoria.

Convite para a reunião sobre a criação de Unidade de Conservação Marinha e Corredor Ecológico.

Este encontro atende a uma demanda apresentada por representantes da atividade pesqueira durante a oitiva realizada em 05 de março de 2026, com o intuito de sanar dúvidas e ampliar o diálogo com a categoria.

A reunião ocorrerá amanhã às 13 horas do dia 27 de abril de 2026, no auditório do IBAMA, situado na Praça XV de Novembro, 42 – Centro, Rio de Janeiro/RJ.

O Instituto Estadual do Ambiente (INEA) e a Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (SEAS) propõem a criação de uma Unidade de Conservação marinha estadual nas praias
selvagens do Rio de Janeiro, com o objetivo de proteger a biodiversidade marinha, ordenar os usos do território e garantir a manutenção dos recursos naturais de forma sustentável. A proposta visa assegurar a conservação de ecossistemas marinho-costeiros estratégicos, conciliando a proteção ambiental com
atividades compatíveis, como pesquisa científica, turismo sustentável e pesca de baixo impacto.

A iniciativa contempla ainda a implantação de um corredor ecológico marinho, destinado a promover a conectividade entre o Monumento Natural das Ilhas Cagarras, o Hope Spot das Ilhas Cagarras e Águas do Entorno e outras áreas protegidas da região, favorecendo o fluxo de espécies, ampliando a resiliência dos ecossistemas e fortalecendo a gestão integrada do território marinho em escala regional.

Parceria:
IBAMA RJ
Federação Liga das Entidades de Pesca do Rio de Janeiro - LIPESCARJ

Olá, Povos da Pesca Artesanal! Está no mundo a nossa cartilha sobre o Projeto de Assentamento Agroextrativista Pesqueiro...
09/04/2026

Olá, Povos da Pesca Artesanal!

Está no mundo a nossa cartilha sobre o Projeto de Assentamento Agroextrativista Pesqueiro (PAEp), o PAE PESQUEIRO!

Esse material foi construído para informar e orientar as comunidades tradicionais pesqueiras. Ele traz tudo o que você precisa saber: o que é o PAEp, como solicitá-lo e quais os seus benefícios para as comunidades.

Compartilhe com quem precisa conhecer esse material.

Seguimos, a Secretaria Nacional de Pesca Artesanal (SNPA) do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), juntos na luta pelas comunidades tradicionais pesqueiras e por seus territórios!

✊🏽💙🌊🌿🛶

Para solicitar maiores informações e o documento:
[email protected]
Fonte: CGTIP/SNPA/MPA

PESCADORES DO RJ FORTALECEM SEGMENTO COM CRIAÇÃO DA FEDERAÇÃO LIPESCARJhttps://www.instagram.com/p/DLSlauLuVlp/?utm_sour...
18/03/2026

PESCADORES DO RJ FORTALECEM SEGMENTO COM CRIAÇÃO DA FEDERAÇÃO LIPESCARJ
https://www.instagram.com/p/DLSlauLuVlp/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==

Iniciativa de Entidades de pesca avançam na preservação ambiental e demandas regulatórias de pesca artesanal do estado.

No último sábado (21/06/2025), a comunidade pesqueira do Rio de Janeiro deu um passo histórico com a realização da Assembleia Geral Ordinária da Federação Liga das Entidades de Pesca do Rio de Janeiro (LIPESCARJ). O evento ocorreu no espaço externo da sede administrativa da AHOMAR – Associação Homens e Mulheres do Mar da Baía de Guanabara, localizada na Praia de Mauá, Magé, RJ.

União e Ampliação da Representatividade

Durante a assembleia, seis novas entidades representativas de pesca foram integradas à LIPESCARJ. Essa ampliação reflete um compromisso crescente com a colaboração e fortalecimento da pesca artesanal no estado. As novas organizações vêm somar forças a sindicatos, cooperativas e associações já associadas à federação, formando uma rede que promove a união e o trabalho conjunto entre pescadores e pescadoras.

De acordo com os líderes presentes, a inclusão de novas entidades não só fortalece a representatividade do setor, mas também amplia o alcance das ações voltadas para o desenvolvimento sustentável, a valorização cultural e a defesa dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras da pesca.

Impactos e Resultados Inéditos

A LIPESCARJ já vem obtendo resultados expressivos desde sua criação. Com o grupo anterior, iniciativas pioneiras trouxeram avanços em negociações coletivas, capacitações e estratégias de comercialização. Agora, com um número ainda maior de representações, espera-se potencializar ainda mais esses resultados, promovendo ações coordenadas que beneficiem toda a cadeia produtiva da pesca artesanal.

Rede Fortalecida

Entre os destaques da assembleia, estiveram as falas das lideranças de entidades como AHOMAR, SINPESCARJ, ACAMM, e outras associações, que compartilharam experiências de sucesso e reforçaram o compromisso com a sustentabilidade e a inovação no setor.

Além disso, a união promovida pela federação inspira outros estados a seguirem o exemplo, mostrando que o trabalho em rede é um caminho eficaz para enfrentar desafios, como a preservação ambiental, as demandas regulatórias e a comercialização justa.

Nova Era para a Pesca Artesanal

A consolidação da LIPESCARJ representa uma nova era para a pesca artesanal no estado do Rio de Janeiro. Com a força das entidades unidas, o segmento não apenas amplia sua voz política, mas também fortalece o elo entre tradição e modernidade, garantindo que o trabalho dos pescadores e pescadoras continue sendo reconhecido como essencial para a economia e cultura fluminense.

A Federação Estadual, SINPESCARJ, representa mais de 18 entidades de pesca, associações de pescadores, um sindicato estadual de pesca artesanal, uma cooperativa de agricultores e pescadores, totalizando mais de 30 mil participantes diretos das entidades reunidas, uma iniciativa que se fortalece garantindo direitos e reconhecimento da força de trabalho de pescadores artesanais. Abaixo entidades e representantes que participam da iniciativa:

́adeguanabara

Endereço

Praia De Mauá
Magé, RJ
25.925-395

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