Instituto Mapinguari

Instituto Mapinguari Proteção, Pesquisa e Educação Ambiental Mantemos um quadro fixo de seis Diretores e oito Conselheiros (Fiscal e Consultivo).

A Associação Instituto Mapinguari ou simplesmente Instituto Mapinguari (IMAPIN) é uma Organização Não-Governamental (ONG), criada em maio de 2015 no Estado do Amapá. O Instituto atua sobre o campo da Pesquisa, Proteção e Educação Ambiental e é fruto da mobilização de jovens universitários em apoio à Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Revecom. Entre final de 2013 e início de 2015, ante

s do IMAPIN ser criado, os fundadores atuavam com o nome de Movimento Pró Revecom. Um grupo de acadêmicos do curso de Biologia da Universidade Federal do Amapá se organizou e decidiu lutar pela manutenção das atividades da RPPN Revecom. Na época, a Reserva enfrentava uma grave crise financeira e intensa poluição por esgoto urbano, de responsabilidade da Companhia de Água e Esgoto do Amapá (CAESA). Durante pouco mais de um ano de atuação, os idealizadores do Movimento participaram de audiências, visitas técnicas e campanhas na internet até que a RPPN superasse aquele desafio. Atualmente o Instituto Mapinguari tem sua sede administrativa no Município de Santana em espaço cedido pela equipe gestora da RPPN Revecom, que é uma das principais parcerias da ONG. Além disso, temos quatro colaboradores permanentes e dez ocasionais. Todos os envolvidos contribuem de forma voluntária com as atividades realizadas pelo Instituto.

29/08/2026

🌿 As experiências amazônicas atravessam fronteiras e ajudam a ampliar os caminhos para pensar os territórios.

A diretora executiva do Instituto Mapinguari, Anália Barreto, participou do V Seminário do CESPE: Interfaces e Contradições entre a Amazônia Brasileira e Colombiana, realizado pela Universidade Federal do Amapá (UNIFAP).

No painel “Comunidades tradicionais e processos de resistência territoriais e socioculturais no Brasil e Colômbia”, Anália destacou a importância de instituições como o Mapinguari e a universidade estarem atentas aos conhecimentos produzidos pelas próprias comunidades e de valorizarem esses saberes na construção de pesquisas, políticas e ações voltadas para a Amazônia.

Nesse processo, as instituições de pesquisa também podem atuar como ponte entre os conhecimentos ancestrais dos territórios e a sociedade, para compreender o que as comunidades têm a dizer e contribuir em ferramentas práticas, acessíveis e úteis para a população.

Seguimos construindo uma ciência que vai além dos muros das instituições! 🌳✊🏾

A Caatinga Climate Week 2026 acabou, e decidimos mostrar um pouquinho desse evento enriquecedor.O Mapinguari esteve em P...
06/07/2026

A Caatinga Climate Week 2026 acabou, e decidimos mostrar um pouquinho desse evento enriquecedor.

O Mapinguari esteve em Pernambuco para um intercâmbio de experiências sobre adaptação climática, como um passo estratégico na consolidação de uma agenda climática construída a partir dos territórios e das experiências dos povos tradicionais brasileiros.

Apesar de biomas distintos e realidades ambientais diferentes, Amazônia e Caatinga compartilham desafios semelhantes relacionados à permanência das populações em seus territórios, ao acesso à água, à produção de alimentos, à valorização dos conhecimentos tradicionais e à implementação de políticas públicas. E essa imersão contribui para a integração e o fortalecimento do movimento social nesses territórios.

Além de participar das atividades da programação, também contribuímos com o debate público proposto pelo evento. A diretora executiva Anália Barreto compôs o painel “Sementes crioulas: agrobiodiversidade e soberania alimentar”, falando da atuação do instituto no Amapá.

Para além disso, essa experiência nos inspira na identificação de novos instrumentos para soluções na Amazônia, principalmente diante de eventos extremos, das pressões sobre o uso da terra e da necessidade de tornar os sistemas produtivos mais resilientes.

Obrigada, Caatinga Climate Week! Seguiremos firmes na luta em torno da agroecologia, dos sistemas alimentares territoriais e da incidência política.

Fotos: Caatinga Climate Week

🌳 São 11 anos de muita caminhada!Por aqui, nos organizamos coletivamente para colaborar na construção de soluções conect...
03/07/2026

🌳 São 11 anos de muita caminhada!

Por aqui, nos organizamos coletivamente para colaborar na construção de soluções conectadas com os territórios amazônicos que buscam justiça climática e o fortalecimento dos direitos humanos. ❤️🌿

Entramos na trend para compartilhar cinco curiosidades sobre o Instituto Mapinguari que talvez você ainda não conheça. Spoiler: tem cultura, incidência política, pesquisa, comunicação e muita gente comprometida em construir um futuro mais justo para a Amazônia.

Conta pra gente: qual dessas curiosidades você já conhecia? 👀

01/07/2026

O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), através de sua representação no Amapá, anunciou a realização do Seminário de Agroecologia, Produção Orgânica e Hortifrutigranjeiro, sem a participação massiva da sociedade civil organizada, sem ampla presença das comunidades que fazem a agroecologia acontecer, e sem convidar os agentes sociais que foram ativos em toda a construção da Política Estadual de Agroecologia, Produção Orgânica e Sociobiodiversidade (PEAPOS).

A agroecologia como prática de cultivo e produção alimentar só é possível porque as comunidades tradicionais, agricultores familiares e povos da floresta constroem essa realidade diariamente no chão do território. Da mesma forma como o avanço da PEAPOS no Amapá só foi possível pela intensa mobilização social em torno da pauta.

Esse esforço incluiu a defesa da criação da Comissão Estadual de Agroecologia, Produção Orgânica e Sociobiodiversidade (CEAPOS), etapa fundamental para transformar uma lei em uma política efetivamente implementada. Mais do que defender sua criação, o Instituto Mapinguari, juntamente com diversos atores sociais, tem atuado fortemente na mobilização dessas lideranças, para que elas ocupem seus espaços de direito na formulação e na decisão dessas políticas.

Quando a PEAPOS estava paralisada, foram organizações da sociedade civil que assumiram essa agenda. Por isso, causa profunda estranheza e indignação ver que a participação social está sendo tratada como protocolo facultativo.

Fazer debate institucional entre governos e autarquias sem incluir quem vive a realidade do campo e da floresta não é integração; é exclusão. Não aceitaremos retrocessos institucionais que silenciem as vozes que dão vida à sociobiodiversidade amapaense.

Quem constrói a PEAPOS não pode ficar de fora desse debate! 📢

19/05/2026

Às vezes, a gente lê a embalagem e percebe o quanto os alimentos ultraprocessados já fazem parte da nossa rotina.

Hoje, esses produtos representam cerca de 23% da alimentação dos brasileiros, segundo pesquisas conduzidas pela USP. Enquanto isso, a agricultura familiar segue responsável por cerca de 70% dos alimentos que chegam às mesas brasileiras, de acordo com dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

A agricultura familiar representa formas de relação com o território construídas a partir do cuidado com o solo, da diversidade agrícola e da permanência das comunidades em seus modos de vida. É um modelo produtivo que garante a segurança e soberania alimentar dos povos e gera manutenção de economias locais.

Em um contexto de crise climática, fortalecer práticas agroecológicas significa ampliar a capacidade de adaptação dos territórios e incentivar formas de produção menos dependentes da lógica intensiva dos grandes sistemas industriais de alimentos.

Pensar em comida é pensar em projeto de sociedade.

E aí, o que tem temperado a sua rotina?

🌳✨ Conta a história que o Mapinguari protege as florestas, mas talvez ninguém tenha te contado que ele não faz isso sozi...
15/05/2026

🌳✨ Conta a história que o Mapinguari protege as florestas, mas talvez ninguém tenha te contado que ele não faz isso sozinho!

O guardião das florestas nos ensina sobre a vida que corre nos encantos da Amazônia, e também aprende. Aprende com os rios que insistem em correr mesmo diante de barragens, com pescadores que transformam maré em sustento, com agricultores que semeiam esperança no meio da crise climática, com juventudes que se recusam a aceitar que a destruição seja destino.

Há 11 anos, o Instituto Mapinguari nasce do encontro entre território, mobilização e esperança coletiva, carregando o nome de uma figura que alimenta imaginários em direção à luta pela justiça climática e social.

Hoje, dia 15 de maio, completamos mais de uma década compreendendo que defender a Amazônia é proteger recursos naturais em alinhamento com modos de vida. É fortalecer quem vive nos territórios e disputar os sentidos de desenvolvimento impostos sobre nossos corpos, águas, florestas e comunidades. Acreditamos que a defesa do nosso chão precisa carregar os tons das nossas peles, os calos das nossas mãos e a força das nossas vozes.

Ao longo dessa caminhada, aprendemos que adaptação climática também se faz na roça, nas periferias, na beira do rio, no puxirum, nas conferências, nas feiras, nas escolas, nas ocupações culturais e nas vozes que seguem dizendo que outro futuro é possível por causa de um passado ancestral que abriu caminhos.

Da Amazônia urbana às comunidades rurais, reconhecemos a floresta como espaço vivo de saberes estruturantes e acreditamos na ciência comprometida com os territórios.

Esses 11 anos foram construídos por gente que botou trabalho, afeto, recurso e coragem: tem mãos de agricultores, catraias de pescadores, calor de juventudes organizadas, determinação de pesquisadores, ensinamentos de comunidades tradicionais, fortalecimento de parceiros que somam e tantos outros que contribuem para a nossa existência circular.

O grandão da floresta é a luta para adiar o fim do mundo. E o Instituto Mapinguari agradece a cada pessoa que escolheu caminhar junto nessa travessia!

Seguimos! ✊🏽

O Instituto Mapinguari lançou o Edital de Pesquisa 2026 para seleção de consultorias especializadas em pesquisa aplicada...
11/05/2026

O Instituto Mapinguari lançou o Edital de Pesquisa 2026 para seleção de consultorias especializadas em pesquisa aplicada.

A partir de amanhã, 12, as inscrições estarão abertas para duas linhas de pesquisa:

(I) sistemas alimentares territoriais Pan-Amazônicos (II) coerência de políticas públicas na costa amazônica brasileira, com foco em adaptação climática, proteção territorial, bioeconomia comunitária e incidência política.

A iniciativa busca apoiar pesquisas capazes de produzir evidências científicas e políticas para fortalecer estratégias de adaptação climática, proteção territorial, soberania alimentar e justiça socioambiental.

Em um contexto de agravamento da crise climática, produzir conhecimento aplicado se tornou parte fundamental da construção de processos de resiliência climática. Isso significa fortalecer pesquisas que ajudem a compreender impactos, identificar soluções territoriais, qualificar políticas públicas e ampliar a capacidade de resposta dos territórios diante das transformações ambientais e sociais em curso.

A proposta do edital é aproximar ciência, território e incidência política, contribuindo para que experiências locais, sistemas alimentares, práticas comunitárias e soluções construídas nos territórios possam dialogar com políticas públicas, estratégias de adaptação e agendas de financiamento climático.

A produção de evidências é uma ferramenta estratégica para transformar demandas históricas em ação pública concreta e fortalecer respostas climáticas conectadas à realidade social e territorial.

📍 Inscrições: 12 a 25 de maio de 2026
📍 Resultado final: 30 de maio de 2026
📍 Início das atividades: 10 de junho de 2026

⚠️ Antes de se inscrever, leia atentamente o edital completo e os Termos de Referência disponíveis no site do Instituto Mapinguari.

🔗 Link na bio

🌳 É urgente produzir conhecimento que coloque a ciência na perspectiva da Amazônia! Em meio ao avanço da crise climática...
11/05/2026

🌳 É urgente produzir conhecimento que coloque a ciência na perspectiva da Amazônia!

Em meio ao avanço da crise climática e das desigualdades socioambientais, fortalecer pesquisas conectadas aos territórios se torna cada vez mais importante.

É a partir da escuta das comunidades, da valorização dos sistemas alimentares tradicionais e da análise crítica das políticas públicas que podemos construir caminhos mais equitativos na garantia de direitos.

Com esse edital, queremos aproximar ciência, território e incidência política para contribuir com soluções que dialoguem com as realidades da Amazônia.

⚠️ Antes de se inscrever, recomendamos a leitura completa do edital e dos Termos de Referência disponíveis no site do Instituto Mapinguari.

🔗 Link na bio!

🌳 Construir soluções socioambientais exige diálogo permanente com os territórios.A participação do Mapinguari no Conselh...
08/05/2026

🌳 Construir soluções socioambientais exige diálogo permanente com os territórios.

A participação do Mapinguari no Conselho Consultivo da Estação Ecológica de Maracá-Jipioca representa mais um passo no fortalecimento da participação social em espaços de soluções climáticas e governança socioambiental na Amazônia.

O encontro reafirma, mais uma vez, o que as comunidades locais defendem há décadas no Brasil: Decisões sobre conservação ambiental precisam considerar os modos de vida das populações que vivem e constroem o território diariamente. Foi nesse contexto que avançaram os debates sobre o Termo de Compromisso da pesca, resultado de um longo processo de escuta, negociação e participação dos pescadores artesanais da região.

A diretora administrativo-financeira Talita Tavares, representante do Mapinguari no conselho, explica que “a presença da organização no conselho nos permite apoiar processos de mediação, escuta e articulação entre a gestão da unidade, pescadores artesanais, comunidades e demais instituições envolvidas, garantindo a valorização dos saberes tradicionais e a participação das comunidades nos processos decisórios, o acompanhamento e monitoramento das políticas implementadas na unidade e a construção de soluções compartilhadas para os desafios territoriais, como o Termo de Compromisso de Pesca”. 🌿✨

Os Conselhos Consultivos são ferramentas importantes para reduzir conflitos, ampliar a co-responsabilidade na gestão territorial e aproximar políticas públicas das realidades locais.

Endereço

Macapá, AP

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