30/10/2018
A representatividade deve acontecer! Toda visibilidade aos estudantes nipo-brasileiros e asiáticos do nosso departamento, os quais são uma grande fatia dos nossos colegas e amigos. Procurem compreender as formas de preconceito e fetichizações que essa minoria sofre, conversem com seus amigos, reflitam e vamos dar atenção também a militância asiática!
É um momento difícil, prelúdio de tempos estranhos.
Hoje lamentamos que parte expressiva das nossas comunidades tenha votado a favor de um discurso violento e autoritário. Talvez por sermos a “raça que tem vergonha na cara”: o “reconhecimento” do novo presidente é a esmola que a branquitude nos dá e pela qual vendemos o sofrimento dos nossos antepassados.
Mas não podemos ceder à chamada do opressor que nos promete um lugar ao lado dele, só pela oportunidade de, desta vez, empunharmos o chicote; não podemos esquecer da perseguição pela chance de, desta vez, sermos os perseguidores; não podemos aceitar o fascismo pela promessa vazia de que, desta vez, não seremos nós que perderemos os direitos e a liberdade.
E vamos resistir, porque a política não está circunscrita à urna.
Acolham e sejam acolhidas/os. Conversem e dialoguem. Desabafem com quem está perto do seu coração, procure apoio; se possível e necessário, procurem também ajuda profissional(*). Cuidem da saúde mental e física, busquem estratégias e não se coloquem em risco à toa, porque facho não merece ter os dentes na boca, mas a sua integridade física e emocional deve vir em primeiro lugar. Então pratiquem esportes, aprendam autodefesa, leiam livros, organizem-se local e amplamente. Formem redes de apoio, de segurança e de informação. Protejam quem está mais vulnerável e se deixem ser protegidas/os. Cada um/a pode contribuir de forma diferente para a militância e para o antifascismo, e a vida de todas/os nós importa.
Não estamos sós.
(*) O CVV-Centro de Valorização da Vida oferece ajuda por telefone pelo número 188, por chat, email ou presencialmente. Para mais informações: https://www.cvv.org.br/