26/05/2026
O excesso de jornada de trabalho continua sendo um dos principais fatores associados ao aumento de acidentes de trabalho, adoecimento físico e problemas de saúde mental entre trabalhadores brasileiros. O alerta foi reforçado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), que defende a redução da jornada semanal como medida de proteção à saúde e melhoria da qualidade de vida da classe trabalhadora.
Segundo estudos apresentados pela entidade, trabalhadores submetidos a jornadas superiores a 40 horas semanais apresentam maior probabilidade de desenvolver doenças ocupacionais, sofrer acidentes laborais e enfrentar quadros de estresse, ansiedade, esgotamento físico e mental.
O DIEESE destaca que jornadas prolongadas reduzem o tempo de descanso, comprometem a recuperação física e aumentam os níveis de fadiga, fatores diretamente relacionados à queda de atenção e produtividade. Em atividades operacionais, industriais, hospitalares e de alimentação coletiva, por exemplo, o desgaste excessivo pode elevar significativamente os riscos de acidentes.
A discussão ganhou ainda mais força no Brasil diante do avanço do debate nacional sobre o fim da escala 6x1 e a redução da jornada semanal de trabalho. Centrais sindicais, movimentos sociais e especialistas em saúde do trabalhador defendem que jornadas menores podem gerar impactos positivos tanto na saúde quanto na economia.
Estudos internacionais citados pelo DIEESE mostram que países que adotaram jornadas reduzidas registraram melhora nos índices de produtividade, redução do absenteísmo e queda nos afastamentos por doenças relacionadas ao trabalho. Em alguns casos, também houve melhora na satisfação profissional e no equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
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