30/06/2025
‘Você está velho demais pra isso!’ ou ‘Idoso não pode usar esse tipo de roupa' — Já ouviu essas falas? Pois saiba: isso é etarismo. Idadismo ou ageísmo, mais popularmente conhecido como etarismo, se refere ao preconceito relacionado a idade, podendo atingir tanto pessoas jovens quanto idosas. No entanto, na prática, o alvo mais comum são idosos.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), no Relatório Global de 2021 a definição de idadismo é o estereótipo (como pensamos), o preconceito (como sentimos) e a discriminação (como agimos) contra as pessoas com base em sua idade.
Exemplo de estereótipo:
Idosos não sabem usar tecnologia.
⚠️ É uma crença generalizada e simplista, que associa idade avançada à incapacidade de aprender ou lidar com ferramentas digitais. Nem todo idoso tem dificuldade com tecnologia, e muitos aprendem e usam com facilidade.
Ex. de preconceito:
Sentir irritação ou impaciência quando um idoso demora a se expressar ou entender algo.
⚠️Esse sentimento negativo é baseado somente na idade da pessoa, desconsiderando o contexto, o ritmo individual ou até mesmo a própria capacidade dela.
Ex. de discriminação: Recusar contratar um profissional idoso porque “não tem mais energia” ou “não se adapta a mudanças”.
⚠️ É uma ação concreta de exclusão ou injustiça, baseada unicamente na idade da pessoa, independentemente de sua competência, experiência ou vontade de aprender.
Esse preconceito atinge desproporcionalmente as pessoas idosas em áreas como saúde, mercado de trabalho, mídia e participação social. Os impactos do ageísmo podem ser graves, afeta às relações interpessoais, prejudica à autoestima, diminui a qualidade de vida. Além disso, quando a vítima é um idoso contribui para o isolamento, o sentimento de solidão e gera consequências físicas e psicológicas.
Portanto, a sociedades precisa mudar de mentalidade sobre o envelhecimento, fortalecer a conscientização de que é um processo natural e inevitável para todos. Envelhecer não é motivo de vergonha e independente dos desafios pessoas idosas continuam tendo direitos. Assim, no combate ao etarismo a educação e o contato intergeracional ajuda à promover respeito, empatia e inclusão.