03/09/2026
O processo de formação do casulo na minhoca-californiana (Eisenia andrei) se inicia logo após o acasalamento em que duas parceiras trocam sêmen por mais de uma hora.
Depois da cópula, o clitelo de ambas as minhocas que se acasalaram secreta uma substância esbranquiçada e viçosa, gerando um anel saliente que reveste os segmentos dessa região. Através do oviduto, a minhoca expele seus próprios óvulos no interior desse invólucro.
Deslocando-se de frente para trás, a minhoca vai se desvencilhando desse envoltório gelatinoso e, ao passar pelas espermatecas, os espermatozóides da parceira armazenados lá são expelidos para dentro da cápsula: nesse momento, acontece a fertilização.
Seguindo com esse movimento de recuo, a primeira extremidade do invólucro, grudando-se ao primeiro anel da minhoca, sai pela cabeça, e se fecha, formando esse biquinho.
Em seguida, chega a vez da outra ponta se fundir e, finalmente, completar a geração de um casulo que se enrijece após poucos minutos, com biquinhos nas extremidades e o formato de limão siciliano.
Cerca de três embriões, em média, imersos num líquido albuminoso, permanecem em incubação por cerca de três semanas até a eclosão dos filhotes.
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