Instituto de Arquitetos do Brasil, Zona da Mata e Campo das Vertentes-MG

Instituto de Arquitetos do Brasil, Zona da Mata e Campo das Vertentes-MG Instituto de Arquitetos do Brasil - Núcleo Zona da Mata e Vertentes (IAB/ZMV)-MG. O IAB não tem fins lucrativos e seus dirigentes não são remunerados.

O Instituto de Arquitetos do Brasil IAB é entidade de livre associação de arquitetos e urbanistas brasileiros, que se dedica a temas de interesse do arquiteto, da cultura arquitetônica e de suas relações com a sociedade. Fundado no Rio de Janeiro em 26 de janeiro de 1921, o IAB é a mais antiga das entidades brasileiras dedicadas à arquitetura, ao urbanismo e ao exercício da profissão. O IAB adotou

o modelo federativo de organização e conta com Departamentos autônomos em todos estados do país, que possuem, por sua vez, núcleos locais nos municípios de maior relevância. A entidade é liderada pela Direção Nacional, responsável pela articulação e pela coordenação dos Departamentos, bem como pelas ações de abrangência nacional e internacional. Sua instância política máxima é o Conselho Superior, composto por representantes de todos os Departamentos e pelos Conselheiros Vitalícios, ex-presidentes da entidade. O IAB é membro fundador da União Internacional de Arquitetos (UIA), órgão consultivo da UNESCO para assuntos relativos ao habitat e à qualidade do espaço construído, e do Conselho Internacional de Arquitetos de Língua Portuguesa (CIALP). Por meio da Direção Nacional, o Instituto se faz representar nos órgãos da administração federal e se vincula a entidades internacionais, com destaque para as duas anteriormente citadas e para a Federação Pan-Americana de Associações de Arquitetos (FPAA). O IAB integra o Colegiado das Entidades Nacionais de Arquitetura e Urbanismo (CEAU), órgão consultivo da estrutura do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR); e faz parte do Colégio Brasileiro de Arquitetos (CBA), coletivo das entidades nacionais de arquitetura e urbanismo.

15/04/2026
13/12/2025

RELATÓRIO DE ATIVIDADES DO IAB/ZMV TRIÊNIO 2022-2025.

ATIVIDADES DO IAB/ZMV EM 2023

1 - Participação no Conselho Municipal de Política Urbana, Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural, Conselho Municipal de Habitação e Conselho Municipal de Saneamento Básico;

2 – Rua de Brincar – Avenida Brasil - Oficina Mini cidade. Atividade para crianças na Feira livre em conjunto com a Emcasa (PJF);

3 – Cartografia na FAU/UFJF – atividade com calouros de observação do entorno da faculdade e posterior representação gráfica do que foi observado;

4 – Rua de Brincar – bairro Miguel Marinho - Oficina Mini cidade. Atividade para crianças em conjunto com a Emcasa (PJF);

5 – 1ª Ciclo de conversas sobre políticas e práticas par a cidade – palestras mensais online – 14/06/2023 – Conversa com a Arqtª. Profª. Drª. Luciane Tasca – tema: Percursos Urbanos da Manchester Mineira: código de 1938 ao plano diretor 2018;

6 - 1ª Ciclo de conversas sobre políticas e práticas par a cidade – palestras mensais online – 21/06/2023 – Conversa com a Arqtª. Profª. Ms. Bárbara Lopes – tema: Histórico e aplicação dos instrumentos de planejamento e gestão em Juiz de Fora;

7 - 1ª Ciclo de conversas sobre políticas e práticas par a cidade – palestras mensais online – 28/06/2023 – Conversa com a Arqtª. Profª. Drª Letícia Zambrano, Arqtª. Ms. Ana Paula Ferreira Luz – tema: Política habitacional de Juiz de Fora: entre o planejamento da política e sua execução;

8 - 1ª Ciclo de conversas sobre políticas e práticas par a cidade – palestras mensais online – 05/07/2023 – Conversa com o Eng. Ms. José Ricardo Daibert – tema: Mobilidade, sustentabilidade e qualidade de vida;

9 - 1ª Ciclo de conversas sobre políticas e práticas par a cidade – palestras mensais online – 12/07/2023 – Conversa com o Biólogo Dr. Arthur Valente – tema: Meio ambiente, áreas verdes e planos para Juiz de Fora;

10 - 1ª Ciclo de conversas sobre políticas e práticas par a cidade – palestras mensais online – 19/07/2023 – Conversa com a Arqtª. Ms. Lívia Delgado – tema: Oportunidades e desafios na implantação do Plano Diretor Participativo;

11 - Aula inaugural do 2º Semestre para os alunos da FAU/UFJF com a arquiteta paraguaia-brasileira Glória Cabral "Premio Moira Gemmill para mulheres emergentes na arquitetura 2018, Doutora Honoris Causa da Universidade de Asunción, participou do programa Rolex Mentor e Protégé, como pupila de Peter Zumthor, como sócia do Gabinete de Arquitectura, no Paraguai, Gloria conquistou Leão de Ouro na Bienal de Arquitetura de Veneza no 2016, e ganhou com um projeto coletivo o Global Award for Sustainable Architecture no 2021e com a Arqtª Urbª Juliana Trama de uma das organizadoras do Coletivo ARQTETATLAS, de São Paulo – parceria do IAB/ZMV com a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFJF;


12 – Cerimônia de comemoração dos 25 anos de criação do Núcleo da Zona da Mata e Vertentes, no auditório do Museu de Arte Moderna Murilo Mendes, com a entrega de certificados à representantes dos(as) arquitetos(as) fundadores do Núcleo e representantes de ex-presidentes e palestra do Arq. Dr. Prof. da Escola de Arquitetura e Urbanismo da UFMG e sócio do Escritório Arquitetos Associados Carlos Alberto Maciel;

13 – Oficina Caleidoscópio Urbano, uma parceria com o Departamento de Patrimônio Cultural de Cataguases, dentro da programação agosto moderno– visita guiada com posterior encontro com conversa como parte da comemoração dos 25 anos de fundação do IAB/ZMV;

14 – Passeio pelo Centro Histórico de Barbacena com alunos como parte da comemoração dos 25 anos de fundação do IAB/ZMV;

15 - Papo com arquitetos e arquitetas – conversa online com profissionais abordando questões da produção arquitetônica, de ensino e da atividade profissional - dia 05/09 – Arq. Urb. João Diniz, de BH;

16 - Papo com arquitetos e arquitetas – conversa online com profissionais abordando questões da produção arquitetônica, de ensino e da atividade profissional - dia 05/09 – Arqs. Urbs. Alder Catunda, Roberto de Almeida Nascimento e Otávio Henrique Reis – sócios do Escritório Archi 5, do Rio de Janeiro;

17 - Papo com arquitetos e arquitetas – conversa online com profissionais abordando questões da produção arquitetônica, de ensino e da atividade profissional - dia 07/11 – Arqtª. Urbª. Ms. Gabriella Zubelli, com o tema Acessibilidade;

18 - Exposição de Trabalhos Acadêmicos (tcc) realizado em parceria com a FAU/UFJF, com os trabalhos sendo expostos no saguão da Reitoria da UFJF com a participação de estudantes das escolas e cursos de arquitetura e urbanismo da UFJF, Doctum, Granbery, Unicsum, Uniacademia - Juiz de Fora, Unipac Barbacena, Faminas (Muriaé), Unifacig (Centro Universitário de Manhuaçu).

ATIVIDADES DO IAB/ZMV EM 2024

1 - Participação no Conselho Municipal de Política Urbana, Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural, Conselho Municipal de Habitação e Conselho Municipal de Saneamento Básico;

2 – O Núcleo da Zona da Mata e Vertentes (IAB/ZMV) recebeu o Título de Entidade Benemérita conferido pela Câmara de Vereadores de Juiz de Fora;

3 - Exposição de Trabalhos Finais de Graduação de Cursos de Arquitetura e Urbanismo (Expo TCC), que reuniu 22 projetos de estudantes universitários da UFJF, Doctum, Granbery, Unicsum, Uniacademia - Juiz de Fora, Unipac Barbacena, Faminas (Muriaé), Unifacig (Centro Universitário de Manhuaçu)., na Galeria Ruth de Souza (Teatro Paschoal Carlos Magno);

4 - Papo com Arquitetas e Arquitetos - conversa online com profissionais abordando questões da produção arquitetônica, de ensino e da atividade profissional e/ou acadêmica com o Arq. Urb. prof. Ms. Victor Godoy Nascimento, com o tema “As casas de uma Avenida: Patrimônio e Memória em Juiz de Fora”;

5 - Participação na Semana de Arquitetura e Urbanismo da UniAcademia com a Oficina Cartografia Afetiva no Parque Halfeld;

6 – Participação na Conferência Municipal das Cidades em Cataguases (Filipe Quaresma);

7 - Papo com Arquitetas e Arquitetos - conversa online com profissionais abordando questões da produção arquitetônica, de ensino e da atividade profissional e/ou acadêmica com a participação do Arq. Urb. Prof. Dr. Carlos Alberto Maciel com o tema: "Arquitetura e construtividade: três museus brasileiros";

8 - Croqui Falado: caminhos e diálogos com a participação da fotógrafa e jornalista Malu Machdo e a Arqtª. Urbª Márcia Lanna. O projeto foi conduzido pelo Arq. Urb. Dr. Bruno Fernandes. O projeto teve uma parceria com a Autoria Casa de Cultura;

9 - Croqui Falado: caminhos e diálogos com o tema Arquitetura, Engenharia e BIM, com a participação das engenheiras Lia Salermo e Keila Tinoco e o arq. urb. Dr. Bruno Fernandes. O projeto tem uma parceria com a Autoria Casa de Cultura;

10 - Papo com Arquitetas e Arquitetos - conversa online com profissionais abordando questões da produção arquitetônica, de ensino e da atividade profissional e/ou acadêmica com a participação a Arqtª Urbª Profª Drª Carina Folena Cardoso Paes e o Arq. Urb. Prof. Dr. Antônio Colchete Filho, que apresentaram o tema: "100 anos de verticalização de Juiz de Fora: edifícios de apartamentos na Avenida Barão do Rio Branco";

11 - Papo com Arquitetas e Arquitetos - conversa online com profissionais abordando questões da produção arquitetônica, de ensino e da atividade profissional e/ou acadêmica com a participação a arquiteta Edwiges Leal, do escritório Belarq Arquitetura e Urbanismo, de Belo Horizonte;

12 - Mesa Redonda " O futuro da política urbana e os seus efeitos no território", que foi realizada no Anfiteatro João Carriço, Funalfa, com a presença do Secretário Municipal de Política Urbana, Arq. Urb. Raphael Barbosa Rodrigues de Souza, da Arqtª. Urbª. Profª. Drª Letícia Zambrano, da FAU/UFJF e da Diretora de Gestão dos Programas e Planos Urbanísticos da Secretaria Municipal de Belo Horizonte, Arqtª. Urbª Gisela Cardoso Lobato. A mediação da Mesa Redonda ficou a cargo da Arqtª. Urbª Drª. Bárbara Lopes Barbosa, do IAB/ZMV em comemoração do aniversário do IAB/ZMV;

13 - Croqui Falado: caminhos e diálogos, que aconteceu no dia 28/08/2024, com o tema: Arquitetura e Quadrinhos com a apresentação do tema pelo Arq. Urb. Prof. Dr. Marcos Olender e o jornalista Ramon Vitral. A atividade que ocorreu no Autoria Casa de Cultura. Após a apresentação pelos palestrantes, celebrando os 26 anos dos IAB/ZMV, houve a apresentação musical de Rodrigo Andrade;

14 - Papo com Arquitetas e Arquitetos - conversa online com profissionais abordando questões da produção arquitetônica, de ensino e da atividade profissional e/ou acadêmica com a participação do Arq. Paisagísta Eduardo Barra, com o tema: Paisagismo;

15 – Elaboração da Carta Aberta aos Candidatos(as) a Prefeitura de Juiz de Fora;

16 - Participação na Tribuna Livre na Câmara de Vereadores do IAB/ZMV representado pelo arq. prof. Dr. Marcos Olender;

17 – Participação no Conselho Municipal de Patrimônio Cultural de Cataguases

ATIVIDADES DO IAB/ZMV EM 2025

1 - Participação no Conselho Municipal de Política Urbana, Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural, Conselho Municipal de Habitação e Conselho Municipal de Saneamento Básico;

2 – Participação na 6ª Conferência Municipal das Cidades em Juiz de Fora (Paulo Gawryszewski, Filipe Paiva e Guilherme Ragone);

3 - Participação na Conferência Municipal das Cidades de Cataguases (Filipe Quaresma);

4 – Participação na Conferência Estadual das Cidades em Belo Horizonte (Filipe Paiva);

5 – Participação no Projeto de Extensão “Estudos de Layout e Mobiliários para Habitação de Interesse Social” como parceira institucional do Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais – Campus Juiz de Fora.

IAB e entidades internacionais lançam Carta de São Luís com propostas para a COP30Elaborada durante o Seminário Internac...
26/06/2025

IAB e entidades internacionais lançam Carta de São Luís com propostas para a COP30

Elaborada durante o Seminário Internacional IAB Construindo uma Agenda Urbana Mundial para a COP30, a Carta de São Luís reúne o pensamento sobre uma agenda urbana mundial que possa promover justiça social e preservação ambiental diante do atual cenário de emergência climática.

O documento é fruto das discussões realizadas por arquitetos, urbanistas, pesquisadores, gestores públicos e representantes de comunidades e setores privados do Brasil e do mundo, reunidos nos dias 5 e 6 de junho em São Luís (MA).

Amparada em três paradigmas – ambiental, cultural e civilizacional, a Carta de São Luís defende a arquitetura e o urbanismo como “campos estratégicos na formulação de políticas públicas que se exigem ações comprometidas com a equidade, a qualidade de vida, a preservação da biodiversidade e a defesa da democracia”.]

O Seminário Internacional IAB Construindo uma Agenda Urbana Mundial para a COP30 foi uma iniciativa do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) e do Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento Maranhão (IAB-MA), em colaboração com a União Internacional de Arquitetos (UIA), a Federação Pan-Americana de Associações de Arquitetos (FPAA) e o Conselho Internacional de Arquitetos de Língua Portuguesa (CIALP).

Confira a íntegra da Carta:

Carta de São Luís para a COP 30
Arquitetura e urbanismo em tempos emergenciais:
Por uma Agenda Urbana Mundial com Justiça Climática



Vivemos um tempo de emergências e sabemos que os efeitos da ação humana sobre o planeta atingiram proporções geológicas que marcam um desvio na era do Antropoceno. As mudanças climáticas, a perda da biodiversidade, a desertificação, a crise hídrica, a degradação ambiental, a banalização do consumo, a depredação dos recursos naturais e o aumento da pobreza e da desigualdade social desenham um cenário alarmante, especialmente nas cidades, onde se prevê que habitará mais de 68% da população mundial até 2050 e onde se concentram 75% das emissões de gases do efeito estufa.

Os níveis de controle climático propostos no Acordo de Paris foram ultrapassados em 2024. As metas para 2025 não serão atingidas. Em 2024, apenas 16% das metas dos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável foram cumpridas. A desvalorização do conhecimento científico e o negacionismo de fatos comprovados comprometem o processo civilizacional da humanidade.

Em tempos emergenciais, o que podemos fazer para recuperar o equilíbrio planetário e garantir nosso futuro?

Reunidos em São Luís do Maranhão, no Seminário Internacional “Construindo uma Agenda Urbana Mundial para a COP 30”, promovido pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), em colaboração com a União Internacional de Arquitetos (UIA), a Federação Pan-Americana de Associações de Arquitetos (FPAA) e o Conselho Internacional de Arquitetos de Língua Portuguesa (CIALP), juntamente com profissionais, pesquisadores, gestores públicos, organizações sociais, comunidades tradicionais e instituições de ensino, apresentamos esta carta como contribuição às decisões que serão tomadas na 30° Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 30), a realizar-se em Belém, Pará, em novembro de 2025.

Porque arquitetura e urbanismo são instrumentos de transformação e suporte à vida coletiva, com impactos no grau de emissões e mudanças climáticas, fazemos o apelo à COP 30, às organizações de arquitetos e à comunidade internacional para a adoção de uma abordagem integrada, ancorada em três paradigmas que devem orientar as políticas urbanas e ambientais:

Um paradigma ambiental, que promova o equilíbrio entre o uso dos recursos naturais e sua preservação, com ações voltadas à restauração ecossistêmica, à descarbonização e à gestão responsável do território. A lógica do extrativismo extensivo e da expansão urbana predatória precisa ser superada por modelos circulares, compactos, resilientes e de baixo impacto, que contribuam para economias solidárias e o cooperativismo.

Um paradigma cultural, que reconheça e valorize os saberes locais, as culturas originárias, o direito à autodeterminação e os modos de vida tradicionais, que são fontes de sustentabilidade e legado ancestral. A superação da condição periférica das nações do Sul Global passa pela valorização da arquitetura, da ciência, da arte e da identidade de cada povo.

Um paradigma civilizacional, que afirme o direito à cidade e à justiça socioambiental como princípios fundantes de uma urbanidade integrada e solidária. É fundamental superar a improvisação e o abandono que marcam o planejamento urbano nos países em desenvolvimento, a fim de garantir cidades acessíveis, seguras, inclusivas, adaptadas às emergências climáticas e capazes de acolher com dignidade seus habitantes.

Tendo por base estes princípios, propomos uma agenda urbana global que articule os eixos temáticos da COP 30, com as seguintes contribuições:

1. Planejar e definir estratégias para reduzir emissões de gases do efeito estufa.

2. Estabelecer metas para cidades com carbono neutro, com base nas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs).

3. Incentivar materiais locais, renováveis e de baixo impacto industrial; construir segundo Soluções Baseadas na Natureza (SBNs); promover códigos de construção com padrões renováveis e soluções inteligentes para energia, mobilidade e habitação.

4. Apoiar iniciativas que promovam a reutilização do acervo patrimonial edificado como forma de otimizar os recursos ambientais da cidade.

5. Conservar, ampliar e qualificar espaços livres, áreas verdes e permeáveis nos projetos urbanos com implantação de parques inundáveis, sistemas de drenagem sustentável, reflorestamento e proteção de corpos de água.

6. Fortalecer políticas públicas relativas ao planejamento da paisagem.

7. Limitar a expansão das cidades sobre áreas naturais; incentivar a agricultura urbana e periurbana; incorporar critérios de sustentabilidade e de eficiência energética nos códigos de obras municipais; promover a consciência cidadã.

8. Incluir comunidades vulneráveis e povos tradicionais na formulação de soluções adaptativas.

9. Proteger, em caráter de urgência, as populações expostas a riscos ambientais, étnico-raciais e de gênero.

10. Priorizar edificações com materiais de baixa emissão de carbono, eficiência energética, reaproveitamento de recursos e soluções bioclimáticas. Planejar cidades compactas, com uso misto do solo, mobilidade ativa e transporte público de baixo impacto.

Em definitivo, Arquitetura e Urbanismo, praticados com responsabilidade e consciência ambiental, são imprescindíveis perante os desafios climáticos. São campos estratégicos na formulação de políticas públicas comprometidas com a equidade, a qualidade de vida, a preservação da biodiversidade e a defesa da democracia.

A circunstância exige inteligência, sensibilidade, criatividade, solidariedade e cooperação para implementar, em caráter de urgência, os modelos socioambientais exigidos pela situação emergencial.

Que a Conferência das Partes sediada na Amazônia – região vital para a estabilidade climática global e essencial para os ciclos hídricos e de carbono do planeta – seja mais que um alerta vermelho para o mundo. É necessário iniciar a virada: o momento em que os compromissos deixem de ser apenas metas para se transformarem em ações concretas nos territórios de todo o mundo.

Esta Carta é um apelo de arquitetos, urbanistas, instituições, pesquisadores e sociedade civil comprometidas com o futuro. Por cidades verdes e resilientes. Por um planeta habitável. Por uma Agenda Urbana Mundial que contemple justiça ambiental, cultural e civilizacional.

Instituto de Arquitetos do Brasil – IAB
União Internacional de Arquitetos – UIA
Federação Pan-Americana de Associações de Arquitetos – FPAA
Conselho Internacional de Arquitetos de Língua Portuguesa – CIALP

Seminário Internacional IAB
“Construindo uma Agenda Urbana Mundial para a COP 30”
São Luís, Maranhão, Brasil, 06 de junho de 2025.

15/04/2025

IAB e entidades internacionais lançam Carta de São Luís com propostas para a COP30.

Elaborada durante o Seminário Internacional IAB Construindo uma Agenda Urbana Mundial para a COP30, a Carta de São Luís reúne o pensamento sobre uma agenda urbana mundial que possa promover justiça social e preservação ambiental diante do atual cenário de emergência climática.

O documento é fruto das discussões realizadas por arquitetos, urbanistas, pesquisadores, gestores públicos e representantes de comunidades e setores privados do Brasil e do mundo, reunidos nos dias 5 e 6 de junho em São Luís (MA).

Amparada em três paradigmas – ambiental, cultural e civilizacional, a Carta de São Luís defende a arquitetura e o urbanismo como “campos estratégicos na formulação de políticas públicas que se exigem ações comprometidas com a equidade, a qualidade de vida, a preservação da biodiversidade e a defesa da democracia”.

O Seminário Internacional IAB Construindo uma Agenda Urbana Mundial para a COP30 foi uma iniciativa do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) e do Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento Maranhão (IAB-MA), em colaboração com a União Internacional de Arquitetos (UIA), a Federação Pan-Americana de Associações de Arquitetos (FPAA) e o Conselho Internacional de Arquitetos de Língua Portuguesa (CIALP).

Confira a íntegra da Carta:

Carta de São Luís para a COP 30
Arquitetura e urbanismo em tempos emergenciais:
Por uma Agenda Urbana Mundial com Justiça Climática



Vivemos um tempo de emergências e sabemos que os efeitos da ação humana sobre o planeta atingiram proporções geológicas que marcam um desvio na era do Antropoceno. As mudanças climáticas, a perda da biodiversidade, a desertificação, a crise hídrica, a degradação ambiental, a banalização do consumo, a depredação dos recursos naturais e o aumento da pobreza e da desigualdade social desenham um cenário alarmante, especialmente nas cidades, onde se prevê que habitará mais de 68% da população mundial até 2050 e onde se concentram 75% das emissões de gases do efeito estufa.

Os níveis de controle climático propostos no Acordo de Paris foram ultrapassados em 2024. As metas para 2025 não serão atingidas. Em 2024, apenas 16% das metas dos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável foram cumpridas. A desvalorização do conhecimento científico e o negacionismo de fatos comprovados comprometem o processo civilizacional da humanidade.

Em tempos emergenciais, o que podemos fazer para recuperar o equilíbrio planetário e garantir nosso futuro?

Reunidos em São Luís do Maranhão, no Seminário Internacional “Construindo uma Agenda Urbana Mundial para a COP 30”, promovido pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), em colaboração com a União Internacional de Arquitetos (UIA), a Federação Pan-Americana de Associações de Arquitetos (FPAA) e o Conselho Internacional de Arquitetos de Língua Portuguesa (CIALP), juntamente com profissionais, pesquisadores, gestores públicos, organizações sociais, comunidades tradicionais e instituições de ensino, apresentamos esta carta como contribuição às decisões que serão tomadas na 30° Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 30), a realizar-se em Belém, Pará, em novembro de 2025.

Porque arquitetura e urbanismo são instrumentos de transformação e suporte à vida coletiva, com impactos no grau de emissões e mudanças climáticas, fazemos o apelo à COP 30, às organizações de arquitetos e à comunidade internacional para a adoção de uma abordagem integrada, ancorada em três paradigmas que devem orientar as políticas urbanas e ambientais:

Um paradigma ambiental, que promova o equilíbrio entre o uso dos recursos naturais e sua preservação, com ações voltadas à restauração ecossistêmica, à descarbonização e à gestão responsável do território. A lógica do extrativismo extensivo e da expansão urbana predatória precisa ser superada por modelos circulares, compactos, resilientes e de baixo impacto, que contribuam para economias solidárias e o cooperativismo.

Um paradigma cultural, que reconheça e valorize os saberes locais, as culturas originárias, o direito à autodeterminação e os modos de vida tradicionais, que são fontes de sustentabilidade e legado ancestral. A superação da condição periférica das nações do Sul Global passa pela valorização da arquitetura, da ciência, da arte e da identidade de cada povo.

Um paradigma civilizacional, que afirme o direito à cidade e à justiça socioambiental como princípios fundantes de uma urbanidade integrada e solidária. É fundamental superar a improvisação e o abandono que marcam o planejamento urbano nos países em desenvolvimento, a fim de garantir cidades acessíveis, seguras, inclusivas, adaptadas às emergências climáticas e capazes de acolher com dignidade seus habitantes.

Tendo por base estes princípios, propomos uma agenda urbana global que articule os eixos temáticos da COP 30, com as seguintes contribuições:

1. Planejar e definir estratégias para reduzir emissões de gases do efeito estufa.

2. Estabelecer metas para cidades com carbono neutro, com base nas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs).

3. Incentivar materiais locais, renováveis e de baixo impacto industrial; construir segundo Soluções Baseadas na Natureza (SBNs); promover códigos de construção com padrões renováveis e soluções inteligentes para energia, mobilidade e habitação.

4. Apoiar iniciativas que promovam a reutilização do acervo patrimonial edificado como forma de otimizar os recursos ambientais da cidade.

5. Conservar, ampliar e qualificar espaços livres, áreas verdes e permeáveis nos projetos urbanos com implantação de parques inundáveis, sistemas de drenagem sustentável, reflorestamento e proteção de corpos de água.

6. Fortalecer políticas públicas relativas ao planejamento da paisagem.

7. Limitar a expansão das cidades sobre áreas naturais; incentivar a agricultura urbana e periurbana; incorporar critérios de sustentabilidade e de eficiência energética nos códigos de obras municipais; promover a consciência cidadã.

8. Incluir comunidades vulneráveis e povos tradicionais na formulação de soluções adaptativas.

9. Proteger, em caráter de urgência, as populações expostas a riscos ambientais, étnico-raciais e de gênero.

10. Priorizar edificações com materiais de baixa emissão de carbono, eficiência energética, reaproveitamento de recursos e soluções bioclimáticas. Planejar cidades compactas, com uso misto do solo, mobilidade ativa e transporte público de baixo impacto.

Em definitivo, Arquitetura e Urbanismo, praticados com responsabilidade e consciência ambiental, são imprescindíveis perante os desafios climáticos. São campos estratégicos na formulação de políticas públicas comprometidas com a equidade, a qualidade de vida, a preservação da biodiversidade e a defesa da democracia.

A circunstância exige inteligência, sensibilidade, criatividade, solidariedade e cooperação para implementar, em caráter de urgência, os modelos socioambientais exigidos pela situação emergencial.

Que a Conferência das Partes sediada na Amazônia – região vital para a estabilidade climática global e essencial para os ciclos hídricos e de carbono do planeta – seja mais que um alerta vermelho para o mundo. É necessário iniciar a virada: o momento em que os compromissos deixem de ser apenas metas para se transformarem em ações concretas nos territórios de todo o mundo.

Esta Carta é um apelo de arquitetos, urbanistas, instituições, pesquisadores e sociedade civil comprometidas com o futuro. Por cidades verdes e resilientes. Por um planeta habitável. Por uma Agenda Urbana Mundial que contemple justiça ambiental, cultural e civilizacional.

Instituto de Arquitetos do Brasil – IAB
União Internacional de Arquitetos – UIA
Federação Pan-Americana de Associações de Arquitetos – FPAA
Conselho Internacional de Arquitetos de Língua Portuguesa – CIALP

Seminário Internacional IAB
“Construindo uma Agenda Urbana Mundial para a COP 30”
São Luís, Maranhão, Brasil, 06 de junho de 2025.

Carta Aberta do IAB/ZMV aos(as) Candidatos(as) à Prefeitura e eleitores(as)
27/09/2024

Carta Aberta do IAB/ZMV aos(as) Candidatos(as) à Prefeitura e eleitores(as)

22/09/2024

Apesar de fora da ordem sequencial é importante registrar que no dia 09 de maio de 2024 aconteceu a Oficina Cartografia Afetiva no , Parque Halfeld, através da Semana de Arquitetura da UniAcademia realizada pela Júlia Adário e Guilherme Ragone.

Finalizando as atividades especiais de comemoração dos 26 anos do IAB/ZMV, aconteceu a edição de setembro do Papo com Ar...
21/09/2024

Finalizando as atividades especiais de comemoração dos 26 anos do IAB/ZMV, aconteceu a edição de setembro do Papo com Arquitetas e Arquitetos, com o tema: Paisagismo.

A conversa/ palestra foi realizada pelo arq. urb. paisagista Eduardo Barra, do Rio de Janeiro.

Esta foi a última edição de Papo com Arquitetas e Arquitetos de 2024.

Agosto é mês de atividades especiais para comemorar o aniverário do IAB/ZMV. No dia 26 de agosto de 1998 foi fundado o N...
21/09/2024

Agosto é mês de atividades especiais para comemorar o aniverário do IAB/ZMV.

No dia 26 de agosto de 1998 foi fundado o Núcleo de Juiz de Fora do Instituto de Arquitetos do Brasil que em 2023, ao completar 25 anos transformou-se em Núcleo da Zona da Mata e Vertentes do Instituto de Arquitetos do Brasil, atendendo a ampliação da presença de colegas das cidades vizinhas.

Outra atividade de comemoração dos 26 anos do IAB/ZMV foi o Croqui Falado: caminhos e diálogos, que acontgeceu no dia 28 de agosto de 2024, com o tema: Arquitetura e Quadrinhos.

A ativididade que ocorreu no Autoria Casa de Cultura teve a apresentação do tema pelo arq. urb. prof. Dr. Marcos Olender e o jornalista Ramon Vitral.

Após a magnífica apresentação pelos palestantes, celebrando os 26 anos dos IAB/ZMV, houve a apresentação musical de Rodrigo Andrade.

Agosto é mês de atividades especiais para comemorar o aniverário do IAB/ZMV. No dia 26 de agosto de 1998 foi fundado o N...
21/09/2024

Agosto é mês de atividades especiais para comemorar o aniverário do IAB/ZMV.

No dia 26 de agosto de 1998 foi fundado o Núcleo de Juiz de Fora do Instituto de Arquitetos do Brasil que em 2023, ao completar 25 anos transformou-se em Núcleo da Zona da Mata e Vertentes do Instituto de Arquitetos do Brasil, atendendo a ampliação da presença de colegas das cidades vizinhas.

A segunda atividade do mês foi a Mesa Redonda " O futuro da política urbana e os seus efeitos no território", que foi realizada no Anfiteatro João Carriço, Funalfa, com a presença do Secretário Municipal de Política Urbana, arqtº Raphael Barbosa Rodrigues de Souza, da arqtª. urbª. profª. Drª Letícia Zambrano, da FAU/UFJF e da Diretora de Gestão dos Programas e Planos Urbanísticos da Secretaria Municipal de Belo Horizonte, arqtª. urbª Gisela Cardoso Lobato. A mediação da Mesa Redonda ficou a cargo da arqtª. urbª Drª. Bárbara Lopes Barbosa, do IAB/ZMV.

O IAB/ZMV organizou a mesa redonda “O futuro da política urbana e seus efeitos no território” objetivando contribuir com a discussão do que há de mais importante no momento que para a nossa cidade: os Planos Regionais de Estruturação Urbana – os PEUs. É importante ter-se em mente que o produto final dos PEUs serão novas propostas de legislações urbanas da cidade – Lei de Uso e Ocupação do Solo e Lei de Parcelamento do Solo.

Agosto é mês de atividades especiais para comemorar o aniverário do IAB/ZMV. No dia 26 de agosto de 1998 foi fundado o N...
21/09/2024

Agosto é mês de atividades especiais para comemorar o aniverário do IAB/ZMV.

No dia 26 de agosto de 1998 foi fundado o Núcleo de Juiz de Fora do Instituto de Arquitetos do Brasil que em 2023, ao completar 25 anos transformou-se em Núcleo da Zona da Mata e Vertentes do Instituto de Arquitetos do Brasil, atendendo a ampliação da presença de colegas das cidades vizinhas.

A primeira atividade, uma conversa/ palestra online, foi o Papo com Arquitetas e com Arquitetos, com a arquiteta Edwiges Leal, do escritório Belarq Arquitetura e Urbanismo, de Belo Horizonte, que aconteceu no dia 01 de agosto de 2024. Edwiges Leal apresentou sua trajetória na arquitetura iniciando com a restauração do Colégio Caraças, mostrando o tabalho da Praça da Estação, em Belo Horizonte, Parques, Lojas e as bilheterias das Estações do BRT de Belo Horizonte entre outros.

Edwiges Leal foi Presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Minas Gerais - CAU/MG (2021/2023). Integra o Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural de Belo Horizonte - CDPCM-BH e o Conselho de Políticas urbanas de Belo Horizonte – COMPUR-BH (2024/2025).

Endereço

Juiz De Fora, MG

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