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01/08/2026

Português

Estivemos na casa ancestral do povo Xokleng. Nossos ancestrais desenvolveram uma tecnologia extraordinária para enfrentar o frio intenso: uma casa construída para manter o calor, onde o fogo e o pinhão garantiam a sobrevivência.

Hoje, plantar Zág (Araucária) também é um ato de resistência. Ao proteger essa árvore sagrada, preservamos nossa cultura, nossa memória e o futuro do nosso povo.




English

We visited the ancestral house of the Xokleng people. Our ancestors developed remarkable technology to withstand the harsh cold: a house designed to retain warmth, where fire and pine nuts sustained life.

Today, planting Zág (the sacred Araucaria tree) is also an act of resistance. By protecting this sacred tree, we preserve our culture, our memory, and the future of our people.

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When we speak about Zág, we are not speaking about a single tree. We are speaking about an entire biome.For the Laklãnõ ...
20/07/2026

When we speak about Zág, we are not speaking about a single tree. We are speaking about an entire biome.

For the Laklãnõ Xokleng people, Zág (Araucaria angustifolia) is an ancestral being that sustains relationships among people, animals, plants, fungi, water, and the spiritual life of the forest. Restoring Zág means restoring the ecological connections that keep the Araucaria Forest alive.

When we plant an Araucaria, we are not simply restoring an endangered species. We are creating the conditions for the return and survival of hundreds of other species of plants, fungi, lichens, insects, birds, and mammals that depend on this ecosystem. Restoration also strengthens soils, protects freshwater springs, regulates the local climate, increases carbon storage, and recovers essential ecological processes that sustain biodiversity.

Fungi, in particular, play a fundamental role in this regeneration. The symbiotic relationships between fungi and the roots of Araucaria trees form underground networks that exchange nutrients, improve tree resilience, and support the health of the forest as a whole. Protecting Zág therefore also means protecting the invisible biodiversity beneath the soil that sustains all life above it.

For us, every Araucaria we plant represents a commitment to restoring a living, interconnected system where nature, culture, and ancestral knowledge are inseparable. Caring for Zág means caring for the entire forest, for the people who depend on it, and for future generations.

11/07/2026

Indigenous women are on the frontlines of the fight against the climate crisis. We are the ones who protect the forests, the rivers, the seeds, biodiversity, and life itself.

Today, that strength is embodied by Chief Antônia, who stood face to face with Governor Jorginho Mello and said NO to environmental destruction. Our position is clear: our territory is not for sale, and our future will not be decided without our people.

It is unacceptable for a governor to enter an Indigenous territory to promote projects that affect our people without respecting the authority of our traditional leaders and without guaranteeing our right to free, prior and informed consent, as recognized by the Brazilian Constitution and ILO Convention 169.

We will not accept anyone speaking on our behalf or claiming that we support turning the Barragem Norte into a hydroelectric power plant. Our history has already been marked by the impacts of the dam. We know, from lived experience, the true cost of environmental destruction.

What we witnessed was yet another act of disrespect toward our territory, our leadership, and Indigenous women. Machismo, racism, and prejudice go hand in hand with a model of development that places profit above nature and above life.

We will continue to resist. We will continue defending our land, our rivers, our culture, and future generations.

Because Indigenous women do more than protect our territories—we are climate leaders.

As long as there are those who seek to destroy nature, there will be Indigenous women standing up and saying: They shall not pass.

10/07/2026

As mulheres indígenas estão na linha de frente da luta contra a crise climática. Somos nós que protegemos as florestas, as águas, as sementes, a biodiversidade e a vida.

Hoje, a força dessa luta tem o rosto da Cacica Antônia, que disse NÃO à destruição ambiental, olhando nos olhos do governador Jorginho Mello. Nossa posição é clara: nosso território não está à venda e nosso futuro não será decidido sem o nosso povo.

É inadmissível que um governador entre em um território indígena para defender projetos que impactam nosso povo sem respeitar a autoridade das lideranças tradicionais e sem garantir o direito à consulta prévia, livre e informada, previsto na Constituição Federal e na Convenção 169 da OIT. Respeitar os povos indígenas não é um favor: é uma obrigação do Estado. (Wikipédia)

Não aceitaremos que falem em nosso nome, nem que digam que somos favoráveis a transformar a Barragem Norte em hidrelétrica. Nossa história já foi marcada por perdas causadas pela barragem. Conhecemos, na pele, o preço da destruição ambiental.

O que vimos foi mais uma demonstração de desrespeito ao nosso território, às nossas lideranças e às mulheres indígenas. O machismo, o racismo e o preconceito caminham junto com um modelo de desenvolvimento que coloca o lucro acima da natureza e da vida.

Seguiremos resistindo. Seguiremos defendendo nossa terra, nossos rios, nossa cultura e as futuras gerações.

Porque as mulheres indígenas não apenas protegem seus territórios. Somos líderes do clima.

Enquanto houver quem queira destruir a natureza, haverá mulheres indígenas dizendo: não passarão.

03/07/2026
Hoje, no Reino Unido, o Instituto Zág recebe um prêmio pelo trabalho em defesa da araucária, uma das árvores mais emblem...
20/06/2026

Hoje, no Reino Unido, o Instituto Zág recebe um prêmio pelo trabalho em defesa da araucária, uma das árvores mais emblemáticas da Mata Atlântica e que hoje se encontra ameaçada de extinção.

Depois de décadas em que milhões de araucárias foram exploradas e muitas tiveram como destino final este país, retornamos com um novo propósito: honrar nossos ancestrais e lutar pela preservação dessa espécie tão importante para a biodiversidade e para a identidade do povo Xokleng.

Com a força herdada de nossos ancestrais, levamos a araucária ao centro das discussões globais e seguimos firmes na missão de garantir seu futuro. Esperamos que os brasileiros sintam orgulho dessa árvore extraordinária e que ela volte a ocupar o lugar de destaque que merece como parte central da Mata Atlântica. Porque sem araucária, a Mata Atlântica não está completa. E, para nós, povo Xokleng, sem araucária não há memória, identidade e futuro.

Recebemos esta homenagem honrando aqueles que vieram antes de nós. Cada ancestral, cada guardião da floresta, cada pessoa que fez parte dessa caminhada esteve presente em nossos corações neste momento tão especial.

Também dividimos este reconhecimento com todos os nossos amigos, parceiros e com todas as pessoas que continuam acreditando que a floresta em pé ainda é o melhor caminho. Essa conquista é coletiva e fortalece nossa esperança de que ainda é possível construir um futuro em harmonia com a natureza.

Seguiremos lutando, com coragem e esperança, até que a última araucária esteja de pé. 🌿

Instituto Zág

Hoje tivemos a honra de representar o Instituto Zág no Reino Unido, em uma reunião com o governo Britânico,representante...
16/06/2026

Hoje tivemos a honra de representar o Instituto Zág no Reino Unido, em uma reunião com o governo Britânico,representantes do Departamento de Segurança Energética e Net Zero (DESNZ), do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Commonwealth e Desenvolvimento (FCDO) e outras organizações que vêm desenvolvendo soluções inovadoras para os desafios climáticos e da biodiversidade.
Foi uma oportunidade importante para levarmos a voz da Mata Atlântica e dos povos indígenas para uma discussão global e mostrar que as soluções baseadas na natureza já existem e precisam ser ampliadas.

Como uma organização de base no Território Laklãnõ Xokleng liderada por jovens indígenas, o Instituto Zág atua na proteção e restauração da araucária, uma espécie criticamente ameaçada de extinção, da qual restam apenas cerca de 2% de seu território original. Já plantamos mais de 140 mil mudas de árvores nativas e contribuímos para a conservação de mais de 42 mil hectares de floresta, desenvolvendo um modelo com potencial de escala e replicabilidade em outros territórios.
Saímos deste encontro com a convicção de que as soluções lideradas por povos indígenas e comunidades locais precisam ocupar um lugar central nas decisões globais sobre clima, biodiversidade e desenvolvimento sustentável.

O Instituto Zág seguirá construindo pontes, fortalecendo parcerias e levando as pautas da Mata Atlântica para os espaços internacionais de diálogo e cooperação.

A crise climática é um desafio global, mas as respostas mais transformadoras nascem nos territórios.

E, como costumamos dizer:

Nós não estamos separados da natureza.

Nós somos a natureza tentando se proteger. 🌎🌿

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Hoje, no Dia da Mata Atlântica, o Instituto Zág do povo indígena Laklãnõ/Xokleng celebra a vida. Celebramos 140 mil muda...
27/05/2026

Hoje, no Dia da Mata Atlântica, o Instituto Zág do povo indígena Laklãnõ/Xokleng celebra a vida. Celebramos 140 mil mudas de Zág plantadas na terra, 140 mil sementes de esperança devolvidas ao coração da floresta.

A Mata Atlântica não nasceu por acaso. Ela foi arquitetada, cuidada e protegida pelos nossos ancestrais. Foi o nosso povo que ajudou a transformar o Sul do Brasil em uma grande floresta de araucárias, árvore sagrada e símbolo vivo da Mata Atlântica.

Mas também vimos nossa árvore ancestral escorrer pelas nossas mãos. Vimos a floresta cair junto com nossos parentes. Tentaram arrancar nossas raízes da terra.

Hoje nós nos levantamos novamente.

E vamos trazer de volta nossa árvore ancestral. Estamos reflorestando a Mata Atlântica com nossas próprias mãos, porque cada muda plantada é um ato de resistência, de amor e de continuidade da vida.

Nós somos a natureza se defendendo.
E enquanto existir um povo indígena de pé, a floresta também continuará viva.

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O FUTURO DA FLORESTA DEPENDE DE NÓS AGORA! 🚨Nós, do povo Laklãnõ Xokleng, somos os guardiões milenares desta terra. Prot...
18/05/2026

O FUTURO DA FLORESTA DEPENDE DE NÓS AGORA! 🚨

Nós, do povo Laklãnõ Xokleng, somos os guardiões milenares desta terra. Proteger a Mata Atlântica e a nossa árvore sagrada, a Zág (Araucária), não é apenas um discurso — é a nossa missão. O tempo está correndo e a floresta precisa de nós.

A colheita do pinhão deste ano já começou e será realizada diretamente pela equipe de campo do Instituto Zág. Nossa missão é urgente: colher as sementes fundamentais para gerar milhares de novas mudas e garantir o sustento e o reflorestamento do nosso território. Mas a nossa equipe não consegue avançar na mata sem estrutura, e nós dependemos da sua colaboração hoje.

Para colocar nossos guardiões em campo com transporte, alimentação e os equipamentos de segurança necessários, precisamos do seu apoio financeiro imediato. Cada minuto conta e cada valor faz a diferença para manter o nosso trabalho de pé.

NÃO ESPERE PARA AJUDAR. DOE AGORA VIA PIX:
🔑 Chave CNPJ: 48.323.503/0001-24
🏦 Nome: Instituto Zág Araucária

A floresta não pode esperar e a nossa colheita não pode parar. Seja a semente da nossa resistência e apoie quem coloca o corpo no território para proteger a vida.

Se você não puder doar agora, compartilhe esta publicação imediatamente nos seus stories! 📲✊🏾🏹

Visite o nosso perfil e acesse o link na nossa bio para saber mais.

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02/04/2026

🌿 DIA DOS POVOS INDÍGENAS
19 DE ABRIL

✨ Abertura Oficial
INSTITUTO ZÁG

📍 Aldeia Figueira
Território Indígena
Laklãnõ Xokleng



🌱 UMA EXPERIÊNCIA NA FLORESTA

Viva um dia inteiro de conexão com a natureza,
a cultura indígena e o cuidado com a terra,
no coração da Mata Atlântica.



✨ VIVÊNCIAS

• Plantio de uma Zág
• Recuperação de nascente
• Conexão com a floresta
• Troca de saberes indígenas

🌱 Deixe sua marca na terra
(uma vida que pode durar mais de mil anos)



🏕️ EXPERIÊNCIA COMPLETA

Espaço para camping
(opcional pernoite)



🍽️ INCLUSO

• Café da manhã
• Almoço
• Jantar



🌿 ETNOTURISMO COM RESPEITO
E CONEXÃO VERDADEIRA



📩 VAGAS LIMITADAS
Entre em contato para participar



*VENHA CAMINHAR COM A GENTE

Endereço

Aldeia Coqueiro Vitor Meireles
José Boiteux, SC
89148000

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