Redes do Bem

Redes do Bem O Redes do Bem é um projeto de extensão da UFPB e amigos interessados em ajudar a humanidade a ficar mais coerente. Veja as fotos e saiba mais...

A missão do Redes do Bem é atuar com base no equilíbrio, na ética e na sustentabilidade, com ações sociais nos campos da educação, saúde, cidadania, cultura e lazer, valorizando o vegetarianismo, o voluntariado e a espiritualidade.

Nós já nascemos influenciados por modelos familiares e sociais que moldam aquilo que imaginamos nos fazer feliz.É como s...
12/08/2026

Nós já nascemos influenciados por modelos familiares e sociais que moldam aquilo que imaginamos nos fazer feliz.

É como se pousássemos sobre um tapete quase pronto. Ao longo da vida, acrescentamos novos fios, bordados e costuras — mas a estrutura geral já estava ali. Esse tapete molda 95% do que somos: nossas escolhas, comportamentos, e até aquilo que acreditamos precisar para ser felizes.

Nas incertezas da vida, nos solavancos que enfrentamos e nas decisões mais importantes, costumamos voltar às aparentes certezas desse tapete — nossos modelos de decisão, planejamento e comportamento.

E o que acontece quando colocamos a espiritualidade nesse tapete?

Acrescentamos novos fios, novos bordados, novos saberes e práticas. Mas será que, nas horas mais difíceis, a nossa fé consegue realmente resistir aos padrões que já estão cristalizados em nós? Ou voltamos automaticamente para aquilo que sempre conhecemos?

É sobre isso que vamos conversar na próxima aula aberta: o desejo de felicidade e as incertezas da fé. Uma conversa sobre aquilo que acreditamos, aquilo que buscamos, e o que realmente sustenta nossas escolhas quando o tapete começa a se mover.

Aula aberta no YouTube, dia 16 de agosto, domingo, às 10h30. Acesse o link na bio.

11/08/2026

Você já percebeu como é fácil encontrar provas de que estamos certos?

Quando acreditamos muito em alguma coisa, nossa mente tende a prestar mais atenção ao que confirma essa crença e a rejeitar aquilo que a contradiz. Esse é o chamado viés de confirmação.

Quando nossas ideias estão profundamente ligadas à nossa identidade, questioná-las pode ser ainda mais difícil. No Vedanta, isso se aproxima do conceito de ahamkara, a identificação do “eu” com nossas ideias, posições e conceitos.

Por isso, autoconhecimento também envolve desenvolver a capacidade de observar nossas próprias certezas, reconhecer nossos filtros e permanecer abertos diante daquilo que ainda não compreendemos.

Buscar a verdade exige espaço para rever aquilo que pensamos saber.

08/08/2026

Neste Dia dos Pais, vale lembrar que amar um filho não é apenas protegê-lo.

Mufasa preparou Simba para assumir responsabilidades, enfrentar desafios e agir com justiça.

Dhritarashtra, no Mahabharata, também amava seu filho. Mas, por apego, fechou os olhos para seus erros. O resultado foi a destruição de um reino inteiro.

O Vedanta ensina uma diferença que continua atual:

O amor educa.
O apego impede o crescimento.

Um pai não demonstra amor apenas dizendo "sim". Muitas vezes, o maior ato de amor é ensinar, corrigir e permitir que o filho aprenda com as consequências de suas escolhas.

O verdadeiro legado de um pai não está no patrimônio que deixa, mas no caráter que ajuda a formar.

Porque dinheiro pode acabar. Posições podem mudar. Mas sabedoria, discernimento e integridade acompanham um filho por toda a vida.

Não é o que um pai deixa PARA o filho. É o que ele deixa DENTRO do filho.

Feliz Dia dos Pais.

Qual dessas lições mais marcou você?

04/08/2026

Às vezes, começamos uma jornada cheios de entusiasmo e confiança. Mas, quando os resultados demoram a aparecer, surge a vontade de desistir.

Rupa Goswami ensina que o avanço espiritual depende de três qualidades: entusiasmo, confiança e paciência. E Srila Prabhupada destaca que é justamente a paciência que sustenta as outras duas quando elas enfraquecem.

Assim como ninguém aprende um instrumento da noite para o dia, a transformação espiritual também acontece gradualmente. O importante é continuar fazendo a sua parte com sinceridade, perseverança e fé.

A paciência não significa ficar parado. Significa permanecer firme no processo, mesmo quando os frutos ainda não são visíveis.

💬 Em qual momento da sua vida a paciência fez toda a diferença?

30/07/2026

O mundo busca formas de prolongar a vida. Mas será que estamos dedicando o mesmo esforço para elevar a nossa consciência?

Esse vídeo foi inspirado em ensinamentos de Purushatraya Swami Oficial , que me fizeram refletir sobre uma pergunta essencial: qual é o verdadeiro propósito da vida?

Segundo o Vedanta, viver bem não significa apenas cuidar do corpo ou acumular conquistas. Significa amadurecer a consciência ao longo da jornada, cultivando mais sabedoria, desapego, compaixão e clareza.

No fim das contas, o sucesso da vida não será medido apenas pelos anos que vivemos, mas por quem nos tornamos durante eles.

Que, quando chegar o último capítulo da nossa história, nossa consciência esteja muito mais elevada do que quando começamos. Esse é um dos maiores propósitos da vida.

28/07/2026

A maioria das pessoas deseja um karma melhor: mais oportunidades, mais reconhecimento, mais sucesso.

Mas e se o problema não fosse o tipo de karma que você vive, mas a identificação com ele?

Trocar uma vida difícil por uma vida confortável pode aliviar o sofrimento, mas ainda não é liberdade. É apenas trocar a gaiola de ferro por uma gaiola de ouro.

Para o Vedanta, tudo aquilo que muda : o corpo, os talentos, as circunstâncias, os sucessos e os fracassos , pertence ao campo da experiência. Você os vive, mas não se resume a eles.

Quando essa compreensão amadurece, o sucesso não define seu valor, o fracasso perde o poder de destruir sua identidade, e as escolhas nascem de um lugar mais livre e consciente.

A verdadeira libertação nasce do reconhecimento daquilo que você realmente é: a consciência que testemunha todas as experiências sem jamais ser limitada por elas. É dessa compreensão que surge a liberdade para viver, agir e escolher com consciência, em qualquer circunstância.

Quero saber sua visão:

Você acredita que o esforço explica a maior parte do sucesso ou existem fatores que estão além do nosso controle?

23/07/2026

O maior problema da vida não é a falta de desejos.

É quando eles deixam de ter um centro.

Porque o coração humano nunca permanece sem um centro.

Muitas vezes acreditamos que o problema está nos nossos desejos. Mas Carl Jung propõe outra perspectiva: o problema não é desejar. É aquilo em torno do qual nossos desejos se organizam.

Se Deus não ocupa esse lugar, outra coisa inevitavelmente ocupará: trabalho, dinheiro, reconhecimento, um relacionamento, uma causa, um vício ou qualquer outra coisa que passe a definir o valor da nossa existência.

Na filosofia Bhakti Vedanta, esse mesmo princípio aparece de outra forma. No *hridaya*, o coração sutil, reside o Paramatma, a presença divina. Quando esse centro está alinhado, os outros desejos continuam existindo, mas deixam de governar nossa vida.

Não se trata de abandonar o mundo.

Trata-se de recolocar cada coisa no seu devido lugar.

Quando Deus ocupa o centro da vida, os desejos passam a servir ao propósito da existência.

21/07/2026

Todos nós temos obrigações.

Trabalhamos, pagamos contas, resolvemos problemas e fazemos o necessário para manter a vida funcionando.

Mas existe um momento em que ninguém está exigindo nada de nós.

É justamente aí que nossos valores aparecem com mais clareza.

O tempo livre revela para onde a nossa atenção se dirige espontaneamente. É ali que percebemos o que estamos alimentando e cultivando.

É no tempo livre que nossas prioridades se revelam.

Todos precisamos descansar e nos divertir. Mas, quando as obrigações terminam, nossas escolhas respondem apenas àquilo que consideramos importante.

Você cuida do que mantém seu corpo vivo.

O que você tem feito para cuidar daquilo que dá sentido à sua vida?

16/07/2026

Vivemos numa época em que nunca tivemos tanta informação, tantas oportunidades e tantas responsabilidades.

Ainda assim, muitas pessoas sentem um vazio difícil de explicar.

Talvez porque aprendemos a desenvolver nossa carreira, nossos relacionamentos e nossa imagem… mas raramente aprendemos a cultivar quem somos por dentro.

A vida de Bhaktivinoda Thakura me lembra que espiritualidade não precisa ser uma fuga da realidade. Ela pode ser justamente o que dá sentido à realidade.

Magistrado, pai de família, servidor público e um dos maiores mestres do Vaishnavismo, ele mostrou que é possível viver plenamente as responsabilidades do mundo sem abandonar a busca pela Verdade.

O Vedanta nos convida a uma pergunta que continua atual:

Quem sou eu quando todas as minhas funções deixam de definir minha identidade?

Talvez o maior desafio da nossa geração não seja fazer mais.

Seja viver tudo o que fazemos sem perder o contato com aquilo que realmente somos.

É dessa busca por integração entre conhecimento, propósito e espiritualidade que nasce a Universidade Bhaktivedanta.

Porque transformar a vida começa muito antes de transformar o mundo.

14/07/2026

Há uma diferença entre perguntar "quem criou o universo?" e perguntar "o que sustenta o universo agora?".

O Vedanta propõe que a criação não é um evento perdido no passado. A realidade continua sendo sustentada por uma inteligência que permeia todas as coisas, mesmo permanecendo invisível aos nossos olhos.

Assim como não vemos o fio que une um colar de pérolas, mas sabemos que ele está lá, também existe uma presença que conecta, organiza e mantém a existência.

Ao mesmo tempo, essa inteligência não se limita ao universo. Ela também o transcende, permitindo uma relação pessoal com o Divino.

Talvez a busca espiritual comece quando deixamos de olhar apenas para a origem de tudo e passamos a perceber aquilo que sustenta cada instante da nossa própria existência.

Endereço

João Pessoa, PB

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