Centro Cultural Sefarad Israel de Pernambuco

Centro Cultural Sefarad Israel de Pernambuco O Centro Cultural Sefarad Israel de Pernambuco, no Recife, é voltado para a promoção, a preserva

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07/04/2026

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BIBLIOTECA del C.D.E. Moisés de León: www.sefardies.es - Este libro trata de explicar cómo, más que por qué, los judíos han sobrevivido. Lo hace como parte del esfuerzo de relatar, en un espacio muy breve, la larga historia de los judíos, ya que su propia supervivencia es el drama principal en esa crónica.

22/03/2026

Cordero Asado de Pésaj

En el Séder de Pésaj, el cordero asado simboliza al cordero cuya sangre se utilizó para marcar las jambas de las puertas de los hogares de los antiguos israelitas en Egipto. Cuando comenzó la décima plaga, el Ángel de la Muerte pasó de largo ante las puertas marcadas y se llevó a los primogénitos de las puertas sin marcar de los egipcios. En Iberia, se servía un cordero entero asado durante el Séder de Pésaj durante los 200 años posteriores a la promulgación del Decreto de la Alhambra. En los Sederes de Pésaj modernos, se coloca un hueso de la pierna asada en el Plato del Séder como sustituto del Cordero Pascual.

22/03/2026
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04/03/2026

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✨ Purim não é sobre máscaras, é sobre revelação.
A Meguilá nos mostra que o mal não surge apenas em discursos inflamados, mas também em sistemas burocráticos que legitimam o ódio.
O perigo não é só Haman — é também Achashverosh, a indiferença que assina decretos sem questionar.
Ester e Mordechai nos lembram que coragem política e responsabilidade coletiva mudam destinos.
A pergunta que ecoa até hoje é: quem será Mordechai na nossa geração?

👉 Leia o artigo completo na página da Associação dos Judeus Sefarditas de Pernambuco e compartilhe essa reflexão!

*Purim Não É Fantasia: Amalek, Burocracia e o Nosso Papel na História*
_Por Daniel Benjamin Barenbein_

Purim nunca foi apenas uma história antiga sobre um vilão caricato derrotado por reviravoltas palacianas. Quanto mais se estuda a Meguilá, mais ela se revela um manual profundo sobre como o mal se organiza — e como ele pode ser vencido.

Haman não era apenas um homem perverso. Ele era ideologia. Ele representava Amalek: o ódio que não precisa de justificativa racional, que não busca território, riqueza ou defesa — mas a destruição do significado. Amalek é o ataque ao propósito, à transcendência, à própria ideia de que há algo sagrado na existência judaica.

Mas Haman sozinho não teria conseguido nada.

Ele precisou de um sistema.

Achashverosh não era um fanático. Ele era algo talvez mais perigoso: vazio. Indiferente. Delegador. Ele não gritava “morte”. Ele assinava decretos. Ele não marchava à frente do exército. Ele entregava o anel real.

O mal, na Meguilá, não veio com espadas ensanguentadas nas ruas. Veio com carimbos, selos e correios imperiais.

Séculos depois, a história repetiu esse padrão. O nazismo teve seus ideólogos inflamados, mas também teve seus burocratas meticulosos — homens que organizavam trens, planilhas e relatórios enquanto afirmavam estar apenas “cumprindo ordens”. Milhões foram assassinados por meio de eficiência administrativa.

O mal moderno raramente se apresenta como monstro. Ele se veste de procedimento.

E quando olhamos para os nossos dias, vemos novamente ideologia declarada combinada com estrutura estatal. Quando um regime transforma a destruição de Israel em discurso oficial, quando financia e arma organizações dedicadas ao terror, quando institucionaliza o ódio como política externa, estamos diante da fusão perigosa entre Haman e Achashverosh: ideologia somada a aparato.

Purim nos ensina que o perigo não é apenas o fanático que odeia. É o sistema que permite.

A mitzvá de lembrar Amalek não é um convite à vingança cega. É um chamado à lucidez histórica. É reconhecer que o ódio ideológico existe. Que ele pode ressurgir sob novas bandeiras. Que ele pode se modernizar, sofisticar e se legitimar diplomaticamente.

Mas Purim também ensina algo ainda mais essencial: a virada não veio por milagre aberto.

Veio por coragem política.

Veio quando Ester decidiu não permanecer em silêncio.

Veio quando Mordechai recusou se curvar.

Veio quando judeus espalhados em 127 províncias assumiram responsabilidade coletiva.

O decreto não foi apagado. Ele foi enfrentado dentro do próprio sistema. A estrutura que quase os destruiu foi utilizada para garantir sua defesa.

Essa é talvez a maior mensagem para os nossos tempos.

Não basta identificar Haman.

É preciso não se tornar Achashverosh.

Não podemos ser espectadores confortáveis enquanto ideologias destrutivas ganham legitimidade institucional. Não podemos delegar nossa responsabilidade moral a “sistemas”, “governos” ou “procedimentos”.

Ser Mordechai hoje significa:

- Recusar normalizar o ódio.
- Denunciar a banalização do mal.
- Exigir clareza moral quando o mundo prefere ambiguidade.
- Usar as ferramentas disponíveis — políticas, midiáticas, intelectuais — para expor e confrontar narrativas destrutivas.

Purim não é sobre máscaras. É sobre revelação.

Revelação de que o mal pode ser administrativo.
Revelação de que a omissão também é escolha.
Revelação de que mesmo em tempos de ocultação, a responsabilidade humana é decisiva.

A história não é escrita apenas pelos Hamans.

Ela também é escrita pelos que se levantam quando tudo parece decidido.

Em cada geração há forças que tentam esfriar a chama, relativizar o mal ou transformá-lo em estatística. E em cada geração há a escolha: silêncio confortável ou coragem consciente.

Purim nos lembra que o destino pode mudar quando alguém decide agir.

A pergunta não é apenas onde está Amalek.

A pergunta é: quem será Mordechai?

E essa resposta não está no passado.

Ela está em nós.

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