06/03/2026
Filas quilométricas no Itaú de Itaperuna expõem impacto do fechamento de agências
Clientes enfrentaram filas quilométricas na agência do Itaú em Itaperuna no início deste mês. A situação, que já se repete todos os meses nos primeiros dias, ficou ainda pior após uma queda no sistema que durou cerca de duas horas.
No entanto, segundo o Sindicato dos Bancários de Itaperuna e Região, o problema não se explica apenas pela instabilidade tecnológica, mas principalmente pela política de fechamento de agências adotada pelo banco.
De acordo com dados divulgados pelo sindicato, o Itaú fechou cerca de 250 agências em todo o Brasil apenas em 2025. Na região Noroeste Fluminense, várias unidades foram encerradas nos últimos anos, como nas cidades de Bom Jesus do Itabapoana, Porciúncula, Varre-Sai e a agência Major Porfírio, em Itaperuna.
Com esses fechamentos, Itaperuna passou de três agências do Itaú para apenas uma, o que tem provocado uma grande concentração de clientes e sobrecarga de trabalho para os funcionários.
Outro fator que agrava a situação é o perfil dos clientes que ainda dependem do atendimento presencial. Grande parte das pessoas que enfrentam as filas são idosos, que muitas vezes não têm familiaridade com aplicativos de celular ou com o uso de computadores para realizar operações bancárias.
Diante desse cenário, o presidente do Sindicato dos Bancários de Itaperuna e Região, concedeu uma entrevista ao vivo denunciando os impactos da política de fechamento de agências promovida pelo Itaú em todo o país.
Na entrevista, ele destacou que essa estratégia tem gerado prejuízos tanto para os clientes quanto para os trabalhadores, aumentando o tempo de espera no atendimento, ampliando a pressão sobre os funcionários e reduzindo o acesso da população ao atendimento bancário presencial.
O sindicato afirma que continuará acompanhando a situação e cobrando dos bancos melhores condições de atendimento à população e condições dignas de trabalho para os bancários.