09/05/2024
MOBILIZAÇÃO CIVIL 👥 O Rio Grande do Sul tem enfrentado, na última semana, os efeitos de um evento climático extremo, já tem sido classificado como o maior desastre socioambiental da história do estado. Dezenas, talvez centenas, de pessoas e animais perderam a vida, e milhares estão desabrigados. Cenas que parecem saídas de filmes de guerra se desdobram, evidenciando, mais uma vez, os sintomas mais frequentes de uma intensa crise climática no mundo todo.
Em meio ao caos, existe também uma onda de solidariedade, com pessoas se mobilizando, on e offline, para ajudar as vítimas e mitigar prejuízos.
Nessa mobilização, estão alguns surfistas de renome nacional e internacional, como o Alemão de Maresias e Pedro Scooby, ambos dedicam a vida a surfar ondas gigantes e no socorro de surfistas em zonas de risco durante o chamado “big surf”.
Alemão, foi condecorado com o Committed Award [Prêmio de Comprometimento] da WSL por isso. O troféu premia a bravura dos profissionais de surfe em condições adversas no mar.
Já Pedro Scooby, além ser muito popular no meio artístico, também é um dos melhores surfistas de ondas gigantes de todo o mundo.
CRISE CLIMÁTICA -A crise climática exige uma resposta agressiva, rápida e urgente. E a solidariedade climática deste episódio surgiu é exemplo desta agilidade. Talvez, estejamos também vivendo um momento histórico de demonstração da força do poder civil, agindo em uma escala poucas vezes vista por nós.
Essa movimentação, contudo, tende a arrefecer conforme avançam os dias. E é possível que, em pouco tempo, muitas pessoas não se lembrem mais dessa tragédia – assim como podem nem mesmo se lembrar da seca da Amazônia e do soterramento de centenas de casas na Vila Sahy, em 2023, no litoral norte paulista.
Precisamos de uma conscientização coletiva, que perceba que essas tragédias não são acidentes, e sim frutos de uma dinâmica; e que não podemos nos acostumar com as causas e os efeitos desse tipo de episódio. Há um sistema provocando tudo isso: é o atual modelo de produção industrial, o hiperconsumo, o extrativismo selvagem e o hiperdescarte que, baseado em um fluxo não-natural, insustentável, têm provocado esse caos. (Info: UOL e CC)