Quem somos
Apaixonado pela navegação desde a juventude, Julio Cardoso costumava sair constantemente para navegar e pescar no litoral norte de São Paulo. Em 2002, quando participava de um torneio de pesca oceânica a 60 milhas da costa, Julio teve o encontro que mudaria sua trajetória de vida. Pescando em alto mar, onde a água azul tem visibilidade incrível, ele e a tripulação viram nadar sob o barc
o dois animais imensos, que pensaram ser marlins gigantes. Emergiram duas baleias-minke que fizeram o movimento de spyhopping (o animal coloca boa parte da cabeça fora da água e o corpo em posição vertical, para observar o que está no entorno), comportamento comum em várias espécies de cetáceos. Após esse encontro marcante, Julio passou a navegar também com o objetivo de encontrar as baleias. O primeiro registro oficial, com documentação fotográfica, ocorreu em 2004 nas imediações das Ilhas dos Búzios e Sumitica, Arquipélago de Ilhabela: “ De repente, à uma distância de uns 150m, vimos um grande borrifo e a Bryde emergiu. Ela soltava bolhas de ar submersa e virava de barriga pra cima, pois estava atacando um cardume de anchovinhas com sucesso. Foi uma experiencia incrível fazer este primeiro registro!” . Em seguida Julio conheceu a bióloga, especialista em cetáceos, Shirley Pacheco de Souza, com quem começou a fazer saídas de avistagem e aprendeu métodos de avistamento, passando a organizar os registros de forma sistematizada. De 2004 até agosto de 2017 foram 107 registros de cetáceos, feitos pelo próprio Julio e colaboradores. No final de 2016, Julio faz parceria com a bióloga e fotógrafa de natureza, Arlaine Francisco e juntos criam o Projeto Baleia à Vista, com o objetivo de levantar informações sobre cetáceos no Litoral Norte de São Paulo, especialmente na região de São Sebastião e Arquipélago de Ilhabela, difundir o conhecimento sobre baleias, golfinhos e outras espécies marinhas e contribuir com a preservação desses animais e do ambiente marinho. Missão
Monitorar, registrar e levantar informações sobre as espécies de baleias e outros cetáceos que frequentam a região de São Sebastião e Arquipélago de Ilhabela. Desenvolver atividades socioeducativas com comunidades litorâneas da região, através da difusão de informação e educação ambiental. Apoiar grupos de estudos interessados em biologia e ecologia de cetáceos e conservação marinha.