AFUSC - Sindicato

AFUSC - Sindicato Página criada com a finalidade de abrir um canal direto entre os funcionários analistas e técnico

A conjuntura pode ser entendida como o conjunto de condições e circunstâncias que caracterizam um determinado momento hi...
10/06/2026

A conjuntura pode ser entendida como o conjunto de condições e circunstâncias que caracterizam um determinado momento histórico. Ela não é algo fixo ou permanente, mas uma realidade em constante transformação, resultado da interação entre fatores econômicos, sociais, culturais e institucionais. Para compreender uma conjuntura, não basta observar acontecimentos isolados; é necessário analisar como diferentes processos se relacionam e influenciam a realidade concreta.

Toda sociedade é marcada pela existência de grupos com interesses distintos. Esses interesses surgem da posição que cada grupo ocupa na produção da riqueza, no acesso aos recursos e na influência sobre as principais instituições. Por isso, os acontecimentos de uma época não podem ser explicados apenas pela ação de indivíduos ou decisões pontuais. Eles refletem disputas mais profundas ligadas à forma como a sociedade está organizada.

A análise da conjuntura busca identificar quais são as principais contradições presentes em um determinado momento, quais grupos avançam ou recuam, quais demandas ganham força e quais obstáculos dificultam mudanças. Trata-se de compreender o movimento da realidade, observando tendências, conflitos e possibilidades que se desenvolvem ao longo do tempo.

Nesse contexto, surge o conceito de correlação de forças. Ele se refere à relação de poder existente entre os diferentes grupos que atuam na sociedade. Essa relação não depende apenas da quantidade de pessoas envolvidas, mas também da capacidade de organização, dos recursos disponíveis, da influência cultural, da presença em instituições e da habilidade para mobilizar apoio.

A correlação de forças nunca é estática. Ela muda à medida que grupos ampliam sua influência ou perdem capacidade de ação. Compreender a conjuntura e a correlação de forças é entender que cada momento histórico expressa um equilíbrio provisório de disputas permanentes, sempre sujeito a mudanças conforme as condições concretas da sociedade se transformam.

A natureza sempre sustentou a vida, garantiu alimento, água, moradia e trabalho para os povos. Mesmo assim, ela segue se...
03/06/2026

A natureza sempre sustentou a vida, garantiu alimento, água, moradia e trabalho para os povos. Mesmo assim, ela segue sendo tratada como fonte inesgotável de exploração por um sistema que coloca o lucro acima das necessidades humanas e do equilíbrio ambiental. Enquanto poucos enriquecem com a destruição das florestas, dos rios e das terras, milhões de pessoas enfrentam os efeitos da poluição, da fome, das enchentes, da seca e do abandono social.
A crise ambiental não é resultado de escolhas individuais isoladas. Ela nasce de um modelo econômico baseado na exploração sem limites dos recursos naturais e da força de trabalho. Os grandes grupos econômicos lucram com o desmatamento, com a mineração predatória, com o agronegócio destrutivo e com a privatização de recursos essenciais, enquanto a população trabalhadora sofre com a falta de saneamento, moradia digna, transporte e qualidade de vida.
Os impactos ambientais atingem principalmente os mais pobres, os trabalhadores do campo e da cidade, as comunidades tradicionais e as periferias. São essas populações que convivem diariamente com rios contaminados, ausência de áreas verdes, calor extremo, falta de água e insegurança alimentar. A desigualdade social e a destruição ambiental caminham lado a lado.
Por isso, falar de educação ambiental é falar também de consciência política, responsabilidade coletiva e transformação social. Não basta apenas incentivar pequenas ações individuais enquanto grandes empresas continuam destruindo a natureza em nome do lucro. É necessário construir uma sociedade que valorize a vida, a preservação ambiental, a justiça social e o bem-estar coletivo acima dos interesses econômicos de poucos.
A educação ambiental fortalece a consciência crítica, incentiva a participação popular e contribui para formar cidadãos capazes de compreender os problemas da sociedade e lutar por mudanças reais. Defender o meio ambiente é defender também trabalho digno, saúde pública, direitos sociais e condições de vida mais humanas para toda a população.
Cuidar da natureza é cuidar das pessoas. O futuro do planeta depende da construção de uma sociedade mais justa, solidária e comprometida com a vida.

A AFUSC participou, nesta sexta-feira (29), da mesa-redonda da Estatuinte da UESC, um importante espaço de debate e cons...
29/05/2026

A AFUSC participou, nesta sexta-feira (29), da mesa-redonda da Estatuinte da UESC, um importante espaço de debate e construção coletiva sobre o futuro da universidade.
O encontro, com o tema “Construindo o Estatuto da UESC: experiências, metodologias, representatividade e desafios”, trouxe reflexões fundamentais sobre a participação democrática e a construção de um estatuto que represente toda a comunidade universitária.
Durante a atividade, o professor José Carlos Barreto de Santana apresentou as experiências vividas no processo estatutário em Feira de Santana, trazendo contribuições importantes sobre participação e construção coletiva. Já o professor Marcelo Inácio Ferreira Ferraz abordou o histórico do processo estatutário da UESC até o momento, destacando os caminhos percorridos e os desafios desse debate.
A AFUSC segue acompanhando e contribuindo com esse processo histórico para a UESC.
Servidores

A AFUSC protocolou, via SEI, solicitação à Reitoria da UESC para que a próxima Aula Magna tenha como tema a Estatuinte.E...
29/05/2026

A AFUSC protocolou, via SEI, solicitação à Reitoria da UESC para que a próxima Aula Magna tenha como tema a Estatuinte.

Entendemos que este é um momento fundamental para ampliar o diálogo com toda a comunidade acadêmica sobre o futuro da universidade, fortalecendo a participação democrática de estudantes, técnicos e docentes nesse importante processo.

SEI nº 073.13589.2026.0016434-30

A produção científica da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) ganha destaque internacional com a publicação de art...
22/05/2026

A produção científica da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) ganha destaque internacional com a publicação de artigo da Analista Universitária Cristina Verônica Santos Novaes na coletânea Entrepreneurial Education in a Global and Digital World, organizada pelo professor Jacinto Jardim, de Lisboa/Portugal, e publicada pela Springer Nature, uma das mais reconhecidas editoras científicas do mundo.

O artigo de Cristina Verônica Santos Novaes está publicado na página 243 da coletânea e evidencia a importância da educação corporativa e do intraempreendedorismo nas organizações públicas, tendo como base a experiência institucional da UESC.

Intitulado “Corporate Education as a Way of Developing Intrapreneurship in Public Organizations: An Analysis Based on the Case of Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC)”, o estudo reforça a relevância da participação do corpo técnico-administrativo na produção acadêmica e científica da universidade, destacando o protagonismo da Analista Universitária na construção de pesquisas que fortalecem a inovação, a formação continuada e a internacionalização da ciência produzida na instituição.

A publicação também contou com a participação dos pesquisadores Amarildo Morett (UESC) e Rísia Souza (IFBaiano).

📚 DOI da publicação:
https://doi.org/10.1007/978-3-032-17008-8_15

Existe uma ideia muito difundida de que servidor ou servidora pública não é trabalhador ou trabalhadora. Como se trabalh...
21/05/2026

Existe uma ideia muito difundida de que servidor ou servidora pública não é trabalhador ou trabalhadora. Como se trabalhar para o Estado colocasse alguém fora da realidade da classe trabalhadora.

Mas basta olhar a vida concreta para perceber o contrário.

O técnico-administrativo e a técnica-administrativa acordam cedo, batem ponto, cumprem jornada, respondem à chefia, enfrentam sobrecarga, falta de pessoal, pressão, adoecimento e perda de poder de compra. Vivem do salário no fim do mês e dependem da própria força de trabalho para sobreviver.

Isso é trabalho.

Ser servidor ou servidora pública não transforma ninguém em elite, patrão ou dono das estruturas de poder. Servidores e servidoras também estão submetidos à cobrança por produtividade, ao desgaste cotidiano e às tentativas constantes de retirada de direitos.

Por isso, apoiar o fim da escala 6x1 não é “entrar na luta dos outros”. É reconhecer algo fundamental: descanso, saúde mental, convivência familiar e tempo de vida não podem ser privilégios.

A estabilidade não elimina a condição de trabalhador e trabalhadora. No máximo, reduz parcialmente algumas vulnerabilidades que milhões de brasileiros e brasileiras sequer têm. E justamente por isso deveria fortalecer nossa solidariedade com toda a classe trabalhadora e não nos afastar dela.

Servidor público e servidora pública também são trabalhadores.

E trabalhadores e trabalhadoras sem consciência coletiva enfraquecem a própria luta.

A AFUSC, representada por seus diretores Carlos, Fernanda e Marco Aurélio, participaram, no dia 18/05, de uma reunião co...
20/05/2026

A AFUSC, representada por seus diretores Carlos, Fernanda e Marco Aurélio, participaram, no dia 18/05, de uma reunião com a Reitoria da UESC. Estiveram presentes o reitor Alessandro e o vice-reitor Maurício.
A reunião teve como pauta dois temas principais: a participação dos servidores técnicos administrativos nas atividades de extensão da UESC e a utilização dos recursos destinados à implantação da sala de pilates e da sala de alimentação.
Durante o encontro, as duas pautas foram amplamente dialogadas, e a Reitoria se mostrou solícita e interessada em dar encaminhamento às demandas apresentadas pelo sindicato.
Em relação à segunda pauta, ficou definida a realização de uma visita técnica a um setor da UESC para avaliar a possibilidade de utilização do espaço para implantação da sala de pilates. A visita aconteceu no dia 19/05 e foi realizada pelo vice-reitor Maurício, com a participação de Marco Aurélio, Carlos e Fernanda, representando a AFUSC. Durante a visita, o local foi analisado e ficou acordado que outros espaços também serão estudados para melhor atender à proposta apresentada.
As discussões seguem avançando de forma positiva, e, assim que houver novas informações, o sindicato informará por este canal.

A luta antimanicomial representa a defesa incondicional da dignidade humana, da liberdade e do direito de todas as pesso...
18/05/2026

A luta antimanicomial representa a defesa incondicional da dignidade humana, da liberdade e do direito de todas as pessoas ao cuidado em saúde mental sem exclusão, violência ou aprisionamento social.
Mais do que uma data, 18 de maio simboliza a resistência contra práticas históricas de abandono, segregação e silenciamento impostas às pessoas em sofrimento psíquico.
Durante décadas, milhares de pessoas foram afastadas da convivência social, privadas de direitos e submetidas a instituições marcadas pela desumanização.
A luta antimanicomial nasce da necessidade de romper com essa lógica de controle sobre os corpos e as vidas, afirmando que ninguém deve ser reduzido à sua condição mental ou tratado como alguém sem voz, sem autonomia e sem direitos.
Defender uma sociedade sem manicômios é defender um modelo de cuidado baseado no acolhimento, na escuta, no respeito e na construção coletiva da vida.
É compreender que saúde mental também depende de condições dignas de existência: acesso à saúde pública, moradia, trabalho, educação, cultura e participação social.
O sofrimento psíquico não pode ser tratado como caso de polícia, exclusão ou lucro.
O cuidado deve fortalecer vínculos, garantir cidadania e promover a reinserção social, valorizando a liberdade como princípio fundamental da vida humana.
A luta antimanicomial também denuncia as desigualdades sociais que aprofundam o sofrimento e atingem principalmente a população trabalhadora, pobre e historicamente marginalizada.
Não existe saúde mental plena em uma sociedade marcada pela exploração, pela fome, pelo preconceito e pela negação de direitos básicos.
Neste 18 de maio, reafirmamos a importância da solidariedade, da organização coletiva e da defesa permanente dos serviços públicos de saúde mental comprometidos com a vida, a liberdade e os direitos humanos.

13 de Maio de 1888 costuma ser apresentado como o dia em que a liberdade venceu no Brasil. Durante muito tempo, a narrat...
13/05/2026

13 de Maio de 1888 costuma ser apresentado como o dia em que a liberdade venceu no Brasil. Durante muito tempo, a narrativa oficial transformou a assinatura da Lei Áurea em um gesto de generosidade da monarquia, como se a libertação tivesse sido concedida de cima para baixo. Mas a história real foi construída pela resistência de milhares de pessoas negras que lutaram contra a escravidão todos os dias.
A abolição não aconteceu por bondade das elites. Ela foi resultado de revoltas, fugas, quilombos, organização popular e da pressão constante de um povo que nunca aceitou viver sob exploração e violência. Enquanto os grandes proprietários acumulavam riqueza através do trabalho escravizado, homens e mulheres negros sustentavam a economia do país sem receber direitos, salário ou dignidade.
A assinatura da Lei Áurea encerrou oficialmente a escravidão, mas abandonou milhões de pessoas à própria sorte. Não houve distribuição de terras, acesso à educação, moradia ou condições dignas de sobrevivência. A liberdade veio sem reparação, enquanto o poder econômico continuou concentrado nas mãos de poucos.
Mais de um século depois, as consequências dessa estrutura ainda permanecem visíveis. A desigualdade social, o racismo, a violência nas periferias e a exclusão da população negra mostram que a abolição formal não significou igualdade real.
Por isso, o 13 de Maio não deve ser lembrado como celebração de um favor concedido pela elite, mas como memória da luta coletiva de um povo que resistiu, enfrentou correntes e ajudou a construir o Brasil com o próprio suor e sangue.

Neste domingo, as vitrines se enchem de flores, perfumes e promessas de gratidão. A data aparece como um momento de cari...
10/05/2026

Neste domingo, as vitrines se enchem de flores, perfumes e promessas de gratidão. A data aparece como um momento de carinho, mas também revela uma engrenagem silenciosa que transforma afeto em obrigação de compra. O amor passa a ser medido por presentes, enquanto o trabalho cotidiano de tantas mulheres continua invisível durante o resto do ano.
A figura da mãe é celebrada em discursos emocionados, porém a realidade permanece dura para milhões delas. São jornadas duplas e triplas, salários menores, responsabilidade quase exclusiva pelo cuidado da casa e dos filhos, além da pressão constante para demonstrar força e dedicação sem limites. Quando tudo funciona dentro de uma família, dizem que é natural. Quando algo falha, a culpa costuma cair sobre elas.
A sociedade construiu a imagem da maternidade como um gesto puramente individual, quase sagrado, escondendo que criar filhos depende de condições materiais concretas. Tempo, moradia, alimentação, saúde, descanso e segurança não surgem do nada. Enquanto poucos acumulam riqueza, muitas mães vivem entre o cansaço e a insegurança, sustentando lares inteiros com trabalho pouco reconhecido.
O Dia das Mães poderia ser mais do que uma celebração passageira. Poderia servir para enxergar quem sustenta a vida cotidiana com esforço contínuo, quase sempre sem o devido reconhecimento social. Valorizar as mães não deveria acontecer apenas em propagandas emocionantes de maio, mas em condições dignas de existência durante o ano inteiro.

Endereço

Universidade Estadual De Santa Cruz
Ilhéus, BA
45662-900

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