AACEGRA Associação dos Agentes de Combate à Endemias de Gravataí-RS

18/12/2024

A inclusão do setor de saneamento, uma das concessões promovidas no Senado na alíquota reduzida em 60%, elevará a alíquota em 0,38 ponto percentual. Apresentado pelo relator da reforma tributária no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM), o cálculo de 28,55% é preliminar.

28/10/2024
05/01/2022

Saúde do Trabalhador:

A cada ano, quase dois milhões de pessoas morrem no trabalho.

Em 2016, doenças e acidentes relacionados ao trabalho provocaram a morte de 1,9 milhão de pessoas em todo o mundo: a constatação é do recente relatório global conjunto elaborado pela OMS e pela OIT. Uma chaga lembrada pelo papa na véspera de Natal: foi forte o seu apelo para um compromisso concreto para pôr fim às mortes no trabalho.



A reportagem é de Isabella Piro, publicada em Vatican News, 27-12-2021. A tradução é de Moisés Sbardelotto.



Entre os muitos riscos mortais existentes no local de trabalho, há um sempre à espreita: o de se acostumar. Acostumar-se com as mortes no trabalho, com “mais uma tragédia no local de trabalho”, como às vezes dizem as manchetes dos próprios meios de comunicação. Acostumar-se com o fato de que é possível, quase normal, perder a vida enquanto se ganha a vida.



Mas não. O Papa Francisco deixou bem claro na homilia da Santa Missa da noite de Natal, proferida no dia 24 de dezembro na basílica do Vaticano: “Nesta noite, Deus vem para preencher com dignidade a dureza do trabalho. Ele nos lembra como é importante dar dignidade ao ser humano com o trabalho, mas também dar dignidade ao trabalho do ser humano, porque o ser humano é senhor e não escravo do trabalho”, sublinhou. “No dia da Vida repetimos: chega de mortes no trabalho! E comprometamo-nos com isso.”



Saúde e trabalho na Agenda 2030


Seu apelo chegou poucos dias depois do trágico incidente ocorrido em Turim, onde a queda de um guindaste matou três trabalhadores no dia 18 de dezembro. As palavras do pontífice colocaram no centro das atenções um aspecto fundamental que muitas vezes f**a em segundo plano: o da dignidade do trabalho, para que o ser humano não seja escravo nem vítima.

Mas, infelizmente, existem muitas vítimas no mundo: basta olhar para o primeiro relatório conjunto publicado em setembro passado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Trata-se de estimativas das doenças e dos acidentes de trabalho ocorridos em 183 países do mundo. E, apenas em 2016, contam-se quase dois milhões de mortes prematuras (1,9 milhão, para ser mais preciso) que poderiam ter sido evitadas. Estatísticas dramáticas que vão de encontro aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável de 2030, incluindo a saúde e o bem-estar (ODS 3) e o trabalho digno (ODS 8).



No mundo, 750 mil mortes por jornada de trabalho excessiva


O relatório, que analisa um período que vai de 2000 a 2016, destaca que a maioria das mortes relacionadas ao trabalho se deve a doenças respiratórias e cardiovasculares. No geral, as doenças não transmissíveis representam 81% das mortes, com a broncopneumonia crônica obstrutiva (450 mil mortes), acidente vascular cerebral (400 mil) e doença cardíaca isquêmica (350 mil) como as principais causas.

Já os acidentes de trabalho são responsáveis por 19% das mortes (360 mil). Entre os fatores de risco ocupacionais examinados pelo estudo, estão a exposição a longas jornadas de trabalho (cerca de 750 mil mortes), a poluição do ar (450 mil mortes), além de ruídos e agentes cancerígenos.

As doenças e os acidentes de trabalho – destaca o relatório – impactam não apenas a vida das pessoas, mas também de todo o sistema social, pois “sobrecarregam os sistemas de saúde, freiam a produtividade e podem ter um impacto devastador na renda familiar”.


Doenças cardíacas e derrames em aumento


Há também algumas boas notícias: o estudo evidencia que, entre 2000 e 2016, em nível global, o número de mortes no trabalho diminuiu 14%. Uma melhoria devido a uma maior atenção à saúde e à segurança no trabalho.

Mas há também o outro lado da moeda: as mortes por doenças cardíacas e derrames associados à exposição a longas horas de trabalho aumentaram 41% e 19%, respectivamente. E se trata de “um fator de risco psicossocial relativamente novo” que tende a aumentar cada vez mais.


As consequências da pandemia


Há ainda outras especificidades a se levar em conta, incluindo o dado geográfico: de acordo com o relatório, “há um número desproporcional de mortes ligadas ao trabalho entre os trabalhadores do Sudeste Asiático e do Pacífico Ocidental”. A Índia, por exemplo, é um dos países mais afetados pelo problema das jornadas de trabalho excessivas, com 12 mortes a cada 100 mil pessoas.

A Itália, por sua vez, apresenta uma das maiores taxas de mortalidade do mundo por câncer de laringe associado à exposição ao amianto, igual a 0,6 casos a cada 100 mil habitantes. A França segue com 0,4 casos a cada 100 mil habitantes.

Em geral, as estatísticas mostram que a morte no trabalho afeta mais os homens e as pessoas com mais de 54 anos. Sem esquecer que a pandemia da Covid-19 acrescentará “uma nova dimensão” ao fardo dos ônus das doenças ocupacionais. E essa dimensão terá que ser levada em consideração nas estimativas futuras.


Locais de trabalho saudáveis, seguros e socialmente justos


No total, 19 fatores de risco são examinados pelo relatório, e cada um deles está associado a uma série de ações preventivas que podem ser implementadas. Por exemplo: para evitar a exposição a longas jornadas de trabalho, pode-se fazer um acordo sobre os limites de horário máximos permitidos; ou, para reduzir a exposição à poluição do ar no local de trabalho, recomendam-se o controle da poeira, a ventilação e o uso dos equipamentos de proteção individual.

Em suma, o estudo sublinha a necessidade de “locais de trabalho mais saudáveis, mais seguros, mais resilientes e socialmente justos”: todos objetivos alcançáveis por meio do “papel central da promoção da saúde e dos serviços de saúde no trabalho”.


Novos modelos e sistemas ocupacionais


“É chocante que tantas pessoas sejam literalmente mortas pelo seu trabalho”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor geral da OMS. “O nosso relatório é um sinal de alerta para que países e empresas melhorem e protejam a saúde e a segurança dos trabalhadores, honrando os seus compromissos para oferecer uma cobertura universal dos serviços de segurança e saúde no trabalho.”

Maria Neira, diretora do Departamento de Ambiente, Mudanças Climáticas e Saúde da OMS, reforçou: “Esses quase dois milhões de mortes prematuras poderiam ter sido evitadas”. “A saúde e o trabalho devem andar de mãos dadas”, acrescentou. “É uma responsabilidade compartilhada para que nenhum trabalhador seja deixado para trás.”

“Os governos, os empregadores e os trabalhadores – concluiu Guy Ryder, diretor-geral da OIT – podem tomar medidas para reduzir a exposição a fatores de risco no local de trabalho, incluindo a introdução de mudanças nos modelos e nos sistemas ocupacionais.”

16/12/2021

29 Anos do CMS Gravataí

Na manhã de hoje durante a reunião da Comissão de Saúde da mulher reforçamos a importância de registrar, a passagem de criação do Conselho Municipal de saúde.
Segundo JB Ziegler o Conselheiro Estadual de Saúde presente na reunião, a Lei municipal 794/1992 foi sancionada no dia 16 de dezembro, atendendo a Lei nacional 8142/1990, reforçando a democracia na criação das políticas públicas em saúde, colocando os usuários como protagonistas da gestão do SUS. (Há 29 anos nós temos essa conquista).
O Presidente do Conselho Municipal Marcelo Pereira do Nascimento fala sobre a conferência de Saúde Mental que aconteceu nos dias 10 e 11 de Dezembro de 2021, que foi um marco na história de Gravataí, por ser a primeira no formato online. Marcelo relembra os avanços e conquistas para a Saúde Municipal, deliberadas em parceria com o colegiado do Conselho Municipal de Saúde.
A Coordenadora da Comissão de Saúde da Mulher Eliane Amaral cita que o Conselho Municipal de saúde se adaptando a era das inovações tecnológicas continuará fazendo Lives no mês de janeiro sobre o tema Saúde Mental em alusão ao JANEIRO BRANCO INTEGRAL.

26/11/2021

Nos dias 10 e 11 de dezembro Gravataí irá realizar a V Conferência Nacional de Saúde Mental, Etapa Municipal e pensando nisso, o Conselho Municipal de Saúde irá promover uma Live falando sobre o que é Conferência e sobre a importância do Controle Social. Não perca dia 29/11 às 14 horas. Nas redes Sociais do CMS..

19/09/2021

São 31 anos de SUS. O Sistema de Saúde mais completo do mundo. O Único do mundo, que cuida das pessoas desde a concepção, trabalhando diuturnamente para que você seja saudável. Nesses 31 anos foram muitas lutas para mantê-lo vivo, integral e universal apesar do sub-financiamento. Graças ao SUS muitas pessoas foram salvas nessa pandemia, mesmo gerenciado pelos negacionistas e por aqueles que colocam o lucro acima da vida. Transplantamos muitos órgãos, salvamos muitas vidas, mesmo com a EC95 nos arrancando nossa alma, cortando as verbas da Saúde. Milhões de Brasileiros estão livres de muitas doenças, graças ao SUS e suas vacinas. SUS é pesquisa. SUS é vigilância. SUS é Prevenção. SUS é vida. SUS é democracia. O SUS é NOSSO! O SUS é do POVO Brasileiro! AbraSUS!

Endereço

Gravataí, RS

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando AACEGRA posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Compartilhar