15/07/2026
Uma grande dor tem o poder de nos conectar com o inexplicável. Neste vídeo da série de crônicas do meu canal, volto ao ano de 2008 para narrar o momento exato em que recebi o meu diagnóstico de HIV. Naquela época, os te**es eram complexos, demorados e a perspectiva de futuro era bem diferente da de hoje. Sentado no gramado de uma praça, com meu resultado do exame na mão, chorando e com medo da morte, fui surpreendido pela presença de uma mulher chamada Mônica. Ela me ouviu, me acalmou e me indicou um centro espírita na cidade. O que eu não imaginava é que, ao tentar reencontrá-la para agradecer pelo conforto naquele momento terrível, eu ia descobrir que ela parecia não existir fisicamente naquele local. Teria sido o meu anjo da guarda? Um espírito enviado para me acolher? Ou apenas uma pessoa que teria dito a coisa certa no momento certo? Compartilho esse relato não apenas para celebrar o mistério desse acolhimento, mas também para comemorar o fato de estar vivo. Já são vinte e quatro anos vivendo com o vírus e provando que existe muita vida após o diagnóstico.