Casa Espírita a Caminho da Luz

Casa Espírita a Caminho da Luz Casa Espírita A Caminho da Luz”, instituição idealizada e construída por encarnados, mas ancorada por uma Plataforma Espiritual amorosa e benfeitora.

É  com profundo pesar que comunicamos a partida do ex voluntário da nossa instituição Pedro Passamani. Segue em paz!
31/07/2026

É com profundo pesar que comunicamos a partida do ex voluntário da nossa instituição Pedro Passamani. Segue em paz!

O aporte da alteridade como valor e referênciaBywgarciaA dinâmica interna do Espiritismo tende a incorporar naturalmente...
27/07/2026

O aporte da alteridade como valor e referência

Bywgarcia
A dinâmica interna do Espiritismo tende a incorporar naturalmente os avanços do conhecimento, dentro de um movimento que, de ordinário, não espera por decisões de ordem moral para se realizar. Isso pode parecer a alguns um contra-senso na medida que a realidade da doutrina contrapõe indivíduos e estabelece conflitos para aquilo que pode, deve ou é aceito como coerente frente aos postulados balizadores do saber espírita, ou seja, os seus princípios básicos. Mas a idéia de aporte natural dos novos conhecimentos possui sua lógica, independentemente e para além dos conflitos, e funciona em paralelo a esses conflitos. Ou seja, em meio às disputas pela adoção dos novos saberes se desenvolve um movimento que produz aportes enriquecedores e proporciona a que a doutrina continue fazendo sentido. O lugar aonde esse movimento se processa é a práxis do cotidiano, em que os indivíduos não só se inter-relacionam como de fato estão em contato com informações de todo tipo e ordem. Os aportes se dão de forma natural e espontânea na mesma medida e ordem em que são, também, combatidos pelo pensamento ortodoxo, ou seja, a ortodoxia que combate o novo também valida a sua discussão.
Ao aceitar esse tipo de raciocínio se poderia concluir que os embates entre o novo e o velho estariam localizados no terreno da irracionalidade, pois o novo não depende contemporaneamente do juízo da ortodoxia. Em parte, isso é certo. Inundados pela informação cotidiana, os indivíduos em sua diversidade tendem a conviver com o conflito gerado pelas próprias informações, dentro de um espectro de convivência em escala da aceitação pura até a o combate total, numa graduação quase infinita. Assim, quando o novo recebe a aprovação daqueles que estão no trecho da escala compreendido entre o seu início e mais ou menos o seu meio, a reprovação dos demais tem pouca ou nenhuma força contra o aporte. Este se dá por uma questão de esgotamento de forças contrárias ou sua pouca capacidade de impedir que informações vistas como importantes sejam adotadas como verdades. Por outro lado, é preciso convir que com a racionalidade científ**a trabalhando em regime de permanente fragmentação e de submissão parcial à sociedade do espetáculo, a informação nova estará sempre plena de contradições e conflitos, sendo, portanto, natural que se estabeleça uma divisão e oponha apoiadores e combatedores. O que f**a claro é que, independentemente do embate que se estabelece e da existência da parcela que lhe nega veracidade (completa ou parcialmente) a simples existência de uma outra parcela que lhe confere lógica é suficiente para que o aporte ocorra, mesmo que entre estes existam aqueles cuja aceitação do novo não passa por outro critério de verdade que não seja a da aparência de verdade contida no novo. Explica-se assim, em parte, a dinâmica interna do Espiritismo enquanto movimento permanentemente relacionado com a produção do conhecimento.
Dito desta forma f**a esclarecido porque consideramos que o aporte da alteridade, que se concretiza diariamente, já foi realizado pela parcela dos espíritas que lhe confere valor e importância, restando-lhe apenas (talvez seja esta a parte mais difícil) a tarefa do convencimento da parcela (a maior?) que não a tem na mesma medida, seja por total desconhecimento da filosofia alteritária seja por não ver sentido nesse aporte, uma vez que está convencida de que o necessário em termos éticos já se encontra presente na doutrina.
Em vista do exposto, vamos trabalhar tanto com o raciocínio do aporte concretizado quanto com a necessidade de conceituação da alteridade para fins de justif**ação, para então concluir com a ética alteritária, suas relações com o Espiritismo e o seu impacto na mídia de massa.A alteridade não pressupõe a inexistência de conflitos, mas a criação de condições para superação permanente deles, uma vez que a paz é sua condicionante e objetivo. Por isso, a alteridade também não pressupõe a passividade e a complacência, mas a relação que enriquece a partir da postura conscientemente assumida segundo a qual o outro é que produz a paz da qual o eu se beneficia. Os papéis se invertem. Tradicionalmente, a idéia de construção do bem é dada ao eu. Aqui é o eu que busca compreender o outro para que a paz possa ser possível. Ou seja, sem a compreensão do valor do outro não há possibilidade de qualquer clima real de construção da paz.
Já a partir dessas reflexões tem-se por oportuno tentar responder a uma indagação de ordem: em que medida a proposição da alteridade interessa ao Espiritismo enquanto valor a ser agregado à ética inerente à sua doutrina? Afora qualquer sentimento de que o Espiritismo se basta a si mesmo em questões de ética (a qual permeia o pensamento geral predominante), a ética alteritária pode ser analisada em seu ponto de contato com a noção do próximo contida na ética cristã da qual a doutrina espírita se coloca como herdeira. E esse ponto de contato permite verif**ar que o outro da alteridade é o próximo do Espiritismo na medida que a ética espírita estabelece que o receptor da compreensão e dos desejos do eu é o próximo. Mesmo quando a idéia de próximo traz incorporado o clímax da solidariedade e, portanto, do amor, a sua reflexão através dos pressupostos alteritários permite um acréscimo extraordinário ao alargar a visão da construção de um estado de paz e crescimento que interessa diretamente ao ser humano. Mesmo que o aporte da alteridade não signifique modif**ar a essência do amor presente na mensagem da ética espírita, nem sua capacidade indiscutível de contribuir para a construção de uma sociedade justa e humana, os valores alteritários se apresentam como importantes fragmentos de uma ética que caminha na mesma direção e com iguais objetivos. O acréscimo vem por conta da capacidade da filosofia alteritária de estabelecer um olhar pela racionalidade que vai ao cerne das questões fundamentais, conseguindo reunir fragmentos importantes para a constatação de que o caminho da paz e do bem não pode desconsiderá-los.
A preocupação com a diferença presente na ética da alteridade é em si mesma uma razão forte para que o estudo da ética cristã, sob o olhar espírita, realize o seu aproveitamento e supere a própria presença da diferença, que por certo está no Espiritismo de modo difuso e não centrado. Sendo da filosofia alteritária que o outro é relação de distinção, diferença e contraste e que é preciso estabelecer esta consideração para que o diálogo se faça produtivo, a idéia de próximo ganha em status e identidade, sentido e realidade, em especial neste momento em que a fragmentação na sociedade contemporânea se faz presente com toda a força de conduzir as individualidades à exacerbação do eu, marcando ainda mais a própria ética espírita que considera o eu narcísico como fundamento e causa dos males que nos assolam.e condições serão produzidos e apresentados, por exemplo, programas de rádio e especialmente de televisão que atendam ao mesmo tempo os interesses que conduzem os espíritas aos meios técnicos e o suporte ético imanente? De que forma a noção de sociedade do espetáculo pode nortear a ação sobre a mídia para minimizar os efeitos da dominação pelo próprio espetáculo. Uma vez que o espetáculo se apresenta atualmente de forma insinuante, convincente, como uma forma de vida natural e naturalizada, a tendência da consciência se faz no sentido de unicamente lutar para alcançar os meios técnicos de comunicação e fazer o melhor uso deles em benefício da filosofia de vida norteadora da individualidade. Mas cidadãos comprometidos com a ética alteritária e espírita não podem se satisfazer com isso apenas, sob pena de aumentarem o vazio entre o as condições da práxis cotidiana e o ideal de felicidade humana.
Conclusão

A consciência promanada da ética da alteridade e da ética espírita, em suas interconexões, juntamente com a análise das condições colocadas pela noção de uma sociedade voltada à espetacularização da vida humana, contribui para a compreensão de que o acesso ao mundo midiático é apenas um caminho para o enfrentamento de outros conflitos, principalmente o conflito entre o espetáculo e o outro. A luta pelo domínio do mundo midiático é uma luta de poder e o comum, historicamente, tem sido o homem lutar pelo poder e, ao alcançá-lo, submeter-se às suas condições. Provado está que, quase nunca, a tomada do poder signif**a mudança do status quo. E aí, então, caberia fazer uma última pergunta: qual é a vantagem de tomar o poder e continuar o exercício de dominação que o poder confere? Em termos espíritas se poderia perguntar: de que vale poder falar a grandes audiências se estas audiências apenas mudam de canal, mas não de mensagem?

Bibliografia
BAKHTIN, Mikail. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo, 8a, Hucitec, 1997.
DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo, Lisboa, Edições Mobilis in Móbile, 1991.
GARCIA, Wilson. A dinâmica cultural na comunicação de massa: uma análise das expressões populares na publicidade e editorial da revista Veja (2003). Dissertação de Mestrado na Faculdade Cásper Líbero.
KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo, Capivari, Ed. EME, trad. Herculano Pires, 1997.

Autocuidado e EspiritualidadeO autocuidado pode interferir diretamente em nossa qualidade de vida, melhorando a nossa sa...
15/06/2026

Autocuidado e Espiritualidade

O autocuidado pode interferir diretamente em nossa qualidade de vida, melhorando a nossa saúde nos aspectos físico, mental e espiritual. Essa prática deve estar entre as nossas prioridades, sobretudo nos tempos em que vivemos, de incertezas e desgaste emocional.

Autocuidado signif**a dar atenção às próprias necessidades, buscando compreender o que é imprescindível ao corpo e à mente, uma vez que, ao desenvolver bons hábitos, as pessoas são capazes de potencializar suas habilidades visando diminuir o estresse causado pelo dia a dia e lidar com os desafios com mais leveza. Destacaremos, a seguir, alguns tipos de autocuidado.

O autocuidado físico pressupõe práticas de cuidado com o corpo, o que inclui uma boa alimentação, busca por qualidade do sono e a constância ao se exercitar com atividades físicas.

Já o mental e emocional implica investir no autoconhecimento, para compreender os próprios sentimentos e pensamentos, praticar o autoperdão e estabelecer limites nos laços sociais. Com isso, buscamos momentos de lazer, fazendo aquilo que nos faz feliz. Desafie-se e descubra novos prazeres.

Já o autocuidado espiritual é aquele que nos oportuniza uma ligação com o nosso interior, nossa alma e com aquilo que é sagrado para nós. Isso pode ser feito por meio de orações ou outras práticas que proporcionem a transcendência, como a meditação, reflexões, símbolos e/ou crenças que façam o papel de “facilitar” o encontro com o Sagrado.

Assim, para que consigamos ter equilíbrio em todas as áreas de nossa vida, o cuidado interior exerce um papel fundamental, uma vez que é um caminho possível para ressignif**ar experiências e redimensionar memórias, fazendo reflexões propositivas. Em nosso cotidiano, muitas vezes, o “cuidar de si” se torna um desafio, pois, entre as prioridades, nos deixamos em segundo plano. No Cristianismo, o comprometimento com o autocuidado e com os outros é uma resposta de fé, tendo em vista que o mandamento maior é “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.

Portanto, é comum que, entre os momentos de vivência da fé, as pessoas se comprometam a cuidar mais de sua saúde, e, em consequência, sentem-se em maior harmonia consigo mesmas e até com os outros. E você, tem cuidado de si?

Referência bibliográf**a:
MELO, Cynthia de Freitas et al. Correlação entre religiosidade, espiritualidade e qualidade de vida: uma revisão de literatura. Estud. Pesqui. Psicol.., Rio de Janiero, v. 15, n. 2, p. 447-464, jul 2015

Por Anna Carolina Santos Reis Dalamura

É  com profundo pesar que a Casa Espírita A Caminho da Luz  comunica o desencarne de Arlete Maria Rocha  que foi uma das...
23/05/2026

É com profundo pesar que a Casa Espírita A Caminho da Luz comunica o desencarne de Arlete Maria Rocha que foi uma das suas fundadoras.

AMOR INCONDICIONALA vivência do amor é apenas uma necessidade passageira ou algo a que estamos fatalmente destinados? No...
27/04/2026

AMOR INCONDICIONAL

A vivência do amor é apenas uma necessidade passageira ou algo a que estamos fatalmente destinados? No que consiste esse sentimento? Como ele se manifesta? Quais as virtudes a ele vinculado? Do que o amor é capaz?

A vivência do amor é apenas uma necessidade passageira ou algo a que estamos fatalmente destinados? Na nota explicativa da questão 938, de O Livro dos Espíritos, temos as seguintes considerações de Allan Kardec:

“A Natureza deu ao homem a necessidade de amar e de se sentir amado. Um dos maiores prazeres que lhe sejam concedidos sobre a Terra é o de reencontrar corações que se simpatizam com o seu, o que lhe dá as premissas de uma felicidade que lhe está reservada no mundo dos Espíritos perfeitos, onde tudo é amor e benevolência.” [1]

Suas palavras estão intrinsecamente associadas a uma das muitas definições do que seja o amor: “Sentimento que impele as pessoas para o que se lhes afigura belo, digno ou grandioso.” [2]
extrair dos outros o que eles, intimamente, possuem de melhor.

A vida e as pessoas não são exatamente o que gostaríamos que fossem; quanto mais aceitarmos este fato, menos estressados e infelizes seremos.

A terceira virtude é a benevolência, pois o amor “é benigno”.

A criatura benigna é aquela que se compraz em fazer o bem. Como a afetuosidade e a gentileza são as suas principais características, ela mesma se satisfaz ao promover a satisfação alheia.

O genuíno amor sempre nos possibilita desejar o melhor a quem quer que seja, impulsionando-nos a tomar as devidas atitudes para que os benefícios realmente se concretizem. Dessa forma, ele não é somente sentimento, mas, sobretudo, ação. O Espírito André Luiz afirma: “O verdadeiro amor, para transbordar em benefícios, precisa trabalhar sempre”. [5]

Ademais, a benevolência promove a incondicionalidade do amor. Esta é, portanto, sua quarta virtude, porque, de acordo com o apóstolo Paulo, o amor “não procura seus interesses”.

Amor incondicional, por definição, é aquele que não impõe condições – seja por meio de chantagens, cobranças ou exigências – para que possa existir ou expressar-se. É, portanto, a atitude de quem não espera por recompensas ou retribuições pelos benefícios que oferece a outrem. Hammed alerta:
“Somos nós mesmos que nos iludimos, por querer que as criaturas deem o que não podem e que ajam como imaginamos que devam agir.” [6]

Nenhum de nós tem o poder de fazer com que outra pessoa nos ame, mas todos temos a possibilidade de amá-la em primeiro lugar. E será a manifestação incondicional de nossos sentimentos que atrairá a atenção de muitas delas para nós.

“Quem ama intensamente só pode acreditar, confiar, aceitar e ter a esperança de receber amor de volta. Mas não existem garantias. Quem guarda seu amor para o momento em que tiver certeza de receber amor igual corre o risco de esperar para sempre. E quando amamos com qualquer expectativa, corremos o risco de nos desapontarmos, porque não é provável que consigamos encontrar quem atenda a todas as nossas necessidades, por maiores sejam o amor e a dedicação dessa pessoa, pois as pessoas nos dão o que podem e quando podem, não necessariamente o que queremos e quando queremos.

“(…) Quando deixamos de impor condições para amar, damos um enorme passo na direção do aprendizado do amor.

“Mas como renunciar às nossas exigências e desenvolver o amor em seu estado mais puro? Acredito que a melhor forma de aprender a amar é mergulhando profunda e intensamente na vida. Como começar? Acho que uma boa maneira é abrindo-se para o amor, estando atento para suas manifestações, procurando não deixar passar uma ocasião de manifestá-lo. E convencendo-se de que, por mais difícil que pareça ser, você é capaz de mudar. Confie em si e trabalhe, invista.

“(…) Já que vivemos em um mundo imperfeito, onde nosso amor nem sempre é correspondido, é bom nos fortalecermos para continuar a amar. Repetir sempre: “Amo porque quero. Amo por mim, não pelos outros. Em primeiro lugar, amo pela alegria que o amor me dá. Em segundo, amo pela alegria que o amor dá aos outros. Se retribuírem meu amor, ótimo. Se não, vou procurar não dar importância, porque o que eu quero é amar”. Lembrar que vivemos pela alegria de amar. Esperar que os outros façam o mesmo, mas sem expectativas nem exigências. Assim, se formos correspondidos, f**amos duplamente felizes.” [7]

A quinta virtude é a maturidade, porque o amor “não arde em ciúmes”.

O ciúme trata-se de uma inquietação mental e emocional que ocorre diante da possibilidade – ainda que irreal – de perder algo que julgamos ser nosso por direito. Mas é justamente no campo afetivo que ele mais se expressa e desenvolve-se.

Certo grau de ciúme é bastante natural em muitos de nós. Paulo, entretanto, refere-se ao ciúme doentio, pois esse excessivo desassossego mental e emocional faz sofrer quem o alimenta e quem o suporta, prejudicando consideravelmente a relação. O psicanalista de origem suíça Valério Albisetti ensina:

“O ciúme faz parte de uma visão possessiva do ambiente, do outro, de si.

“(…) É neurose.

“É uma doença.

“Não faz crescer.

“(…) Viver com o ciumento signif**a, na verdade, não ter vivido.

“(…) Baseia-se na insegurança do próprio eu, em sua não completa, correta e sadia evolução.

“(…) Quem acredita que sentindo ciúme tem amor está no caminho errado. O amor é respeito pelo outro, pelas suas escolhas, quaisquer que elas sejam.

“(…) Desconfie da pessoa que tem ciúme de você. Ela quer dominá-lo, possuí-lo, não amá-lo, pois o ciumento usa o ciúme como arma para manter a outra pessoa em seu poder. Controlam, espreitam, desconfiam de tudo, asfixiam o parceiro com perguntas reduzindo-lhe ao mínimo a liberdade.

“Não se deve aceitar passivamente a vida com uma pessoa ciumenta. Nem devemos iludir-nos pensando que tudo passará sem alguma intervenção planejada. Infelizmente, esse tipo de neurose não melhora com o passar do tempo, pois os ciumentos não percebem e nem admitem que o seu problema é sério.” [8]

A sexta virtude é o respeito, porque o amor “não se conduz inconvenientemente”.

No tumulto de nossas emoções, agimos inadequadamente quando não fazemos uso do bom senso, do equilíbrio e do respeito em nossas relações com dos demais, esquecendo que “nossa liberdade termina onde começa a do outro”. Em nome do amor, não temos o direito de ultrapassar os próprios limites, de invadir a privacidade alheia, de cercear-lhe a liberdade. Ainda de Hammed:

“Ter limites é o ato de concretizar nossos sentimentos e pensamentos sem subtrair os direitos dos outros, ou seja, é escolher atividades e tomar atitudes com respeito pelas pessoas e por nós mesmos.

“(…) Indivíduos descontrolados não possuem limites. Não respeitam as possibilidades, tampouco a individualidade dos outros. Invadem, de forma constante, nossa privacidade e transgridem nossos territórios emocionais, acreditando estar no direito de fazer isso.

“(…) Quando queremos que os outros pensem e ajam pelos nossos padrões existenciais, desrespeitamos seus limites emocionais, mentais e espirituais, atraindo fatalmente pessoas que agirão da mesma forma para conosco. Somente se dá aquilo que se possui. Como, pois, exigir limites de alguém, se ainda não soubemos estabelecer nossos próprios limites?” [9]

A sétima virtude é a capacidade de perdoar, porque o amor “não se ressente do mal”.

Em diversas situações, f**amos “cozinhando” o nosso rancor, não deixando com que a raiva e o ressentimento, simplesmente, passem por nós. Não estamos errados em sentir tais emoções, mas, uma vez que insistimos em alimentá-las, torna-se imprescindível descobrirmos os motivos dessa necessidade, visando ao entendimento e à mudança dos aspectos de nossa personalidade que estão favorecendo essa permanência.

Como preservar-nos das desagradáveis atitudes alheias se f**armos, única e exclusivamente, enfocando os aspectos negativos dos outros? Como desenvolver o perdão, se não compreendemos que todos têm as suas razões para fazer o que fazem? Temos condições de avaliar, com o devido acerto, as dores e as alegrias.

“O que realmente sustenta uma vida de amor é nosso desejo de permanecer num espaço amoroso e de reagir com amor nos momentos difíceis. É muito fácil amar quando tudo vai bem e se está rodeado de pessoas amigas. É completamente diferente sentir amor pelos outros (ou pela própria vida) em meio ao caos ou quando nos sentimos agredidos pelas atitudes dos outros – quando você é criticado, quando as pessoas invadem seu espaço ou quando lhe respondem com indiferença a um gesto generoso.” [10]

A oitava virtude é a lealdade, pois “o amor não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade”.

A pessoa leal é ética em tudo o que sente, pensa e faz. Suas atitudes, portanto, estão sempre alicerçadas na honestidade, na sinceridade e, acima de tudo, na fidelidade. Tal é o sentido do seguinte ditado: “viva de forma que, quando pensarem em justiça e integridade, pensem em você”.

E, por fim, a nona virtude é a humildade, porque o amor “não se ufana, nem se ensoberbece”.

Ufanar-se e ensoberbecer-se signif**a tornar-se orgulhoso, envaidecido. Dessa forma, a humildade coloca um selo nos lábios para que não fiquemos nos vangloriando de nossos gestos de paciência, tolerância, benevolência, incondicionalidade, maturidade, respeito, perdão e lealdade para com os demais. Se o inverso, porém, ocorrer, eles poderão sentir-se coagidos a nos retribuir de maneira idêntica. Obviamente que os bons sentimentos que, porventura, venham a alimentar por nós carecerá da sempre necessária espontaneidade.

O apóstolo Paulo, depois de descrever as nove virtudes do genuíno amor, oferece-nos uma síntese do que ele é capaz: “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”.

É somente através da real vivência desse sentimento-atitude que fortalecemo-nos no sentido de relevar os atritos que muitos de nossos relacionamentos ainda carregam, numa tentativa de construir vinculações afetivas verdadeiramente enriquecedoras e gratif**antes.

“Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre a multidão de pecados. (Pe 4:8)” [11]

Amor, por Silvia Helena Visnadi Pessenda

REFERÊNCIAS:

[1] KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de Salvador Gentile, revisão de Elias Barbosa. 100. ed. Araras, SP: IDE, 1996.

[2] Michaelis: moderno dicionário da língua portuguesa. São Paulo: Companhia Melhoramentos, 1998.

Publicidade
[3] BÍBLIA. Português. Bíblia de Estudo Almeida. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

[4] EMMANUEL (espírito); XAVIER, Francisco Cândido (psicografado por). O Consolador. 16. ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 1993. q. 254.

[5] ANDRÉ LUIZ (espírito); XAVIER, Francisco Cândido (psicografado por). Nosso lar. 49. ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira.1999. Cap. 16.

[6] HAMMED (espírito); SANTO NETO, Francisco do Espírito (psicografado por). As dores da alma. 1. ed. Catanduva, SP: Boa Nova Editora, 1998. p. 53.

[7] CARLSON, Richard; SHIELD, Benjamin (Org.). Os caminhos do coração: ensaios originais sobre o amor. Rio de Janeiro: Sextante, 2000. Cap. “Celebrando o amor”. (Literatura não-espírita)

[8] ALBISETTI, Valerio. Ciúme: conhecer, enfrentar, superar. Tradução de Antonio Efro Feltrin. 5. ed. São Paulo: Paulinas. 2000. (Literatura não-espírita)

[9] HAMMED (espírito); SANTO NETO, Francisco do Espírito (psicografado por). A imensidão dos sentidos. 3. ed. Catanduva, SP: Boa Nova Editora, 2000. Cap. “Ausência de limites”.

Publicidade
[10] CARLSON, Richard; SHIELD, Benjamin (Org.). Os caminhos do coração: ensaios originais sobre o amor. Rio de Janeiro: Sextante, 2000. Cap. “O amor é uma escolha”. (Literatura não-espírita)

[11] BÍBLIA. Português. Bíblia de Estudo Almeida. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Literatura não-espírita:

DRUMMOND, Henry. O Dom Supremo. Versão original: The greatest thing in the world. Tradução e adaptação de Paulo Coelho. Rio de Janeiro: Rocco. 1992.

SHINYASHIKI, Roberto. A Carícia Essencial: uma psicologia do afeto. 1. ed. São Paulo

Não adie o perdão que já bate à porta do seu coração.O tempo não cura o que a gente insiste em guardar… ele só endurece....
18/04/2026

Não adie o perdão que já bate à porta do seu coração.
O tempo não cura o que a gente insiste em guardar… ele só endurece.
Perdoar não é sobre quem feriu,
é sobre quem quer voltar a respirar em paz.
Solte o peso que não te pertence mais.
Abra as mãos…
deixe ir.
Porque quando você libera o perdão,
não é o outro que f**a livre —
é você que finalmente se encontra leve.
Liberte-o.
Liberte-se.
Scheilla Lobato

20/01/2026

Para Chico Xavier e para o Espiritismo, a homossexualidade jamais foi tratada como erro, pecado ou doença. Essa compreensão parte de um princípio simples e profundo: o espírito não tem s**o. O corpo é instrumento temporário, a consciência é eterna. Por isso, Deus não avalia corpos, avalia consciências. Não julga orientações afetivas, mas a forma como cada ser ama, respeita e age no mundo.

Chico ensinava que ninguém nasce espiritualmente equivocado. Cada encarnação é uma experiência educativa, e a orientação sexual faz parte das vivências possíveis do espírito ao longo de múltiplas existências. Vidas sucessivas em corpos masculinos e femininos moldam registros emocionais complexos, que se expressam de maneira natural na experiência atual. Isso não é punição, nem prova de inferioridade moral. É trajetória.

Na visão espírita, o que realmente importa diante da Lei Divina são os atos. Amor vivido com responsabilidade, respeito ao outro, fidelidade aos próprios valores, honestidade nas relações e caridade no cotidiano. Esses são os critérios espirituais. O afeto, quando sincero e ético, nunca foi condenado pela espiritualidade superior.

Chico Xavier foi firme ao afirmar que o preconceito, sim, constitui uma falha moral grave. Julgar, humilhar, excluir ou violentar alguém por sua orientação sexual gera sofrimento desnecessário e profundo desequilíbrio espiritual. Para ele, muitas dores associadas à homossexualidade não nascem da condição em si, mas da intolerância social e religiosa que nega dignidade, pertencimento e amor.

O Espiritismo ensina que a evolução não acontece pela repressão, mas pela compreensão. Não se ascende ferindo o outro, nem se honra a Deus negando humanidade a alguém. Toda forma de amor que promove cuidado, responsabilidade e crescimento moral está alinhada com as leis divinas.

Assim, Chico devolveu ao ser humano uma verdade libertadora: ninguém é menor por amar de forma diferente. O que eleva ou compromete o espírito não é quem se ama, mas como se vive, como se trata o próximo e como se escolhe agir diante da própria consciência.

Se leu até aqui, deixe sua opinião nos comentários.

MENSAGEM DO ESE:Beneficência exclusivaÉ acertada a beneficência, quando praticada exclusivamente entre pessoas da mesma ...
05/01/2026

MENSAGEM DO ESE:

Beneficência exclusiva

É acertada a beneficência, quando praticada exclusivamente entre pessoas da mesma opinião, da mesma crença, ou do mesmo partido?

Não, porquanto precisamente o espírito de seita e de partido é que precisa ser abolido, visto que são irmãos todos os homens. O verdadeiro cristão vê somente irmãos em seus semelhantes e não procura saber, antes de socorrer o necessitado, qual a sua crença, ou a sua opinião, seja sobre o que for.

Obedeceria o cristão, porventura, ao preceito de Jesus-Cristo, segundo o qual devemos amar os nossos inimigos, se repelisse o desgraçado, por professar uma crença diferente da sua? Socorra-o, portanto, sem lhe pedir contas à consciência, pois, se for um inimigo da religião, esse será o meio de conseguir que ele a ame; repelindo-o, faria que a odiasse.
— S. Luís. (Paris, 1860.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, item 20.)

03/01/2026

Comunicamos que nossa instituição se encontra em recesso e seu retorno será no dia 20 de fevereiro de 2026.

Aceita a vida que Deus te deu.Aceita-te como és.Aceita teus familiares.Aceita teus conflitos.Aceita tuas decepções.Aceit...
14/12/2025

Aceita a vida que Deus te deu.
Aceita-te como és.
Aceita teus familiares.
Aceita teus conflitos.
Aceita tuas decepções.
Aceita tua parentela.
Aceita tuas dificuldades financeiras.
Aceita tuas desilusões.
Aceita as ingratidões contra ti.
Aceita tudo e todos.
Aceita atos e atitudes e faze o melhor que puderes.
Aceitar nao quer dizer aplaudir e fazer o mesmo, mas comprender quem cada um de nós tem e faz o que pode, que cada indivíduo está num grau diferente de evolução. Portanto, aceita o próximo como ele é.
Tu, porém,trabalha em favor de teu adiantamento espiritual e autoconhecimento.
Portanto, aceita-te como és, aceita teu próximo e faze sempre o teu melhor.
FRANCISCO DO ESPIRITO SANTO NETO-HAMMED

Endereço

Rua Xiniquá 218 Campeche
Florianópolis, SC

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Casa Espírita a Caminho da Luz posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Atalhos

Compartilhar