06/03/2026
Ontem (05 de março) a AMUCC participou do FEMINA em um painel que trouxe uma discussão muito importante:
“Rastreamento personalizado: uma realidade para o SUS?”
Durante o debate, nossa voluntária Simone Lopes trouxe uma reflexão significativa sobre os desafios que ainda enfrentamos.
Segundo ela, a questão do rastreamento para as pacientes ainda é extremamente desafiadora, principalmente quando falamos de recursos e estrutura do sistema de saúde.
Embora Santa Catarina seja considerado um estado com bons indicadores, profissionais qualificados e disponibilidade de equipamentos, ainda existe um grande desafio na organização e integração dessas estruturas.
“Temos uma fragmentação muito grande. Precisamos reunir dados, organizar fluxos e estabelecer protocolos claros”, destacou Simone.
Ela também relembrou uma experiência importante que mostrou como a articulação entre sociedade civil e poder público pode gerar mudanças reais.
Um exemplo foi em 2008, em Florianópolis, quando não havia biópsia de mama disponível na rede municipal. A partir de uma mobilização entre sociedade civil e município, foi possível trazer médicos do INCA para capacitar profissionais locais. Além disso, o município assumiu o compromisso de contratar mastologistas, especialidade que até então não existia na rede municipal.
Esse movimento também marcou um momento importante de descentralização da saúde, quando o município passou a assumir responsabilidades que antes eram exclusivamente do estado.
Experiências como essa mostram que quando há diálogo, organização e compromisso, é possível avançar no cuidado com as pacientes.
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