22/07/2021
Bom dia!
Nota feita pela ABRAGAS, entidade que representa as revendas a nível nacional, onde demonstra o descontentamento com a crítica feita pelo presidente com a afirmação de que as margens de lucro das revendas são responsáveis pelo alto custo do gás ao consumidor final.
Quero aqui, em nome de todos os revendedores de gás de Santa Catarina, deixar o nosso apoio e solidarizar-se com o presidente da ABRAGAS - Sr. José Luiz Rocha.
Vamos nos unir cada vez mais para que em conjunto possamos demonstrar aos governos, seja federal, estaduais ou municipais que eles não podem transferir suas ganâncias e ineficiências para a revenda de gás LP, pois, é aí que está o maior custo e maiores despesas de toda a cadeia de distribuição.
Nota Abragás
Presidente Bolsonaro faz crítica ao preço do Gás de cozinha e culpa
revendedores por meter a mão no bolso do pobre!
O presidente Jair Bolsonaro afirmou em entrevista no dia 20/07 a rádio Itatiaia de Belo
Horizonte que, o ICMS, transporte e a margem de lucro das revendas de Gás de cozinha são os
responsáveis pelo alto preço do Gás.
O Presidente precisa ser informado que antes do gás chegar aos mais de 60 mil revendedores
que fazem a entrega dos botijões de gás aos consumidores, existe um oligopólio que durante o
seu governo se concentrou um pouco mais, quando o CADE autorizou a venda da Liquigás que
pertencia a Petrobrás, para as congêneres do setor e assim esse oligopólio formado por 4
grupos econômico, foi reforçado e passou a dominar 93% da distribuição de GLP no Brasil.
O maior custo logístico, de fato está com os revendedores que fazem a entrega de botijões de
gás de um a um de casa em casa aos consumidores, a composição básica desses custos são os
combustíveis, manutenção de veículos, folha de pagamento, contribuições sociais entre
outros. É preciso esclarecer que, margem bruta não signif**a lucro, e também informar que as
pesquisas disponíveis do órgão oficial não têm refletido a verdade dos preços.
Antes de terceirizar o problema para o mercado e nesse caso as revendas, os culpando por
meter a mão no bolso do pobre, o Governo precisa definir qual estratégia irá adotar para
subsidiar o gás de cozinha para a classe menos favorecida. Entendemos que existe uma classe
social necessitando dessa ajuda, mas, isso deve ser política de estado e não de micros e
pequenos empresários que carregam o aço nas costas todos os dias para abastecer a nação
com essa energia tão importante a população, especialmente na cocção de alimentos.
Quanto ao ICMS que também contribui com grande parte do preço do Botijão de gás (de
R$11,00 a R$18,00 por botijão, dependendo do estado), cabe aos governadores dos estados
refletirem sobre o “bolso do pobre” conforme foi considerado na entrevista do Presidente!
Somos mais de 60 mil revendedores, entregamos 34 milhões de botijões de gás todos os
meses sob chuva ou sol, essa classe merece o mínimo de respeito!
Rio de Janeiro, 21 de julho de 2021
Jose Luiz Rocha - Presidente
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