Memória,Verdade e Justiça

Memória,Verdade e Justiça Queremos o cumprimento das recomendações da CNV e a reinterpretação da Lei de Anistia. Comunidade em defesa dos Direitos Humanos.

Pela preservação da memória das lutas sociais e da liberdade.

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14/08/2026

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UFRJ revogou o título de 'Doutor Honoris Causa' ao diplomata americano Lincoln Gordon | Ancelmo Gois | O Globo
13/08/2026

UFRJ revogou o título de 'Doutor Honoris Causa' ao diplomata americano Lincoln Gordon | Ancelmo Gois | O Globo

Ele era o embaixador dos EUA no Brasil na época do golpe de 1964

*🌻ATENÇÃO* 🌻DIA 14 de agostoÀs 14hNo Centro Sócio-econômico/CSE da UFSC 🌻Ato de entrega ao IMDH/Instituto de Memória e D...
13/08/2026

*🌻ATENÇÃO*

🌻DIA 14 de agosto
Às 14h
No Centro Sócio-econômico/CSE da UFSC

🌻Ato de entrega ao IMDH/Instituto de Memória e Direitos Humanos, de documentos sobre *Alceri Maria Gomes da Silva,* assassinada pela ditadura de 64, por familiares de sua irmã Clélia, militante do Coletivo Derlei Catarina de Luca por Memória, Verdade, Justiça, recém falecida.
Agradecemos ao Vereador Jean Volpato de Blumenau pelos esforços realizados para que este ato importante se concretizasse.
*PARA QUE NUNCA MAIS ACONTEÇA!*
🌻ALCERI E CLÉLIA, PRESENTES!

SÃO PAULOA presidente do STM (Superior Tribunal Militar), ministra Maria Elizabeth Rocha, afirmou nesta quarta-feira (12...
13/08/2026

SÃO PAULO
A presidente do STM (Superior Tribunal Militar), ministra Maria Elizabeth Rocha, afirmou nesta quarta-feira (12) que a posição do Judiciário durante a ditadura militar (1964-1985) foi a "pior possível". Segundo a magistrada, "não houve resistência" por parte das instituições de Justiça. Ela estendeu sua crítica aos demais Poderes.

"Não houve até hoje uma penitência dos Poderes nesse sentido de reconhecerem as suas fragilidades e de reconhecerem que erraram durante o regime militar. Eu acho que isso é importante para que haja reparação, para que a memória seja conservada. Isso não aconteceu", disse a ministra.

As declarações foram dadas em uma aula magna ministrada a alunos da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). O evento foi organizado pelo Centro Acadêmico 22 de Agosto, do curso de direito da instituição.

A ministra também criticou a Lei da Anistia, de 1979, que concedeu perdão judicial aos crimes praticados por agentes do Estado durante o período. Segundo a ministra, tratados de direitos humanos dos quais o Brasil é signatário, como o Pacto de São José da Costa Rica, tornam a norma incompatível com a legislação brasileira atual.

Para que possam valer no Brasil, tratados internacionais de diretos humanos devem ser votados no Congresso Nacional e aprovados por uma maioria de três quintos (3/5) da Casa. No caso do pacto, isso ocorreu em setembro de 1992.

Maria Elizabeth também criticou a posição do STF (Supremo Tribunal Federal), que declarou a constitucionalidade da lei em 2010 a partir de um voto do ministro Eros Grau. Carlos Ayres Britto e Ricardo Lewandowski foram votos vencidos. Ela ponderou, entretanto, que a decisão foi uma resposta possível para aquele momento, no qual "a transição política ainda estava se consolidando".

As decisões recentes, que afastam a Lei de Anistia para crimes continuados (desaparecimento forçado) e de lesa-humanidade, foram comemoradas por ela.

Ministra defendeu que Lei da Anistia é incompatível com a legislação brasileira atual para certos crimes

12/08/2026

Quando secar o rio de minha infância,
secará toda dor.

Quando os regatos límpidos de meu ser secarem,
minh’alma perderá sua força.

Buscarei, então, pastagens distantes.
Irei onde o ódio não tem teto para repousar.
Ali, erguerei uma tenda junto aos bosques.

Todas as tardes me deitarei na relva,
e nos dias silenciosos farei minha oração:

Meu eterno canto de amor:
expressão pura de minha mais profunda angústia.

Nos dias primaveris, colherei flores
para meu jardim da saudade.

Assim, exterminarei a lembrança
de um passado sombrio.

Frei Tito de Alencar Lima
Paris, 12 de outubro de 1972

12/08/2026

A ditadura militar tirou meu pai de mim cedo demais. Eu estava prestes a fazer 3 anos naquele março de 1973. E já não podia encontrá-lo muito, pois ele tentava escapar da repressão sangrenta que tomou nosso país após o golpe. Agentes da repressão perseguiam toda a minha família, inclusive eu. E mandaram um recado macabro de que se pegassem meu pai seria para assassiná-lo porque era um dirigente importante do PC do B. E assim fizeram. Ele tinha 27 anos quando foi assasinado no DOI-CODI da Barão de Mesquita.

Como não poderia deixar de ser, essa história marcou toda a minha vida e, particularmente, minha dedicação à política. Realizar o que meu pai não pôde — e faria muito bem. Lutar por um mundo mais justo. Pensar em quem mais precisa. Organizar a luta e a resistência. Estar mais perto dele e do que ele certamente faria se estivesse conosco.

Tenho poucas imagens do meu pai e quase nenhuma com ele. Fotos eram destruídas para não servirem como prova de encontros que justificassem a prisão dos familiares. Assim, a memória e a história iam se perdendo. A repressão contava com isso. Mas não contava com toda a luta que se seguiu. Dos movimentos pelos direitos humanos, da literatura e do cinema que não deixaram que esse período trágico da história do Brasil fosse esquecido.

Essa imagem consegui tirar do filme 8 universitários, de Cacá Diegues, que me permitiu ter a experiência única de ver meu pai em movimento e de ouvir sua voz.

Dia dos pais é também um dia de memória e homenagens aos que já se foram. Para que nunca se esqueça, para que nunca mais aconteça.

Lincoln Bicalho Roque, presente!

11/08/2026
10/08/2026

Em 10 de agosto de 1974, morria no exílio, na França, Frei Tito de Alencar Lima, frade dominicano brasileiro que se tornou símbolo das vítimas da tortura durante a ditadura militar.

Ligado à Juventude Estudantil Católica, Tito mudou-se para São Paulo e estudou Filosofia na USP. Em 1968, foi preso durante o Congresso da UNE, em Ibiúna. No ano seguinte, voltou a ser preso, acusado de colaborar com integrantes da resistência à ditadura.

Nas dependências do Dops e, posteriormente, da Operação Bandeirantes (Oban), Frei Tito foi submetido a brutais sessões de tortura. Sofreu espancamentos, choques elétricos, queimaduras e violência psicológica. Seus torturadores chegaram a aplicar choques em sua boca fazendo referência à Eucaristia.

Da prisão, Tito escreveu uma denúncia das torturas que atravessou as fronteiras brasileiras e ganhou repercussão internacional. Em um de seus textos, fez um apelo à Igreja:

“Onde houver um homem sofrendo, é o Mestre que sofre.”

E advertiu:

“Num momento como este o silêncio é omissão.”

Em dezembro de 1970, foi libertado juntamente com outros presos políticos em troca do embaixador suíço Giovanni Bucher e banido do Brasil. Passou pelo Chile e pela Itália até chegar à França, onde foi acolhido pelos dominicanos.

Mas a prisão havia terminado sem que a tortura terminasse dentro dele. Profundamente traumatizado, Frei Tito passou por tratamento psiquiátrico. Em 10 de agosto de 1974, aos 28 anos, morreu por suicídio nos arredores de Lyon.

Em 1983, seus restos mortais retornaram ao Brasil. Na celebração, diante de milhares de pessoas, Dom Paulo Evaristo Arns denunciou novamente a violência da tortura. Os paramentos eram vermelhos, cor litúrgica dos mártires.

A memória de Frei Tito permanece como denúncia contra a tortura e todo autoritarismo — e como chamado para que a Igreja jamais permaneça indiferente diante da violação da dignidade humana.

“Se falar é um risco, é muito mais um testemunho.” — Frei Tito

Que sua memória nos ajude a compreender que defender os direitos humanos é defender a vida.

Leia mais: https://vozesdateologiadalibertacao.blogspot.com/2026/08/frei-tito-de-alencar.html

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