14/02/2021
Em Santa Catarina, a identificação de bovinos e búfalos é obrigatória desde 2008. Todos os animais precisam ser registrados na CIDASC. A movimentação de animais, venda ou abate, deve ser informada à CIDASC que mantém o rastreamento dos animais. A identificação é feita através de brinco em todo bovino ou bufalino que nasce no estado. Cada animal deve ser identificado com dois brincos até os 180 dias de vida. Os brincos mostram o número de registro do animal, cuja numeração é compatível com o Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov), do Ministério da Agricultura, viabilizando o rastreamento (CIDASC, 2020).
Em experimentos com animais, é fundamental a identificação de cada animal (Altman, 1974). Quando se trata da observação comportamental, o brinco é insuficiente pois não se pode ler a distância maior do que 3 - 5 m. Portanto, é necessário utilizar outras marcas. Em geral utilizamos números ou letras para identificar os animais. As marcações devem ser feitas com produtos que não sejam prejudiciais aos animais, como a tinta comum ou plástica que, quando seca, machuca o couro do animal. A tinta óleo também não deve ser utilizada, pois é tóxica e o animal pode lambê-la. A tinta atóxica dura apenas 5 dias, e a chuva degrada a marcação. A mais recomendada é a tinta de cabelo utilizada em seres humanos, que não agride a pele do animal, dura mais tempo e é resistente a chuva. O posicionamento das marcas é importante pois devem ser feitas em um local em que seja possível observar quando o animal está distante ou deitado. Por isso, é aconselhável que seja feita na paleta e na garupa, dos dois lados do animal. A contenção deve ser feita de forma segura, tanto para o animal quanto para o humano, como vemos no vídeo. A marcação é mais difícil quando se trata de búfalos, pois os animais entram na lama e "desaparece" a marcação. Nesses casos podemos utilizar a pintura dos chifres com cobinações de cores.
Fonte: CIDASC, 2020. (http://www.cidasc.sc.gov.br/blog/2020/01/27/brincos-e-rastreamento-modelo-de-identificacao-garante-status-sanitario-da-agropecuaria-catarinense/)