HISTÓRIA DO INSTITUTO LAGOA SOCIAL
O INSTITUTO LAGOA SOCIAL surgiu em 2002, quando o jovem tenista Edmilson Carlos Pereira Junior, aos 17 anos, decidiu parar de competir. Com o incentivo de seu ex-patrocinador, o empresário Marcos Matida, começou a dar aulas de tênis aos alunos da escola Básica Municipal Henrique Veras, localizada no bairro Lagoa da Conceição em Florianópolis, iniciando assim o
“Projeto Lagoa Social” (que posteriormente originaria o nome da instituição). Assim, em 2003, havia mais de 50 crianças envolvidas nas atividades. Através de alguns empresários, conseguiu uma ajuda de custo para Jairo, professor de Judô, que iniciou as aulas com grupos de 40 pessoas por horário. No fim do ano de 2003 o projeto já possuía 120 crianças cadastradas, sendo 70 no Judô e 50 no Tênis. Em 2004, o ano começou tendo como objetivo a realização de eventos, para que novos projetos fossem elaborados. Em julho, foi possível realizar o primeiro campeonato de tênis, contando com a participação de 70 atletas, dentre eles o garoto Darlan Portugal que iniciou as atividades no projeto no ano de 2002. Esse conquistou o primeiro lugar na categoria 12 anos, o que encorajou e despertou no professor um interesse ainda maior pelo projeto. Já em outubro, mês das crianças, foi realizado um passeio de escuna na Bahia dos Golfinhos, onde todas as crianças cadastradas tiveram a oportunidade de conhecer as belezas da ilha de Florianópolis. No ano de 2005, com certa ousadia e com um foco maior, Edmilson juntamente com alguns amigos fundaram o Instituto Lagoa Social, uma organização do 3º setor. De posse da documentação e com o Instituto instalado, ganhou um premio do Instituto Guga Kuerten como Melhor Projeto do Ano, na categoria Atleta Amador. O projeto de tênis evoluiu e ganhou o nome de Projeto Sacando para o Futuro, que conta com recursos do Governo do Estado. Atualmente, esse projeto atende a cerca de 600 crianças da rede pública de ensino, com aulas de tênis de 1 a 2 vezes por semana. Com o passar do tempo, as atividades do Instituto ganharam credibilidade e avançaram para uma nova fase, onde foi possível agregar novos projetos e ações. Em 2006, o Instituto criou o Projeto "Driblando a Vida", que consiste em aulas gratuitas de futebol para meninos carentes, ministradas por um professor de Educação Física. Mais do que simplesmente tirar crianças das ruas, este projeto tem por objetivo oferecer-lhes uma perspectiva de vida. Por isso treina e incentiva aqueles que se destacam, com o intuito de encaminhá-los a clubes profissionais ou à Universidades do exterior que custeiam e patrocinam atletas, proporcionando-lhes um futuro promissor. Este projeto atende atualmente cerca de 350 crianças. O ano de 2007 foi de muita alegria pois conquistamos mais um trunfo. Foi criado o Projeto Pipoca, o qual teve duas edições com cerca de 200 crianças cada, onde as mesmas eram levadas para assistir à uma sessão de cinema em um shopping da capital. Infelizmente, por falta de apoio, não foi possível manter esse projeto. Em 2008 mantivemos os projetos com número recorde de atendidos, no entanto sentimos muito a perda do Projeto Pipoca, e por não poder levar as crianças ao cinema, resolvemos levar o cinema às crianças, retomando o projeto em um formato diferente onde realizamos exibição de filmes em escolas públicas, com sessões itinerantes semanais. Apesar da falta de apoio, conseguimos realizar algumas sessões, atendendo um total de 890 crianças ao fim do ano. Em 2009 com muito esforço e pouco apoio o Instituto Lagoa Social, consegue manter seus projetos. Em 2013 estamos buscando novas parcerias e apoio para poder manter suas atividades e assim continuar a atender as crianças carentes de Florianópolis com seus projetos e ações.