05/05/2026
Hoje eu completo meio século de samba.
Eu nasci de algo simples e verdadeiro: um grupo de amigos que se reunia para rodas de samba, encontros esportivos e para celebrar a vida. Foi dessa união que surgiu a coragem de entrar na disputa dos blocos da cidade. Com o vermelho e branco no peito, o pandeiro como símbolo, eu dei meus primeiros passos.
E logo mostrei a que vim.
Quebrei paradigmas, trouxe novidades, ajudei a transformar o jeito de fazer carnaval e me tornei ponto de encontro dos grandes sambistas da cidade. Cresci organizado, forte, respeitado.
Dez anos depois, depois de vencer todos os concursos que disputei, senti que era hora de ir além. Dei um passo decisivo e me tornei escola de samba. E ali começou uma nova fase, ainda mais grandiosa.
Segui conquistando vitórias, ganhando uma torcida cada vez mais apaixonada, reunindo componentes, formando profissionais dedicados e levando para a avenida enredos e sambas que atravessaram o tempo e permanecem vivos no imaginário da cidade.
Ao longo desses 50 anos, eu me tornei mais do que títulos. Eu me tornei história, identidade, cultura e pertencimento.
Sou feito de cada voz que cantou comigo, de cada coração que bateu no meu ritmo, de cada pessoa que ajudou a construir esse caminho.
Hoje, celebro tudo o que fui, tudo o que sou e tudo o que ainda vou ser.
Eu sou o Consulado.
Há 50 anos fazendo do samba a minha essência.