Projeto Tekoá Pirá

Projeto Tekoá Pirá Tekoá Pirá é uma homenagem ao povo guarani, pescadores antes de nós, e ao seu modo comunitário de viver." Claudia Hickenbick

O Projeto Tekoá Pirá nasceu a partir de uma preocupação em manter e valorizar a cultura local de Florianópolis, uma cultura rica e tão especial, mas que aos poucos tem sido esquecida ou deixada de lado pelos próprios moradores daqui "Tekoá Pirá é um nome guarani, escolhido com a ajuda de moradores da Aldeia Yynn Moroti Wherá - reflexo das águas cristalinas - Terra indígena em Biguaçu SC, onde

vivem cerca de 120 pessoas. Quando os colonizadores chegaram, há 500 anos, os Guarani já estavam no litoral catarinense , caçando, plantando, fazendo artesanato, pescando pirá ( peixe), vivendo na Tekoá ( aldeia)...

Este projeto petende mostrar um modo de viver coletivo, que sempre esteve presente na pesca da tainha na Ilha de Santa Catarina, e que até hoje possibilita uma " vida em aldeia", quando chega o tempo de pescar.

A classe pescadora deve se unir novamente!O início dos anos 1960 em Santa Catarina foi marcado por intensa organização d...
10/06/2026

A classe pescadora deve se unir novamente!

O início dos anos 1960 em Santa Catarina foi marcado por intensa organização dos pescadores. O golpe de 64 destruiu as 27 Cooperativas de Pesca espalhadas pelo litoral catarinense, reprimiu os pescadores e cassou o mandado do Deputado Estadual Paulo Stuart Wright eleito pelo movimento pesqueiro, que havia ocupado a presidência da Federação das Cooperativas de Pesca (FECOPESCA). Depois o assassinou, e até hoje é um catarinense desaparecido político.
Em 1963 as Cooperativas de Pesca já tinham conquistado um box no Mercado Público de Floripa, garantindo o escoamento da produção e o peixe barato para população. Estavam prestes a adquirir os frigoríficos, caminhões de transporte e aquisição de todo aparelho necessário.
Pombeiros, empresários da pesca e militares impediram a organização e a autonomia dos pescadores, que até hoje encontram-se desorganizados nas mãos dos atravessadores.
Tantos "projetos de Brasil" que o golpe de 64 interrompeu, tantas histórias silenciadas ...

Por Luiz Felipe Paiva - Instituto Memória e Direitos Humanos e Programa de Pós-graduação em Educação - UFSC.

Ações de salvaguarda da Pesca artesanal da Tainha

Link da carta no perfil do Instagram ou solicite!





















cultura








Receber a Ministra da Cultura, Margareth Menezes, em nossa Ilha foi mais do que uma visita institucional — foi um encont...
30/05/2026

Receber a Ministra da Cultura, Margareth Menezes, em nossa Ilha foi mais do que uma visita institucional — foi um encontro de histórias, de saberes e de reconhecimento. Hoje, na praia do Campeche, nosso quintal de casa, dentro de um rancho de pesca da Tainha, celebramos não apenas a presença de uma mulher que nos representa, mas também a força viva da nossa tradição.
A Pesca Artesanal da Tainha, patrimônio cultural de Santa Catarina desde de 2019, pulsa nas mãos, nos olhares e na memória de quem resiste e mantém esse modo de vida. E é com profundo orgulho que compartilhamos que essa caminhada também é fruto da coragem de duas mulheres que, em 2016, buscaram conhecimento no IFSC e encontraram, no apoio generoso das professoras Daniela Carrelas e Claudia Hickenbick, o impulso necessário para transformar sonho em ação.
Assim nasceu um coletivo de mulheres que, há quase uma década, luta pela salvaguarda dos nossos patrimônios culturais e naturais de Florianópolis. Um movimento que carrega o nome, a essência e a força do Tekoá Pirá em tupi guarani significa Tekoá - vida em aldeia , Pira - Peixe.
Hoje, ao ver essa história sendo reconhecida e atravessada pela presença da Ministra, sentimos que nossos passos ecoam mais longe. Que nossas vozes encontram escuta. E que nossa luta, construída com afeto, trabalho e ancestralidade, segue firme.
Nossa gratidão pela escuta, pela presença e pelo reconhecimento. Que este encontro seja mais uma semente plantada em solo fértil, para que nossas tradições continuem vivas, respeitadas e celebradas.

Gratidão Ministra pela humildade e por salvaguarda a nossa cultura popular Brasileira

20/05/2026

"Cuidar das abelhas é cuidar da Ilha”

O Meliponário Nativas da Ilha nasce do encontro entre a meliponicultura, o turismo de base comunitária e a educação ambiental, aqui em Florianópolis, com as abelhas jataí e outras espécies nativas da Mata Atlântica como protagonistas.

A nossa proposta é simples e profunda ao mesmo tempo: criar um espaço em que as abelhas possam viver com autonomia e bem-estar, enquanto a gente aprende, sente e resgata o vínculo com o território da Ilha de Santa Catarina.

Muitas comunidades indígenas e tradicionais no Brasil mantêm uma relação antiga com as abelhas sem ferrão, usando mel, cera e própolis na alimentação, na medicina popular, em rituais e na própria organização simbólica da vida em comunidade.

Quando a gente abre uma colmeia com respeito e escuta o som do ninho, é como se ouvisse também essas memórias, saberes e histórias que nos lembram que não existe futuro saudável sem abelhas saudáveis.

Neste Dia Mundial das Abelhas, o meu convite é: observe as flores da sua rua, da sua horta, do seu quintal; plante espécies nativas, evite agrotóxicos, proteja cavidades em árvores e paredes que possam ser ninhos, e apoie quem cria abelhas nativas com responsabilidade.

Cada gesto conta – uma muda plantada, um veneno que você deixa de usar, uma criança que aprende a diferenciar abelha nativa de “abelha do ferrão” –, e assim, junto com as abelhas, a gente vai reconstruindo a saúde da Ilha e do planeta.

Se esse conteúdo tocou você, salva o post, compartilha com alguém que ama a natureza e vem conhecer de perto as abelhas nativas aqui na Ilha.

16/05/2026

Na teia delicada da Mata Atlântica, entrelaçada por sussurros de resina e memórias ancestrais, o Curso de Educação Ambiental sobre Abelhas Nativas da Mata Atlântica floresce em Pira Rupa como um ninho suave — vivo, acolhedor, guardião gentil dos mistérios que ligam o zumbido da terra ao canto guarani.

Nos dias 8 e 9, na comunidade indígena de Palhoça, essa experiência se abre com ternura, conduzida pela engenheira ambiental e meliponicultora urbana Stefânia Hofmann, apresentando as mirim-guaçu, jataí, manduri, uruçu-amarela e mandaçaia como pequenas guardiãs da vida que pulsa ao nosso redor.

Espaço Sagrado
Ali nasce o Meliponário Pira Rupa, um refúgio de aprendizado e visitas, onde mãos curiosas sentem a essência da união entre cultura e natureza — como gotas de mel que aquecem o corpo e a alma.

Presenças afetuosas celebram essa ponte: Mary Sorage, do Conselho Nacional da RBMA; Vilmone Djekupé Samaniego, professor e coordenador de cultura da EIEF Pira Rupa; Glaico Sell, conselheiro da Reserva; e Robson Luiz Cunha, da SEMAE, ao lado de seus companheiros.

Compromisso Suave
Santa Catarina, quarto estado a abraçar essa formação, inspira um cuidado compartilhado pela preservação, tecendo laços de afeto com a terra.

Essa jornada, entrelaçada com ADM Cares, Governo de Santa Catarina via SEMAE, Instituto Tabuleiro, EIEF Pira Rupa— sob a coordenação sensível de Daniel Costa —, transcende lições: é um abraço reverente à vida.

Memórias Doces
O mel flui das colmeias como ensinamentos dos povos originários — dos Laklãnõ-Xokleng e Kaingang aos Mbyá Guarani —, onde cada nome tupi-guarani (mirim como "pequena", mandaçaia como "vigia bonita") evoca uma poesia viva da ecologia, usos rituais em hidroméis como mog e kiki, e o equilíbrio amoroso com a floresta.

Na Aldeia Pira Rupa, cuidar das abelhas sem ferrão é reacender a autonomia doce, honrar saberes que florescem contra o esquecimento da mata, e plantar um amanhã onde biodiversidade e cultura entrelaçam-se em dança harmoniosa — um chamado suave à contemplação, ao cuidado, à vida que a terra murmura com carinho. 🌿🍯🐝

13/05/2026

Na teia delicada da Mata Atlântica, entrelaçada por sussurros de resina e memórias ancestrais, o Curso de Educação Ambiental sobre Abelhas Nativas da Mata Atlântica floresce em Pira Rupa como um ninho suave — vivo, acolhedor, guardião gentil dos mistérios que ligam o zumbido da terra ao canto guarani.

Nos dias 8 e 9, na comunidade indígena de Palhoça, essa experiência se abre com ternura, conduzida pela engenheira ambiental e meliponicultora urbana Stefânia Hofmann, apresentando as mirim-guaçu, jataí, manduri, uruçu-amarela e mandaçaia como pequenas guardiãs da vida que pulsa ao nosso redor.

Espaço Sagrado
Ali nasce o Meliponário Pira Rupa, um refúgio de aprendizado e visitas, onde mãos curiosas sentem a essência da união entre cultura e natureza — como gotas de mel que aquecem o corpo e a alma.

Presenças afetuosas celebram essa ponte: Mary Sorage, do Conselho Nacional da RBMA; Vilmone Djekupé Samaniego, professor e coordenador de cultura da EIEF Pira Rupa; Glaico Sell, conselheiro da Reserva; e Robson Luiz Cunha, da SEMAE, ao lado de seus companheiros.

Compromisso Suave
Santa Catarina, quarto estado a abraçar essa formação, inspira um cuidado compartilhado pela preservação, tecendo laços de afeto com a terra.

Essa jornada, entrelaçada com ADM Cares, Governo de Santa Catarina via SEMAE, Instituto Tabuleiro, EIEF Pira Rupa— sob a coordenação sensível de Daniel Costa —, transcende lições: é um abraço reverente à vida.

Memórias Doces
O mel flui das colmeias como ensinamentos dos povos originários — dos Laklãnõ-Xokleng e Kaingang aos Mbyá Guarani —, onde cada nome tupi-guarani (mirim como "pequena", mandaçaia como "vigia bonita") evoca uma poesia viva da ecologia, usos rituais em hidroméis como mog e kiki, e o equilíbrio amoroso com a floresta.

Na Aldeia Pira Rupa, cuidar das abelhas sem ferrão é reacender a autonomia doce, honrar saberes que florescem contra o esquecimento da mata, e plantar um amanhã onde biodiversidade e cultura entrelaçam-se em dança harmoniosa — um chamado suave à contemplação, ao cuidado, à vida que a terra murmura com carinho. 🌿🍯🐝


A visibilidade da pesca artesanal da tainha como patrimônio imaterial de Santa Catarina fortalece a identidade das comun...
01/05/2026

A visibilidade da pesca artesanal da tainha como patrimônio imaterial de Santa Catarina fortalece a identidade das comunidades tradicionais do litoral, como a do Campeche.
Essa prática ancestral, de origem indígena e aprimorada por açorianos, conecta pescadores aos seus territórios ancestrais, preservando saberes repassados por gerações e garantindo a sustentabilidade cultural e econômica.

Reconhecida oficialmente desde 2019 pela Fundação Catarinense de Cultura, ela promove o orgulho comunitário e a salvaguarda contra ameaças modernas, beneficiando não só Florianópolis, mas todo o estado

Em breve estaremos abrindo os ranchos de pesca para vivenciar o dia a dia juntos aos pescadores artesanais a PESCA ARTESANAL DA TAINHA com a comunidade para o mundo através do TURISMO DE BASE COMUNITÁRIA.

Ações de salvaguarda da pesca artesanal da Tainha em SC

27/04/2026

🚣🏽‍♀️Abertura da safra da Tainha no litoral catarinense 🐟

01 de Maio 2026

Época de tradição viva, de redes esticadas ao amanhecer e histórias tecidas pelo mar. A tainha, nosso patrimônio cultural imaterial de Santa Catarina, une pescadores artesanais, famílias e comunidades em um ciclo de abundância e respeito à natureza.
Comunidades tradicionais, turistas e novos moradores de Floripa.

Venham celebrar nosso patrimônio cultural de SC!

Veja o vídeo da tradição viva na Praia do Campeche e no story a programação da abertura da safra da Tainha no litoral Catarinense.

Oficina de planejamento  da Associação de Turismo de Base Comunitária  Coletivo Tekoá Ações de Salvaguarda dos territóri...
26/02/2026

Oficina de planejamento da Associação de Turismo de Base Comunitária Coletivo Tekoá

Ações de Salvaguarda dos territórios tradicionais e patrimônios culturais e ambientais da ilha de SC

29/01/2026
22/01/2026

🐠💥 *ATO - 5 ANOS DO MAIOR CRIME SOCIOAMBIENTAL DA HISTÓRIA DE FLORIANÓPOLIS* ✊🏾✊🏾

No dia 25 de janeiro de 2021, o rompimento da barragem da Estação de Tratamento de Esgoto da CASAN atingiu 75 casas e despejou mais de 100 milhões de litros de esgoto e outros poluentes na Lagoa da Conceição, causando danos profundos ao ecossistema e às comunidades do entorno.

Junte-se ao ato para exigir ações concretas do poder público por sua recuperação e preservação.

*Relembrar para NÃO SE REPETIR!!*

📅 Data: *25/01* (próximo domingo!)

⏰ Programação:

*14h-16h*: Lançamento do *Projeto Lagoa Viva* e atividades de educação ambiental.📍Local: Servidão Manoel Luiz Duarte, 250

*16h*: Concentração e começo da *PASSEATA*.📍Local: Av. das Rendeiras, 1228 até a Praça Bento Silvério.

*18h30*: Show acústico gratuito (!) da banda *DAZARANHA*.📍Local: Praça Bento Silvério

Organização e mais informações:



Endereço

Praça XV De Novembro, 214
Florianópolis, SC
88010-560

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