Projeto Tekoá Pirá

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Projeto Tekoá Pirá Tekoá Pirá é uma homenagem ao povo guarani, pescadores antes de nós, e ao seu modo comunitário de viver." Claudia Hickenbick

O Projeto Tekoá Pirá nasceu a partir de uma preocupação em manter e valorizar a cultura local de Florianópolis, uma cultura rica e tão especial, mas que aos poucos tem sido esquecida ou deixada de lado pelos próprios moradores daqui "Tekoá Pirá é um nome guarani, escolhido com a ajuda de moradores da Aldeia Yynn Moroti Wherá - reflexo das águas cristalinas - Terra indígena em Biguaçu SC, onde vivem cerca de 120 pessoas. Quando os colonizadores chegaram, há 500 anos, os Guarani já estavam no litoral catarinense , caçando, plantando, fazendo artesanato, pescando pirá ( peixe), vivendo na Tekoá ( aldeia)...

Este projeto petende mostrar um modo de viver coletivo, que sempre esteve presente na pesca da tainha na Ilha de Santa Catarina, e que até hoje possibilita uma " vida em aldeia", quando chega o tempo de pescar.

27/08/2026

No dia 22 de julho, o frio da manhã ficou do lado de fora.

Dentro da sala de aula do Quilombo Vidal Martins, fomos recebidas pelo calor dos anfitriões, pela escuta atenta e pela generosidade de um território que guarda memória, resistência e muitos saberes.

Foi nesse espaço de encontro e aprendizagem que apresentamos o Meliponário Educativo Tekoá, uma proposta que nasce do desejo de aproximar pessoas, abelhas nativas, educação ambiental, cultura e território.

O projeto será desenvolvido entre julho de 2026 e maio de 2027, como uma iniciativa de cuidado com as abelhas, a Mata Atlântica, a memória e os saberes quilombolas.

Mais do que apresentar um projeto, fomos compartilhar um sonho — e ouvir aqueles que fazem parte desse território.

Porque o Meliponário Educativo Tekoá não chega como algo pronto. Ele começa no encontro, na conversa, na confiança e na vontade de construir coletivamente.

Agradecemos profundamente ao Quilombo Vidal Martins pela acolhida generosa, pela escuta e por compartilhar conosco sua história, seus saberes e seu território.

Nosso agradecimento especial ao Fundo Casa Socioambiental, pelo apoio a esta iniciativa por meio da chamada “Mata Atlântica Viva: apoiando soluções para conservação e regeneração — 2026”.

O projeto “Meliponário de abelhas nativas para educação e recuperação ambiental do território Quilombola Vidal Martins, em Florianópolis-SC: regeneração da Mata Atlântica e roteiro-piloto de Turismo de Base Comunitária” é proposto pela Associação de Turismo de Base Comunitária — Coletivo Tekoá.

Que esse primeiro encontro seja como o início de uma colmeia: feito de escuta, cooperação e cuidado coletivo.

Meliponário Educativo Tekoá — cuidando das abelhas, do território, da memória e do futuro.

🤝 Proponente: Associação de Turismo de Base Comunitária — Coletivo Tekoá

💚 Apoio: Fundo Casa Socioambiental
Fundo Casa Socioambiental
🐝 Abelhas Sem Ferrão Nativas da Ilha
💚 Meliponário Nativas da Ilha

💚 EPAGRI




Patrimônio Vivo: A Pesca Artesanal da Tainha na Barra da Lagoa - Turismo de Base Comunitária Dia 04/07/206, em dia de li...
06/07/2026

Patrimônio Vivo: A Pesca Artesanal da Tainha na Barra da Lagoa - Turismo de Base Comunitária

Dia 04/07/206, em dia de limpeza do rancho e de guardar os apetrechos de pesca em mais um fim de safra da tainha, recebemos no Rancho Saragaço em parceria com o Tekoá Pirá, as professoras e professores do Timor-Leste que estão em intercâmbio de doutorado pela DINTER (UFSC e UNTL).

Foi uma troca de experiências valiosa, sobre a preservação das atividades dos povos tradicionais nas praias do litoral de Santa Catarina e do povo timorense, nação com muitas comunidades pesqueiras assim como a nossa.

As professoras e professores foram guiados por um roteiro TBC na Barra da Lagoa, depois foram muito bem recebidos no Projeto Tamar () e, por fim, recebidos no Rancho Saragaço para uma conversa sobre a Parelha de pesca e suas tradições e para a entrega do livro "Em terras manezinhas: aspectos culturais e sociolinguísticos". Depois, um almoço maravilhoso com tainha frita e pirão foi preparado pelo cozinheiro da Saragaço Márcio!

Nosso agradecimento ao Patrão e a e todos os pescadores do Rancho Saragaço pela salvaguarda da pesca artesanal da Tainha e pelo acolhimento aos nossos visitantes.

30/06/2026

*Você viu o que pode acontecer com a APA da Baleia Franca?*

A Câmara pode tirar mais de 30 mil hectares da APA dizendo que isso ajuda as famílias que esperam pela regularização da terra. Mas acabar com a APA não regulariza nenhum imóvel e não resolve o problema de ninguém.

*Assine o manifesto em defesa da APA da Baleia Franca:*
https://forms.gle/7Em9BF5VhVUCA8k96

E ajude a divulgar curtindo e compartilhando o post:
https://www.instagram.com/reel/DaNuncWhyqK/?igsh=ZzFoN3Vta2Q3b3R4

Repassa pros seus contatos. Quanto mais gente assinar, mais força a gente tem.

A classe pescadora deve se unir novamente!O início dos anos 1960 em Santa Catarina foi marcado por intensa organização d...
10/06/2026

A classe pescadora deve se unir novamente!

O início dos anos 1960 em Santa Catarina foi marcado por intensa organização dos pescadores. O golpe de 64 destruiu as 27 Cooperativas de Pesca espalhadas pelo litoral catarinense, reprimiu os pescadores e cassou o mandado do Deputado Estadual Paulo Stuart Wright eleito pelo movimento pesqueiro, que havia ocupado a presidência da Federação das Cooperativas de Pesca (FECOPESCA). Depois o assassinou, e até hoje é um catarinense desaparecido político.
Em 1963 as Cooperativas de Pesca já tinham conquistado um box no Mercado Público de Floripa, garantindo o escoamento da produção e o peixe barato para população. Estavam prestes a adquirir os frigoríficos, caminhões de transporte e aquisição de todo aparelho necessário.
Pombeiros, empresários da pesca e militares impediram a organização e a autonomia dos pescadores, que até hoje encontram-se desorganizados nas mãos dos atravessadores.
Tantos "projetos de Brasil" que o golpe de 64 interrompeu, tantas histórias silenciadas ...

Por Luiz Felipe Paiva - Instituto Memória e Direitos Humanos e Programa de Pós-graduação em Educação - UFSC.

Ações de salvaguarda da Pesca artesanal da Tainha

Link da carta no perfil do Instagram ou solicite!





















cultura








Receber a Ministra da Cultura, Margareth Menezes, em nossa Ilha foi mais do que uma visita institucional — foi um encont...
30/05/2026

Receber a Ministra da Cultura, Margareth Menezes, em nossa Ilha foi mais do que uma visita institucional — foi um encontro de histórias, de saberes e de reconhecimento. Hoje, na praia do Campeche, nosso quintal de casa, dentro de um rancho de pesca da Tainha, celebramos não apenas a presença de uma mulher que nos representa, mas também a força viva da nossa tradição.
A Pesca Artesanal da Tainha, patrimônio cultural de Santa Catarina desde de 2019, pulsa nas mãos, nos olhares e na memória de quem resiste e mantém esse modo de vida. E é com profundo orgulho que compartilhamos que essa caminhada também é fruto da coragem de duas mulheres que, em 2016, buscaram conhecimento no IFSC e encontraram, no apoio generoso das professoras Daniela Carrelas e Claudia Hickenbick, o impulso necessário para transformar sonho em ação.
Assim nasceu um coletivo de mulheres que, há quase uma década, luta pela salvaguarda dos nossos patrimônios culturais e naturais de Florianópolis. Um movimento que carrega o nome, a essência e a força do Tekoá Pirá em tupi guarani significa Tekoá - vida em aldeia , Pira - Peixe.
Hoje, ao ver essa história sendo reconhecida e atravessada pela presença da Ministra, sentimos que nossos passos ecoam mais longe. Que nossas vozes encontram escuta. E que nossa luta, construída com afeto, trabalho e ancestralidade, segue firme.
Nossa gratidão pela escuta, pela presença e pelo reconhecimento. Que este encontro seja mais uma semente plantada em solo fértil, para que nossas tradições continuem vivas, respeitadas e celebradas.

Gratidão Ministra pela humildade e por salvaguarda a nossa cultura popular Brasileira

16/05/2026

Na teia delicada da Mata Atlântica, entrelaçada por sussurros de resina e memórias ancestrais, o Curso de Educação Ambiental sobre Abelhas Nativas da Mata Atlântica floresce em Pira Rupa como um ninho suave — vivo, acolhedor, guardião gentil dos mistérios que ligam o zumbido da terra ao canto guarani.

Nos dias 8 e 9, na comunidade indígena de Palhoça, essa experiência se abre com ternura, conduzida pela engenheira ambiental e meliponicultora urbana Stefânia Hofmann, apresentando as mirim-guaçu, jataí, manduri, uruçu-amarela e mandaçaia como pequenas guardiãs da vida que pulsa ao nosso redor.

Espaço Sagrado
Ali nasce o Meliponário Pira Rupa, um refúgio de aprendizado e visitas, onde mãos curiosas sentem a essência da união entre cultura e natureza — como gotas de mel que aquecem o corpo e a alma.

Presenças afetuosas celebram essa ponte: Mary Sorage, do Conselho Nacional da RBMA; Vilmone Djekupé Samaniego, professor e coordenador de cultura da EIEF Pira Rupa; Glaico Sell, conselheiro da Reserva; e Robson Luiz Cunha, da SEMAE, ao lado de seus companheiros.

Compromisso Suave
Santa Catarina, quarto estado a abraçar essa formação, inspira um cuidado compartilhado pela preservação, tecendo laços de afeto com a terra.

Essa jornada, entrelaçada com ADM Cares, Governo de Santa Catarina via SEMAE, Instituto Tabuleiro, EIEF Pira Rupa— sob a coordenação sensível de Daniel Costa —, transcende lições: é um abraço reverente à vida.

Memórias Doces
O mel flui das colmeias como ensinamentos dos povos originários — dos Laklãnõ-Xokleng e Kaingang aos Mbyá Guarani —, onde cada nome tupi-guarani (mirim como "pequena", mandaçaia como "vigia bonita") evoca uma poesia viva da ecologia, usos rituais em hidroméis como mog e kiki, e o equilíbrio amoroso com a floresta.

Na Aldeia Pira Rupa, cuidar das abelhas sem ferrão é reacender a autonomia doce, honrar saberes que florescem contra o esquecimento da mata, e plantar um amanhã onde biodiversidade e cultura entrelaçam-se em dança harmoniosa — um chamado suave à contemplação, ao cuidado, à vida que a terra murmura com carinho. 🌿🍯🐝

Endereço

Praça XV De Novembro, 214
Florianópolis, SC
88010-560

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