Essas áreas verdes existem pelo parcelamento do solo dos loteamentos que margeiam o Rio Córrego Grande (Santa Mônica, Parque São Jorge, Jardim Anchieta, Jardim Itália, Jardim Germânia, Jardim Guarani e Condomínio Garapuvu, além das APP da Fazendinha e área verde pública atrás da creche do Córrego Grande). Funcionará como um corredor verde, que interligará duas Unidades de Conservação: o Parque Mun
icipal do Maciço da Costeira/PMMC e o Parque Municipal do Manguezal do Itacorubi/PMMI. Como propostas para o uso do parque estão as ciclovias (que ligará o Córrego Grande à UDESC), passeio, iluminação e equipamentos comunitários, facilitando a mobilidade de estudantes para a UDESC e UFSC, melhorando a segurança pública dos bairros Córrego Grande, Jardim Santa Mônica e Itacorubi. Objetivos:
Revitalizar o ecossistema do rio e do manguezal: proteção da flora, da fauna e do solo;
Criar e manter equipamentos de recreação, contemplação, cultura, esporte e práticas de sociabilidade;
Criar, implantar e manter estruturas físicas que permitam o escoamento, infiltração, detenção e manejo das águas pluviais, com sustentabilidade;
Criar corredor de articulação multifinalitário: integração com as políticas de conservação ambiental, mobilidade, segurança, educação, cultura, saúde, valorização econômica e atratividade turística. Linha do tempo/Histórico:
2006 e 2007=> processo de discussão do Plano Diretor Participativo:
Problema: as Áreas Verdes de Lazer - AVLs ao longo do rio Córrego Grande eram gramadas e utilizadas pelos moradores para passeio, bicicleta, e para encurtar o caminho para as escolas do entorno. “Mas o mato cresceu e a área passou a ficar abandonada, um grande depósito de lixo, causando insegurança aos moradores”.
2008=> elaboração do documento “Consolidação das Leituras Comunitárias” do Plano Diretor Participativo - PDP=> Criar o Parque Linear nas margens do Rio Córrego Grande, com ciclovia e áreas de convívio.
2008=> interrupção do processo de discussão do PDP pela Prefeitura.
2009=> criação do Fórum da Bacia do Itacorubi: doze Associações Comunitárias da Bacia.
2010=> Arquiteto César Floriano fez uma matéria intitulada "Projetos Especiais" no Departamento de Arquitetura da UFSC, com uma equipe multidisciplinar (Geógrafos, Engenheiros Sanitaristas e Arquitetos) na qual desenvolvem o Projeto/Conceito do Parque Linear - PLCG, abrangendo o Rio Córrego Grande, desde a Cachoeira do Poção (no Parque Municipal do Maciço da Costeira), até o Manguezal do Itacorubi.
2012=> criação da Comissão Mista para elaborar Projeto de lei para a criação do PLCG:
Novembro de 2012=> envio do Projeto de Lei para criação do PLCG à Câmara de vereadores
Obs: em meados de 2012, o Fórum da Bacia do Itacorubi solicitou ao MPE a revisão do parcelamento do solo da Fazendinha do Córrego Grande (60 mil m²), onde não haviam sido reservadas áreas comunitárias (AVL=10% e ACI 5%), conforme Plano Diretor/1997 (Artigo 198, parágrafo 3º). Em fevereiro de 2013, foi realizado um Termo de Ajuste de Conduta – TAC, junto às Construtoras proprietárias do terreno, com medidas compensatórias:
=> alargamento da Rua João Pio Duarte Silva com ciclovia (em andamento)
=> reestudo da macrodrenagem do local (já efetivado)
=> doação à PMF das Áreas de Preservação Permanente, 30 metros da margem do rio (que eram de domínio particular), para que fossem integradas ao Projeto do Parque Linear do Córrego Grande (a ser entregue neste domingo)
=> passarela para pedestres/ciclistas (a ser entregue neste domingo)
=> a doação à PMF de área de 3.900 m² no Sertão do Córrego Grande (já efetivado)
=> construção da Praça do Sertão do Córrego Grande (já entregue)
=> construção da Sede da AMOSC (já entregue)
=> revitalização do Campo de Futebol, da Praça Edson Pereira do Nascimento e da Praça do Jardim Albatroz (já entregues). Termo de Ajuste de Conduta=> ainda falta concluir as seguintes medidas compensatórias:
•Alargar o trecho em frente ao Chopp do Gus=> edificação em APP (dentro dos 30 metros do rio), que está em cima do traçado de alargamento da Rua João Pio Duarte Silva.
•PMF/SMDU: definir o sistema viário da “rótula da Fazendinha”=> desapropriar dois imóveis ali existentes (50% PMF e 50% Construtoras)
• Alargar a Rua Sebastião Laurentino da Silva (passará a ter 11 metros de largura)
• Construir a Rua Boulevard/Rua Verde, com ciclovia (antiga SCI 17). Obs: neste local serão realizados os eventos comunitários
• Construir a sede da AMJA com 100m²=> possibilidade na área da antiga ETE do Jardim Albatroz (doada à PMF pela CASAN para esse fim). Em 2014=> aprovação da Lei nº 9.455/2014, que cria o PLCG. Art. 5º Caberá à FLORAM a gestão técnica, administrativa e operacional do PLCG, com o acompanhamento do Comitê Gestor;
Art. 7º, § 1º O Comitê Gestor do Parque Linear do Córrego Grande deverá ser constituído por... entidades da sociedade civil organizada... da região do Córrego Grande. Art. 8º Compete ao Comitê Gestor...:
I – elaborar e aprovar seu regimento interno...;
II – acompanhar a elaboração, implementação e revisão do Plano de Uso do Parque...
2016=> composição extra oficial do Comitê Gestor do PLCG: integrantes comunitários e FLORAM
Urbanização do Parque Linear do Córrego Grande:
Os três núcleos de urbanização do PLCG estão situados (1) no Sertão do Córrego Grande, (2) na Fazendinha e (3) no Parque São Jorge.
1) no Sertão do Córrego Grande=> a Praça e Sede da Associação de Moradores – AMOSC já foram entregues à comunidade em 2016, como medida compensatória do TAC da Fazendinha.
2) na Fazendinha do Córrego Grande=> em março/2017 as construtoras envolvidas no TAC entregarão a ciclovia/passeio e a passarela de pedestres e ciclistas (interliga a Rua Apeninos/Jardim Albatroz, com a futura Rua Verde/Boulevard=> área de celebrações da comunidade).
3) no Parque São Jorge: as AVLs ao longo do rio, desde a Av. Madre Benvenuta até a Rua João Pio Duarte Silva/Córrego Grande.
Esse trecho do PLCG necessitará de recursos financeiros para:
a) complementação da ciclovia/passeio=> a CASAN irá construir 500 m de ciclovia/passeio=> medida compensatória da EE SB4. b) construção de pontes para ciclistas e pedestres
c) estudo para a definição do sistema cicloviário do local e suas conexões (pontes) com as ciclovias dos loteamentos do entorno, Av. Madre Benvenuta, UDESC e Jardim Botânico. d) haverá necessidade de recursos para a elaboração dos projetos arquitetônicos específicos
e) aquisição de equipamentos comunitários para as duas AVLs (parquinho, espaço leitura/palácio das letras/biblioteca, quadra polivalente, cancha de bocha, horta comunitária, compostagem, etc). f) iluminação, bancos, lixeiras, instalação de obras arte de diferentes artistas ligados à questão ambiental e à memória.