23/09/2025
🌞 *Quem foi Flávio Luis Ferrarini?*
Imagina alguém que conseguia transformar o simples como uma pedra no chão, uma conversa no interior, um pôr do sol em poesia que toca lá no fundo da alma. Esse era Flávio Luis Ferrarini: escritor, poeta, publicitário, homem… e também Menino da Terra do Sol.
Nascido em Flores da Cunha/RS, em 5 de agosto de 1961, Flávio partiu cedo, em um acidente de trânsito, no dia 16 de junho de 2015. Mas deixou um tesouro literário enorme, que continua inspirando gerações.
Em 1985 lançou seu primeiro livro, _Volta e Meia um Poema na Veia_, tornando-se um dos primeiros escritores de Flores da Cunha a publicar um livro individual. Dali em diante, não parou mais: foram 26 livros (três lançados após sua partida). O último livro em vida foi o marcante: O Menino da Terra do Sol.
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O que ele fez de legal ?
• Escreveu mais de 3 mil crônicas em jornais e revistas do Rio Grande do Sul e de outros estados do Brasil.
• Com o projeto Autor na Sala de Aula, percorreu centenas de escolas muito antes disso se tornar comum.
• Trabalhou por 30 anos como publicitário: em 1985 fundou a Criarte, uma das primeiras agências de propaganda publicidade de Flores da Cunha, e paralelamente atuou por 26 anos em Caxias do Sul, na Planet House Propaganda.
Participou de antologias — livros que reúnem textos de vários escritores — e também escreveu textos para revistas literárias no Brasil e no exterior.
• Recebeu elogios de grandes nomes da literatura como Luis Fernando Veríssimo, Moacyr Scliar, Fabrício Carpinejar, José Paulo Paes, entre outros.
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O estilo de escrever dele
• Mestre das metáforas — quando a gente explica algo de forma criativa, como dizer: “…ainda sou o mesmo menino que vive a desentortar pregos e palavras”.
• Transformava histórias do cotidiano em poesia.
• Mostrava que a verdadeira beleza mora nas coisas simples.
• Por isso, muitos o chamavam de “o Manoel de Barros gaúcho”.
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🗣️ Alguns elogios que ele recebeu de escritores famosos:
• Moacyr Scliar: “Ferrarini é uma pérola na ostra.”
• José Paulo Paes: “Seus minutos interioranos valem mais que horas de muitos poetas da cidade grande.”
• Luis Fernando Veríssimo: “A poesia de Ferrarini é profunda e engenhosa, de primeiro time.”
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💛 Onde o nome dele vive até hoje:
• Casa de Cultura Flávio Luis Ferrarini (Flores da Cunha)
• Teatro Municipal Flávio Luis Ferrarini (Flores da Cunha)
• Biblioteca Pública Flávio Luis Ferrarini (Nova Pádua)
• Biblioteca Escolar Flávio Luis Ferrarini (Escola Rio Branco, Flores da Cunha)
• Rua Flávio Luis Ferrarini (Bairro Nova Trento, Flores da Cunha)
• Curta-metragem O Menino da Terra do Sol, premiado em festivais no Brasil e no exterior
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Nas horas vagas, Flávio Luis Ferrarini gostava de viver intensamente o simples da vida. Amava trilhar caminhos de moto, sentir a água de rios e do mar, e pescar a tranquilidade que só a natureza oferece. A música era sua companhia constante: quando pegava o violão, as notas e canções pareciam flutuar com ele. Encontrava alegria nas pequenas coisas — jogar bola com amigos nas quadras de futsal, percorrer o interior, escutando com o coração, trocando palavras e sorrisos com quem cruzava seu caminho. Valorizava extremamente estar perto da família e dos amigos, cercado pelo verde da vida. E, acima de tudo, cultivava a paixão por estar junto dos jovens: conversava, compartilhava ideias e acendia centelhas de inspiração em palestras nas escolas, deixando sua marca com leveza, entusiasmo e humildade.
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🌻 O que ele nos deixou:
Flávio não deixou só livros: deixou um jeito de olhar o mundo com poesia.
Esse olhar segue vivo no Instituto Flávio Luis Ferrarini, que continua espalhando literatura e cultura pela Serra Gaúcha e além.
🔗 institutoflf.com.br