15/09/2016
Fala galera!Em ano eleições, não há assunto que dê mais pano pra manga!!Não dá pra passar em branco....
Então, esse é o primeiro post sobre a nossa série POLÍTICA E ESPIRITISMO.
Tá preparado?Vamos lá!!
Hoje falaremos sobre o Partidarismo no Centro Espírita.
Observação: sugiro a leitura do capítulo 10 do livro Conduta Espírita (André Luiz, através de Waldo Vieira, publicado pela FEB), com o título Nos Embates Políticos.
Um dos modos com que os Espíritas podem perturbar a marcha do Espiritismo, segundo o benfeitor espiritual André Luiz, no livro Opinião Espírita, é especular com a Doutrina em matéria política, ou seja, tirar proveito pessoal desse envolvimento.
Eis porque os adeptos do Espiritismo, na defesa dos interesses do Movimento Espírita, não precisam eleger parlamentares para o Congresso Nacional, as Assembléias Legislativas Estaduais e as Câmaras Municipais de todo o país.
É importante lembrar que Jesus, o nosso guia e modelo, jamais buscou o poder político para divulgar e implantar os seus ensinamentos. O Mestre, quando esteve entre nós, atendeu antes de tudo aos interesses do Pai Celestial junto ao coração humano, sem que para isso necessitasse de portarias ou decretos. Os discípulos sinceros de Jesus não necessitam de cargos eletivos na política para cumprir sua missão neste mundo.
Porém, o Espírita, como todo e qualquer cidadão brasileiro, é livre para escolher o seu candidato e votar em quem desejar.
É claro que, consciente da sua responsabilidade, ele não escolherá os candidatos que defendam o ab**to, a pena de morte, a eutanásia ou a liberação das dr**as.
E também não escolherá os que vivam da corrupção, pois tudo isso contraria os princípios morais estabelecidos pelo Espiritismo.
Desejamos esclarecer que não há, no Movimento Espírita, nenhuma intenção de formar bancadas nos parlamentos, para não desvirtuar a verdadeira finalidade do Espiritismo, qual seja: a transformação moral da humanidade. O seu programa é de ordem educativa, moral e intelectual, desatrelado totalmente da política partidária, uma vez que ela não é de competência do Espiritismo e, a bem da verdade, não é de competência de nenhuma das religiões existentes. A Filosofia Espírita permite a atuação dos Espíritas no sentido de promover a organização social ideal através da educação.
Entretanto....
Em um grupo espírita sério, a prática político-partidária ostensiva é uma grande aberração. É difícil até imaginar que as cenas a seguir possam ocorrer: o dirigente conduzindo um candidato a tiracolo, apresentando aos membros do grupo como seu escolhido e pedindo voto; permitir que seja colocado cartaz de campanha no mural do centro espírita; oferecer oportunidade para que o candidato se pronuncie na tribuna e peça apoio de todos; aceitar que o político divulgue que é o candidato do centro espírita.
Tais práticas absurdas seriam rechaçadas pela maioria dos espíritas, pois as formas como ocorrem as disputas político-partidárias destoam dos ideais espíritas de solidariedade, tolerância e da busca pela harmonia entre os indivíduos. No entanto, o partidarismo pode estar presente nas casas espíritas de forma sutil, a comprometer o seu funcionamento ou a sua credibilidade. É importante ficarmos atentos a essas sutilezas.
1. APOIO PARA AS ATIVIDADES DO CENTRO EM TROCA DE PROPAGANDA – É muito comum o Centro Espírita procurar a comunidade para apoiar suas atividades (encontros, seminários, feiras...) e quando consegue a contribuição de empresas, por exemplo, retribui com a propaganda em panfletos, camisetas e cartazes do evento. Pode ocorrer que um político ofereça apoio em troca da mesma divulgação, o que evidenciaria uma ligação entre o candidato e a instituição espírita. O mais sensato é não procurar os políticos e se estes oferecerem alguma contribuição, esclarecê-los que somente poderiam aceitar se não fosse em troca de divulgação do seu nome.
2. PALESTRANTES CANDIDATOS – A partir do momento que confirma sua candidatura a um cargo eletivo, o mais sensato é que o próprio palestrante abdique, durante a campanha, de usar a tribuna, mesmo que não aborde temas da política. Se não for por iniciativa pessoal, a direção deve cuidar em afastá-lo, para não gerar a vinculação de sua prática partidária com as atividades do centro.
3. “PANELIHAS” E GRUPOS ISOLADOS – Cuidar para que a formação de grupos não seja fundada em critérios políticos estranhos às propostas espíritas, pois esta prática cria dissensões e desagrega o conjunto, enfraquecendo as atividades da casa espírita, podendo provocar a sua própria dissolução, em virtude das intrigas internas que gera. Esta preocupação é maior nas casas espíritas de cidades pequenas, onde qualquer coisa vira disputa partidária.
4. ESPÍRITA CANDIDATO QUE AUMENTA SUA FREQUÊNCIA AO CENTRO – Após se candidatar, o parceiro de ideal frequenta mais intensamente a casa espírita, onde aparece mais sorridente, atuando em atividades que antes não participava e, ainda que não fale de política, demonstra mais cuidado com as pessoas. Esta preocupação pode indicar interesses obscuros disfarçados em atenção ao semelhante.
5. DIRIGENTES E MEMBROS DO GRUPO PEDINDO VOTO FORA DO CENTRO – Mesmo que fora da instituição, os membros das casas espíritas e seus dirigentes precisam tomar muito cuidado ao fazer campanha partidária, pois os seus pedidos de voto podem parecer uma troca de favores por um benefício recebido, contradizendo a máxima do "dai de graça".
Muitos cuidados devem ser tomados pelos centros espíritas para que a política partidária não gere atritos ou alguma forma de manipulação. Devemos agir com bom senso para não comprometer os nobres ideais espíritas com interesses passageiros e gananciosos!!
O que acha? Comente! Participe!!!