31/08/2026
As OSCs brasileiras apostam cada vez mais em doadores individuais. O problema: esse grupo está diminuindo.
Dados do IDIS e da CAF mostram um cenário paradoxal para o terceiro setor brasileiro. Enquanto 66% das organizações apontam a sustentabilidade financeira como principal desafio e reforçam a dependência de pessoas físicas para se manter, a fatia de brasileiros que doa caiu de 62% para 59% em 2025, segundo o World Giving Report.
O levantamento global, que ouviu mais de 60 mil pessoas em 105 países, aponta que transparência e resultados pesam na decisão de doar: 63% dos entrevistados afirmam que mais clareza sobre a gestão das organizações aumentaria sua disposição para contribuir.
Por outro lado, entre quem ainda doa no Brasil, o vínculo com a causa parece mais forte: a proporção de pessoas que doam para fortalecer a comunidade local subiu de 25% para 32%, e quem vê a doação como um dever coletivo passou de 39% para 48%.
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