21/01/2026
Em um momento único e emocionante, lembrando o médico que é a fonte de Inspiração da fundação do Instituto História Viva, durante as formaturas, um voluntário se veste de Patch Adams e assim como a cena final do filme O Amor é Contagioso, ele entrega borboletas ao público.
Perguntamos a eles: - O que você levava em consideração para decidir quem receberia a borboleta ?
Eis alguns relatos. 🦋
André Franco
“No momento em que, aleatoriamente, eu escolhia alguém para presentear com uma borboleta de papel ou plástico, sentia, imediatamente, ao olhar para aquela pessoa, que nada era por acaso. Havia um porquê, mesmo que eu não conhecesse os motivos daquela escolha. Era como se eu fosse usado como um instrumento para que a minha emoção fosse sentida por outra pessoa.
Em uma formatura, entreguei a borboleta a uma formanda que, dias depois, contou que aquele gesto representava o carinho de seu pai, falecido pouco antes. Quando coloquei a borboleta sobre o lado esquerdo do seu peito, ela ouviu: ‘Filha, este é o caminho.’”
Laudir Rodrigues
“A escolha para entrega é feita inicialmente para crianças, idosos e pessoas com deficiências físicas visíveis. Para os demais, acontece no momento em que estamos passando. É no sorriso, no olhar ou em um gesto que sentimos a energia e somos induzidos a entregar a borboleta. Para cada entrega, sentimos que é a pessoa certa. Essa certeza é o momento mágico.”
Edison Kruger
“A música que toca ao fundo nos encanta e parece sincronizar o toque da borboleta com a entrega. Não consigo explicar como escolho. Não há lembrança do critério, apenas o caminhar, os olhos ansiosos por receber e, às vezes, o olhar que nos atinge a alma quando estendemos a mão. Só vivenciando para entender.”
Jair Maia
“Eu sabia quantas borboletas tinha nas mãos. Quando a música começou, me joguei de cabeça. As primeiras entreguei por aproximação; as outras, para quem gerou conexão pelo olhar, pelo sorriso e pela vontade de interagir. Foi uma experiência mágica e inesquecível. Simplesmente me deixei levar pela trilha sonora e pela emoção. Gratidão por essa oportunidade.”
* continua nos comentários