Pastoral dos Migrantes CWB

Pastoral dos Migrantes CWB também faz parte desta acolhida!

O Serviço Pastoral do Migrante atua através de setores: migrantes latinos, urbanos e sazonais/temporários; e através dos Regionais: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

Escola Arquidiocesana da Pastoral do Migrante: Um Caminho de Acolhimento e EsperançaNo dia 03 de março de 2026, um impor...
05/03/2026

Escola Arquidiocesana da Pastoral do Migrante: Um Caminho de Acolhimento e Esperança

No dia 03 de março de 2026, um importante passo foi dado rumo a uma Igreja mais acolhedora e sensível às realidades dos migrantes. Nas dependências da PUCPR, aconteceu o primeiro encontro da Escola Arquidiocesana da Pastoral do Migrante, reunindo agentes pastorais das Paróquias e Comunidades da Arquidiocese de Curitiba. O evento marcou o início de uma caminhada coletiva, guiada pelo compromisso de preparar corações e mãos para receber, com dignidade e amor, aqueles que buscam um novo começo.

Esta Escola é fruto de uma parceria entre a coordenação do Serviço Pastoral do Migrante da Arquidiocese de Curitiba e a equipe do setor de Identidade que visa consolidar os valores cristãos maristas e Teologia da PUC/PR. Com o apoio de Dom Reginei, a iniciativa nasce do desejo de fortalecer a atuação daqueles que, nas Paróquias e comunidades, são porta de entrada para os migrantes e assim qualificar o acolhimento, promovendo uma cultura de cuidado fraterno, onde cada pessoa é respeitada na sua dignidade e história.

O encontro teve início com um café de acolhimento, que, num ambiente de afeto e escuta atenta, ajudou aproximar os participantes desde o primeiro momento. Em seguida, cada participante se apresentou, partilhando as experiências do seu "chão": os trabalhos voluntários, as alegrias e também as angústias de quem está no serviço pastoral. Essa partilha revelou a diversidade de trajetórias, mas, principalmente, o desejo comum de servir e transformar.

Inspirando esse percurso, a mensagem do Papa Francisco ecoou entre os presentes. Os quatro verbos – acolher, proteger, promover e integrar – foram apresentados como pilares para a ação pastoral junto aos migrantes. Acolher significa abrir espaço e coração aos que chegam; proteger é garantir direitos, dar segurança; promover é criar oportunidades verdadeiras de desenvolvimento; integrar, é fazer com que cada migrante sinta-se parte da comunidade, não como estranho, mas como irmão. São atitudes que desafiam, diariamente, a romper muros, construir pontes e buscar a justiça social.

Os participantes foram convidados a se organizarem em grupos e refletir a mensagem do Papa Francisco para o dia do migrante e refugiado de 2018 e falar de seus contextos pastorais. Muitos desafios e inquietudes vieram à tona. Os agentes relataram dificuldades práticas, como a falta de recursos, barreiras culturais e resistência em parte da comunidade. Houve partilhas sobre o medo do diferente, o cansaço diante das burocracias e as dúvidas sobre como ir além da assistência material, alimentando também a esperança e a fé. Aconteceram relatos também de migrantes que falaram de suas dores, dos pré-conceitos e falta de se colocar no lugar do outro e da outra em determinados grupos e setores públicos. Essas questões revelam o quanto a missão pastoral exige formação, empatia e disposição para aprender continuamente.
O primeiro encontro da Escola Arquidiocesana da Pastoral do Migrante foi mais do que uma escola: foi um chamado ao compromisso coletivo. Em cada gesto, palavra e troca, brotou a certeza de que, juntos, é possível construir uma Igreja viva, samaritana, capaz de enxergar Cristo no migrante e, assim, ser sinal de esperança em meio às travessias. Que a inspiração do Papa Francisco e a força da comunidade sigam impulsionando cada agente pastoral nessa nobre missão.

Agradecemos todas as pessoas envolvidades nesta escola inspirada pelo amor, as pessoas que sonharam e engendraram essa escola e todos que se dispuseram a dar passos para tornar nossa comunidade, cidade, país num lugar de acolhimento, proteção, promoção e integração de todo migrante, refugiado e todas as pesssoas que colocaram a mochila as costas e buscar novos horizontes.
Ivete Bussolo

Infelizmente ainda uma realidade cruel no Brasil e no mundo
29/01/2026

Infelizmente ainda uma realidade cruel no Brasil e no mundo

Ações que marcam os coraçõesO amor a Deus, a nossa Senhora e pelas pessoas transformam os corações e provocam gestos sim...
12/10/2025

Ações que marcam os corações

O amor a Deus, a nossa Senhora e pelas pessoas transformam os corações e provocam gestos simples em ações que marcam a vida de quem estende a mão e de quem recebe a mão estendida.

“Gratidão em ação! Nesta manhã de sábado, o amor falou mais alto
Cada gesto, cada “sim”, fez brilhar o sorriso das crianças migrantes.
O mais importante não é quanto fazemos, mas como fazemos — com amor e alegria.” (Pe. Sales C. M. Nogueira, CS – CEAMIG)

No sábado dia 11 de outubro de 2025 o CEAMIG (Centro de Apoio ao Migrante) preparou um combo de ações especiais as famílias migrantes: além da entrega de presentes às crianças, houve um momento de devoção a Nossa Senhora Aparecida, confraternização entre famílias e colaboradores, e um bazar solidário, onde as famílias migrantes puderam escolher roupas para seus filhos e para si mesmos, enchendo seus corações de alegria e esperança.

Gesto simples, mas cheio de significado, demonstra como atitudes solidárias podem transformar momentos e criar memórias felizes, lembrando o compromisso de todos nós com a infância. Mais do que presentes, essa data nos lembra da responsabilidade diária de garantir que todas as crianças tenham seus direitos respeitados e possam crescer em um ambiente seguro, acolhedor e livre para sonhar.
É fundamental lembrar que o respeito, o cuidado e a proteção devem acontecer todos os dias, em cada gesto e decisão que tomamos como adultos.

O Serviço Pastoral do Migrante parabeniza todas as pessoas envolvidas nessa ação tão bonita e importante para a dignidade da pessoa humana e em especial as pessoas pequenas, as nossas crianças.
Ivete Bussolo

SERVIÇO PASTORAL DO MIGRANTE - NUMA CONVERSA BOA COM DOM REGINEINo dia 15 de agosto de 2025 a Pastoral do Migrante da Ar...
16/08/2025

SERVIÇO PASTORAL DO MIGRANTE - NUMA CONVERSA BOA COM DOM REGINEI
No dia 15 de agosto de 2025 a Pastoral do Migrante da Arquidiocese de Curitiba, representada pelo Assessor Eclesiástico Padre Sales Conceição de Melo Nogueira, a coordenadora Ivete Bussolo e o Diácono Renato Oliveira, foram recebidos pelo Bispo Dom Reginei Jose Modolo, com objetivo de buscar caminhos para atender as muitas demandas dos migrantes e refugiados que têm chegado aos agentes da Pastoral.

Dom Reginei, não é sem razão, o Pastor da Dimensão Sociotransformadora, com seu olhar sensível às causas de vulnerabilidade da vida humana. Acolheu com escuta atenta as fragilidades da Pastoral, dando luz as situações obscuras que necessitam de iluminação.

Foi apresentado ao Bispo a alta demanda de regularização de documentos de migrantes e refugiados e a morosidade nos agendamentos e no processo da Polícia Federal. Problema que tem levado muitas pessoas migrantes a viverem em situação de rua, que poderá levar a criminalidade e permanecer em tempo maior na dependência de caridade, uma vez que eles têm capacitação, mas sem a documentação regularizada não conseguem trabalhar para buscar autonomia no sustento. O Bispo cita um exemplo positivo de parceria com a Polícia Federal que aconteceu em Cascavel, se prontificou em agendar reunião com Secretário de Justiça e Cidadania do Paraná, Valdemar Bernardo Jorge e sugeriu da Pastoral, apresentação de dados, sobre as consequências da demora na documentação, a fim de mostrar a Polícia Federal que se colocarem maior energia nestas demandas, diminuirá a necessidade de os agentes atuarem no combate ao crime, entre outras situações. A prevenção deve sempre estar à frente da correção.

A Pastoral solicitou apoio da Diocese e das Paróquias com alimentos a serem distribuídos a migrantes, especialmente no CEAMIG (Centro de Apoio ao Migrante), considerando que o local é um polo de regularização de documentos dos migrantes e refugiados, além da documentação pedem ajuda com cestas básicas. Para essa situação Dom Reginei solicitou a realização de uma lista com quantidade dos principais alimentos procurados, levando em conta a cultura dos migrantes na alimentação, pois a Diocese tem a possibilidade de buscar esses alimentos de forma direta da agricultura familiar. O bispo sugeriu também a gravação de um vídeo a ser apresentado na reunião com os Padres de Setores com objetivo de sensibilizar os Párocos para ter um olhar diferenciado aos migrantes e com ações práticas de acolhimento. O Dom colocou também a necessidade de buscar junto aos organismos da Prefeitura, como CRAS para verificar os serviços que oferecem e estreitar vínculo com eles.

Ainda, foi buscado junto ao Bispo apoio para promover formação aos agentes de Pastorais que atuam na Pastoral do Migrante, assim como na Ação Social das Paroquias, mostrando que as ações de acolhimento ao migrante são mais amplas, eles necessitam além dos alimentos, roupas, equipar casa, encaminhamentos para acessar os setores públicos, como Educação, Saúde, Assistência Social, trabalho e inserção na comunidade, nos Sacramentos... Neste caso o Bispo se comprometeu em colocar na programação do IAFFE (Instituto Arquidiocesano de Formação da Fé) e solicitou da Pastoral, apresentação de um Projeto com os temas a serem tratados na formação.

O Bispo falou do incrível sonho que tudo se encaminha para sair da utopia e tornar-se realidade, que é ter uma Paroquia de Referência a Migrantes. O lugar do encontro dos migrantes, onde poderão vivenciar suas culturas, celebrar seus costumes, com celebrações em espanhol e com atendimento as outras necessidades. Essa ideia de Dom Reginei com certeza vai tornar-se realidade, porque, além da experiencia do Bispo e dos mecanismos que está buscando, a Pastoral do Migrante estará bem junto e não medirá esforços, com estratégias na concretização. A primeira ação será a solicitação do Bispo de escrever um ofício a Diocese solicitando uma Paróquia para esse fim.

O que dizer desta reunião? “A nossa Igreja é bonita, é bonita demais”, ela tem pessoas inspiradas por Deus, que sabe bem certinho o jeito de ser de Jesus Cristo e qual é o jeito que tem que ser a sua Igreja!

Ivete Bussolo

O BEM É ASSIM GENUÍNO: E QUANDO FORMA REDE, CONEXÃO, VIRA EXCELÊNCIA! “Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos an...
12/08/2025

O BEM É ASSIM GENUÍNO: E QUANDO FORMA REDE, CONEXÃO, VIRA EXCELÊNCIA!
“Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como metal que soa ou como o sino que tine” (1Cor. 13,1)

No dia 09 de agosto de 2025, a Capela Nossa Senhora da Esperança foi o lugar da concretude do amor e da esperança; lugar de acolhimento, de integração e de partilha. A Rede formada pelo TLC, Unicesumar, Pastoral do Migrante e Capela Nossa Senhora da Esperança foi estendida sobre as famílias migrantes e não migrantes assistidas pela Capela da Consolação.

O TLC (Treinamento de Lideranças Cristãs da Igreja Católica), ao perceber o frio intenso de Curitiba e o potencial que eles têm, considerando que estão espalhados pelas Paróquias de nossa cidade, buscaram a Pastoral do Migrante da Arquidiocese de Curitiba, que estava com dificuldade em atender todos os migrantes com necessidade de agasalhos e se prontificaram em realizar uma Campanha de agasalhos e cobertores em benefícios dos migrantes, que normalmente chegam de regiões quentes, despreparados para frio.

Acadêmicos da Unicesumar reforçaram a Campanha do TLC, integrando Projetos Sociais às atividades complementares exigidas no currículo, além dos conteúdos disciplinares. A ação que, além de beneficiar a comunidade, desenvolve nos acadêmicos sentimentos de empatia e incentiva práticas de cidadania. Por meio do voluntariado, os acadêmicos aprendem a colaborar, respeitar diferenças e atuar em projetos sociais que promovem inclusão e justiça social.

Com objetivo de acolher os migrantes, incentivar a serem protagonistas de suas vidas e integrá-los foi organizado um lanche e uma roda de conversa entre os estudantes, o movimento TLC, agentes da pastoral do migrante, da ação social e migrantes que já adquiriram sua independência financeira. Assim cada pessoa se apresentou e falou de suas travessias e da esperança que carregam consigo. Na sequência as famílias puderam escolher roupas de sua preferência; se demoram na escolha e ainda aproveitaram para conversar mais um pouco, para falarem sobre suas vidas.

Agradecemos a Janaina e o Leandro, coordenadores da Capela Nossa Senhora da Esperança e as pessoas da Capela que abriram as portas da comunidade e tão bem acolheram a todos/as.

Gratidão ao Movimento TLC, na pessoa da Djeyse e os demais membros envolvidos nessa ação, que se dedicaram com tanto amor nessa campanha; os acadêmicos da Unicesumar, que além da arrecadação, promoveram um delicioso café de integração e fizeram questão de estar presente na comunidade, organizando e se integrando junto as famílias.

Gratidão a Daniele da Ação Social da Capela Nossa Senhora da Consolação que fez a ponte convidando as famílias e depois esteve junto acompanhando, mediando as famílias nas escolhas dos donativos.

Agradecemos a Maira, estudante de jornalismos, que no seu projeto de conclusão de curso está pesquisando sobre os projetos sociais da Igreja. É muito bom ver a da área da comunicação divulgando as obras de caridades da Igreja.

Um agradecimento muito especial a Arelis, o Adrian, a Valéria e o Adria, eles que já alcançaram o protagonismo de suas vidas no Brasil e são inspiração não só aos migrantes, como também a todos nós, pela capacidade que tiveram de ressignificar suas vidas e tornarem-se sujeitos de suas histórias e hoje sentem-se felizes por pertencer ao nosso país.

O bem realmente é contagioso e quando integrado, forma novas conexões e se torna grandioso pela amplitude e a nobreza dos gestos.
Ivete Bussolo

Roda de Conversa 27/06/2025 – CEAMIGO Protagonismo do Migrante – ao Lado dos que se colocam no caminho com eles No dia 2...
29/06/2025

Roda de Conversa 27/06/2025 – CEAMIG
O Protagonismo do Migrante – ao Lado dos que se colocam no caminho com eles
No dia 27 de junho, eu Ivete Bussolo, coordenadora do Serviço Pastoral do Migrante (SPM) da Arquidiocese de Curitiba, tive o privilégio de ser a mediadora de uma roda de conversa promovida pelo Centro de Atendimento ao Migrante (CEAMIG) organizada pelo Padre Sales, coordenador do CEAMIG e assessor do SPM da Arquidiocese e sua equipe. Com esta ação encerramos com chave de ouro, a programação da Semana do Migrante, que na verdade durou 20 dias.

A roda de conversa evidenciou, os objetivos da nossa Pastoral, dar protagonismo ao migrante e contou com a presença da Laurette Bernadin Louis da Associação dos Haitianos (ASHBRA), Fabiane Cristina Silva Mesquita da Universidade Federal do Paraná (UFPR – Políticas Públicas) e atua nas políticas públicas voltadas a migrantes e Fagulson Moise (migrante haitiano), Acadêmico de Direito da UFPR e Mildrei Orta Casañas (Migrante cubana), dentista de formação e atua como recepcionista no Madalosso.
Os/as migrantes a partir das próprias histórias, narraram “suas experiências de travessia, chegada, acolhida e inserção; as dificuldades enfrentadas” e quem foram aqueles e aquelas que encontraram e se propuseram a dar passos nesse caminhar em busca do protagonismo e “sobretudo, a esperança que está no horizonte de suas vidas para seguir no caminho de busca” (Padre Sales).

O protagonismo foi mostrado pela Laurette que veio do Haiti e com gratidão contou um pouco de sua história e partir de suas conquistas, sentiu-se motivada em se engajar e buscar mecanismos no respeito aos direitos e tornar mais fácil a vida também daqueles e daquelas que vão chegando, ao fundar a Associação dos haitianos e atua no Concelho Estadual dos Direitos dos Refugiados, Migrantes e Apátridas do Paraná (CERMA), também como assessora do Deputado Goura.

A Fabiane deu continuidade na conversa falando de sua história, a partir do momento que foi afetada pelos migrantes e percebeu a necessidade de caminhar com eles na busca de políticas públicas aos migrantes; atuando na Secretaria Estadual de Justiça (SEJU) em defesa dos migrantes e na UFPR vai abrindo portas aos migrantes, articulando junto aos programas que a Universidade oferece a migrantes, como aulas de língua portuguesa voltadas para os acadêmicos e comunidade, validação de documentos, entre outras situações que chegam, que são encaminhados a famosa sala 27; local de inserção dos acadêmicos migrantes fragilizados/as pelos desafios.

O protagonismo agridoce veio do Fagulson Moise (migrante haitiano), Acadêmico de Direito da UFPR. Está cursando o 5º ano e acaba de passar na prova da OAB. O relato de sua experiencia deixou claro o verbo ‘esperançar’ do educador Paulo Freire. A esperança movida pela ação. A sua esperança ele transformou em força, determinação, a começar pela vencer a barreira da língua, considerando que seu idioma de berço era o crioulo, bem diferente da língua portuguesa, ao chegar à universidade entender os conteúdos do Direito foi um terreno árduo que precisou contar com a sala 27 da UFPR, com reforço a aprendizagem da língua portuguesa aos acadêmicos e hoje, não poderia ser diferente, entre outras funções, atua como voluntário nesta sala.

A Mildrei fecha a rodada de conversa contando, com doçura e gratidão sua experiencia de travessia, o acolhimento do CEAMIG e do povo brasileiro. Está no Brasil a pouco mais de um ano e já fala um português fluente, graças ao esforço em aprender o nosso idioma e no desenvolvimento de suas funções, já foi promovida no trabalho. A dentista de Cuba não atua na profissão, mas está feliz com sua independência financeira. Hoje protagonista da própria história, contribui para que outros/as também alcancem o protagonismo.

Encerramos o compartilhamento das experiências, compartilhando um lanche com comidas típicas juninas, inserindo assim o migrante também nessa cultura muito apreciada pelos brasileiros. Esta terra de muitos povos, que nesse ajuntamento de culturas, já não sabemos mais o que é nossa cultura e o que é daqueles/as que vieram povoar nossos jeitos e ao mesmo tempo povoamos os que chegam. É a diversidade que enriquece a individualidade de cada pessoa e constrói o rosto do nosso país.
Ivete Bussolo

SEMANA NACIONAL DO MIGRANTE 2025A CONVERSA CHEGOU NA ACADEMIA DA PUCPR – CURITIBANo 26 de junho o Serviço Pastoral do Mi...
29/06/2025

SEMANA NACIONAL DO MIGRANTE 2025
A CONVERSA CHEGOU NA ACADEMIA DA PUCPR – CURITIBA
No 26 de junho o Serviço Pastoral do Migrante da Arquidiocese de Curitiba reuniu, na PUCPR representantes de diferentes Organismo que realizam atendimento ao migrante. A conversa foi mediada pela professora Débora Feola Bana da PUC-PR com a participação do Padre Sales do Centro de Atendimento ao Migrante(CEAMIG) e Assessor Eclesiástico da Pastoral do Migrante, a Excelentíssima Juíza Auxiliar da Presidência Angélica Cândido Nogara Slomp do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR), o Francisco (Venezuelano - Cáritas Regional), a Juliana Souza do Projeto Lampeduza – PUC-PR) Mirian Gans do Movimento do Leigo Focolares e da Irmandade – Fraternidade na Unidade.
A partir do tema Migração e Esperança e o lema, Sempre no caminho com os migrantes, os representantes falaram de suas frentes e experiencia no caminhar ao lado do migrante. A mediadora Débora inicia a conversa dizendo que a PUC tem em seus princípios a dignidade de toda pessoa humana e que para pontifícia é uma alegria poder participar deste momento que trata sobre a pessoa do migrante.

O Padre Sales compartilha um pouco de sua experiencia deste caminhar com os migrantes, os verdadeiros artífices da esperança e em nome desse sonho, fazem a travessia em busca de melhores condições de vida. Como sacerdote, se fundamenta em Levítico 19,33-34 que condena o ato de maltratar o estrangeiro e Êxodo 22,21-22, Deuteronômio, 10,18, Mateus, entre outros textos bíblicos alertam sobre o cuidado com o órfão, a viúva e o estrangeiro. Infere o Padre, a preocupação com o estrangeiro, que hoje conceituamos com migrante, sempre existiu e esteve no olhar de Deus.
Então o Padre fala sobre a Ordem Religiosa a que pertence, os Scalabrinianos e as razões que levaram o italiano, São João Batista Scalabrini fundar esta Instituição, mandando missionários para cuidar dos italianos, que por ocasião da guerra migraram a diversos países.
Posteriormente, como não havia mais migrantes italianos que necessitassem de cuidados, a Ordem se abriu ao acolhimento de migrantes de outras nacionalidades.
Continua o Padre, “O Deus do caminho” atravessa o tempo e as fronteiras para estar com o migrante em suas travessias. Curitiba, Cascavel e Foz do Iguaçu estão entre as cidades do Paraná que mais recebem migrantes. Nós temos o papel de ser a voz e fazer o que o Papa Francisco sempre apelou: “Acolher, promover, proteger e integrar”. Cita o Padre Alfredinho, também Scalabriniano - a esperança foi deturpada, pela palavra expectativa. A esperança é uma força que nos move, reconhece nossas fragilidades e limitações, mas ela segue, já a expectativa se baseia nas próprias forças e pode se tornar frustrações quando não se realizam. O migrante é o artífice da esperança e em nome dela que ele sai para outros lugares em busca de concretizar os seus sonhos.
Ações de justiça ao migrante se fizeram pelas mãos da sensível Juíza Dra. Angélica que atua há 27 anos na Justiça do Trabalho e alerta sobre as principais injustiças que precisam ser combatidas: o trabalho escravo, tráfego humano e os migrantes são principais vítimas destes crimes. Além dos atendimentos na justiça do trabalho, a Dra. atua em eventos, grupos na formação, conscientização de pessoas e confecção de cartilhas que foram traduzidas ao espanhol para que os migrantes conheçam as Leis brasileiras e seus direitos.

O olhar do migrante ao nosso país e as pessoas que acolhem os acolhem, veio do poeta Francisco da Cáritas Curitiba, que de forma poética falou de suas experiencias nesta travessia e sua alegria em representar os migrantes e define a esperança como a gasolina do motor de um carro que faz ativar movimentar de um lugar a outro. Os agentes que atuam em acolhimento aos migrantes fazem avivar a chama de esperança. Na sequência apresenta um pouco do cenário mundial da migração, a falta de políticas públicas e as consequências dos não investimentos de países em programas voltados a migração.

A Juliana responsável pelo Projeto Lampeduza, mostra que por meio do curso de língua portuguesa, a aprendizagem do nosso idioma promove os primeiros passos de esperança, o lado do migrante. O nome do projeto foi inspirado em uma cidade da Itália que passou por uma grande tragédia, lugar que era bastante visitado pelo Papa Francisco; Ele que fazia um forte apelo ao combate da globalização da indiferença. O Projeto atualmente está com quase 400 estudantes e dão suporte também para revalidação de Diploma, considerando que 40% dos migrantes que chegam tem graduação superior. O compromisso da Universidade com a promoção da dignidade humana, especialmente no acolhimento dos migrantes, refugiados e apátridas foi reconhecida como integrante da Cátedra Sergio Vieira de Mello.

Passos firmes ao lado dos migrantes, também são dados pelos leigos folcolares com o Projeto Fraternidade na Unidade, a Sra. Mirian falou da grande rede de assistência prestada aos migrantes, formadas por meio de parcerias com Empresas e voluntários e nesse acolhimento busca-se atender o migrante nas suas especificidades para contemplar a integralidade. O leque de atendimento, contemplam tudo que uma pessoa/família, que chega, basicamente com a roupa do corpo, necessita para ter dignidade.

A conversa mostrou que tem muitas pessoas em muitos lugares realizando ações que contemplam as diferentes necessidades dos migrantes. Sendo essencial sentarmos juntos e ver o que cada um faz para atendermos a integralidade dos migrantes.
Há muito tempo que descobri, que não sabemos fazer tudo e não precisamos saber fazer tudo. Só precisamos saber articular para que aqueles que sabem fazer o que não sabemos e façam, para assim acontecer um todo genuíno.

Agradecemos ao Diácono Renato da Pastoral do Migrante e universitário do curso de Teologia que articulou, ao lado da Elizete, também da Pastoral do Migrante para que a riqueza desse momento acontecesse.

Agradecemos a PUCPR que abriu as portas a Pastoral do Migrante e os professores que estiveram a frente na organização e todos e todas que participaram deste encontro, evidenciando uma Rede com muitos elos de passos que caminham ao lado dos migrantes.
Ivete Bussolo

25/06/2025
MISSA DE ENCERRAMENTO DA 40ª SEMANA DO MIGRANTE – ARQUIDIOCESE DE CURITIBA – 22/06/2025 “Para o migrante, Pátria é terra...
22/06/2025

MISSA DE ENCERRAMENTO DA 40ª SEMANA DO MIGRANTE – ARQUIDIOCESE DE CURITIBA – 22/06/2025
“Para o migrante, Pátria é terra que lhe dá o pão” (São João Batista Scalabrini)

A Missa da 40ª Semana do Migrante da Arquidiocese de Curitiba, aconteceu no dia 22 de junho, dia do Migrante; na Paroquia Nossa Senhora da Anunciação. Com tema Migração e Esperança e o Lema “Sempre no Caminho com o Migrante”, em comunhão com a CNBB celebramos os 40 anos do Serviço Pastoral do Migrante; onde fomos chamados a refletir sobre as lutas, os sonhos e esperança de tantos irmãos e irmãs, que por diversas razões escolheram reconstruir suas vidas em nossa cidade.
A celebração contou com a presença do Pároco Padre Roberto Agostinho, que gentilmente acolheu e autorizou que a Missa de Encerramento fosse realizada na Paróquia N. Sra. Anunciação e gentilmente concedeu ao Padre Sales, Assessor da Pastoral do Migrante de Curitiba, presidir a celebração.
Motivados/as pelo Jubileu da Igreja, os agentes da Pastoral do Migrante, Cáritas e a comunidade, como peregrinos da esperança, se colocaram no caminho com os migrantes, representando a diversidade dos povos, por meio de símbolos: bandeiras, orações em português, espanhol e italiano, cantos que descreveram a beleza do caminho e da chegada, pois quando estamos unidos em Cristo, não há fronteiras e nem barreiras, todos/as pertencemos ao mesmo lugar e caminhamos em busca da terra prometida.
Na homilia o Padre Sales inicia perguntando e pedindo que a comunidade acenasse, quem nasceu em Curitiba e quem veio de outros lugares. Foi possível perceber que uma grande parcela das pessoas presentes na celebração é migrante, a maioria de migração interna; e, também havia, pessoas de outros países. O Padre cita São Paulo dizendo que todos somos migrantes (estrangeiros) de passagem em busca da terra prometida.

No contexto da Liturgia do dia, o Padre leva a comunidade a refletir sobre a pergunta de Jesus no Evangelho. “E vós quem dizeis que eu sou?” (Lc 20,19). Acrescenta, todos nós temos alguma coisa a dizer sobre quem é Jesus. Até os que não creem tem uma resposta sobre Jesus.
Pe Sales lança outra pergunta, que Jesus faria a nós - Que semelhança minha vida tem com a sua vida? Muitas vezes achamos que somos semelhantes a Jesus em nossas atitudes, ou então achamos que não temos nenhuma semelhança. Sendo fundamental refletir sobre nosso comportamento para entender quem é Jesus e analisarmos se nos identificamos ou não com Ele.

O Padre comenta que irá nos dar quatro pistas de reflexão para a liturgia deste dia.
A primeira – Reconhecer Jesus, como o Cristo o Filho de Deus. Ele é o centro. A nossa fé é cristológica, a centralidade é Jesus. Precisamos tomar cuidado para não colocar a religião, tradição a frente de Jesus. A minha intimidade com Jesus existe? Eu posso ser um fariseu que se preocupa mais com a exterioridade. A nossa resposta sobre quem é Jesus, não pode ser uma resposta de uma fé seca, decorada. A resposta deve ser de vivência, de intimidade, de sentimento de amor. Quem não ama e não foi amado, não tem uma resposta, ou se tem é decorada.

A segunda pista – É se identificar com Cristo. Nos identificamos com Cristo? Quem se identifica tem fidelidade a Jesus. A 2ª Leitura diz, não há judeu nem grego, todas vós sois um em Cristo”. Precisamos nos revestir de Cristo. A nossa identidade deve revelar a dignidade do Cristo Messias, do Servo. Para seguir a Cristo tem exigências; vai ter que tomar a cruz para segui-lo. Eu sou um discípulo seguidor?

Terceira pista – Perder a vida. Isto é, a vida ligada a psiquê; o ‘eu’, o ‘ego’, a vida centrada em mim mesmo. Vamos perder a vida que somos para nos unirmos a vida de Jesus. É a vida que gera vida e que se multiplica...

Quarta pista - a vida que gera esperança. Podemos nesse caso nos motivar nos migrantes, que caminham com a esperança. Quem tem esperança, não tem medo para fazer a travessia. Quem deixa de lado o ego, olha para o outro como dimensão e extensão da própria existência. Mateus 25,35, diz, “eu era migrante e me acolhestes. Precisamos fazer a experiencia do Deus encarnado; acolhendo Cisto na pessoa do migrante. A esperança nos ensina e nos coloca no caminho de Jesus; que Cristo seja elevado e nós diminuídos.

O ofertório foi marcado por gestos e símbolos cheios de significados, conduzidos por migrantes e não migrantes.
O Pão e o Vinho – Sinal da doação da vida de Jesus; a partilha universal e a comunhão entre os povos;
A mochila para o migrante é mais de um objeto com função prática, ela é um testemunho silencioso das muitas histórias humanas que atravessam fronteiras e culturas, trazendo consigo sonhos, desafios e esperança de um novo começo.
E as bandeiras nacionais - Símbolos que representam a identidade, a história e os valores de cada país, foram trazidas por crianças migrantes e da catequese, que haviam recebido a Oração do Pai Nosso. Elas significaram a diversidade de povos do nosso país e a ternura do amor de Deus por todos/as.

A Pastoral do migrante se alegrou e agradece ao Padre Roberto, Padre Sales, Diácono Renato, os agentes da pastoral, Elizete, Maria Eugênia, Valmir. Cáritas a irmã Eliane, a equipe de liturgia, os migrantes e cada pessoa que esteve presente nesta celebração evidenciando a diversidade dos povos.

Referência: Homilia do Padre Sales, Liturgia do dia (12º Domingo do Tempo Comum)
Ivete Bussolo

Endereço

Curitiba, PR
CEP81.930-360

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