18/09/2026
Um ano após a criação do Gás do Povo, pesquisa do Instituto Locomotiva para o Sindigás mostra amplo respaldo da sociedade a políticas públicas voltadas à ampliação do acesso ao gás de cozinha. Segundo o levantamento, 93% dos brasileiros são favoráveis a iniciativas para ajudar famílias de baixa renda a comprar o produto. O apoio chega a 91% entre as classes A e B e a 95% entre as classes C, D e E.
Lançado em setembro de 2025, o Gás do Povo avançou em sua implementação ao longo do último ano e, em fevereiro de 2026, tornou-se uma política pública permanente. O programa busca ampliar o acesso ao GLP pelas famílias em situação de vulnerabilidade, utilizando a estrutura regular de abastecimento existente no país.
A percepção da sociedade sobre a importância desse acesso vai além do apoio direto à política. Para 88% dos brasileiros, deve ser prioridade do governo garantir que famílias de baixa renda consigam comprar botijões com segurança, enquanto 84% defendem que o acesso ao GLP seja tratado como política pública de proteção social.
Os resultados também evidenciam a relação entre acesso à energia, alimentação e qualidade de vida. Para 90% dos entrevistados, o GLP ajuda milhões de brasileiros a terem uma alimentação adequada e 88% consideram o produto parte da segurança alimentar do país. Além disso, 86% afirmam que nenhuma família deveria precisar cozinhar com lenha, carvão ou materiais improvisados por falta de acesso ao gás.
A redução do uso de fontes rudimentares para cocção é um dos aspectos relevantes no acompanhamento de políticas de combate à pobreza energética. O desafio não se limita, portanto, à concessão do benefício, mas envolve avaliar em que medida a ampliação do acesso ao GLP se traduz efetivamente em maior utilização de uma fonte de energia segura e adequada pelas famílias beneficiárias.
Para o presidente do Sindigás, Sergio Bandeira de Mello, os efeitos concretos sobre a vida das famílias devem ocupar espaço cada vez maior na avaliação das políticas públicas de acesso à energia.