11/06/2026
da história mineira: Um retrato do passado. ⛏️🕰️
Esta imagem dos anos 70 nos transporta para uma época de desafios intensos na rotina de trabalho nas minas de Criciúma.
Olhando para o registro, observamos o equipamento de segurança da época: o capacete, a bota e a lanterna — item indispensável para enfrentar a escuridão absoluta do subsolo.
Naquela época, o trabalho era extremamente perigoso.
Utilizava-se o furador de frente para a instalação de dinamites, método que caracterizava a mineração daquele período.
Havia uma exposição constante ao risco, à fumaça e, infelizmente, à falta de proteção respiratória adequada, o que levava muitos mineiros a contraírem a pneumoconiose, conhecida como o “câncer do mineiro”. A máscara, ainda não era uma realidade, deixando os trabalhadores vulneráveis ao inalar o pó da mina.
Esse cenário de precariedade refletia a situação dos trabalhadores diante do sindicato.
Sob a égide da ditadura militar, o sindicato, que deveria defender a categoria, sofria intervenções constantes do governo, que nomeava as direções conforme seus próprios interesses.
Apenas no sindicato dos mineiros de Criciúma, foram registradas cerca de quatro intervenções nesse período.
Não havia espaço para a organização dos trabalhadores; qualquer tentativa de manifestação resultava em perseguição e prisões.
Enquanto o golpe de 1964 impôs esse controle rígido, em 1970 a repressão continuava a todo v***r, deixando a classe trabalhadora sem a força necessária para buscar melhores condições de segurança e dignidade.
Registrar essas memórias é fundamental para compreendermos as lutas e o suor que construíram a história da nossa região.
Texto: josepaulo - Colaboração: CEDOC/UNESC
Imagem: Acervo Fundação Cultural de Criciúma