23/03/2026
No último dia 11/03, quarta-feira, ocorreu em Florianópolis a Assembleia Estadual do SINTE-SC, na qual o SINTE-CRICIÚMA esteve presente, cumprindo seu papel na luta em defesa do piso na carreira e das reivindicações da categoria.
Nessa assembleia, foi apresentada a proposta do governo para a descompactação da tabela salarial, que é uma das principais pautas de luta da categoria e que hoje se encontra extremamente achatada. Após diversas reuniões de gabinete, com café e discursos, o governo enfim apresentou sua proposta.
Proposta essa muito aquém do que merecemos, do que esperávamos e do que poderíamos conquistar.
Neste ano eleitoral, em que as articulações políticas estão em curso e os pré-candidatos se organizam, consideramos que houve um erro ao conduzir a assembleia para a aceitação da proposta apresentada. A Coordenação Estadual não fez, ou fez de forma equivocada, uma análise de conjuntura adequada.
Quando foi colocado que a proposta poderia ser aceita agora para depois ser melhorada, entendemos que isso não corresponde à realidade da correlação de forças. A Direção Estadual perdeu a oportunidade e/ou subestimou a capacidade de organização e de luta da categoria. Esse movimento deveria ter sido iniciado ainda no ano passado, e a assembleia deveria ter ocorrido mais cedo.
Neste momento, deveríamos estar nas ruas, exigindo do governo uma posição mais clara e responsável com a educação. Um governo que isenta grandes empresas em bilhões de reais, que investe recursos públicos em instituições privadas de ensino e que já tentou atacar políticas como as cotas raciais, precisa ser cobrado com firmeza.
No entanto, o que se viu foi uma condução que passou a impressão de aceitação de uma proposta insuficiente, como se a categoria estivesse satisfeita com o que foi apresentado.
Agora era o momento de organizar a categoria para o enfrentamento, denunciar o descaso e pressionar por avanços reais. Ao invés disso, corremos o risco de oferecer ao governo um discurso favorável, que pode ser utilizado politicamente como propaganda, em um cenário eleitoral.
Lamentável.
QUEM VIVE A ESCOLA SABE COMO LUTAR POR ELA!