26/12/2024
Carta aberta à comunidade
Nós que constituímos a Comissão Eleitoral do SINDSMCRATO vimos a público manifestar nossa
indignação com os rumos tomados pela eleição do SINDSMCRATO. Diante de tantos
desdobramentos nesse processo, estamos sendo desrespeitados e atacados.
A Comissão Eleitoral sempre esteve ciente e comprometida com sua obrigação, agindo com
imparcialidade, inclusive atendendo a solicitações feitas pelos representantes da Chapa 2, como,
por exemplo, o pedido de retirar os aposentados ou quem se aposentou entre junho e
novembro de 2024, mesmo essas pessoas tendo direito a votar, pois, seis meses antes, estavam
contribuindo normalmente, conforme prevê o Estatuto.
Não temos o interesse de anular a eleição de forma arbitrária, como tem sido difundido em
pronunciamentos feitos pelos representantes da Chapa 2.
A Comissão Eleitoral se sentiu assediada por representantes da Chapa 2 durante todo o processo
de captação de votos no local das urnas fixas. Estes representantes nos interromperam
constantemente, pressionando os mesários a ponto dessas pessoas não conseguirem trabalhar
nas suas funções. Elas relatam, inclusive, que pela pressão constante, não conseguiram, por
exemplo, encontrar nomes de servidores na lista de votantes, sendo que estes nomes estavam
lá.
Na contagem de votos, os representantes da Chapa 2 causaram tumulto com gritos
ameaçadores contra a mesa apuradora formada por mulheres de luta, que representavam o
Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Quixadá, da Central Única dos Trabalhadores -
CUT e Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal - CONFETAM, dificultando
a apuração e dificultando a realização do trabalho da mesa apuradora.
Em alguns momentos, os representantes da Chapa 2 pediram impugnação de urnas que tinham
resultados desfavoráveis a eles, em outros momentos questionavam a idoneidade dos
responsáveis pelo processo eleitoral. Sendo assim, pelo não cumprimento do Estatuto do
Sindicato; pela não comprovação dos votos em separado serem aptos ou não; por várias
ameaças de pedir a impugnação de urnas e de votos; pela descrença na legitimidade do
processo; pelo fato de passarem por cima de decisões que competem à Comissão; pelo
tratamento agressivo, a ponto das pessoas envolvidas na apuração solicitarem segurança
reforçada; pelo fato de, a todo momento, ordenaram ao responsável pela digitação da ata o que
deveria constar na mesma e, em outros momentos, exigindo que ele retirasse da ata o que
acreditavam que não os beneficiava. Por todos estes motivos descritos, reiteramos que não
tivemos elementos suficientes para proclamar nenhuma chapa vitoriosa.
Por fim, reiteramos nossa confiança no Poder Judiciário e aguardamos a sentença final.
Estamos à disposição para trabalhar em prol da democracia.
Atenciosamente, Comissão Eleitoral