A cultura vem ganhando novos e promissores contornos ao longo dos últimos anos, passando a ser encarada efetivamente como responsabilidade estatal, devido ao grande interesse público que transporta consigo. Hoje muito se fala a respeito de Políticas de Estado para a área cultural, em comparação às chamadas Políticas de Governo. As primeiras perenes e consistentes, as segundas volúveis, e dependent
es dos estreitos interesses políticos das gestões que se revezam no poder. Temas como políticas públicas na área da cultura, desconhecidos outrora, popularizam-se e atingem um número cada vez mais significativo de pessoas, nas mais diversas regiões do País e a cidade de Contagem se inclui nesse processo. A mudança de pensamento vem gerando reflexos múltiplos, destacando-se, por exemplo, a criação de órgãos específicos encarregados da gestão da cultura em grande parte dos municípios brasileiros, como em Contagem a FUNDAC (Fundação Municipal de Cultura) e a FMIC (Fundação Municipal de Incentivo à Cultura), em substituição a órgãos e secretarias genéricas, responsáveis por inúmeras pastas. A proteção ao patrimônio cultural – cujos efeitos são permanentes – nunca esteve tão em alta, passando a ter maior relevância em nosso município mais do que os shows e festivais – de resultados imediatistas, mas passageiros – que neles têm lugar. Além de apresentar seus projetos particulares perante as instâncias de incentivo, o que é fundamental à garantia da diversidade cultural, cabe à sociedade civil participar ativamente das políticas culturais e envolver-se com a gestão pública da cultura nos municípios. Um dos principais papéis que lhe competem é, portanto, dialogar com representantes locais (prefeituras, câmaras de vereadores, secretarias e fundações) para que os municípios façam a adesão as diretrizes do Sistema Nacional de Cultura e, em um segundo momento, adotem as medidas previstas em tal sistema.