19/06/2026
À noite, quando o ruído do mundo começa a silenciar, talvez possamos recordar que a imaginação não é fuga: é uma ponte.
Desde cedo, as grandes histórias ensinam a alma a reconhecer seus próprios símbolos. Castelos, florestas, dragões, escadas, tesouros e jardins encantados não pertencem apenas ao universo infantil. Eles habitam também as regiões profundas do ser, onde a consciência aprende a distinguir medo e coragem, sombra e luz, aparência e verdade.
Os contos de fadas, quando recebidos com sensibilidade, despertam em nós uma linguagem interior. Eles falam sem impor, ensinam sem endurecer, revelam sem explicar tudo. Mostram que o herói muitas vezes começa pequeno, inseguro ou imperfeito, mas carrega no coração uma força silenciosa capaz de vencer provas, atravessar portais e retornar transformado.
Também nós, em nossa jornada, subimos escadas invisíveis. Às vezes não compreendemos todos os sinais do caminho, mas algo em nosso íntimo reconhece o chamado. A imaginação criativa, iluminada pela consciência, torna-se então uma forma de intuição: um olhar voltado para dentro, capaz de perceber tesouros que o olhar comum não alcança.
Talvez o melhor presente dessas antigas narrativas seja este: recordar que existe em cada ser uma possibilidade de florescimento. O Patinho Feio de nossa vida interior pode, um dia, reconhecer-se como o cisne que sempre foi. 🌹✨
Texto adaptado para leitura na internet a partir de publicação da revista O Rosacruz, de autoria de June Schaas, S.R.C., 4º Trimestre de 2001.
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Salve para reler com calma.