e todo um novo mundo a construir.
Mas nós conseguiremos.
Nas últimas eleições, palavras como "mudança", "transformação" e "novo" foram repetidas à exaustão, sem que houvesse real preocupação com o sentido que elas deveriam inspirar em práticas políticas concretas.
Percebendo o cansaço de um povo que se sente refém de um sistema político que não o representa, o velho disfarçou-se de novo e continuou a comandar a política. E o que foi vendido como panaceia, como cura para todos os males do país, mostrou-se na verdade uma caixa de Pandora, que depois de aberta liberou um pacote de decisões que só seria considerado “novidade” séculos atrás.
No plano nacional, alguns grupos se aproveitaram da justa indignação popular e realizaram uma campanha de baixo nível, regada a mentiras e discurso de ódio, promovendo um projeto de poder repressivo, visando a criminalização dos movimentos sociais, o desmonte dos direitos do trabalhador, a exclusão das minorias e o enfraquecimento da legislação ambiental. Assim, assumiu a liderança do país uma “nova” classe política, que não tem nenhum compromisso com a democracia nem a menor preocupação em combater as desigualdades sociais e regionais que tanto atrapalham o desenvolvimento do Brasil.
Em meio a este cenário conturbado, surge em Capelinha o PARTICIPA, um movimento suprapartidário com ideais progressistas. Congregando representantes da sociedade civil, de órgãos de classe e de partidos progressistas, o PARTICIPA entende que a única forma realmente inovadora de fazer política é a partir da participação democrática e da escuta atenta dos anseios do povo. Construir um projeto popular não só é possível, como também é necessário e urgente, uma vez que em Capelinha as ações políticas arquitetadas em gabinetes, sem efetiva participação do povo, têm falhado sucessivamente.
O modelo tradicional, que vigora há décadas no município, é baseado na delegação dos rumos de Capelinha a um pequeno grupo gestor, que eventualmente se alterna a cada quatro anos. Alguns nomes mudam, mas as práticas continuam iguais. O PARTICIPA entende que esse modelo já deu provas suficientes de esgotamento e ineficiência. Para superar tal condição, é urgente uma nova cultura política, que socialize o poder decisório. O povo não pode mais ser tratado como curral eleitoral nem como massa de manobra. Cidadania não se resume a votar. Cidadãos participativos se tornam protagonistas dos processos políticos e não se entregam a “salvadores da pátria” que prometem soluções milagrosas para problemas complexos. O destino de Capelinha deve ser decidido coletivamente. Por isso, o PARTICIPA acredita que é necessário aprofundar a democracia, ao invés de atacá-la ou desfigurá-la.
Uma nova cidade é possível, mas é fundamental que os órgãos representativos estejam abertos às demandas da comunidade. O PARTICIPA tem convicção de que instrumentos de participação popular e de controle social das ações governamentais, já experimentados com sucesso em muitos municípios brasileiros, podem aperfeiçoar o contexto político em Capelinha. Esses instrumentos são: conselhos gestores, orçamento participativo, audiências públicas, projetos de iniciativa popular, prestações de contas e licitações transparentes. Infelizmente, os mecanismos de democracia direta que existem no município, a exemplo dos conselhos gestores, sofrem com ingerências do Executivo e do Legislativo, têm pouca independência e reduzida participação. É obrigatório alterar essa dinâmica para que se desenvolva efetiva cooperação entre governo e sociedade civil. Um real modelo de democracia exigirá mobilização e diálogo dos capelinhenses.
O PARTICIPA defende o fomento de políticas públicas de preservação do meio ambiente. Também é favorável à cobrança para que grandes empresas situadas em Capelinha cumpram a legislação ambiental e reparem o impacto que provocam. Garantir o futuro de quem vive da agricultura em Capelinha é questão estratégica. Para isso, não se pode prescindir da preservação e recuperação de matas e recursos hídricos. Os problemas ambientais existentes em nosso município só podem ser enfrentados com coragem e seriedade.
O PARTICIPA entende que a cidade é um corpo vivo. Além do vai-e-vem de pessoas em suas rotinas, o meio urbano precisa oferecer variadas opções culturais, esportivas, gastronômicas e musicais. Tais atividades fortalecem a solidariedade entre os cidadãos e combatem o isolamento social tão danoso à saúde mental das pessoas. A cidade deve ser espaço de diversidade e tolerância, sem preconceitos em razão de classe, s**o, religião, orientação sexual, cor, gênero ou origem. A ocupação dos espaços públicos também favorece a atuação de pequenos comerciantes, artistas, artesãos e produtores. Consideramos de suma importância a valorização das manifestações populares e da cultura local, pois por meio delas é que mantemos nossa identidade viva.
Para o PARTICIPA, a juventude deve ter voz e vez nas políticas públicas. Os anseios dos jovens são bem mais amplos do que os tradicionalmente considerados pelas administrações capelinhenses. A juventude quer ajudar a construir o futuro do município. O poder público tem que auxiliar os jovens não apenas em seu desenvolvimento físico e educacional, mas também garantir empregabilidade digna e amparo nas situações de vulnerabilidade.
“Novo” em política não quer dizer algo exatamente bom ou ruim. Com a alcunha de “novidade”, práticas políticas viciadas asseguraram sobrevivência. A diferença entre a “novidade” que só age nas aparências e a novidade que realmente transforma é a base popular e a construção coletiva. É sob os pilares democráticos e progressistas que o PARTICIPA se assenta.