1997 - Núcleo Serra dos Cristais – Grupo de cidadãos campolimpenses em defesa das causas ambientais.
2001- Início do Movimento SOS Campo Limpo. Grande mobilização popular ( palestras, carreatas, passeatas, rádio, TV, escolas, protestos junto á Câmara Municipal, jornais) que impediu a instalação de um atêrro de lixo na área de mananciais da Serra dos Cristais em Campo Limpo Paulista/SP.
Apoio: Gilberto Gil.
2003 – Ano de fundação da Associação Caminho Verde.
Até 2009 (Antes do Ponto de Cultura), a Associação não tinha uma sede na cidade. Estava instalada na zona rural.
À partir de 2010, através da instalação do Ponto de Cultura Caminho Verde, a séde da Associação é transferida para o mesmo local do Ponto de Cultura, ficando mais acessível à população, em especial á população em situação de vulnerabilidade social, local escolhido para o trabalho que iríamos realizar com as oficinas.
Desde 2002, a Associação Caminho Verde vem atuando em:
- Monitoramento de denúncias ambientais pela preservação das Serras do Japi – Jundiaí/SP e Serra dos Cristais – Campo Limpo Paulista/SP. Visitas a campo, formalização das denúncias que, se não solucionadas, são encaminhadas ao Ministério Público;
- Participação de reuniões do consórcio Comitê PCJ – Rios Piracicaba/Capivari/Jundiaí, Câmaras Técnicas de Recursos Naturais e Educação Ambiental;
- Mostra Fotográfica Itinerante da Serra dos Cristais, Fauna e Flora. Coleção de fotos do Fotógrafo ambientalista Gabor Nemes, primeiro Diretor Presidente da Associação Caminho Verde. Conforme solicitação dos interessados e agendamento;
- Palestras em escolas, igrejas e indústrias, conforme solicitação dos interessados, com temas ambientalistas ou culturais;
- Lançamento do Jornal Caminho Verde – bimestral, Cultura e Meio Ambiente;
- Saraus Itinerantes: Ainda sem séde, em parceria Centro Cultural Campo Limpo Paulista gerido pela Thyssenkrupp e Clube Nippo;
- Sarau Caminho Verde na séde do Ponto de Cultura;
- Projeto “Onde Moro/Monitores Ambientais Jovens” : Palestras em escolas situando o aluno no seu Meio Ambiente da escola, casa, bairro, cidade , com posterior visita a campo na Serra dos Cristais;
- Projeto “Não Jogue o Planêta pelo Ralo " - Coleta de óleo de cozinha, em com apoio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente;
- De 2009 a 2019 – Como “ Ponto de Cultura Caminho Verde”.
https://www.facebook.com/pg/ong.caminhoverde/photos/?ref=page_internal
arteacampo.blogspot.com (atualmente usamos apenas a página do Facebook)
Ponto de Cultura Caminho Verde - Projeto : “Arte a Campo-Semeando Cultura"
Mudança para séde na cidade. - Além das atividades acima que já vinham sendo desenvolvidas, o Edital dos Pontos de Cultura 2009 possibilitou uma maior visibilidade para a Associação Caminho Verde, proporcionando o acesso da população às ações culturais e ambientais. Principalmente pelo fato do projeto ter sido pensado para uma área de vulnerabilidade social, bairro periférico da cidade.
Oficinas programadas para os temas de Cultura e Meio Ambiente
1- Cerâmica: Trabalhar o barro como matéria prima natural, formar ceramistas para a constituição de uma cooperativa que possibilitasse a geração de renda;
2- Papel Machê: Reaproveitamento de papel a ser reciclado para confecção de objetos decorativos, jogos, cadernos etc., a serem destinados à venda para geração de renda;
3- Desenho e História em Quadrinhos: Aulas de desenho e HQ com a finalidade de ser confeccionada uma Cartilha Ambiental pelos alunos e, posteriormente ser distribuída na cidade;
4- Percussão: incluindo a construção de instrumentos à partir de materiais recicláveis, em parceria com a Cooperativa Vida Nova de Catadores . Formação de grupo de Cultura Popular.
OUTRAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NO PONTO DE CULTURA:
- Saraus mensais na séde, com grande frequência, 2009 a 2016;
- Bazar permanente
- Cursos extras na sede do Ponto de Cultura, conforme interesse da comunidade, de forma voluntária: ·*Hip hop * Capoeira * Percussão com rítmos brasileiros * Canto e percussão com Dandara Modesto * Percussão africana com Douglas Silva * Confecção de pufs de garrafas pet * Máscaras com papel machê * Desenho específico (Mangá) * Violão * Teatro * Samba de Bumbo * Cineclube Caleidoscópio * Sinal Literário (ensino de literatura)
- Eventos: "Cultura no Ponto" * Festival do Minuto de Cinema * Oficinas de Educação Ambiental * 2 grandes Mostras Artísticas na séde para a comunidade, final de 2013 e fevereiro de 2015. (Com as “sobras” das verbas anuais do convênio Ponto de Cultura no fim de cada ano, solicitávamos autorização à SEC e promovíamos uma grande festa para a população do entorno, com artistas convidados, lanches, apresentações de escolas, outros coletivos);
- Projeto “Onde Moro/Monitores Ambientais Jovens”, convênio Cons. Mun. da Criança e do Adolescente (CMDCA)–2015/2016. Capacitação para jovens oriundos dos CRAS, Conselho Tutelar a atuarem em programas específicos da Caminho Verde;
- Ações Culturais em parceria com outras entidades , participação nas festas oficiais da cidade com montagem de barracas para arrecadação e visibilidade do projeto Ponto de Cultura nas Festas Juninas, Festa da Cidade, Carnaval;
- Sarau Artístico no Centro Cultural Tao Sigulda, Campo Limpo Paulista/Jarinu - 2016. Na tentativa de reabilitar um espaço cultural muito importante da região, cujo artista plástico de renome internacional Tao Sigulda, já falecido, deixou como legado e estava abandonado pelo poder público;
- Mostra Artística no Centro Cultural Tao Sigulda, Campo Limpo Paulista/Jarinu - 2016, com exposição e venda de quadros, artesanatos, gastronomia, apresentações artísticas variadas desde Banda de Gaita de Foles, MPB, Grupo Folclórico Italiano, Grupo de Maracatu Tambores de Inkice, Corais, etc. Novamente na tentativa de reabilitarmos este espaço cultural;
- Apoio à formação do “Grupo Araúna” de Cultura Popular Brasileira. Através do Ponto de Cultura e oficinas de percussão, foi formado um grupo de estudos de canto, dança, tradições da nossa Cultura Popular Brasileira que se reunia e ensaiava regularmente no Ponto de Cultura. Toda a estrutura e instrumentos eram disponibilizados. O Araúna hoje se apresenta por todo o Brasil, principalmente no eixo Campinas/Jundiaí/São Paulo.
https://www.facebook.com/Grupo-Ara%C3%BAna-336595119716021/
- Ações culturais e ambientais em parceria com escolas, indústrias, faculdades, ETEC’s;
- Disponibilização da séde/espaço para a população em geral, bem como equipamentos do Ponto de Cultura, espaço de convivência, tênis de mesa;
- Apresentações do Ponto de Cultura em outros municípios, “Feira das Profissões “em Várzea Paulista - 2014;
- “Cultura no Ponto” – Eventos pontuais com apresentações artísticas dos vários segmentos no Ponto de Cultura;
- Parceria do Ponto de Cultura com o Grupo Conviver, terceira idade de Campo Limpo Paulista, com a realização de rodas de conversa, contação de causos e apresentação de cantigas com o Mestre em Tradições e Culturas Populares Eufra Modesto – 2015;
- Troca de saberes com outros Pontos de Cultura : Visita a Casa Tainã, Campinas/2010. Visita ao Ponto de Cultura Chico Mendes, Guarulhos/2011. Visita ao Ponto de Cultura Ilú Obá De Min/2013. Visita ao Ponto de Cultura Jongo Dito Ribeiro, Campinas/2011;
- Participação na Teia Estadual em Guarulhos, Teia Nacional em Fortaleza, Congresso Latino-americano em La Paz na Bolívia;
- Apoio na produção Artística do Festival de Folclore “Folclorando” em parceria com a Diretoria de Cultura e Eventos de Campo Limpo Paulista - Agosto de 2017 e 2018; (vídeo, declaração). Através dos contatos com Pontos de Cultura, trouxemos grupos de cultura popular nacional (Congada de Carapicuíba, Jongo do Embu das Artes, Maracatu Tambores de Inkice, Folia de Reis de Várzea Paulista, Orquestra de Violeiros de Várzea Paulista, Grupo de Catira de Várzea Paulista, etc.) e internacional (Grupo Italiano Stella Bianca, Banda de Gaita de Foles SBSP, Grupo de Danças Medievais Draumur, Grupo de Dança Japonesa Clube Nippo, etc.) para se apresentarem no Folclorando, 2017 e 2018.
- Projeto “Não Jogue o Planeta pelo Ralo” – de 2010 a 2016 . Em 2013 Convênio com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente, emenda parlamentar para aquisição de veículo próprio e materiais. Processo SMA 7674/2013 Parceria com a Secretaria de Educação e Cultura de Campo Limpo Paulista, com postos de coleta nas escolas municipais. O projeto era destinado à coleta de óleo vegetal reciclável e conscientização da população para não descartarem o óleo de fritura no esgoto, contaminando as águas de superfície e tubulações. A Associação recolhia o óleo vegetal na cidade com o intuito de dar um descarte adequado ao material e para isso disponibilizava pontos públicos de coleta nas escolas, órgãos públicos, igrejas, comércios, restaurantes, associações, conjuntos residenciais, empresas e por meio de voluntários moradores nas residências. No total são 42 pontos de coleta na cidade. Depois de coletado o óleo era vendido pela Associação Caminho Verde para a Cooperativa Pront Sol de Campinas. O resultado da venda, além de dar sustentabilidade ao projeto.
- Participação no Evento “Dia Mundial do Meio Ambiente”- Faculdades Campo Limpo Faccamp, junho de 2017;
- Projeto “Onde Moro / Monitores Ambientais Jovens” em fase de reimplantação para 2019. O projeto teve e tem como objetivo formar monitores ambientais jovens e capacitar esses alunos para serem agentes multiplicadores em seus bairros, escolas, empresas, além de permitir uma capacitação profissional para trabalharem com visitas monitoras na Serra dos Cristais ou palestras sobre o assunto. Poderão ser remunerados, gerando renda. O curso será novamente ministrado por uma bióloga e uma gestora ambiental da Associação Caminho Verde. Com seis meses de duração em 2015/2016, foram capacitados 12 alunos. O público alvo foram e serão em 2019, adolescentes atendidos pelos três Centros de referência de Assistência Social de Campo Limpo Paulista (CRAS), maiores de 16 anos.
- Participação no 4º. Encontro de Entidades da Sociedade Civil, Aglomerado Urbano de Jundiaí - Encontro de Redes Esc – Jundiaí, Agosto 2018;
- Palestra da Associação Caminho Verde sobre o projeto “Não Jogue o Planeta pelo Ralo” na escola EMEF Tomazina , Campo Limpo Paulista/SP. Palestrante: André Queiroz Guimarães - Diretor Presidente, Setembro/2018 ;
- Palestra da Associação Caminho Verde sobre Meio Ambiente, “Reciclagem e Alimentação Saudável” realizada na empresa Aercamp de Campo Limpo Paulista/SP, na semana SIPAT. Palestrante : Maria Fernanda Marques, outubro /2018.
A Associação Caminho Verde participa dos seguintes Conselhos Municipais na cidade Campo Limpo Paulista/SP:
- Condema- Conselho Municipal Meio Ambiente
- CMDCA Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente ;
- Conselho Gestor da Praça Céu, como Ponto de Cultura. A Associação compõe também o grupo de estudos de revisão do Plano Diretor da cidade, em 2018.
Cultura Popular: Pela necessidade de diagnóstico, identificação e resgate das culturas populares possíveis na cidade, uma cidade sem identidade cultural, artesanal ou gastronômica. A 50 km de São Paulo, 58 km de Campinas, 17 km de Jundiaí, às margens da ferrovia da CPTM, Campo Limpo Paulista, é tida como uma “cidade dormitório”, com pessoas vindas das mais diversas regiões do País. Portanto, o tema Cultura Popular a ser desenvolvido, fomentado, vai em busca de um desenvolvimento cultural sustentável para a cidade que sempre se apresentou muito deficiente neste sentido, sem um centro de referência para a população. Por isso a importância de um Ponto de Cultura na cidade, como espaço que acolhe a população para este chamamento.
Meio Ambiente: A localização dos municípios da região de Jundiaí/Campo Limpo Paulista os tornam parte do Cinturão Verde de São Paulo, com suas Serra do Japi e Serra dos Cristais. Na finalidade estatutária de proteção ao mínimo de Mata Atlântica que ainda nos resta no Estado de São Paulo, desmatando para dar lugar à cana de açúcar e à laranja, a preocupação ambiental objetiva protegermos nossos mananciais, fauna e flora, em benefício da qualidade de vida de todos. Aliada está a proposta de formação de feiras e hortas comunitárias orgânicas, tanto pelo uso adequado do solo como para uma vida saudável da população e geração de renda para a agricultura familiar. Este último com projeto sendo escrito. Como o Edital Pontos de Cultura nos proporcionou uma sede num bairro da cidade, mesmo sendo na periferia, facilitou muito a apresentação de denúncias por parte dos cidadãos que passaram a recorrer a este endereço. Juventude: Sempre tivemos o espaço do Ponto de Cultura aberto para nossos jovens, para que pudessem ser ouvidos. Fosse por meio de parcerias com escolas estaduais de tempo integral, como a EE Georgina Fortarel, ao lado do Ponto de Cultura, ou a EE Mário Pereira Pinto. Além das oficinas normais, conforme nos apresentavam suas demandas, procurávamos introduzir novos cursos como: capoeira, hip hop, teatro, violão, grafite. Com o tempo fomos pensando num curso que pudesse profissionalizar alguns jovens, encaminhando-os para trabalhos junto à Associação Caminho Verde. Por isso nossa participação e Convênio com o Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, Projeto “Onde Moro/Monitores Ambientais Jovens”, a ser reeditado em 2019.
ALCANCE DAS AÇÕES: As dinâmicas se voltam para a compreensão – Homem e Natureza, em pertencimento mútuo e integral. Reconhecendo a Cultura como ação inerente ao homem em seu desenvolvimento social, usufruindo, respeitando, convivendo em harmonia com tudo aquilo que o cerca, num pertencimento mútuo e integral. De 2009 a 2016, o projeto Ponto de Cultura “Arte a Campo-Semeando Cultura” foi de extrema importância para a cidade, para a região onde estava inserido. De alta densidade demográfica e com população de baixa renda, população carente de ações que promovessem a busca de identidade cultural, inclusão social, formação artística, geração de renda, autoestima e educação ambiental. O Ponto de Cultura promoveu a integração social com amplo acesso à cultura através da arte- educação. O projeto visou à valorização do ser humano no seu habitat como agente transformador em potencial do ambiente em que vive, com mudanças em relação ao descarte inadequado de lixo, uso incorreto da água e energia, alimentação, arborização, proteção ambiental. Desde o “1º. meio ambiente” que é o nosso corpo, nosso quarto, nossa casa, nossa escola, bairro, cidade .... do micro ao macro. Como o nosso público alvo, bairros do São José, Jardim Marchetti, Parque Internacional não dispunha de recursos financeiros para locomoção, pautamos pela orientação de que “a arte está onde o povo está”. Porém, nossas ações não se limitaram apenas a estes bairros, já que atendíamos, com parcerias, vários outros segmentos, conforme nos era solicitado por meio de oficinas, apresentações, palestras, etc. Outra observação: dentro do possível, demos preferência a contemplar os mestres e artistas locais para as oficinas. Assim sendo, o alcance das nossas ações atingiu a cidade como um todo, a região, tendo sido mais concentrado na região dos bairros do Ponto de Cultura. Número alunos das oficinas elencadas no Ponto de Cultura, Projeto “Arte a Campo”, anos 2009 a 2016, envolvimento direto.
Desenho : 226 – Prof. Ede Galileu e Marco Antônio.
Cerâmica : 241 – Prof. José Itelmo Silva Nascimento Percussão:
283 – Profs. Moringa, Jesum Biasin, Duda Moleque.
Papel Machê: 169 – Profa. Alcione Donatte
TOTAL OFICINAS PROJETO: 919 alunos, apenas pelas oficinas do Ponto de Cultura, dentro do Projeto “Arte a Campo-Semeando Cultura”. Número participantes atividades culturais com cursos extras, oficinas extras, saraus mensais, parcerias com escolas, apresentações Grupo Araúna em festas regionais, Festival de Folclore Folclorando, entre 11.000 a 15.000 pessoas.
· Oficina de Hip hop- 32
· Oficina de Capoeira- 65
· Oficina extra de percussão com ritmos brasileiro- 35
· Oficina de canto e percussão com Dandara Modesto- 38
· Oficina extra de percussão africana com Douglas Silva- 27
· Oficina de confecção de pufs de garrafas pet– 242 (escolas)
· Oficina extra de máscaras com papel machê- 22
· Oficina extra de desenho específico (Mangá)- 64
· Oficina de violão – 33
· Oficina de teatro - 24
· Cineclube Caleidoscópio– 1234 (sessões quinzenais)
· Sinal Literário – estantes de livros à disposição da população
· Eventos “Cultura no Ponto” – esporádicos, em torno de 2000
· Festival do Minuto de Cinema – 438 (escolas)
· Folclorando– diretamente 11.000 alunos da rede Municipal de Educação. Apresentações dos alunos com danças folclóricas brasileiras = 620. Público na festa: 4.000 pessoas. Coleta de óleo: Em torno de 40.000 pessoas, envolvendo a rede de educação do município com seus alunos e famílias, comércio e indústria com postos de coleta. Números atuais de participantes em atividades culturais: Festival Folclorando, apoio à Rede Municipal de Educação, Diretoria de Cultura e Eventos: 11.000 alunos envolvidos em pesquisa, Mostra Pedagógica e apresentação de danças típicas.
Apresentações abertas para a cidade, 80.000 habitantes. Indiretamente a Associação Caminho Verde atua no Aglomerado Urbano de Jundiaí, que compreende as cidades de Cabreúva, Campo Limpo Paulista, Itupeva, Jarinu, Jundiaí, Louveira e Várzea Paulista tendo em torno de 805 mil habitantes.
Descoberta e valorização dos artistas locais. O bairro escolhido para abrigar as oficinas do projeto, Parque Internacional e adjacências – São José, Jardim Marchetti, Pau Arcado- é um bairro carente na cidade com falta de opções de lazer e cultura. O espaço passou a ser referência no bairro e local como ponto de encontro das pessoas, principalmente os adolescentes utilizavam o espaço no contraturno escolar. Seja para participar das oficinas do espaço como para ficar no local, onde foi o montado um espaço de convivência para as pessoas com bancos e mesa de tênis de mesa.
PRÊMIO No ano de 2012, a cidade de Campo Limpo Paulista recebeu no 6º Fórum Mundial da Água, em Marselha (França) o prêmio de cidade campeã em preservação e gerenciamento de seus recursos hídricos. Foi o único município brasileiro a ser convidado para participar da Andong International Waterfront City Summit, na Coréia do Sul. A homenagem ocorreu graças a projeto de 2009 desenvolvido pelo Instituto Agronômico (IAC-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Associação Caminho Verde. O IAC ficou responsável pela execução do projeto; a Unicamp, pelos estudos socioeconômicos e a Caminho Verde, pelos trabalhos de divulgação e educação ambiental junto à comunidade.
Contamos com um quadro local de voluntários pequeno que está sendo ampliado neste momento com chamamentos regionais e até pelo Brasil todo, por meio de sites específicos.
A Associação continua sua luta na cidade participando efetivamente dos movimentos para o desenvolvimento do município integrando o grupo de trabalho de revisão e desenvolvimento do Plano Diretor, do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente e participando ativamente do Conselho Gestor da Praça CEU das Artes, a ser inaugurado em 2019. Nesses anos de trabalho percebemos o engajamento da comunidade na causa ambiental, por isso é fundamental a continuidade do trabalho de conscientização, seja por meio de palestras, seminários, fóruns, encontros.
Desde o primeiro movimento em 1997 , Núcleo Serra dos Cristais, SOS Campo Limpo, o qual deu origem à Associação Caminho Verde legalmente constituída, a entidade trouxe para a cidade o engajamento dos cidadãos para as causas ambientais na defesa da sua qualidade de vida quando, por meio de grande mobilização popular, impediu a instalação de um lixão em área de mananciais.
Em 2014, por meio também de mobilização popular, como acionamento do Ministério Público, impediu a Alteração da Lei de Uso e Ocupação do Solo feita de maneira irregular pelo Poder Público Municipal.