02/03/2025
Eu venho de um lugar bonito de se ver, lá tem seus encantos, lindas paisagens, pássaros em vários cantos, as moradias são simples mais bem aconchegante, lá todo mundo é parente, com seu jeito diferente, tem aqueles que adora uma pinga, aqueles mais assossegado, povo acolhedor, animados, gente de muito valor. No lugar de onde venho o povo é trabalhador, trabalha na roça, na irrigação, no sisal e na produção do quintal. O lugar de onde venho, hoje, mora poucas famílias, o povo foram embora em busca de melhorias,
Lá a mulherada é arretada, não abaixa a cabeça para nada, carrega uma sobrecarga e nem sempre é valorizada, cuida da casa, dos filh@s, da produção do quintal, trabalha como professora, fazendo carvão, e ainda cuidam da criação.
Lá tem a mulher chefe de família que luta noite e dia para educar e cuidar de suas crias. No lugar de onde eu venho, são as mulheres que estão à frente de todo processo, desde casa, roça, participação em eventos, idas a Feiras livres, são elas que mantem viva a associação, organiza as reuniões, convida a população e faz acontecer.
Lá também tem seus problemas, como dificuldade de acesso a agua em quantidade e qualidade, necessita de uma atenção maior no que se refere a saúde da população, na área da educação a mesma precisa ser contextualizada.
Lá a juventude e as crianças não tem muita opção, pouco espaço de lazer, falta oportunidade de trabalho e políticas públicas que incentive a permanência dos mesmos na comunidade, através da geração de renda a partir da própria propriedade.
Apesar dos desafios o povo de lá (re)existe, mantem vivo o vínculo comunitário a solidariedade. Lá o povo segue lutando se reinventando...