09/08/2026
09 de agosto, Dia Internacional dos Povos Indígenas, antes de ser uma data comemorativa, é um marco de luta e resistência. Instituída pela ONU em 1994, a data reforça a importância da defesa dos direitos dos povos originários, de seus territórios, de suas culturas e de seus modos de vida que são constantemente ameaçados pela expansão do agronegócio, pelo garimpo, pelo desmatamento e pela violência no campo.
Muito antes de existir o conceito de agroecologia, os povos indígenas já cultivavam a terra em equilíbrio com a natureza. Seus conhecimentos ancestrais, construídos ao longo de milhares de anos, ensinam que produzir alimentos signif**a cuidar do solo, da água, das sementes, da biodiversidade e das futuras gerações. A agroecologia reconhece e se inspira nessa sabedoria, valorizando a diversidade de cultivos, o respeito aos ciclos naturais, a preservação das sementes crioulas e a relação de cuidado com os territórios.
Não por acaso, os territórios indígenas estão entre as áreas mais preservadas do país. Enquanto o modelo do agronegócio avança com monoculturas, uso intensivo de agrotóxicos e destruição ambiental, os povos originários seguem protegendo florestas, rios e a biodiversidade, mostrando que outro modelo de produção é possível: um modelo que coloca a vida acima do lucro.
Neste 9 de agosto, reafirmamos que defender os povos indígenas é defender a agroecologia, a soberania alimentar e o direito de todas as pessoas a uma alimentação saudável, produzida com respeito à natureza e aos territórios.
Venha somar conosco nesta luta!
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