24/09/2026
O governo de Tarcísio de Freitas tem colocado São Paulo na contramão das principais políticas públicas de combate à fome no país.
Desde 2023, o estado está sem um Plano Estadual de Segurança Alimentar, não aderiu ao Protocolo Brasil Sem Fome e segue com baixa participação no Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan): apenas 79 dos 645 municípios estão integrados.
Enquanto o Brasil retoma políticas essenciais para garantir comida de verdade no prato da população, a gestão estadual se afasta dos espaços de construção coletiva e participação social.
São Paulo, inclusive, ficou sem representação com direito a voto no Encontro +2 da 6ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar, abrindo mão de contribuir em decisões estratégicas sobre um dos maiores desafios do país.
Movimentos sociais, pesquisadores e organizações da sociedade civil denunciam o enfraquecimento de espaços democráticos e a perda de protagonismo de instâncias fundamentais na construção de políticas de segurança alimentar.
Também cresce a preocupação com a influência de setores ligados ao agronegócio em espaços que deveriam priorizar o Direito Humano à Alimentação Adequada.
Isso não é apenas uma decisão administrativa, é uma escolha política. Ao não planejar, não fortalecer a adesão dos municípios e reduzir a participação popular, o governo enfraquece o enfrentamento estrutural da fome. E quem paga essa conta são as populações mais vulnerabilizadas: periferias, mães solo, trabalhadores empobrecidos, povos tradicionais.
A fome não é falta de alimento. O Brasil produz comida suficiente. A fome é resultado de desigualdade, concentração de renda e decisões políticas que definem quem acessa direitos e quem é excluído.
Um estado como São Paulo não pode se omitir. É preciso retomar o planejamento, fortalecer a participação social e assumir o compromisso com a justiça alimentar.
FONTE: O JOIO E O TRIGO
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